A complexidade política acima do nível 3
No último artigo de opinião subscrito por António Marçal e publicado no Correio da Manhã, debruça-se, o ainda presidente do Sindicato dos Funcionários Judiciais (SFJ), sobre as eleições que se aproximam.
Diz Marçal que “em pleno período eleitoral, os funcionários judiciais querem o que o normal cidadão, utente da justiça, também pretende” e afirma que tal pretensão é “a confiança na instituição Justiça”, sendo tal confiança o “corolário de uma democracia moderna, eficiente e de qualidade.”
Aceita-se que os Oficiais de Justiça desejem o tal “corolário” e a tal “confiança” na justiça, como os demais cidadãos, mas, tal desejo, estamos em crer, vem a seguir, num segundo plano, uma vez que os Oficiais de Justiça estão ainda muito preocupados com o estado da sua carreira.
Embora possa haver quem considere que o seu trabalho está terminado e já se encontre focado noutras preocupações e ambições políticas, o que a realidade nos aporta é que a nova e a velha carreira dos Oficiais de Justiça, ambas a vigorar em simultâneo, ainda estão a dar muitas dores de cabeça a todos, de tal forma que outras preocupações políticas ainda não são inquietações que se destaquem para o primeiro plano da vida do dia a dia dos Oficiais de Justiça.
Por isso, embora se compreenda o nível de preocupação política do ainda presidente do SFJ, da perceção que vamos tendo da realidade dos tribunais e dos serviços do Ministério Público, o nível de preocupação dos Oficiais de Justiça está noutro patamar, num nível mais comezinho, preso pelos problemas de cada dia e pela incerteza do futuro.
António Marçal considera ainda que “para que este setor se fortaleça é cada vez mais necessária a construção de consensos, a admissão que todos juntos farão bem melhor que cada uma das partes, e que é uma área que se robustece se existir convergências, quer entre os atores judiciais, quer entre os decisores políticos.”
Fica sempre bem no discurso político uma referência à “construção de consensos” e, em termos mais concretos da área da justiça, a referência à “criação de uma Plataforma para a Justiça”, é um clássico.
O ainda presidente do SFJ poderia, certamente, manter a postura de dirigente sindical até ao fim do mandato, mantendo o foco nas preocupações diárias dos seus representados, deixando as reflexões epistemológicas para a sua nova vida e carreira na política.

Marçal, vai dar banho ao cão.........
ResponderEliminarPresidente de qualquer coisa a tempo inteiro e professor de filosofia nas horas vagas.
ResponderEliminarAlguém sabe se já vamos receber pelos novos índices este mês?
ResponderEliminarVamos receber pelos novos índices este mês?
ResponderEliminarSOJ
ResponderEliminarMantém suspensas as greves, pois podem a qualquer momento vir a ser necessárias!
Não faças como o SFJ que desativou logo tudo.
Este acordo que acabou com a carreira ainda pode ser impugnado em muita coisa inconstitucional.
Abram a pestana!
Diz assim o poeta Marçal "... todos juntos farão bem melhor que cada uma das partes ..." pena é que que não tenha feito o que prega. Com efeito, em lugar de perscrutar a opinião de todos os oficiais de justiça, tratou da negociação da revisão do estatuto envolta num secretismo e sempre sob reserva que só agora se compreende pelo resultado final, com muitas injustiças para uma boa parte dos funcionários, nomeadamente para os adjuntos com mais de 10, 15, 20 ou até mais anos, igualando-os aos demais colegas auxiliares que, por falta de oportunidade nalguns casos mas por vontade própria na maioria se deixaram ficar por perto de casa e que agora vêm presenteado esse comodismo.
ResponderEliminarEu não culpo tanto a tutela como os sindicatos pois que aquela (o MJ) quis operar essa diferenciação, muito embora de forma também injusta i que poderia ser sempre melhorado em sede de negociação.
Com o argumento de que ninguém fica para trás, acabamos por ficar todos iguais e muito poucos irão ver a sua vida substancialmente melhorada nos próximos anos, adivinhando-se um imobilismo muito real.
Eu confesso que acordo todos os dias com muita pouca vontade de ir pra o tribunal, contrariado mesmo, e só de pensar que tenho de encarar mais um dia dentro de um serviço que desprezou todo o meu esforço de vida sou invadido por uma sensação de tristeza profunda de desmotivação que me tolhe logo pela manhã e me inferniza à noite sempre que me apresto para repousar a cabeça e organizar as ideias.
Já não tenho alegria quase nenhuma de encarar o dia seguinte e para mim, deslocar-me para o tribunal é um autêntico martírio, um desânimo que não tem acalento possível.
Tudo se desmoronou, os meus projetos de vida têm de se recompor e com meio século de vida já não tenho tempo para isso, apenas deixar passar o tempo, estou farto de todos e do senhor Marçal apenas desdém e uma apreciação muito negativa da sua pessoa e méritos que porventura julga ter alcançado. Para mim o que fez foi mais a obra do diabo que de um santo.
