Ponto da situação com os esclarecimentos

      Ontem, por fim, os sindicatos acederam à reivindicação e à necessidade dos Oficiais de Justiça, em conhecer, pelo menos de forma sintética e genérica, como se desenvolveram as negociações de fevereiro e, bem assim, as últimas e apressadas alterações pretendidas, na véspera do último Conselho de Ministros, já perante a iminente queda do Governo.


      A necessidade de transparência e de iluminação sobre as diligências negociais constituía uma reivindicação geral a que aqui demos eco por diversas vezes e, desde logo, ontem mesmo.\


      Procederam bem os sindicatos ao explicar, finalmente, a todos os Oficiais de Justiça, aquilo que sucedeu, ainda que de forma resumida, para que se chegasse ao decreto-lei final que vai, necessariamente, conformar a vida de todos os Oficiais de Justiça.


      Tanto o SOJ como o SFJ, fizeram uma resenha das reuniões ocorridas no mês de fevereiro e das apressadas negociações antes do Conselho de Ministros, e ambos acabam por justificar o trabalho que desenvolveram como sendo o possível, conformando-se com os resultados e até justificando tais resultados com considerações tão inconsistentes como a que segue e consta na informação do SOJ:


      «A nossa reivindicação era de que se mantivessem as categorias atuais, mas tal não foi possível. Contudo, importa recordar que atualmente centenas de colegas nas categorias de Adjuntos estão a “fazer sala”, por falta de Auxiliares, como é do conhecimento de todos.»


      Sem entrar na análise do conteúdo da função descrita e das atribuições categoriais, o que aqui nos chama a atenção é a tentativa de justificação da falta de atingimento de algo que se diz pretender com a anomalia que se diz existir.


      Ou seja, se se admite que algo está mal e desconforme ao dia de hoje, não se pode admitir como consequência a aceitação da criação de uma outra desconformidade. Isto é, o defeito existente não deveria ser corrigido com outro defeito.


      O que o SOJ nos transmite com tal consideração é que a revisão estatutária está a ser entendida como uma mera medida gestionária de resolução de problemas atuais, como fazem os Administradores Judiciários nas suas comarcas, sem uma perspetiva de futuro, isto é, de longo prazo.


      O diploma, que tem a anuência dos sindicatos, tem uma visão curta, isto é, está destinado ao curto prazo, sem perspetivar as consequências no longo prazo.


      Se o atual Estatuto se arrastou por mais de duas décadas, colapsando apenas nos últimos anos, essencialmente devido às anomalias externas provindas da má gestão das entidades governamentais que nunca o cumpriram nem respeitaram em toda a sua amplitude, o futuro Estatuto, pelo menos nesta metade agora acordada, não deverá durar nem meia-dúzia de anos, quando a realidade se impuser.


      O SFJ, por sua vez, apresentou pormenores das negociações levadas a cabo na véspera do Conselho de Ministros, assinalando o que foi aceite ou rejeitado.


      Na nota informativa do SFJ lê-se assim:


      «Existindo diversas lacunas, que tudo faremos para corrigir no futuro, este DL protege e revaloriza esta classe profissional para futuro, a qual há tantos anos tem sido ostracizada e que merece o devido reconhecimento, constituindo um primeiro passo para a sua dignificação, sem prejuízo de ulteriores necessários ajustamentos, os quais, com a união e força de todos, estamos certos de que se irão concretizar.»


      Ou seja, o SFJ considera que o diploma é, genericamente, bom para a classe profissional, embora contenha diversas lacunas que se deverão corrigir no futuro.


      Ora, essa conceção está em sintonia com aquilo que é percecionado pela generalidade dos Oficiais de Justiça, pois, de igual forma, consideram que o diploma poderia ser bom, caso o seu conteúdo fosse outro. Embora a adjetivação seja ligeiramente diferente, a ideia final é a mesma.


      Admitindo, como admitem ambos os sindicatos, que este diploma não é o ideal e que esperam melhorá-lo no futuro, tal significa que estamos perante um resultado imperfeito que carece de ser alterado e essa necessidade de alteração está bem patente desde já, quando ainda nem sequer entrou em vigor, o que motiva a interpretação de que tão demoradas negociações, não produziram um bom resultado geral.


