Mais um caso de maus-tratos, até ao último dia

      Termina hoje o prazo de candidaturas ao último movimento de Oficiais de Justiça contemplando as categorias que se extinguirão em breve, a 30JUN, depois da sua existência de décadas.


      A deterioração da carreira ao longo de tantos anos objetivou a deterioração das categorias. Se um Escrivão de Direito passa a exercer como Secretário, por que é que há de haver duas categorias? Se um Escrivão Adjunto faz de Escrivão de Direito, por que é que há de haver duas categorias? Se não há interessados suficientes em ingressar na carreira, por a carreira ter perdido o interesse, não havendo suficientes candidatos a Escrivão Auxiliar, por que é que não se há de transformar 4 categorias em uma só?


      Normalmente, nas empresas públicas para privatizar, começa-se da mesma forma: deixar que tudo se afunde para tudo se poder justificar em qualquer mudança que se pretenda implementar.


      Na Justiça, concretamente com os Oficiais de Justiça, aconteceu o mesmo: parte da justiça, a mais rentável e com maior volume de serviço foi efetivamente privatizada. Claro que todos pensam de imediato nos Agentes de Execução, mas embora esta seja a parte maior e mais visível da privatização, não é a única, pois a entrega a entidades privadas não se fica por aqui. Por exemplo: os administradores de insolvências, os Julgados de Paz, a Mediação, a Arbitragem e a Conciliação, tudo a abranger o universo dos conflitos cíveis, familiares, laborais e penais, entre outras privatizações, mais, ou menos, subtis, a par da externalização de funções.


      Com a carreira em pantanas e com todas as categorias adulteradas, eis que se chega à conclusão que em vez de reparar a carreira, mais vale é acabar com ela, porque – e lá vem a justificação – assim como está não funciona.


      Para que se perceba, aqui vai uma comparação: Tenho um carro de marca Renault e tenho andado com ele sem ir a revisões mecânicas e nem sequer lhe ponho combustível. Um dia o motor para. Insisto em dar à chave, mas não pega e não anda, isto é, deixa de servir o propósito para o qual devia existir que é o de me transportar, motivo pelo qual afirmo solenemente que a marca Renault não presta para nada. Entrego o carro para abate e vem um reboque levá-lo. Depois de ouvir dois amigos que dizem saber umas coisas sobre carros, decido comprar um Peugeot que me garantem que não me vai deixar ficar mal como o outro, porque este vem com as revisões feitas e o depósito cheio.


      Evidentemente, com o exemplo da comparação, todos sabem que o novo veículo vai funcionar durante algum tempo, mas não por muito tempo, e todos sabem que o outro bastava repará-lo e abastecê-lo para voltar a andar normalmente com toda a eficácia e cumprindo o seu propósito, obviamente com a avaria resolvida, com combustível no depósito, com o motor ligado e pé no acelerador.


      De todos modos, este último Movimento Ordinário, com esta configuração multicategorial, não vale grande coisa, porque não está aberto a todas as categorias. Trata-se de um Movimento manco, balizado a 51 lugares, preferencialmente para ingressos, onde se ignoram todas as demais categorias ainda existentes que, para além das duas únicas que vão ser tratadas antes da extinção, são mais 5, também na mesma lista da extinção, que deveriam estar presentes neste Movimento Ordinário anual.


      Isto constitui mais uma desconsideração e uma atitude de reais maus-tratos aos Oficiais de Justiça; mais uma, até ao último dia; até ao apagão final.


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Comentários

  1. Os srs autores deste blogue são pessoas inteligentes e sabem tão bem ou melhor que eu, que as coisas não podem ser vistas desta forma, dando como ex o tratamento a um carro e desconsiderando o modelo político e económico liberal seguido pelos últimos governos.

