PGR: “Não faz sentido recrutar Oficiais de Justiça com os vencimentos que são pagos”
O Procurador-Geral da República (PGR), Amadeu Guerra, continua o seu périplo visitando as comarcas do país e ontem esteve em mais uma, desta vez na Comarca de Viana do Castelo. Contactou com os Oficiais de Justiça e discursou na sessão de receção, perante dezenas de representantes de entidades e instituições locais e regionais, com ampla cobertura noticiosa.
Com três juízos completos em greve, totalmente encerrados (Comércio, Central Cível e Central Criminal), e mais diversos Oficiais de Justiça também ausentes, Amadeu Guerra cumprimentou os presentes e ouviu as queixas dos Oficiais de Justiça que exercem funções no Ministério Público.
Antes, na sua intervenção havia identificado a falta de Oficiais de Justiça como “o maior problema dos tribunais” e defendeu a necessidade de lhes dar “melhores condições, em particular de retribuição”.
«O Ministério da Justiça terá de diligenciar no sentido de contratar mais pessoas. Acho que existe, da parte das autoridades, uma falta de reconhecimento da função que desempenham, em particular – e isto tem de ser dito de forma clara – de melhores condições, em particular de retribuição”, afirmou Amadeu Guerra.
Abordou também a questão dos baixos vencimentos dos Oficiais de Justiça.
Para o PGR, “não faz sentido fazer recrutamento de Oficiais de Justiça com os vencimentos que hoje são pagos à entrada”.
“Muitos dos que vêm, vêm para ter um lugar na carreira, e depois fazer o salto para outro tipo de funções”, observou.
Considerando que “a problemática dos Oficiais de Justiça é o maior problema que hoje temos nos tribunais”, Amadeu Guerra vincou que “nem a colocação de uma quantidade razoável de Oficiais de Justiça – sendo que nem todos aceitaram ingressar – resolve o problema”.

Recordemos que a postura do PGR tem sido sempre de pugnar pela carreira dos Oficiais de Justiça, especialmente – e obviamente – dos que estão afetos ao Ministério Público.
Na sessão solene que assinalou a abertura do ano judicial, no Supremo Tribunal de Justiça, no passado dia 13JAN, Amadeu Guerra dizia assim:
«O maior constrangimento com que se depara a Administração da Justiça é, neste momento, a carência de Oficiais de Justiça, a falta de motivação destes, bem como a não aprovação e publicação de um Estatuto dos Oficiais de Justiça que contribua para melhorar o seu estado profissional e que, em particular, estabeleça mecanismos que permitam tornar a carreira mais aliciante e atrativa.
Na sequência das visitas realizadas a tribunais de comarca, foi constatada uma enorme carência de Oficiais de Justiça, que limita em muito e de forma significativa a celeridade processual.
Verificou-se, a nível dos inquéritos em geral e nos inquéritos de violência doméstica em particular, que em alguns tribunais havia uma quantidade significativa de inquéritos para autuar e de despachos para cumprir.
Mas o mais preocupante é que nem o recente concurso de Oficiais de Justiça que pretende colocar nos tribunais 750 pessoas [sim, disse 750, mas o número é de 570] contribui para colmatar, ao nível do Ministério Público, as insuficiências sentidas.
O Conselho Superior do Ministério Público (CSMP) fez uma análise sobre o impacto da entrada de 750 Oficiais de Justiça [sim, voltou a dizer mal, porque são 570], tendo concluído que, mesmo que não haja desistências, faltariam ainda na Procuradoria-Geral Regional de Coimbra: 81 Oficiais de Justiça; nas Procuradorias-gerais regionais de Évora e de Lisboa: 123 Oficiais de Justiça; e na Procuradoria Regional do Porto: 155 Oficiais de Justiça.»
Amadeu Guerra até números concretos forneceu sobre as faltas nas áreas concretas respeitantes ao Ministério Público, pelo que, logo ali, no Supremo Tribunal de Justiça, na cerimónia pública anual, indicou a falta de quase tantos Oficiais de Justiça para o Ministério Público quantos os que esta semana entraram para todas as secções judiciais e do Ministério Público, tendo ontem adiantado que tinha conhecimento de desistências nas colocações dos 570, sendo certo que estas desistências ocorrem já no momento em que os ingressantes estão em formação a distância, tranquilos nos seus domicílios.

Fontes: notícia da Lusa divulgada em diversos órgãos de comunicação social, como: “Jornal Económico”, “Diário de Notícias”, “CM Jornal”, “RTP” e “CNN Portugal”, bem como a página do "Ministério Público".
Fosse eu uns anos mais novo, também me punha a andar desta m
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ResponderEliminarE vão dois.
ResponderEliminarMerd cada vez mais.
Exigências sem condições.
E então quem está deslocado de casa tem que quase pagar para levar pontapés
Fujam enquanto podem.
Bela gestão do país.
