"Depositado no caixão, estava de gravata"

      O título de hoje está entre aspas, porque é uma citação e é a citação que escolhemos para, seriamente, representar o estado de descanso do Oficial de Justiça falecido, já não esfalfado no seu dia a dia da agitação no tribunal, mas que, agora, sem stresse descansa, e até estava engravatado, o que as suas jornadas diárias não lhe permitiam.


      Na semana passada faleceu o Oficial de Justiça António Pereira Gomes que exercia as funções de Escrivão de Direito na Unidade Central do Tribunal de Braga.


      No próximo mês de julho iria completar 65 anos de idade, pelo que já tinha na ideia gozar a sua aposentação, mas a doença, súbita e rápida, do foro oncológico, não lhe permitiu poder gozar essa tranquilidade que ambicionava.


      O seu funeral realizou-se no passado sábado, 08FEV e um dos advogados, de Braga, que com ele contava sempre que necessário, escreveu um artigo de opinião no jornal regional “O Minho”, onde descreve o António e, bem assim, tantos Oficiais de Justiça por todo o país.


      Vamos a seguir transcrever o artigo de opinião do advogado Miguel Brito, artigo que intitulou: “A justiça de rosto humano – “In memoriam” de António Gomes”.


      Diz assim:


      «Por vezes ligo para o Tribunal e surge um “robô”: Juízos Cíveis tecle 1, Juízo Central Cível tecle 2, Juízo Local Cível tecle 3, Juízos Criminais tecle 4, Juízo local tecle 5, Juízo central tecle 6; serviço externo marque tecla 7; se quiser voltar ao menu inicial marque 9.


      Insisto e respondem, ligue novamente ou diga em poucas palavras o assunto:


      Penhora. Respondem ligue 800100300.


      Edital na porta de casa. Ligue para 800100300, tecla um.


      Mandados. Ligue para o mesmo número e marque tecla dois.


      Despejos. Fora de linha, tente mais tarde.


      Estrangeiros. Contacte a AIMA e caso não atendam em 90 dias dirija-se ao TAF.


      Este texto parece ficção mas na verdade faz muito sentido, para evocar e dar testemunho sobre o António Gomes, funcionário judicial que partiu.


      O Sr. Gomes era um “Ilustre” funcionário judicial. É muito corrente usarmos a expressão ilustre no giro judiciário, para trás e para a frente, mas ele fazia jus a esse tratamento.


      Tenho-o gravado no meu telefone – Gomes Tribunal – atendia sempre.


      Num período não atendeu e soube que estava doente, depois voltei a vê-lo de regresso e lá me falou da “luta” dele.


      Só lhe ligava para lhe pedir coisas. Ele nunca me pediu nada.


      Quando o vi doente foi ele que me transmitiu alegria e boa disposição.


      Muita gente falava com ele, confrontados com o peso da justiça, a sua abordagem humana, atenta e sensível, sempre me sensibilizou.


      Atendia toda a gente e falava com as pessoas, com todos sem exceção.


      Numa altura em que ninguém atende o telefone e tem medo de dar uma informação, o António Gomes saltava a cerca. Fazia-o nos limites da probidade e decência.


      Nunca lhe paguei um almoço e hoje sinto que devia ter pago para ter a companhia dele e dizer-lhe: obrigado.


      Fui à igreja e estava a sua foto no adro da igreja. Tinha um sorriso e no fundo da foto, umas montanhas despontavam.


      Depositado no caixão, estava de gravata.


      Caro Gomes, faço-lhe uma vénia.


      O seu testemunho deixa uma marca na Justiça que os homens não veem, mas para onde você vai, será amplamente reconhecido.


      O céu é dos homens bons.»


Falecimento=EDir-BRG-AntonioiPereiraGomes.jpg


      Fonte: "O Minho".

Comentários

  1. Os homens bons não deviam deixar este mundo.
    Colega Gomes, onde quer que esteja, ou para onde quer que vá, um abraço, extensivo a toda a família.