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  2. Bom dia,
    Concordando com a ideia que julgo impregnar o texto de hoje, discordo todavia da razão que lhe subjaz, por julgar não coincidir com a minha opinião pessoal.
    Explico, eu concordo e aceito que o que motivou a alteração ao nosso Estatuto não se prendeu com uma reforma pensada no sentido de, por um lado satisfazer as necessidades do serviço, com incrementos de eficiência no seu funcionamento e por outros, satisfazer as reivindicações do corpo de pessoal importante como o são os OJ.
    O que estará verdadeiramente na génese desta alteração, será antes uma tentativa, pelo menos ensaiada, de pacificação da classe e, ao mesmo tempo, de resposta aos problemas emergentes no funcionamento dos serviços motivada pela escassez de recursos, e pela não capacitação e renovação dos seus quadros.
    Apagando a matriz do atual EFJ sem as revisões/alterações recentemente operadas, e se redesenharmos uma nova nos nossos quadros mentais, chegaremos à seguinte conclusão:
    - ou havia uma diferenciação da carreira (entre nível de complexidade funcional II e III) e a matriz que até agora existiu persistia por se manter válida;
    - ou então passávamos todos ao grau III de complexidade e, neste caso, deixa de fazer sentido essa diferenciação (nomeadamente entre categorias), como aliás foi o que sucedeu.
    Eu tenderia a optar pela primeira opção mas a solução a da concretização da tão propalada expressão "ninguém fica para trás".
    Assim, achando-se todos capacitados (pelo menos aparentemente, mas que decididamente não estão, digo não estamos), esta nova versão vai implicar que um qualquer de nós possa, por exemplo, assumir o "iter processual" de um bloco de processos desde o seu início e até ao seu encerramento, com maior autonomia na gestão processual e efetivo apoio e coadjuvação aos magistrados, independentemente da matéria tratada ou área de atuação.
    Quer isto dizer que a tutela pode agora mobilizar recursos de uma forma mais flexível e articulada, sem as amarras da carreira judicial/MP que até aqui existiam, e sem violação do conteúdo funcional que se banalizou, pelo menos na última década.
    O que foi decidido é irreversível e o passo está dado, resta saber se vai ser uma passada longa ou curta, se se vai avançar no caminho a percorrer ou se este foi mal escolhido e nos vai afastar ainda mais do destino querido.
    Certo é que não se podia ficar no meio da ponte como os "burros", e na encruzilhada é preciso alguém que saiba ler os sinais e detetar se estes não estão trocados para, deliberadamente, nos conduzirem a lugares ermos, vazios, isolados, afastados da realidade e da vida, enfim para nos meterem num caixão simples e soterrado num lugar húmido e gélido para precipitarem o desaparecimento de todo e qualquer vestígio da nossa existência anterior.  
    O sr. Marçal já andará noutras lides, pois que, sobre os quadros de pessoal e lugares de chefia disso nada se sabe e não se diga que é por causa das eleições legislativas porque as magistraturas continuam a discutir a resolução dos seus problemas.
    Otários é o que somos ...

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  3. ohhhhhhhhh
    ohhhhhhhhhhhh
    hhhhhaaaaaaaaaahhhhhhhhh


    admiração de afirmação ehehehehe

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  4. Carreira morta, foi o que conseguiram a troco de umas moeditas. ponham os olhos nas outras carreiras em termos de valorização monetária.
    E já agora, 


    ninguém pensa na saída  de um funcionário por dia que está a acontecer  e não é colmatada com entradas??


    só vêm com pálas.
    qualquer dia, sem entradas, que já deviam estar em andamento, as secções ficam com um funcionário por secção.


    ninguém fala nisso?

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  5. Escravos o futuro desta carreira já foi.
    Carreira morreu!

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  6. Na mouche!


