As informações reservadas sobre a reunião no Ministério das Finanças
Depois da primeira reunião de trabalho deste mês de fevereiro (05FEV), agora no Ministério das Finanças, reunião essa que faz parte do lote de reuniões técnicas a desenvolver durante o mês de fevereiro e que não são reuniões do processo negocial propriamente dito, ficou acordado pela troika participante (Governo, SFJ e SOJ) que o conteúdo das reuniões não seria publicamente divulgado, designadamente através de notas informativas nas páginas dos sindicatos, mantendo-se a reserva para todos os Oficiais de Justiça.
Nesta última sexta-feira, 07FEV, divulgamos a breve mensagem reservada que António Marçal enviou a dirigentes sindicais e apenas a estes, nem aos delegados sindicais enviou e, muito menos, aos associados daquele Sindicato.
A mensagem, que veio a tornar-se pública nas redes sociais, dizia assim:
«Car@s, Entendendo a ânsia de tod@s vós por saberem a par e passo o que passa, tenho de vos lembrar que há o compromisso assumido pelas três partes envolvidas neste processo de manter reserva e “longe dos holofotes” o trabalho que se irá desenvolver ao longo deste mês de fevereiro. Há, todavia, algo que quero, como Presidente do SFJ, mas acima de tudo como oficial de justiça, reiterar perante vós: Não deixar ninguém para trás e obter a revalorização salarial que há muito merecemos.
O calendário que definimos, e que está sempre em aberto uma vez que Grupo de Trabalho tripartido funcionará quase em sessão permanente, tem uma data para se chegar a um ponto de entendimento: 26 de fevereiro de 2025. Nessa altura, faremos a avaliação e, em conjunto, daremos conta aos associados e demais OJ do trabalho feito. Justiça para quem nela trabalha. / António Marçal»
Nesse mesmo dia 07 de fevereiro o presidente do SOJ também enviou uma comunicação sobre a mesma reunião, no entanto, diferentemente, fê-lo para todos os associados.
A mensagem do presidente do SOJ descrevia a reunião assim:
«Estimado@ Associad@, Bom dia!
Como é do conhecimento geral realizou-se no dia 5 a primeira de 5 reuniões que irão ocorrer entre o Governo, representado pela Senhora Secretária de Estado da Administração Pública e Senhora Secretária de Estado Adjunta e da Justiça e os Sindicatos.
Nessa reunião abordaram-se, essencialmente, as questões relacionadas com o grau de complexidade 3, as categorias e tabela remuneratória. Nesta fase o Governo não apresenta respostas concretas.
É de salientar que este processo negocial, com as chamadas reuniões técnicas sob reserva, ocorreu com outras carreiras, embora tal facto seja do desconhecimento do público em geral e, consequentemente, dos colegas.
Aliás, não deixa aliás de ser curioso que alguns colegas afirmem que esses processos negociais foram exemplares, considerando que os sindicatos que neles participaram são dotados de grande capacidade, mas depois, desconhecendo que nesses processos participa o colega Carlos Almeida, na qualidade de Vice-Secretário Geral da FESAP, tentam desvalorizar a ação dos sindicatos que os representam.
Ora, fruto desse conhecimento, estamos em condições de transmitir aos associados que, por ora, o processo está a decorrer com a normalidade com que decorreram processos de outras carreiras que foram valorizadas.
Concluindo: A reunião decorreu com a normalidade com que decorrem estes processos, tendo havido, contudo, necessidade de esclarecer alguns pontos, nomeadamente, afastar modelos austríacos, espanhóis ou outros, que a nós nada interessam.
Com os melhores cumprimentos, / Carlos Almeida»

Modelo austríaco não interessa?? Esta também está boa....e cada uma pior que outra.
ResponderEliminarQuem não é do Soj não tem o direito de ter informação sobre isto.
ResponderEliminarJá que gostam do SFJ que fiquem com essas informações..
Não está certo o blog dar esta informação aos inimigos.
Ou seja todos que são do SFJ são inimigos do SOJ.
palhaço, junta-te à tutela para dividires mais
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ResponderEliminarEu já não acredito em nada, depois de 25 anos de enganos.
E entretanto vou vendo pessoal a desistir, pedir exoneração por cansaço desta carreira. vidinha da treta.
só enganos atras de enganos e o tempo a consumir.