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  2. Não tive o prazer de o conhecer, mas pelo texto do artigo, parece a descrição exemplar do que é um verdadeiro Oficial de Justiça.
    Respeitosos cumprimentos à familia e a todos de quem era querido.

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  3. Mario de Sousa12/2/25 09:41

    Até um dia João, descansa em paz, abraço.

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  4. Paz à sua alma.


    E dizer que os governantes, magistrados, gestores, e restantes colegas que andam em guerrinhas, e fazem questão de manter as guerrinhas, que ponham os olhos da curta passagem que isto é e que de u  momento para o outro de nada valem essas guerrinhas.


    Os galões  vão com todos nós na nossa hora.






      

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  5. Bonita homenagem. Os meus sinceros cumprimentos à família, amigos e colegas.

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  6. pobre da cuca12/2/25 11:48

    Sentimentos ă familia e amigos. Descanse em paz.Revejo-me na descrição do sr. Advogado, porque o peso da Justiça sobre as pessoas é muito e temos de realçar a vertente humana, por vezes mais que a técnica.
    Refere o medo de dar informação, o que nāo se entende. A informação é para ser dada. É um dever de todos no atendimento às pessoas, sejam quais forem. Qualquer ajuda é preciosa para muitas delas. Escondem o conhecimento? 
     Na sua maioria os processos até são públicos. Merecia mais louvores públicos, é o exemplo ( assim sendo) de um Digno Oficial de Justiça e assim é que deve ser. Pena nāo ter tido mais anos de vida.

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  7. Se houvesse mais reflexão sobre  o nada que somos de um momento para o outro, não havia tanta guerra da treta, sem duvida

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  8. O sonho de muitos colegas é precisamente este - um dia serem reconhecidos num artigo de jornal.


    Trabalham todos os dias para isso, fazendo muitas vénias aos srs magistrados, advogados e outros ...


    Quando sair, se sair, espero nunca mais entrar num tribunal.


    Quero distância deste meio ...

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  9. E vão dois!

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  10. Bem sei que não é o tema, mas alguém sabe de algum desenvolvimento nas negociações?

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  11. Guerrinhas mesmo e infernizar a vida por parte de alguns tiranos que andam pelos tribunais, DGAj e Mj


    Para quê?

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  12. Distância mesmo da grande maioria que andam por esta profissão.

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  13. E alguém sabe alguma coisa sobre o dinheiro que devem aos provisórios há 20 anos?

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  14. Você é psicopata??


    Depois do artigo de hoje como tem essa frieza sem sentimentos para falar de dinheiro...


    Você não tem amor? Nem coração que só pensa em dinheiro.

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  15. Ele pode só pensar em dinheiro, mas não é mal educado!


    Já você, a aplicar o termo "psicopata" !...

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  16. Caro colega:
    Com esse azedume todo, pode ter a certeza que ninguém se vai lembrar de si ou sentir saudades suas...Dá -me a sensação que toda a gente quer é distância de si!

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  17. pobre da cuca12/2/25 14:27

    Realmente! Lançado um artigo desta natureza sobre um colega bom que partiu, falar em dinheiro é mau de mais.
     Parece que quando alguém é realçado pela positiva, vêm logo os aziados, os invejosos, querer mudar o rumo.
     Hoje o bloguer também quis homenagear e bem o falecido nosso colega,  nāo falando em negociações, dinheiro, greves.Há sempre quem boicote o sentido da coisa, em vez de refletir na forma como gere a sua vida profissional e pessoal, melhorando-a se possível com bons exemplos.
    Retirei que este colega de Braga,como muitos dos nossos, nāo esperava qualquer almoço pago ou artigo de jornal. Executava as suas funções, cumpria os seus deveres, mas com atenção aos outros, nāo sendo SOBERBO no seu poleiro.Exercia com humanidade e dignidade.
    Outros não se poderão gabar ou ser lembrados por tal. E vêm falar em dinheiro?!! 

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  18. Ambiente de porcaria nos tribunais.