      Embora a nível particular, para alguns, o resultado até seja muito bom, por estar bem acima daquilo que, para eles, era expectável, infelizmente, estes não constituem a maioria e esse mesmo sentimento de satisfação não abrange a maioria (a maioria) dos Oficiais de Justiça.


      Haverá sempre alguém que poderá dizer que é impossível agradar a todos, mas tal não é necessariamente verdade, uma vez que há aspetos bem visíveis, bem percetíveis por todos, que denotam diferenças que, simplesmente, não deveriam existir, que eram passíveis de correção, motivo pelo qual, este diploma conduz a carreira a uma crise que, nitidamente, se vê vir, ainda que não seja sentida por todos no imediato.


      A tão badalada pacificação da carreira, embora, como sempre, pacifique alguns, ao mesmo tempo exalta, irrita e desespera muitos outros.


      É pelo resultado, designadamente, do grande sentimento de injustiça provocado que este diploma não pode ser considerado como bom, pois as suas lacunas não permitem tal classificação.


      Por exemplo, no que diz respeito aos reposicionamentos salariais, lê-se assim na nota informativa do SFJ, em sintonia com a informação do SOJ:


      «Enfatizamos que, no Acordo de 26 de fevereiro, e relativamente a algumas situações de reposicionamento salarial, os Sindicatos expuseram, de forma veemente, que tinha de se fazer constar essa questão em especial, o que aconteceu, prevendo no documento, “sem prejuízo de se assegurar a análise de eventuais situações que careçam de tratamento específico”.


      Apesar dos Sindicatos terem acautelado essas situações, que iriam ser alvo de revisão, as circunstâncias políticas precipitaram-se, com a eminente queda do Governo. Tal impediu a realização das previstas reuniões para acautelar uma série de situações que requeriam correção e melhoria, as quais identificámos desde logo.»


      Ou seja, o que aqui nos transmitem os sindicatos é que o precipitar da queda do Governo, em face da conjuntura política, os levou a uma aceleração dos procedimentos e a uma desconsideração de aspetos cuja pressa não permitiu melhor negociação. Isto é, os sindicatos desresponsabilizam-se pelo mau resultado a final, transferindo tal responsabilidade para a conjuntura política. Ora, se isso é verdade, não deixa de ser uma verdade parcial, uma vez que os acontecimentos políticos se precipitaram já depois da assunção prévia de aspetos que nunca deveriam ter sido aceites da forma incondicional como o foram.


      Para melhor compreenderem a situação atual, convém consultar os seguintes documentos:


      – Diploma aprovado do decreto-lei que altera, em parte, o atual Estatuto.


      – Informação sindical do SFJ.


      – Informação sindical do SOJ.


Expressao-OlharParaCima+DDOJ.jpg

Comentários

  1. Agora é só respirar. 
    Estou satisfeita 

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  2. Um dos aspectos negativos tem a ver com o não relevar para a progressão o tempo que os Oj já têm desde a última progressão. Isto levará a que a maioria ganhe dezenas euros no imediato e perca e cento e tal durante anos, o que é muito prejudicial!


    Seria facil de resolver se o governos aceitasse que há nova posição onde fossem colocados os OJ se somasse o tempo que eles já têm.


    Poderá e deverá ser revisto!

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  3. Então não há problema algum!
    As negociações para esses ajustes caso a caso seguirão dentro de momentos, logo que as coisas fiquem todas na mesma após as legislativas.

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  4. O acordo é aquilo que é cada um terá a sua opinião .
    Deixo apenas um pensamento.
    Face á situação de demissão do governo aprovou-se apenas uma parte do estatuto, sendo que há ainda muito em jogo e estás alterações, bem ou mal ninguém nos tira, o que é certamente uma vantagem negociável. Não admitiremos um regime de progressão pior do que o atual, nem o facto de termos de ter uma aposentação diferenciada como outras carreiras especiais da administração pública.
    Em 2027 de forma a evitar a colagem de quem ainda agora entrou, quem tem + de 10 anos de serviço sobe um escalão (os sapadores conseguiram esta medida).
    Caso contrário paramos outra vez visto que a revisão ainda não está completa.
    Há ainda muito em jogo creio eu.

