O estranho espírito democrático de candidata da continuidade

      A falta de espírito democrático de quem se perpetua em órgãos de algum “poder”, é um padecimento muito comum que, com o tempo, alguns (não todos), os que estão de fora, começam a ver.


      Os culpados são os portugueses, todos: os que votam e os que não votam também, e especialmente os mais velhos, que têm um enorme pavor à mudança, preferindo uma alegada estabilidade e achando sempre que a incerteza do futuro é um perigo e uma insónia. Por isso, votam sempre nos mesmos e gostam de manter no comando dos seus destinos personagens sebastiânicas, quase divinas e todo-poderosas, que lhes tratem da vidinha.


      Ora, esta conceção vem arrastando esses crentes para uma letargia de inação e de falta de inovação gritante, seja a nível do governo de um país inteiro, seja no messiânico cargo da presidência, seja numa câmara municipal ou junta de freguesia, mas seja também num qualquer cargo associativo. Ocorre a todos os níveis.


      Vem isto tudo a propósito, não propriamente das eleições legislativas em curso ou das próximas que hão de vir, mas do despropósito da reação de candidata à substituição da atual direção e presidente do Sindicato dos Funcionários Judiciais (SFJ), em algumas das suas intervenções, como a que a seguir vamos reproduzir, intervenção esta realizada na passada semana no nosso grupo nacional de Oficiais de Justiça no WhatsApp, intervenção que, aliás, vem na sequência de outras em que mantém as mesmas características de uma nítida falta de paciência para as críticas, não as enquadrando, não as aceitando, apenas as combatendo, apenas as querendo anular, cortar, ou abafar.


      Depois, respondeu um outro membro desse grupo, de forma muito elucidativa, motivo pelo qual, segue também a sua resposta.


      A prepotência deve ser anulada para que os representados sintam sempre que têm alguém que ali está para os servir, porque disso se trata e para tal se candidata, e não para os calar com críticas.


      51 anos de democracia não parecem ser anos ainda suficientes para a interiorização do espírito democrático.


      Disse a candidata da lista cozinhada internamente, para a continuidade:


      «É mt engraçado ver que todos criticam mas sugestões e agir quando foi necessário, foram poucos. A classe não consegue atingir os objectivos pq dizem mal dos seus pares, estão sempre mal quando o colega ao lado vai ganhar mais, é uma inveja permanente relativamente aos outros. Falam das outras classes profissionais mas certamente que não se deram ao trabalho de ir ler os acordos.


      A realidade é que temos de ser mais unidos e ajudar os sindicatos a fazerem mais e melhor e não passar a vida a deitar a abaixo e insultar quem conseguiu algo que todos os oficiais de justiça lutavam há 25 anos a integração do suplemento.


      Deixem as lamúrias dos adjuntos e auxiliares, somos todos iguais, oficiais de justiça e quantos adjuntos são melhores que os próprios chefes assim como quantos auxiliares superam em muito adjuntos e até chefias.»


      «Ó colega, há eleições, apresentem uma lista e façam melhor.»


      E a resposta de um outro membro do grupo foi assim:


      «Colega, não é essa a resposta que os OJ querem ouvir. Claro que é possível apresentar listas.


Claro que podem fazer melhor ou pior (bom, pior que extinguir uma carreira é impossível). Mas o ponto não é esse, não é possível apagar o que aconteceu e quem fez parte desta direção do SFJ e quer renovar a posição não pode simplesmente dizer que outros façam melhor. Há que ter, nem que seja vergonha alheia.


      O que aconteceu foi um deliberado autismo às opiniões dos associados para levar em frente a vontade de um só homem.


      Sejam quais foram as razões que levaram a esta falta de pluralidade na própria direção, a verdade é que ela existiu e deve ser explicada, até para não se repetir.


      Percebia a solidariedade entre dirigentes se estes estivessem sempre dentro do jogo. Não foi o caso, certo? O que, a ser admitido tornaria aquele acordo nulo.


      Problema, com exceção dos presidentes, ninguém esteve (e ninguém está) por dentro das regras do jogo. Este é o ponto. E o problema é que ninguém o admite.