Bem sei que convive muito bem com o que fez e não tem peso algum na consciência, por isso leva a sua vidinha regalada, eu elo contrário só me posso queixar de existir num momento em que tais pessoas coexistiram e eram bem dispensadas.
Tantas almas boas que perdem as suas vidas e tantas outras, más, que teimam em infernizar a dos outros e ninguém as ceifa, nem o belzebu as quer para braço direito tal é a confiança que merecem!
A reforma da carreira em curso foi sem dúvida um enorme salto em frente, tornando a mesma mais digna e atrativa, capaz de prestar um melhor serviço de justiça ao cidadão.
ResponderEliminarNa minha opinião esta comunicação do Presidente do SFJ faz todo o sentido, é hora de virar a página.
Quando a contestação de uma minoria tem o seu principal foco na paranóia de uma desvalorização profissional que não existe, o drama e a tragédia de fazer serviço de sala ( vejam lá, um OJ a fazer sala!!!), só pode ser ignorada.
Parabéns aos sindicatos por fazerem parte da solução.
Com este ministério, só para o final do ano é que vão pagar com retroativos.
ResponderEliminarÉ sempre a mesma vergonha.
Eu estou a precisar do dinheiro do tempo de provisório,
ResponderEliminarpaguém! por favor!
Este mês não vamos é receber a 21.
ResponderEliminarOs bancos vão estar fechados.
Só que talvez convenha não esquecer que o SOJ subscreveu o referido ocardo.
ResponderEliminarAssinou um acordo de m, deu cabo da nossa carreira e agora põe-se ao fresco.
ResponderEliminarO coveiro da nossa carreira.
O reino deste homem não é deste mundo...É um visionário! Um Messias! Um Senhor! Um Engenheiro! Em suma: um verdadeiro NÍVEL 3!!!!
ResponderEliminarÓ das 09.44 horas. Tendo em conta que metade dos OJ são adjuntos, não sei onde foste buscar a ideia da minoria, deves ter bases sólidas para afirmar isso, talvez sejas um dos iluminados que esteve presente na negociação. Quanto à "paranoia", se calhar desconheces que aqueles que fazem parte dessa "minoria" antes de serem adjuntos fizeram anos e anos de sala (eu no meu caso fiz 25 anos), por isso parece que quem tem medo da sala é essa grande maioria que tem alguns anos disto. Mais, para tua informação e enriquecimento cultural quem manda na seção ou juízo é o escrivão e é ele que decide quem faz e o quê, com vista à otimização dos recursos, sendo que a partir de agora ele passa a depender funcionalmente do magistrado ou seja eles vão fazer o que acharem melhor para o serviço e se eles acharem que determinado funcionário rende mais a fazer determinadas coisas é isso que vai acontecer independentemente de ser sala ou secção ou o que for. Por fim, para quem anda aqui há mais de vinte e tal anos é realmente importante a atratividade da carreira, isso é que é importante, agora valorização salarial isso não interessa para nada.
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ResponderEliminarBem prega Frei Tomás...
Os bancos estão fechados dia 21 ? então vamos receber dia...17 ! Olha que bom....
ResponderEliminarIndependentemente de ter subscrevido, mas é importante não desativar greves. pois a luta irá continuar.
ResponderEliminarSFJ desarmou logo tudo!
Colega, não descreve melhor o meu sentimento também.
ResponderEliminarUma vida de frustração agora.
E quase em burnout só de pensar que saí de casa incentivado pelo sindicato a apanhar a promoção e agora vejo zero e dificil retornar a casa.
não há palavras para tamanha aldrabice que nos fizeram
è isso, com o custo de vida cada vez maior, dinheiro a fazer falta
ResponderEliminarPAGUÉM RAPIDAMENTE
ResponderEliminarEu já sabia.
Era só para semear o caos.
Como a carreira não se resume a si e como obviamente se projeta mais a pensar no futuro...E não no passado...
ResponderEliminarAgora os movimentos são mais fáceis já que a questão adjuntos auxiliar já não se coloca.
ResponderEliminarO das 09:44 é poeta ou músico... só pode!
Ó pá: cale - se lá com essa obsessão da sala! Parece que só existe esse problema nos Tribunais! Que maldito complexo de inferioridade! Você que fala de fazer sala como se fosse o clímax da carreira, experimente trabalhar com 2500 processos atribuídos e depois falámos. Que idiota!
ResponderEliminarAlguém sabe responder se o estatuto vigora a partir da próxima 2 feira ou apenas a 30 de Junho?
ResponderEliminarObrigado.
tantas coisas inconstitucionais
ResponderEliminarÓ das 13.42 horas. Isso sim, é argumento, realmente a carreira não se resume a mim, mas com certeza já se resume a si, não é? Que eu saiba sou tão OJ como o senhor e portanto tenho tanto direito de opinar sobre o meu futuro como o senhor de opinar sobre o passado, que nada sabe sobre ele, porque eu também nada sei sobre o seu. Quanto ao futuro da carreira, primeiro diga há quantos anos cá anda, para saber com que propriedade é que fala e onde trabalhou. Quanto aos movimentos, que problemas é que haviam anteriormente? O único problema foi terem congelado as promoções durante anos e as entradas, e isso claro, é culpa dos OJs que anda cá há décadas, não é?