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  19. Frieza?
    O sentimento é interior não é exterior em palavrinhas hipócitas

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  20. Hipócritas.
    Hipocrisia!

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  21. Sem dúvida hipócrita.
    Falaste dessa maneira em vivo?


    Paz à sua alma é o que resta agora.
    Em vida é que se deve  dar o devido valor, não é depois.

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  22. Como já disse alguém, eu quando largar esta carreira, dom o destrato todo diário, não quero mais ouvir falar em tribunais nem por pés em nenhum, a não ser por força maior.


    Ambiente de trabalho tresanda.
    RIP






     




    ero é 

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  23. Pedir o que é devido não tem nada a ver com falta de respeito.
    Sem dúvida paz a todas as almas.
    E paguem o que devem enquanto é tempo. 
    Depois de partir para o outro lado já não é preciso do que devem, como diz o colega e sem ser desrespeitoso. Não confundam.

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  24. Em vida criaram um bom ambiente no trabalho?
    Fizeram um dia a dia melhor entre todos?
    Fica a pergunta.

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  25. Engana-se colega.


    De qualquer forma sentir-me-ei muito agradecido se ninguém se lembrar de mim.


    🙏

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  26. Boa tarde,
    Começo pelo tema de hoje e por expressar os mais sinceros sentimentos pela triste notícia a todos os seus familiares e amigos próximos, assim como a todos os colegas que com ele privaram ao longo da sua vida.
    Espero que o colega tenha tido uma vida preenchida, intensamente vivida e muito bem aproveitada.
    Todavia, pelas palavras do texto, encontrando-se com 65 anos de idade e, por isso, pelo que se julga, muito perto da aposentação e, socorrendo-me das palavras do texto, ansioso por esse tempo, de mais sossego e de descanso, creio que terá tido uma vida de inteira dedicação à função cujo modo já não se usa (e na justiça o uso pode ter valor de lei mas já não o costume).
    Com efeito, escassos dias após a partida de um colega, olhamos para a cadeira e esta ou já está ocupada por outro ou foi dali retirada para não mais ser ocupada e, passados outros tantos dias, já ninguém se lembra de quem nos deixou e voltam as tricas do costume, a mesma rotina, enfim a vida continua como antes.
    Na hora da partida, é costume dizer-se que era boa pessoa, uma boa alma, parecendo que esse acontecimento (a morte) nos endeusa e nos torna anjos quando antes, na longa vida tida, muitos poucos poderiam usar as auréolas de santos.
    Não há melhor gratidão e satisfação do que ver nos olhos dos outros a alegria e felicidade ainda que só por um dia, se lhes pudermos proporcionar pelo menos um dia desses, e se no resto dos dias o tentarmos fazer ainda que o não consigamos seria facto de enaltecer e que nos devia deixar cheios de orgulho.
    Mas desenganem-se que não é isso que acontece.
    Já perdi muitos colegas, familiares e amigos, e posso-lhes dizer que vivem todos no meu pensamento porque na vida estiveram presentes para me ajudar e eu acho que, pelo menos, terei retribuído na mesma medida. Mas tantos outros que naufragam no meu pensamento pois que na vida estiveram sempre ausentes.
    Dizem que é a maior crise de sempre e eu tendo a concordar, é a crise dos valores.

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  27. Para niguém responder

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  28. Maior crise de sempre, concordo plenamente. Tal como concordo que vivemos cada vez mais na sociedade mais hipócrita.