Para uns tido, para nós Oj´s nada.
Pensem bem nas vossas vidinhas miseráveis.
És OJ ou um puto parvo que resolveu escrever merda logo de manhã, chateado por a prof faltar ao primeiro tempo?
ResponderEliminarBom dia,
ResponderEliminarO texto de hoje é revelador da forma com que são discutidos estes assuntos.
A determinada altura são citados pelo menos dois modelos, um nórdico (Austríaco) e outro mais perto do fim da Europa (o da vizinha Espanha).
Para melhor perceberem os modelos, pode-se consultar a página oficial da UE (https://e-justice.europa.eu/29/PT/types_of_legal_professions).
Dali resulta que, no modelo Austríaco, os funcionários judiciais são recrutados/selecionados de entre pessoas detentoras do ensino obrigatório (12º ano de escolaridade) ou qualificação equivalente e obrigatoriamente frequentadores de um curso específico, com a duração de três (3) anos, findos os quais passam a integrar a carreira, mas, note-se, com a especificação em concreto do domínio da sua atividade (cível, criminal, etc.) ou seja existe uma especialização que deve ser observada. São responsáveis por 80% das resoluções em primeira instância, têm autonomia de decisão para algumas matérias (de dívidas, jurisdição voluntária, etc.) e atuam segundo as orientações do Juiz que pode avocar esses processos.
O modelo Espanhol é um pouco diferente, este engloba um corpo superior de funcionários (Secretários Judiciais) com funções bem distintas daquelas que têm por cá os secretários de justiça ou mesmo os administradores judiciários. São recrutados de entre licenciados e necessariamente frequentadores de curso específico. Depois existem ainda os gestores processuais, recrutados de entre licenciados, e os administradores de trâmites recrutados de entre detentores do ensino secundário e aprovação em exame próprio. Existem ainda os assistentes judiciais para a realização de tarefas administrativas e outras específicas, os quais são recrutados de entre possuidores do ensino secundário.
Sumariamente é esta a realidade daqueles países.
Em termos de dimensão, a Áustria (tal como a Hungria ) são é um país com uma população residente próxima da nossa (cerca de 9 milhões) já a Espanha tem uma população cinco vezes maior que a nossa, e uma organização regional que lhes permite o recrutamento a esse nível (regional/nacional).
Enquanto que o modelo Austríaco é mais facilmente adaptável à nossa realidade (aproxima-se do implementado, por exemplo, nas Conservatórias do registo Civil) o modelo Espanhol é um pouco bem diferente mas é preciso lembrar que a reforma de 2014 teve muita influência deste.
Em Espanha, foi proposto um modelo de organização alternativo das secretarias judiciais baseado em três atividades principais da administração da justiça: a atividade jurisdicional, a atividade procedimental e a atividade estritamente administrativa com um forte enfoque na introdução de mecanismos de gestão - considerando-se que esta (gestão) não podia beber dos modelos empresariais (os cidadãos utentes da justiça não são meros consumidores) mas que era necessário desburocratizar procedimentos e agilizar processos.
De tal sorte que foi outorgada aos tribunais e ao Conselho Superior da Magistratura (CSM), enquanto órgão máximo do judiciário, de uma acrescida autonomia (na adoção de medidas gestionárias, porque desde logo detentores de autonomia financeira).
Na discussão deste tema ganha maior importância a discussão sobre controlo dos dos operadores judiciários ao serviço do Estado e do modo como são rentabilizados os recursos postos à disposição de cada tribunal.
Posto que "a avaliação do sistema de justiça em primeira instância vive preocupada, cada vez mais, com a qualidade de desempenho daqueles que neles trabalham e não tanto com a qualidade das suas sentenças pois que estas podem ser sempre validadas, ou não, em sede de recurso. "
O modelo de governação do judiciário - atualmente assente nos Órgãos de gestão de cada comarca, onde surge à cabeça o Juiz Presidente, portanto superentendido pelo CSM, figura ainda um Procurador da República Coordenador e um Administrador Judiciário - tem implicação na forma de organização das secretarias - que são agora únicas por comarca, subdivididas por núcleos
Se eu estou a pagar quotas ao SOJ porque acredito no SOJ não quero que gente de fora saiba das nossas coisas independentemente de ser oficial de justiça ou não....