ResponderEliminarPara o das 09.44 horas. Que reforma? Quando os próprios dirigentes sindicais dizem que ainda falta negociar quase tudo. Deve ser atrativa para si, que deve estar nos dois ou três primeiros escalões. Faça as contas para ver se chega ao último escalão antes da reforma ou acha que vamos todos chegar as escrivães.
ResponderEliminarÉ já a partir de hoje! É por os adjuntos a trabalhar, já chega. Ainda vamos esperar até 30 de junho?
ResponderEliminar20 de abril
ResponderEliminarÉ só prestígio e grau.
ResponderEliminarMARÇAL = COVEIRO
ResponderEliminarSois como um bur... senhor.
ResponderEliminarÉ a partir de 25 de abril, a revolução está em marcha. 25 de abril sempre.
ResponderEliminarSim, entra em vigor a 20 de março, extinguindo as atuais categorias.
ResponderEliminarTodo este ódio demonstrado aqui contra colegas de profissão que simplesmente estão numa categoria diferente neste momento será para se armarem em engraçadinhos ou será mesmo estupidez natural de alguns Oficiais de Justiça?
ResponderEliminarUma afirmação dessas vindo de quem vem, para mim é um elogio!
ResponderEliminarDó de ti!
Obrigado colega
ResponderEliminarO ódio é recíproco e está relacionado com posturas.
ResponderEliminarSe tiver uma postura pro-ativa não haverá problema.
Se continuar a achar que ainda continuaremos no regime atual, serão um problema.
Vai continuar a luta, vai.
ResponderEliminarSó se for na tua cabeça D.Quixote.
Ganha juízo e toca mas é a trabalhar.
Não diga isso senão a adjuntivite só vai para o trabalho de mão dada pela mamã.
ResponderEliminarMuito medo do papão.🥶
19.58 horas. Tá mas é calado, esqueces-te que os adjuntos já faziam julgamentos e tu ainda não sabias a diferença entre um quarto e uma sala ou pensas que isso é uma invenção moderna.
ResponderEliminar18.05 horas.Tu deves ser muito proativo deves. Quando o escrivão te mandar para a sala quero ver essa tua proatividade ou vais dizer que te recusas? Depois discutes isso filosoficamente com ele pode ser que ele te deixe mandar na secção dele
ResponderEliminarO Marçal pode ter muitos defeitos, mas foi graças aos acordos feitos que se mantém a perspetiva de que a maioria das primeiras colocações não desistam da carreira.
ResponderEliminarIsso é o principal, garantir a atratividade e futuro d carreira, não são os pruridos de uma minoria a pensar no seu umbigo.
Quem tiver mal que siga o ex da Ana.
Meus caros.
ResponderEliminarTirem o cavalinho d chuva se acharem que a execução desta reforma vai ficar nas mãos dos escrivães.
Trata se de uma alteração profunda da carreira que impõe medidas de gestão para impor as alterações devidas.
Se ficar nas mãos das chefias das secções, nada ia alterar e isso não vai acontecer de certeza.
Depois de serem tomadas medidas de cumprimento das regras quanto aos novos conteúdos funcionais, então os escrivães recuperam os seus poderes de coordenação.
ResponderEliminarA regra não será mandar ninguém para a sala.
As regras vai ser muito simples.Cada técnico assume TODOS os atos do processo, do princípio ao fim.
Não sabem, aprendam enquanto é tempo.
Se até os juizes e os procuradores fazem sala, não tou a ver o problema. O único problema é que os adjuntos foram bem encabados. Muito mau pra ser verdade. Os auxiliares parece que são o verdadeiro cargo ... foram brindados com a atractividade e em 2018 alguns até passaram logo a secretários . Adjuntos foram enganados
ResponderEliminarQue novos conteúdos funcionais? É só técnicos de nível 3, até já interpretam Dec. Lei e pasme-se afinal quem vai passar a mandar nas secções são estes técnicos que vão suspender temporariamente as funções dos escrivães, se calhar até vão para a sala. É o futuro.
ResponderEliminarAfinal já se sabe quais vão ser as regras de funcionamento das secções. É assim e mais nada, como é que poderia ser de outra forma? Suspendem-se os escrivães e cria-se nas secções uma comissão para implementação dos "novos conteúdos funcionais " e mais nada, afinal quem é que manda nisto.
ResponderEliminarera bom demais
ResponderEliminarPró das 22.10 horas. Quem devia seguir o ex da Ana eras tu, procura uma carreira mais aliciante na função pública, que te garanta atratividade e futuro, porque nesta, graças ao Marçal e companhia a atratividade fica-se pelos escalões de entrada.
ResponderEliminarQuando estiveres no mínimo 3 anos para subires de escalão e tiveres de colecionar pontinhos com o SIADAP, vamos ver se a continuas a achar aliciante e deixas de pensar no teu umbigo.
ficas cá sozinho ficas......
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