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  5. Parabéns aos sindicatos que respeitaram a confidencialidade que lhe foi pedida tendo alcançado alterações importantes para a profissão. 


    Embora a nível particular alguns se sintam insatisfeitos, a maioria (maioria) não sente esta insatisfação.


    Além do contato presencial numa grande comarca, basta correr as redes sociais para perceber  que  é uma minoria que a nivel particular (particular) se sente desagradada, ouvindo-se poucas vozes que a nível global sintam que a profissão ficou prejudicada.

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  6. Bom dia.
    Terá pouco a ver com os temais mais em voga nos últimos dias, mas alguém já sabe alguma coisa acerca do IRS para quem recebeu o ano passado o tempo de provisório não contabilizado, vulgo ação 2073/09?

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  7. É realmente muito bom e também auscultar os associados, sobre aquilo que lhes vai afectar a vida é coisa que não não tem cabimento em lado. Daqui a três ou quatro anos vamos ver se tens a mesma opinião.

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  8. As redes sociais não são barómetro de nada.
    Até porque muitos e muitos colegas não se dão ao trabalho de ali andar.
    Não sei que comarca é a sua, no núcleo onde estou ainda não falei com alguém que estivesse de acordo com isto.
    É certo que não falei com o administrador, o juiz presidente e o procurador coordenador, estes sim, os grandes beneficiados deste estatuto.
    Como escrevi aqui ontem, os Oficiais de Justiça têm sido tão massacrados e maltratados que muitos deles ficam contentes com qualquer coisa, mais alguns euros para pagar as contas, mais uma esmola que nos dão.
    Este estatuto é castrador da carreira, só não vê quem não quer.
    Daqui a uns anos, quando muitos dos colegas que actualmente têm 50 anos de idade para cima, já estiverem aposentados, vão andar em greves a reclamar por um novo estatuto digno e muitos vão perguntar quem é que foram os otários que negociaram isto e acima de tudo, como é que os Oficiais de Justiça, na altura, permitiram a entrada em vigor de um disparate destes.
    Não ver isto, é não ser intelectualmente honesto.
    É claro que há sempre aqueles lambe botas e lambe outras coisas, que por andarem " encostados" às coordenações e verem ali uma oportunidade, estão todos contentes e já pensam no seu pequeno futuro.
    Quem pensa minimamente a classe como um todo, quem consegue ver dois passos à frente, percebe que isto é um grande buraco onde nos meteram.
    Eu não levo a mal aqueles que, por terem a expectativa de virem a ganhar dentro de alguns meses mais 200 euros, fiquem no imediato de certa maneira aliviados.
    As contas apertam a toda a gente e qualquer coisa que venha a mais do que recebem actualmente é muito bom.
    Infelizmente, acenaram com algumas notas e nós, de tão mal pagos que somos, aceitamos logo.
    Daqui a uns anos, quando percebermos que somos a carreira especial mais estagnada, sem perspectivas de alguma valorização, sem progressão vertical e fundamentalmente seremos uns lacaios dos órgãos de gestão é que perceberemos o buraco onde nos enfiaram.
    Abraço.
    TT

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  9. A esse propósito, apenas me apraz dizer que quem souber como comunicar com o PC, que eu desde a invasão bárbara da Ucrânia deixei de simpatizar com eles, pode transmitir-lhes o seguinte slogan para um cartaz de campanha:
    " Governo mentiu descaradamente sobre os Oficiais de Justiça.
    Escolheu a dedo os colaboradores a quem pagar o tempo de provisório surripiado e deixou na mão os restantes trabalhadores da carreira, a quem um tribunal mandou ressarcir, sem juros, desse atentado com mais de duas décadas."

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  10. Ora aí está uma opinião que subscrevo na íntegra.  