ResponderEliminarEntão vocês que paguem as minhas quotas por mim...
O nosso atual sistema é uma vergonha, trabalha -se apenas para se resolver as pendências.
ResponderEliminarNão querem saber das pessoas, se os processos são bem ou mal resolvidos.
Por tal tudo o que venha de diferente é bem vindo.
O modelo austríaco, o chinês, o do Afeganistão tudo é bem vindo.
ResponderEliminarCom efeito, o que parece servir-lhe (à nossa LOSJ) parece ser o modelo austríaco mesclado com o espanhol, numa aproximação ao sistema implementado nas Conservatórias.
Explicando:
- Ou se opta por um corpo único de funcionários, à semelhança do modelo Austríaco, em que existe uma verdadeira especialização e esta é salvaguardada - o funcionário, findo o período formativo de 3 anos fica apto para uma matéria específica (Criminal, Civil, etc.) - e de entre estes são selecionados alguns para superentender os serviços;
- ou se opta por um modelo mais perto do espanhol, em que são criadas duas carreiras, cada uma com exigências especificas, licenciados ou frequentadores de curso específico para executarem tarefas bem diferenciadas, umas eminentemente administrativas (mais indiferenciadas) e outras mais específicas e técnicas (diferenciadas).
Parece que a tutela terá proposto algo semelhante ou muito próximo disto.
Uma coisa é certa, o atual modelo não pode continuar como está porque já não serve.
Embora se admita que poderá continuar muito próximo como está, passará contudo a integrar apenas aquele grupo de funcionários para execução de tarefas mais administrativas e especificamente atribuídas por quem de direito. Ao par que será, necessariamente, criado um outro corpo de funcionários (uma outra carreira) que incorporará funcionários mais diferenciados, com outras competências funcionais, nomeadamente com poderes de conformação daqueles outros.
Este último modelo era o proposto pelo PS com a proposta da Sra. Francisca Van Dunem com assertos da Sra. Catarina Sarmento.
Qual vai ser o modelo a seguir? Não sabemos!
Mas eu conto que seja algo assim ou então, caso inversem na ideia, algo parecido com as Conservatórias (o que eu sempre defendi com as necessárias adaptações).
A ver vamos. Esperemos pelo 28 de fevereiro.
Eu, como não tenho vergonha de o dizer, e anda por aqui muita gente que a tem, quero um aumento substancial do meu salário!
ResponderEliminarÓbvio que eu também ando aqui pelo salário.
ResponderEliminarTrabalho pelo salário digno, que neste, momento para maioria de digno nada tem.
Vergonhoso pagarem de entrada quase o ordenado minimo!
É brincar.
Vão se catar todos os governantes e gente com poder de decisão.
O modelo austríaco não interessa???? Li bem???
ResponderEliminarEstamos bem, estamos...
Já vi comentários a falar de 100 desistências no último concurso será verdade? Parece ser um número bastante elevado.
ResponderEliminarFinalmente algum som no meu do ruído.... Obrigado colega pela explicação. Talvez assim se perceba o que se ande a discutir,ao invés de uns e outros fazerem por nós distrair das questões pertinentes.
ResponderEliminarVai aumentar muitos entraram também nas conservatórias, no meu tribunal é o caso.
ResponderEliminarSó estão à espera de guia de marcha.
Mais os concursos da DGRSP e das finanças, vai ficar uma mão cheia.
É bem feito.
Pagam mal, ninguém quer.
É bem feito para quem?!! Para quem fica?!!
ResponderEliminarMas se o Governo, nesta fase, não apresenta propostas, então para que servem estas reuniões? Esclareçam-me.
ResponderEliminarExcelente questão serve para encher chouriços....
ResponderEliminarMais uma vez nos estão a enganar ou a tentar...
ResponderEliminarA Áustria é nórdica?
O fazenda você de fato comenta com fundamento e com lucidez.
ResponderEliminarContudo a única coisa que não entendo é essa sua postura de crença ou esperança que algo de bom irá acontecer..
Isso é contraditório com o seu discurso lógico.
Vamos analisar os fatos, o governo com outras carreiras aumentou cerca de 300 a 400 euros sem grandes cerimónias.
A ministra por várias vezes já afirmou que não tem disponibilidade orçamental e que o dinheiro não chega para tudo.
