A fragilidade da vida
Enquanto andamos por aqui todos os dias na azáfama dos processos e das diligências, mas também nas críticas e nas zangas uns com os outros, com os que defendem um lado e não aceitam o outro, nem sequer a opinião divergente; enquanto inutilmente nos desgastamos com tais balelas, não nos apercebemos como a vida se esvai, paulatina e inexoravelmente.
A Laura trabalhava no Fundão, atualmente nos serviços do Ministério Público, depois de ter conseguido uma promoção à categoria de Técnica de Justiça Adjunta em 2023, tendo, no entanto, feito carreira, de mais de 20 anos, como Escrivã Auxiliar (entrou nos tribunais em 1999).
Casada e com um filho menor, foi ontem a sepultar após ter sido acometida de um cancro que rapidamente dela se apoderou e a levou, em menos de um ano, desde que soube.
A Laura era natural da Covilhã e ia fazer no próximo mês de abril 54 anos de idade.

Fonte (entre outras): "Beira Baixa TV".
Paz à sua alma... 😢
ResponderEliminarForça para a família....
Realmente muita fragilidade da vida.
Muda tudo em questão de pouco tempo.
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Quanto ao nosso caso, a nível profissional.
RIP
ResponderEliminare
RIP ao António Faria, do Tribunal Judicial da Comarca do Porto
Um abraço solidário a toda a família da Laura.
ResponderEliminarAs minhas sentidas condolências, familia e colegas amigos que privaram com ela em vida, forte abraço solidário.
ResponderEliminarMuitos outros hão de falecer com o desgosto da despromoção e regressão funcional.
ResponderEliminarE os que não falecerem vão ficar malucos da cabeça.
Maria Aldina Rodrigues de Oliveira, de 65 anos, nossa colega, também faleceu, tendo sido sepultada ontem em Mortágua.
ResponderEliminarSentimentos às famílias destas colegas.Descansem em Paz.
Nāo vale a pena lutar uns com os outros, porque a vida corre rápido e é bom viver em harmonia.A vida é bela, mas temos de ajudar.
Sentidos pêsames a todos os que têm de continuar sem a Laura nas suas vidas. Força.
ResponderEliminarA minha avó todos os anos dizia que "deste Inverno é que eu não passo".
ResponderEliminarTalvez seja coincidência apenas, ou pode ser que se note mesmo mais entre Dezembro e Março, mas só aqui nesta semana de fim de estação temos conhecimento do desaparecimento de três colegas.
Ao que consta, todos acima dos 50 anos.
É neste ponto que me permito discordar um pouco do bloguista, pois que é bem possível que às causas dos óbitos noticiados não seja de todo alheia a questão do desgaste a que foram sujeito e sujeitas ao longo desta carreira não revista em que por vezes até com diagnósticos bastante reservados as pessoas são obrigadas a permanecer ao serviço quando não se sentem em condições para isso, sendo este dia de greve de hoje uma boa ocasião para relembrar o aumento da idade da reforma a que unilateralmente fomos sujeitos e que nos retira qualquer possibilidade de ter um fim de existência condigno.
Condolências.
É triste ver que estes colegas já não vão poder gozar a reforma e talvez ver os netos a crescer. Cada vez mais a doença mata em idade ativa e uma boa parte dos oficiais de justiça no ativo nem tempo de gozar o merecido descanso com a familia. Por outro lado somos obrigados a cada vez mais prolongar a idade ativa e só aposentamos já mesmo nas ultimas forças. Vida estupida.
ResponderEliminarÉ urgente os sindicatos comecarem a abordar o tema de uma idade de aposentação diferenciada para esta classe.
RIP
ResponderEliminar´
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ResponderEliminarSem dúvida, incentivaram a promoções, sair de casa,
com sacrificios, para depois com atabale atual, nada ganhar.
SINDICATOS PONHAM A MÃO NISSO
INCENTIVARAM APROMOÇÕES A ADJUNTOS RECENTEMENTE PARA QUÊ?
ResponderEliminarVERDADE, MUITO TRISTE.
se sabiam que ia ser carreira única porque incentivaram a promoções recentes? levando as pessoas a sair de casa?
quem ficou em causa é que ganhou
RIP
ResponderEliminarVerdade.
ResponderEliminarProfissão de pressão e desgaste.
com falta de gente pior.
Quadros por preencher que levam a que quem está se desgaste muito
Max qual despromoção?