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  11. Ainda ontem, num daqueles programas televisivos de debate com deputados de vários partidos, ouvi um puto do PSD a dizer ao único não deputado do painel mas que tinha sido ministro da educação do PS, que tinham resolvido o problema do ministério vangloriando-se do tempo de serviço congelado recuperado aos professores, comparando-os no mesmo contexto aos oficiais de justiça da mesma forma infame que todos os deputados do PSD e governantes o têm vindo a fazer desde sempre nesta legislatura a até as muletas do cds fazem o mesmo.
    Por isso não se esqueçam, nas próximas eleições, vocês e as vossas famílias, vão lá por a cruzinha nesses que vos tratam, e ainda se gabam disso à boca cheia, como cidadãos menores sonegando-vos o que concedem aos verdadeiros cidadãos de pleno direito deste país.

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  12. Aqui a nível particular vai ver na página do gabinete da ministra a composição do mesmo e depois só a título de exemplo vai ver quanto ganham os 4 secretários pessoais não licenciados, só para ver se encaixam no almejado nivel 3 da nossa "nova carreira"

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  13. “Dentro de momentos”. Eleições em Maio, tomada de posso em Julho ou Agosto. Lá para 2026 vemos isso. 

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  14. O Dc.Lei de uma forma geral é bom. A maioria está satisfeito. Depois temos os casos e casinhos, que são uma minoria, que com a inveja habitual nesta carreira, não está. Se há adjuntos a fazer sala, função normalmente destinada a um auxiliar, deviam receber como tal. Gostavam? Agradeçam ao governo ter aprovado o dec lei na véspera de cair, porque senão eram mais uns bons meses à espera. 

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  15. na função publica há muitos assistentes técnicos que fazem o trabalho do assistente operacional, mas não criaram nova carreira.


    Penso que todos os que foram e são adjuntos devem e deveriam ser pagos a partir do ultimo escalão de auxiliar para haver igualdade dos salários nos adjuntos.


    nova categoria: trabalho igual salário igual.


    Os sindicatos devem ir para tribunal: só aí é feita justiça.


    Rua Marçal

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  16. Efetivamente as possibilidades de progressão diminuíram
    Mas cargos de chefia em regime de substituição è transversal a muitas carreiras, e se por um lado pode promover algum amiguismo, por outro leva a que quem esteja no cargo não se acomode e seja muito mais pro ativo.
    Quanto ao cargo de escrivão,  independentemente da estrutura de progressão, o número de vagas abertas em cada concurso será sempre um ato discricionário da tutela. Vamos ver o que diz o estatuto novo.
    Quanto à fusão das categorias de base, concordo na integra, pois não faz qualquer sentido esta diferenciação aparente entre duas funções similares, que na prática só causa distorções na gestão dos serviços, além de criar sentimentos de hierarquia sem qualquer fundamento.
    Já veio tarde.

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  17. Atentem só no que o pessoal do terceiro escalão vão ganhar em relação aos restantes colegas
    São um grande número de pessoas que carregarão e carregam às costas a justiça. 
    Até ser de alguma forma, o que duvido, corrigida a situação reparem no que se deixa de ganhar 

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  18. Os únicos beneficiados com o presente acordo DL são:


     - Os auxiliares recém entrados;


     - Os auxiliares e adjuntos posicionados no último escalão.


    Todos os restantes perdem. Todos!!

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  19. ser pensante15/3/25 14:04

    Este acordo foi pouco ambicioso e não se percebe a pressa junto de um governo a "falecer," para uma redação atabalhoada, incompleta. Os problemas virão logo a seguir quando o DL fôr aplicado. Como se lê há muita coisa para negociar pois está um DL muito coxo. Não tem visão de futuro.
    Não temos sorte nenhuma. Há apenas pouco mais de 10 anos foi a rebaldaria que foi, com uma reforma que só aproveitou a alguns. Agora vem isto em que uma carreira que já era especial,  escrevem que agora é que é  especial ( de corrida)mas para fora ! Amputaram as categorias, não há incentivo ao mérito e dizem que os adjuntos até já faziam sala: grande concordância com o Governo.Não há cá mais nada, só o Escrivāo ( coitado perdeu o Direito) e o Técnico ( vá lá este mais ligado às suas tarefas). Podiam arriscar e eram todos Escriturários que muitos não se importavam: está sempre tudo bem!
    Depois, deixar questões embrulhadas para resolver nāo se sabe quando, é o retrato da coisa.
    Só perde quem perde e está a andar de mota.