ResponderEliminarExtinguir SEF
O costa deixou isto uma maravilha e mal viu a oportunudade dada na dita suspeição, foi um aproveitar para fugir. E ainda culpar o presidente da República e os outros.
Gente mesmo sem vergonha.
Serviços públicos todos estoirados.
Depois de duas / três décadas , continuamos a ser enganados,
ResponderEliminarroubados , e desvalorizados ... Não sei o que fizemos de mal a estes políticos ladrões..!
Mesmo.
ResponderEliminarEu agora evito levar malas de porão.
Ainda colaborais pouco, tendes que colaborar mais.
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ResponderEliminarViva o acordo do oapo seco feito à pressa!
Belissimas condições para atrair gente para a profissão!
Belíssimas condições para quem está!
Vivam as baixas psiquiátricas motivadas pelas belíssimas condições de trabalho!
Verdade, à exceção dos profissionais de saúde e das magistraturas, Costa borrifou se completamente para os serviços públicos.
ResponderEliminarMas é justo reconhecer que gerir serviços, no estado em que o funcionário Mor da Troika, Passos Coelho, os deixou, tb não foi tarefa fácil.
A PAF destruiu intencionalmente os serviços públicos por ideologia política e ainda hoje pagamos isso.
Sem prejuízo de casos de doença mental que justificam baixas, quem tem más condições de trabalho deve lutar por melhorar as mesmas ou simplesmente mudar de vida.
ResponderEliminarRecorrer a baixas fraudulentas por birra e covardia, prejudicando os colegas que ficam lá a dar o corpo às balas, é altamente vergonhoso e desprezível.
SHAME on you!!
É curioso o nome Sócrates não lhe dizer nada?!...
ResponderEliminarEntão agora somos uma cambada de preguiçosos que não querem trabalhar e estão sempre prontos a meter baixa.
ResponderEliminarTemos é de aguentar até cair para o lado, aturar chefes e juizes fazer o serviço de dois ou três, não porque estão outros colegas de baixa mas porque a tutela teima em não preencher os quadros.
Enfim, com a idade da reforma a chegar daqui a poucos anos aos 70 anos temos de aguentar, mesmo com já secções com todos os elementos com idade acima dos sessenta, nada de meter baixa.
Só se alguém começar a bater mal é que ai, vá lá, pode meter uma baixita, de resto tem de se comportar como um escravo que é.
ResponderEliminarShame on You??
'Shame' é nos salários que ficaram parados no tempo, lesando diariamente os O.J. e também um dia que se reformem...
'Shame' é no Ministério da Justiça, que no mesmo dia e à mesma secretária em que negoceia aumentos de 300€ para os Guardas Prisionais...para nós dá uma cenoura, com uma promessa adicional que ficou esquecida no tempo.
'Shame' é na falta de palavra e no esgotar da paciência, quando se vem para a comunicação social dizer que os Oficiais de Justiça nem são uma carreira que tenha razões de queixa.
'Shame' é ver inúmeras carreiras da Administração Pública a serem bem tratadas (e são tantas já caramba!), inclusivamente com bónus que surgem do nada em determinados serviços.
'Shame' é ter lido ontem que uma funcionária de limpeza de Tribinal ganha já praticamente a par com o que ganha um O.J. entrado na carreira, como foi possível ler ontem de um comentário de colega que nos alertou, com esse exemplo concreto.
Curiosamente foi no tempo do Passos e da ministra Paula Teixeira que entraram mais funcionários para os tribunais ...
ResponderEliminarTire as palas dos olhos.
É um favor que faz a si próprio.
Não me diga que quer comparar Passos Coelho com Sócrates.
ResponderEliminarNem eu, que detesto o Bom Aluno pelo desprezo que ele deu ao nosso povo indo muito além da Troika, me atreveria a classificar Passos Coelho como um político indigno.
Cometeu o erro de estrangular a economia quando a seguir se comprovou que não são os cortes que a fazem crescer mas pelo contrário o incremento do poder de compra mediante valorização salarial.
Mas obviamente que foi e continuará Passos Coelho a ser pessoa idónea e lhe concedo o benefício da dúvida de ter feito mal sem intenção e até cuidando que assim estaria a fazer o bem.
A outra criatura é simplesmente abjeta, e penso que é por estar já de tal modo ligada à nossa memória coletiva de forma tão negativa que por vezes até nos escusamos a sujar a boca pronunciando o nome da mesma.
A ministra da justiça visitou o meu local de trabalho e não foi cumprimentar os OJ que lá se encontravam a trabalhar. O PGR sempre fez mais!
ResponderEliminarComparem!
Olhe que só no ano de 2000, era António Costa por sinal ministro da justiça, entraram 1000 oficiais de justiça num único movimento.
ResponderEliminarMas é um facto que durante a legislatura de Passos Coelho entraram no total pelo menos uns 800, sensivelmente tantos quantos os que entraram nos 8 anos subsequentes.