      Não pode apagar o que aconteceu. A solidariedade acaba quando a lealdade é desfeita.


      Presumo que tb tenha razões de queixa, não foram leais consigo, não foram com os sócios e não foram com os OJ.


      É candidata a uma nova lista e convém esclarecer o eleitorado.


      Sabia ou não sabia do concreto teor nas negociações? Não, verdadeiramente acho que nem mesmo o Presidente sabia, foi reagindo de modo próprio sem consultar os seus pares nem a classe e quando alguns o alertaram para o erro fez ouvidos de mercador e tornou-se ainda mais só e prepotente nas negociações.


      Para ele tinha que haver um acordo a todo o custo, fosse em que termos fosse. Quem lhe estava próximo sabe disso. Pior, compactuou com isso.


      Nós sabemos o que aconteceu. Vocês sabem o que aconteceu. Como candidata, não pode agora dizer que aquilo que todos sabem que aconteceu não aconteceu.


      Colega, não acha que já chega? Não era melhor assumir que correu mal e explicar porquê?


      Se tem ambição, o melhor é começar por esclarecer o muito que ainda há por esclarecer. Admitir que muita coisa correu mal e colocar num programa aquilo que será a luta sindical por forma a dar um ténue alento aos OJ.»


      Nota: o nosso grupo nacional de Oficiais de Justiça no WhatsApp atingiu o limite máximo de membros permitido pela plataforma, pelo que os novos pedidos de adesão estão a ser colocados em lista de espera para entrar quando for possível, o que tem vindo a acontecer quando alguém sai do grupo, o que ocorre de forma muito esporádica. Apesar de termos criado outros grupos noutras plataformas, a popularidade do WhatsApp mantém-se, bem como as suas características. No passado, o número limite já foi ampliado, mais do que uma vez, esperamos que volte a haver outro alargamento, tendo já solicitado o mesmo à plataforma.


FilasSemRosto+DDOJ.jpg

Comentários

  1. Gostava de saber o nome da candidata e o nome de quem respondeu, o que, em mês de liberdade, não deverá ferir nenhuma susceptibilidade!


    Portanto, faça-se luz!...

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  2. Aqui não se colocam nomes. Os nomes não interessam, interessam as ideias e as situações, o conhecimento não pessoalizado.

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  3. Parece-me que ambos não deixam de ter a sua razão, porque é verdade que os oficiais de justiça são, desde sempre, uma classe pouco unida, mas também é verdade que os sindicatos não estiveram bem nestas ultimas negociações.
    Enfim, provavelmente temos o que merecemos.
    É isso.

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  4. Até compreendo isso em relação a comentadores do blog, como, aliás aqui eu próprio o faço.


    Mas penso que quem aspirações de integrar, ou até chefiar, um sindicato, está num nível de responsabilidade completamente diferente, não se podendo escudar em anonimatos! ...


    De qualquer forma, aceito a decisão do blog.

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  5. Gostava mesmo de saber quem é...
    Eu sou sindicalizado no SFJ.
    Só estou à espera das eleições para exercer o meu direito de voto e no  momento seguinte vou, ao fim de 26 anos, solicitar o cancelamento da inscrição junto do SFJ.
    E só ainda não cancelei precisamente para votar em alguém que apareça sem ser esta malta que gravita junto da actual direção há anos e anos, à espera do tachinho, sempre a darem a palmadinha nas costas dos Fernando Jorge e do Marçal, sem espírito crítico, sem coluna, sem nada.
    Portanto, defendem o estatuto acordado com o governo, não porque ele seja bom, porque toda a gente já se apercebeu que é uma grande m...., mas porque ninguém disse nada ou apresentou algo melhor....
    Miserável...
    É só o que se pode dizer...
    Deviam andar muito distraídos....
    Penso que é o fim da carreira dos Oficiais de Justiça, tal como ela existia ou a imaginávamos e é também o fim do SFJ, o verdadeiro Coveiro da carreira.
    O maior responsável vai abandonar o barco, um belo tacho numa câmara municipal.
    Os restantes, vão sugar o SFJ até ao tutano e depois logo se vê.
    A massa crítica já abandonou o SFJ há muito tempo....