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  20. Não lhe retiveram IRS? a mim, sim.

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  21. A divisão das carreiras auxiliar adjuyninca fez sentido, era andar a catar auxiliares dos quatro cantos do tribunal quando alguém falhava.
    Agora diligências por todos vão lá de vez enquando e não é nada de especial.
    Falha um é fácil de resolver.
    Não entendo tanto alarido por isto.
    Daqui a uns anos já ninguém se lembra deixa de ser um problema.
    A sala só era complicada por eram sempre os mesmos.
    Assim não é nada de especial.
    Os processos não são pesados são desmateriazilados na sua maioria e cada vez mais 
    Concordo com a pouco ambição dos aumentos que são de facto pequenos (excepto para novos e para os secretários).
    A pressa em aprovar entendo porque nesta carreira chegar a um acordo é algum dificílimo e a não  ser agora era daqui a uns anos.
    Já vimos esses filme antes.

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  22. Claro que sim, há muito em jogo, e, se como diz, se se subisse 1 escalão por cada dez anos, tudo ficaria muito mais justo!

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  23. Que eu saiba é da competência do Escrivão designar quem vai para a sala. Faz parte das suas competências. Ponto final!


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  24. Continua a velha animosidade contra os ex adjuntos. Gente que não faz nada e agora vai finalmente trabalhar. Isso é que interessa. A remuneração mensal, não interessa para nada, o SIADP, logo se vê, tempo para subida de escalão é 3 anos, vai ser vai!!! A partir da entrada em vigor do acordo deixa de haver central, arquivo, MP ou secções de processos vai todo a gente trabalhar em tudo. Os colegas que estão nas secções vão fazer horas extras e pelas  17.00 os outros vão-se embora. E já agora gostava de saber onde trabalham a maior parte dos colegas porque pelos vistos é muito raro fazer-se diligências nos tribunais e  ainda é mais raro essas ultrapassarem as 17.00 horas. Isso não acontecia até agora porque havia uma greve às horas extra, isso agora acabou. 

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  25. Pelos vistos não. Agora vai toda a gente mandar!! É um sonho concretizado para muitos colegas. 

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  26. Era só o que faltava se não designasse todos por igual.
    Salário igual, trabalho igual!

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  27. Deixa lá, como diz o colega anterior o acordo é de forma geral bom!!!

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  28. O acordo é bom porquê?


    Porque concede grau 3 á carreira levando a que os próximos a entrar tenham de ser licenciados, o que ja deveria ter acontecido há muitos anos. O grau 3 equipara a profissão  aos técnicos superiores, equipara pessoas com o 9* ano ou o 12* técnico  profissional a licenciados para efeitos de retribuição salarial. 
    O acordo põe ordem na disponibilidade permanente, a maior queixa de todos durante anos.
    O acordo continua a dar a hipótese a que todos possam atingir o topo da profissão (e não só os licenciados).
    Nao perdemos funções e aparentemente até ganhamos algumas.

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  29. Já está a fugir com o cu á seringa era o que faltava.
    Não vamos admitir.
    Se quer ter gente motivada é distribuir o trabalho ermamente já que todos temos mesmas funções.

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  30. Não há animosidade, basta que se cumpra o novo estatuto.
    Tratar todos por igual já que as funções são as mesmas 
    Agora uns ganhavam o subsídio de permanência no sofá outros em casa.

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  31. Deixá-la  vamos todos ser escrivães ou secretários e os que não forem vão todos  chegar ao último escalão.

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  32. Subscrevo.  Já aqui o disse: podem ser mais uns euros agora,  mas não houve o cuidado e a ambição de projectar uma carreira atractiva. Daqui a uns poucos anos está obsoleta. 

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  33. Qual era o teu caso?

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  34. Uma novidade para ti, quando eu entrei o que era exigido era o 12  ano e o topo da carreira ainda é atualmente o cargo de administrador. Vai ver quantos é que são licenciados e quanto ganham a ver se encaixam no nivel 3, já averigua e vê quantos secretários e escrivães são licenciados. O subsídio não é subsídio é pagamento por trabalhado extra ou achas que não vais fazer horas extras

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  35. É isso mesmo mandámos todos. Se não for assim vai haver motins por todo o lado. Era só o que faltava não se cumprir os novos "conteúdos funcionais"

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  36. No último ano, TRÊS GOVERNOS, QUE CAÍRAM, repito, três e todos pela mesma razão, PROBLEMAS COM A JUSTIÇA.