Já mentiu diversas vezes e deliberadamente.
Quando você diz "esperemos pelo dia 28" parece que algo vai acontecer.
Este nível de desistências e de transferências é algo que não se vê em mais lado nenhum, prevejo então um movimento extraordinário em que no fim o resultado nem vai dar para preencher as vagas inicialmente previstas.
ResponderEliminarConvém esclarecer que poderá existir umas melhorias residuais mas nada de concreto, a nível de valorização.
ResponderEliminarA ver pelo discurso do SFJ, estava sair do tema principal, a valorização e já veio com a porcaria das nomeações, o Cronus etc...
O ministério assim terá material para dizer que se aproximou em muitas revindicações dos oficiais de justiça...mas que outras não pode por não ter dinheiro...
No fim do dia não vai existir nada para ninguém...
Ouvi dizer que se implementarem o sistema austríaco, que as austríacas vão poder vir trabalhar nos nossos tribunais, através de um protocolo da união europeia.
ResponderEliminarVamos ter os tribunais cheio de mulheres loiras de olhos azuis , assim até se vai passar melhor o tempo...
Venho apenas desejar felicidades e votos de muita saúde para os 68 colegas que, nestes dois primeiros meses, passaram para a sua nova fase da vida, a aposentação.
ResponderEliminarEm apenas dois meses, menos 68 colegas, o que dá a perda de mais de um por dia.
Vamos sobrevivendo.
E os que morreram?
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ResponderEliminarCuidado com elas. Foram aliadas dos boches!
'
Muito bem...subscrevo...
ResponderEliminarNo verão passado, era o Marçal que defendia o modelo austriaco,;
ResponderEliminarSó espero que tenha apenas sido uma mera coincidência, a tutela, lembra-se deste modelo!
Grande Amílcar Alho
ResponderEliminarTem razão, mas neste caso foi mesmo e só para felicitar os colegas que de uma forma ou de outra contribuíram para a justiça neste País.
hum...começo a achar que estas reuniões conjuntas dos sindicatos vão correr menos bem. Já se nota a luta de preponderância. A que propósito vem a questão dos modelos? Para caucionar o sfj? E não era para manter reserva quanto ao teor dos temas discutidos? Tamos feitos!
ResponderEliminarSe me derem a escolher não troco um Barca Velha tinto, a um RESERVA.
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ResponderEliminarEscravos, agradeçam ao papo seco feito à pressa
cozinhado de véspera.
aguentem
A Áustria não é um país nórdico.
ResponderEliminarSó para que conste.
De resto, bem de resto deixe lá....
Tu dizes sempre o mesmo, não tens ideias nem soluções, mas és muito engraçadinho.
ResponderEliminarQue estranho, os nossos colegas Cheganos de bem andam tão caladinhos.
ResponderEliminarSeta que andam todos a colaborar na defesa dos comparsas?
Nórdico no sentido de se situar mais a norte de nós, Portugal, que somos o fim da Europa!
ResponderEliminarAndam preocupados com as malas para ver se elas não desaparecem...
ResponderEliminarNão não é. Mas está mais a norte de nós que estamos mais a sul certo.
ResponderEliminarMas reparei que de tudo o que se disse atentou apenas a isso ...
Vou dizer-lhe uma coisa. Os austríacos têm uma certa mania de que são ainda melhores do que os alemães em termos de disciplina e regra. São orgulhosos e bastante críticos dos países de sul para eles considerandos indisciplinados subsídio dependentes e em certa medida menos desenvolvidos - o que até pode ser verdade!
Para quem teve família que ali ficou residência, casou e desenvolveu o seu trabalho como é o caso, sabe bem mais do que fala do que aqueles que só conhecem o país por figurar num mapa!
Por isso ter-se-a limitado a falar sobre o que falou e de resto, bem de resto, se acha que nada sabe sobre o assunto, então fez bem em abster-se.
Bem haja.
Devem andar com ele apertadinho ...
ResponderEliminarPor causa do ... daqueles que vão ao ... aos meninos.
Os cheganos deixaram este espaço para os esquerdoidos.
ResponderEliminarSirvam-se à vontade, malucos.
Em face do artigo acima escrito, ouvi hoje na TSF que em matéria do estamos ao lado do
ResponderEliminarpara o que lhes interessa, copiam modelos
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