    Ninguém fala nas secções desfalcadas e suas consequências para a saúde de quem está ao serviço.
    Enfim

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  7. Não digam asneiras, esta alteração não implica morte de carreira nenhuma.
    As possibilidades de acesso a cargos de chefia poderão ser as mesmas ou mais até, depende do que se conseguir nas negociações do resto do estatuto, em termos de números de lugares de chefias e desde que se afaste o Siadap.
    E há quanto tempo não abriam concursos para chefias?
    A não ser que considerem a subida a adjunto uma promoção, e que a mesma não seja na prática mera subida de escalão, com conteúdo funcional não raras vezes idêntico aos auxiliares.
    Tudo pode ficar melhor, depende do estatuto final.

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  8. Se as progressão for de 3 em 3 anos a carreira é bem mais atrativa do que a carreira de Técnico Superior, como deveria que é uma carreira especial.
    O resto são apenas resistências à mudança, quando sair uma determinada faixa etária (4/5anos) já ninguém pensará assim.
    A divisão auxiliar e adjunto não faz bem nunca fez lógica.
    E não se trata de inveja como muito aqui é dito.
    É efetivamente a lógica.
    Todos capazes de cumprir qualquer função dos processos que lhe são atribuídos.

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  9. Não abram mais concursos para admissões, que não é preciso.
    Há secções todas rebentadas, mas isso já não é tema. 
    Fazem bem escravos.

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  10. O apagão final ocorreu às escondidas da classe.




      

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  11. Adolfo Dias30/4/25 12:31

    Caro/a colega
    Com a destruição das categorias existentes na antiga carreira, essa questão não se vai colocar, pois agora, a administração da comarca tem poder para fazer transitar funcionários/as de um lado para outro, sejam da área judicial ou do ministério público. Os lugares existentes em cada seção, irão desparecer e serão efetuadas as colocações pela administração da comarca conforme as necessidades.
    Se no caso que diz só estiver um funcionário/a e, por alguma razão for necessário mais alguém, a administração vai à seção do lado e tira-o de lá e coloca-o nessa onde faz falta.
    Este vai ser o futuro com este estatuto. 
    Assim como ir fazer os julgamentos, caso haja falta de alguém na seção/juízo, vai-se ao lado ou ao ministério público, e retira-se de lá um para fazer a diligência.

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  12. pobre da cuca30/4/25 13:00

    Mais uma desconsideraçāo.Algumas já ficaram bem  caras em Tribunal e como tal a todos nós contribuintes. 
    Não houve alteração do despacho sobre o movimento anual, movimento  previsto no Estatuto ainda em vigor ( de agosto de 1999). Essa alteração foi pedida por uma "interpelaçāo" e "exortação" feitas pelo SFJ  à DGAJ,   anunciadas no site, mas que nāo terão sortido efeito.
    Sobre a reação do SOJ ao despacho, acho que nada.
    Quem se sentir prejudicado e tenha que recorrer a Juízo bem que poderá usar, além do mais, essa tal interpelação.

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  13. Então  por essa lógica, será essa a opção até não restarem funcionários, depois de se aposentarem ou saírem todos.
    E aí a gestão comarca vai buscar o pessoal que estiver a passar na rua, na falta de funcionários da secção ao lado para substituir.
    Não serão então  necessárias admissões pelo que diz.

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  14. Cego é quem não quer ver.


    Continuem, que a tutela agradece.

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  15. Aguentem, 
    vocês até gostais.

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  16. Acho, aliás tenho a certeza, de que já está a descrever a realidade actual.

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  17. Vejam a quantidade de escrivães de direito que se vão reformar só em maio de 2025 na lista de aposentações da CGA. 

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  18. a lógica é uma batata. 

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  19. Deixa lá, ficas  tu com isto tudo, que deves ser um super.

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  20. Se tivesse assim tão mau não tinham aberto movimento apenas para 51 entradas!

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  21. É quase 1 por dia...

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  22. A célebre e famosa chamada "dor de corno"....Lamento dizer - te que vais passar o resto da vida enfiado numa sala de audiências a olhar para as paredes...Eu, pelo menos durante 25 anos, tive a posição que agora invejas...E ou me engano muito ou vai ficar tudo na mesma! Daqui a 30 de junho muito vai acontecer!