    QUEREM UMA MELHOR RAZÃO PARA SE OLHAR PARA A JUSTIÇA DE LADO!


    QUEREM UMA MELHOR RAZÃO PARA SE CRIAR O CAOS NOS TRIBUNAIS!


    AO QUE ACRESCE QUE TANTO O MARÇAL COMO O CARLOS ALMEIDA, AO QUE PARECE ESTÃO LIGADOS À POLÍTICA!


    CONSEQUÊNCIA: CRIOU-SE A TEMPESTADE PERFEITA NOS TRIBUNAIS!

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  37. O novo estatuto é um documento importante no funcionamento da justiça, goste-se ou não dele!


    Ainda há pouco tempo um Procurador da República, me disse que quem faz andar os processos são os oficiais de justiça.


    Só não compreendo o silêncio dos Sindicatos dos Magistrados (Judicial/M. Público) 

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  38. Não digo15/3/25 23:46

    Que mal é que tem fazer sala? Eu até acho que é uma das funções mais nobres da nossa profissão.

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  39. Para mim, à luz deste acordo, vai ser ermamente de certeza.
    Com recurso às comorbilidades, nem sequer será remotamente, será mesmo ermamente...

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  40. O que eu acho engraçado é falarem dos adjuntos que, na sua maioria, passaram mais de 10/15/20 anos na sala, como se tivessem "medo" da mesma!
    O que se esquecem é que a nossa carreira tinha categorias e tínhamos de nos esforçar por aprender conteúdos para melhorar, fizemos sacrifícios para ter trabalho em dia, atas até de madrugada, e os colegas com entrados na última década julgam-se preparados para cumprir despachos, quando nem os das atas sabem cumprir, colegas que, muitos, só fazem as mesmas no horário de serviço e não dão/davam mais pela camisola.
    Por mim esqueçam, não tenho problema de ir para a sala, mas cada um vai cumprir os seus processos de fio a pavio e quem não soubre cumprir despachos.. temos pena, "google it"...
    Não contem comigo para ensinar esses novos salvadores da classe.

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  41. Uma pessoa com 60 anos, que fez 10 anos de sala e praticamente já não fazia a mesma regularmente há 15?
    Deixo-lhe um conselho, caso seja ainda saudável e não tenha grandes problemas de mobilidade.
    É como o idoso que volta a ser criança.
    Encarem esse fazer sala como uma espécie de começo no fim, já que têm que sair como entraram, com uma mão atrás e outra à frente, e levem a coisa na desportiva.
    Passa rápido e a sanidade mental nesta altura é o mais importante a preservar.
    Depois, os que lá conseguirem chegar, ainda por fim se irão divertir muito a ver o destino dos que agora acham o novo estatuto uma maravilha.

    ResponderEliminar


  42. Naturalmente farão sala os mais recentes e os mais impreparados...




    .

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  43. Em tempo:
    " chegar " à reforma.

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  44. Disto ninguém fala. Anos de serviço que valem 0. Muito injusto.

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  45. o colega e do SFJ, é claro, só pode, pois eu tenho mais de 10 anos e fico a receber o que os que entram agora, sendo que iria subir de escalão este ano, o que já não vai acontecer.
    Pois a todos que vão ganhar mais €200, €300 e €400 euros a mais dou-vos um aviso, PREPARAM-SE!!!
    Somos todos iguais, então todos vamos ter que dar ao pedal!!!!! de forma igual!!!
    E não esquecer, trablho igual ao vencimento!!!!!!!

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  46. Parabens Colega, pelo excelente comentário, que espelha sem dúvida a revolta de muitos, como é o meu caso. 

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  47. Concordo colega, mas quem esta feliz com este acordo são os associados do SFJ, o qual acho que a colega pertençe, ou então foi daquelas que sempre disse que não havia nada a fazer, pois já estava tudo aprovado, e a carreira era o que era...então esta aqui o resultado!!!!

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