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  29. Aproveitando esta tarde que se esfria e com ela se enregelam as ideias e o pensamento, volto aos temas que me tem trazido por cá.
    Ontem teve lugar a cimeira da AI que teve um amplo acompanhamento pela comunicação social. Já por diversas vezes me tenho dedicado ao assunto neste espaço e às possibilidades reais de aproveitamento no setor da justiça. Já por aqui expliquei a inviabilidade de introduzir a AI nas decisões, focando a amplitude de aplicação no trâmite do processo e no auxílio ao decisor. 
    É esta a sua maior virtude - o auxílio e já não a substituição dos decisores (magistrados) ou gestores processuais (OJ).
    Cada vez mais, as realidades trazidas com estes impulsos tecnológicos, agora muito mais rápidos quase vertiginosos, vão exigir dos funcionários outro tipo de resposta, ao nível da capacidade técnica e de decisão.
    Sendo premente, aos dias de hoje, ainda não sabemos o rumo que se quer nesta matéria em termos de desenho geral.
    Noutra vertente, complementar à anterior, importa perceber o modelo que se quer para implementar para assegurar as tarefas procedimentais e administrativas.
    E esse novo modelo é urgente que se conheça e se implemente.
    Fala-se nos índices de "perceção" da corrupção, nomeadamente na política, mas a questão está generalizada e essa perceção deverá acontecer também nos tribunais, não relativamente às decisões mas antes relativamente aos processos de promoção e progressão relacionados com o regime de substituição que parece envenenar os serviços e tolher a cabeça a muita gente que, justificadamente, não compreende como é possível esta situação que é degradante e vem a perpetuar-se no tempo que se acha já demasiado, ou para além disso até.
    Falam-se em vários modelos, uns mais distantes, mais a norte de nós, outros mais perto e até de países vizinhos.
    Nesta matéria é bom lembrar os exemplos dos países nórdicos, que valorizam a qualificação, onde esses índices são bem menores e a ética está mais presente, e isso deve-se ao facto desses países (Suécia, Finlândia , etc.) terem tornado o ensino obrigatório no século XIX ao contrário de nós. Por ali valoriza-se quem estuda, quem aprofunda esses estudos, da mesma forma que se valoriza quem se especializa noutras áreas.
    Em Portugal e concretamente nos tribunais, muitos dos oficiais de justiça tendem a pensar o contrário, a desvalorizar quem, por exemplo, se licenciou ou se especializou em determinadas funções.
    Esse entendimento é incompreensível, posto que os licenciados não menorizam os demais colegas que se especializaram e, ao longo do tempo, desenvolveram competências e adquiriram conhecimentos, sendo consensual que a valorização deve acontecer para todos.
    Hoje é bem sabido que a aludida perceção assim como o fenômeno em si (da corrupção) está intimamente ligado com os índices e nível de escolaridade ( uma boa formação, pautada pelos valores de correção, de ética, enfim mais virtuosos, leva a menos corrupção e a outro entendimento sobre como a evitar).
    Muito mais havia a dizer mas fico-me por aqui.
    Reafirmo apenas a necessidade de (re)qualificar os quadros de pessoal para dar resposta à demanda futura em face da nova realidade contendente com a AI e o Digital.
    Nesse desiderato, de entre todos os funcionários - oficiais de justiça - merecem especial atenção aqueles que se aperfeiçoaram na função e aprofundaram os seus conhecimentos, por isso mais aptos para a tal resposta.
    É assim com enorme ansiedade que aguardo o desenvolvimento do assunto até ao dia 26 deste mês crendo não perecer até lá.

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  30. Sim ,mas há valores e valores! ...


    Uns existem por preconceitos, ou por razões religiosas, políticas culturais, etc ...


    E quem é o decisor humano que valida determinado valor?


    Não há!


    Eis a questão!...

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  31. Felizmente, ainda há alguns como ele.

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  32. Os valores de que fala vêm do berço, meu caro.


    Berço é o que falta à maioria.

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  33. Acima de tudo do berço vêm os valores e educação, características que faltam a muitos que por aqui dão os seus bitaites, e que, perante a incapacidade de argumentação  derivada da sua iliteracia, ofendem e ameaçam de quem discordam.

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  34. Conheci o Sr. Gomes pessoalmente, mas falava com ele muitas vezes ao telefone, erámos colegas de serviço. Homem de bom coração, ajudava toda a gente sem distinções. Sempre bem disposto, para ele não havia horários de saída, dava tudo pelo trabalho. Não merecia tal sofrimento, mas como dizem, as pessoas boas alcançam o céu mais cedo. Descansa em paz.

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