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  23. Pois é... o Sr. Blogger incomoda muita gente. A questão é que tudo o que escreve é pertinente, por isso os infiltrados ficam incomodados...

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  24. Ora aí está. Serão essas vagas agora ocupadas pelos auxiliares. Mas atenção só se tiverem cartão do SFJ.

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  25. És mesmo tanso com esse paleio ou não trabalhas em secções desfalcadas.
    Estás é bem encostado.

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  26. Por mim agradecido a este Blogue, sem dúvida, que informa e não silencia! e sem medo!


    Força!

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  27. Quem disse que a alteração foi pedida? Ou será que concordaram com a proposta da DGAJ.

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  28. Grande Marçal.


    Um visionário!!!




    Um homem muito à frente do seu tempo.

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  29. O não-movimento deste ano é mais uma sacanice que nos fizeram.


    Fui promovido e faço este ano 3 anos em Setembro.


    Concorri para fora no pressuposto e na perspectiva de regressar ou aproximar-me ao fim de três anos.


    Significa que este ano já podia concorrer novamente para casa.


    Não deixaram.


    Ok.


    Se até Setembro não for movimentado, meto baixo.

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  30. Vai ficar vai 😅
    Espera sentado.
    Estou a ver um tribunal a declarar a suspensão de um DL já em vigor, ainda mais quando a questão em causa é um não assunto.
    Ganhem juízo e vão mas é trabalhar e colaborar com quem está metido numa sala de manhã à noite.
    Cambada...

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  31. Não é só o blog, embora tenha muito mérito, a grandíssima maior parte, somos todos nós, os que ouvem, os que escrevem, os que pensam no que se diz !...


    Mas é claro que a reflexão traz a luz, e embora nem sempre concorde com  o que aqui se escreve, seja o artigo em si, ou os comentários que provoca, a verdade é que a participação de todos, de forma ativa ou passiva, ajuda a mudar a perspetiva da realidadade da vida dos OJ.


    Nesse sentido, sim, obrigado pela reflexões diárias!

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  32. A sua situação, é uma das das coisas que tem que ser retificada!


    Tal como a tempo já passado no escalão e que o MJ quer agora dar por não cumprido!


    Está na hora de nos associarmos, ainda que fora do âmbito sindical, se tal for necessário, para fazermos vingar os nossos direitos!


    Vamos ter de o fazer, e vamos-o fazer !...


    Abraço

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  33. Para o das 20.24 horas. Tu ainda deves ser verdinho nisto. Esqueces-te que aqueles de quem tanta inveja tens já fizeram dezenas de anos de sala.  Deixa lá, vais continuar fazer e vais fazê-lo até à reforma. Mas pelo teu comentário não deve ser uma coisa que gostas muito de fazer. 

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  34. Para o das 11.52 horas. Bem se agora já não és capaz de cumprir um processo desde a distribuição ao arquivo, isso não abona muito da tua qualidade profissional. É que não é preciso ser adjunto, ou escrivão para saber fazer tudo, basta ter vontade de aprender. E já agora também não  deves ter muito que fazer ou vontade de aprender porque estás aqui a ler e a produzir estes brilhantes comentários em horário de trabalho.

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  35. A brincar acertas em cheio.
    Se a maioria dos licenciados estão na categoria dos ex- auxiliares, é normal que caso não abra concurso como previsto, que sejam eles a exercer como escrivão em regime de substituição.
    Mas penso que com esta MJ será aberto concurso logo que possível.

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  36. Para o das 23.15 horas. Então se for um ex-adjunto licenciado, está lixado? Tu és bom. És um verdadeiro nível 3. A conversa de colocar todos a fazer sala e a saber tramitar processos,  era conversa da treta. O que vocês querem é passar à frente dos outros. A qualidade profissional não interessa, o que interessa é a licenciatura. E já agora só falta dizer que licenciaturas são mais aptas a ocupar cargos de chefia, é que umas valem mais que as outras, não é? 

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