ResponderEliminarO que faltam por esses tribunais é adjuntos que depois de promovidos, continuaram a fazer o mesmo que faziam como auxiliares, por falta de recursos e por opção de gestão.
O adjunto exerce as funções designadas superiormente.
Se foram promovidos sem prestação de provas é porque não há alteração significativa de conteúdo funcional entre auxiliares e adjuntos.
Chatos!
Os sentimentos à família.
ResponderEliminarSentimentos para toda a família
ResponderEliminarSe são chatos, coça!
ResponderEliminarUm funcionário que é promovido e que agora regressa à categoria de base é o quê?
ResponderEliminarUm globo de ouro?
Um incentivo à produtividade?
Oh homem, trate-se!!!
Quem nunca mexeu esses rabos gordos e carregados de hemorróidas é que lucra.
ResponderEliminarQuem se dedicou, lutou e conseguiu uma promoção fica no prejuízo.
Só mesmo nesta carreirinha da treta ...
verdade triste
ResponderEliminarque nunca saiu de casa é que ganhou
aldrabice pegada quando incentivaram a promoções
Invejoso.
ResponderEliminarNunca quiseste sair de casa.
Ou nunca leste o estatuto?
Porque vieste para OJ sem ler o estatuto, pá?
RIP
ResponderEliminare com este acordo farei minimo dos minimos, caso não haja aumento de pelo mesmo 200€
para todos
Os sentidos pêsames para a família, amigos e colegas dos que faleceram, ainda muito novos.
ResponderEliminarPara os 37 colegas que no presente mês passaram para a aposentação, desejo-lhe as maiores felicidades e um longo futuro com muita saúde.
Se não me recolocarem no mesmo escalão que o auxiliar que tem o mesmo tempo de serviço que eu, vão ver o que lhes acontece!!
ResponderEliminarEstou já a avisar!!!
Os meus sentimentos a todas as famílias enlutadas.
ResponderEliminarFelizmente hoje morre-se cada vez mais tarde e a esperança de vida tem aumentado. Alguma desinformação e populismo leva a que quando morre alguém que conhecemos, se tenda a exacerbar as mortes achando que no geral se está a morrer mais e mais cedo o que é falso. Embora sem dados para o provar, os oficiais de justiça nos anos 90 morriam mais cedo que os da atualidade.
Muitos aproveitam logo estas notícias para insinuarem que nesta profissão face ao stress que sentem, se morre mais, o que é falso.
Somos uns heróis realmente. Nem sei como é que as maiores empresas do mundo não vêm cá recrutar, pois se sofremos esse grande desgaste e essa "enorme" pressão, e mesmo assim cá andamos.... Falta de noção às vezes no que se diz.
ResponderEliminarDiga isso aos autores dos estudos acerca do burnout e que me metam os canudos que os habilitam a fazer esses levantamentos num sítio que V. Ex.ª sugira.
ResponderEliminarNão vi qualquer insinuação desse género aqui neste blogue.
ResponderEliminarMal seria se com a inovação tecnológica disponível hoje em dia, em que até a precisão cirúrgica já vai no ponto de ser automatizada, os oficiais de justiça, como os profissionais das outras carreiras em geral, não pudessem almejar a uma maior longevidade.
O que aqui li foi outra coisa muito diferente, a alusão a que o facto de nos terem ludibriado no que tange à idade da reforma contribuir para uma existência e seu segmento final sem a mesma dignidade derivado a esse desgaste que, diga-se de passagem, está cientificamente mais do que comprovado por diversos estudos cujas fontes até podem ser pesquisadas neste blogue.
Não só morrer, mas também inclusivamente viver o resto duma vida com alguma qualidade deverá ser o objecto civilizacional da espécie humana tirando a tónica de tudo o que não se pode levar para a cova.
Alguns têm bons poisos, mas em geral é sempre a bombar.
ResponderEliminarCada um sabe de si e, neste caso, de todos ou pelo menos da maioria sabem os que estudam essas coisas dos spas com massagens e o diabo a sete.
Ui! És o irmão mais novo ou mais velho dos Dalton?
ResponderEliminarInfelizmente ninguém está livre de ser lixado por este tipo de doença.
ResponderEliminarCoisa diferente já é o burnout, algo muito chique que inventaram recentemente.
Se não gostasse de fazer o que faço acho que tb já estava no especialista de burnout.
Enfim....
SPONSOR BY PFIZER! Levaram a mistela maravilhosa e foram cobardes em não lutar agora é triste ver o quanto foram enganados!
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