Claro, porque os que lá ficam a dar o corpo às balas ficam lá porque são uns corajosos que minam as lutas dos outros e depois lambem os beiços quando se consegue alguma coisa e ainda ficam bem na fotografia com o inimigo.
ResponderEliminarContinuem com os apupos e depois peçam beijinhos.
ResponderEliminarNum dá, né?
Agora já não há daquelas bestas!
ResponderEliminarAndavam mal, mas agora com banhos turcos e massagens melhoraram substancialmente.
Para o Anonimo das 10:20 espero que não apanhem uma doença grave um dia onde vais precisar de baixa...
ResponderEliminarComo és o herói dos tribunais...luta tu contra o sistema.
Eu estou de baixa fraudulenta e vou continuar....vocês que se lixem todos...seu f....d..p.
Muitas dessas baixas resultam da má formação de administradores e chefias, gente mal preparada, que ocupa os lugares por sabujice, sempre prontos a violentar os direitos dos colegas, para manter os juízes como Donos Disto Tudo. Há hoje em Portugal uma "casta" de impolutos, juízes, e seus caninos
ResponderEliminarMuito bem colega Paulo , um comentário simples e eficaz.
ResponderEliminarContudo para o Anonimo das 10:20 é melhor você fazer um desenho ....pois ele pensa que é o herói dos tribunais..
Até ao dia que lhe espetam com um processo disciplinar....
Tudo porcaria.
ResponderEliminarVejam o estado em que bateram os serviços
Despresivel és tu e se gostas de ser explorado, força
ResponderEliminarNem mais!
ResponderEliminarPara anonimo das 10:51 excelente comentário reflete a realidade do que se passa.
ResponderEliminarA verdade nua e crua
Mas infelizmente temos colegas que acham que tem poderes sobrenaturais...
Eu estou de baixa,
ResponderEliminarNão aguentei estar nuna secção de 5 onde estavam 2, eu e outro.
Quem quiser que continue nisso.
Chega.
O problema até nem é esse é vode depois ter que lidar com a insensibilidade dos magistrados, e chefias e etc...ainda se acham no direito de meter processo disciplinar....apoiado colega estão a gozar com a nossa cara...
ResponderEliminarBoa tarde,
ResponderEliminarO esquecimento selectivo é uma chatice.
Pergunto eu:
Então não foi o "Menino de Oiro" que decapitou o topo da Administração pública, nomeadamente extinguir o Ministério da Administração e Ordenamento do Território?
BFS
Sindicatos à GREVE !
ResponderEliminarEles não querem, eles querem é rezar e boa fé.
ResponderEliminarQue tal os presidentes dos sindicatos fazerem um retiro espiritual para um monte com.monjes.
Onde não falam, não bebem, não comem, e apenas rezam pela boa fé..
Acho que desta forma conseguiam alguma coisa na reunião de dia 5.
Depois disto, ainda faz mais sentido perguntar quando nos será dada informação pelo sindicato sobre a reunião que teve na DGAJ, com a atual diretora geral, no dia 24 de fevereiro e se conseguiu convencer a senhora de que deveria colocar todos os lugares a concurso e interceder junto da ministra para considerar todos os concursos válidos. Afinal houve fumo branco ou a coisa foi mais uma tentativa de nos calar coma a conivencia sindical? Perguntem
ResponderEliminarQuando escrevi 24 de fevereiro queria escrever 27 de janeiro pois foi na passada segunda feira.
ResponderEliminarObvio que a DGAJ não manda nada, sempre foi contra nós...obvio que não conseguiram nada.
ResponderEliminarNas vésperas de o estatuto vir a ser alterado é que a ministra ia autorizar tal movimento...
Se a diretora da DGAJ não manda nada o que foram lá fazer? E por que estão calados sobre a reunião
ResponderEliminarEstão calados porque calados porque alguém os mandou calar, na esperança da boa fé...
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ResponderEliminarBem podem ter boa fé...
de que mais de 75% dos associados,
DEIXARÃO DE PAGAR AS QUOTAS!
Fico muito sensibilizado...
ResponderEliminarMuito bem.
ResponderEliminarApoiado a 100%
Que vão gozar com a p que os p
Em breve farei o mesmo.
Sócrates?!!!
ResponderEliminarVeja lá como fala de Deuses.🤬
No seu caso, aparentemente grave, reforma por invalidez seria o mais benéfico para todos nós.
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ResponderEliminarOs alertas repetem-se...
ResponderEliminarFazerem alguma coisa para resolver, é que nada!
"Shame on you" É a Ministra cuja família política defendia a valorização salarial de TODA a nossa carreira (mas na oposição) e agora nos trata assim !!!!!
ResponderEliminarSra. MINISTRA não vê o que até o PGR enxerga ?!?
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ResponderEliminar"Shame on you" É a Ministra cuja família política defendia:
Valorização salarial de TODA a nossa carreira (mas na oposição) e agora nos trata assim !!!!!
JUNTA-TE À LUTA !