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  6. Bom dia,
    O assunto de hoje é, como aliás sempre foi e será, típico de disputas de lugares onde todos reclamam conseguir fazer melhor e ao mesmo tempo todos criticam a capacidade dos outros, dos adversários.
    A questão principal deveria de contender com o a forma diferente de prosseguir o que penso sem comum a todos, o melhor interesse da classe. Esse foco, o do interesse da classe, deve ser naturalmente erigido ao foco principal a desenvolver por quem quer que se proponha ao exercício de tão nobre cargo e não deve de cometer o mesmo erro que os anteriores titulares, nomeadamente o ainda em funções.
    Com efeito, deveria ter percebido o alcance do acordo e as muitas injustiças que aporta, acautelando-as com ferramentas de correção (cláusulas de salvaguarda, regimes transitórios, etc.), mas não o fez e com isso conseguiu tão só e apenas a melhoria substancial para um determinado grupo - que por certo cuidava de ser o mais expressivo, em termos numéricos, e de substrato de apoio sindical - mas, ao mesmo tempo que o conseguiu fazer, cerceou em definitivo todas as expetativas de muitos de nós, talvez os mais audazes, que se aventuraram pelo país fora em busca de melhores condições, fazendo-o com dedicação e empenho e que agora vêm desfeitas todas as expetativas criadas, de carreira e de melhoria profissional.
    Que dizer a quem se aventurou nas ilhas, nas comarcas periféricas, enfim onde havia possibilidade de carreira e agora, de um momento para o outro, fizeram equivaler esse esforço a nada, o prejuízo familiar e económico a uma decisão tola, pois que se tivessem ficado por casa hoje estariam muito melhor, a todos os níveis.
    A personagem que se apresta para abandonar o cargo que ocupou, não se preocupou com a resposta às ânsias de toda uma classe e com o seu futuro, mas apenas e só em conseguir algo concreto, não lhe importou que fosse mau para alguns, com vista a apresentar a sua liderança como meritória, que não foi.
    Eu, como muitos de nós, saí muito prejudicado, o meu futuro profissional, a minha expetativa de carreira, foi sacrificada em função de um interesse que apregoam ser maior -  quiseram fazer aparentar  ser superior ao que efetivamente é enfatizando satisfazer genericamente toda a classe - e que poderia muito bem ter sido acautelado, mas não foi.
    Noutras bandas as coisas fizeram-se de forma muito melhor e não é preciso muito esforço para as perceber. Por cá foi assim e ainda há quem venha justificar o injustificável, dizendo o mesmo que aqueles outros disseram quando crucificaram os justos por pecadores, alheando-se da responsabilidade de tão cruel ato.
    Quem se propõe a tão nobre cargo, sem operar uma reflexão pessoal sobre o que correu mal e atirar, arremessando justificações para a sua incompetência, assumindo incapacidade para fazer melhor e convidando outros a apresentar soluções melhores que as negociadas não tem proposta de futuro mas apenas um comodismo e situacionismo que começa a ser exasperante.

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  7. Mas quem é essa suposta candidata??
    Estou mesmo fora disto tudo...
    Desculpem.

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  8. Realmente...há pontos em que acho que esta candidata tem razão.
    E para provar a minha ideia, conto-vos a rábula dos apanhadores de caranguejos.
    Francês, Inglês e Português, andavam na Ericeira cada um com um balde, na praia, a apanhar caranguejos.
    Os dois primeiros, sempre que capturavam um bicho, colocavam-no no respetivo balde e tapavam o mesmo com uma tampa.
    O Português, simplesmente não usava tampa no balde e nehum caranguejo dalí fugia.
    Esta situação começou a criar estranheza nos restantes, que acabaram por lhe perguntar como fazia ele para que os seus caranguejos não fugissem do balde.
    O Português respondeu que os caranguejos eram portugueses e, como tal, sempre que viam outro a querer subir para fora do balde, de imediato o puxam para baixo, para junto deles.
    E é esta a realidade da nossa classe. Não queremos o nosso bem grupal, comum, e quase no limiar do não querer o nosso bem pessoal, desde que os outros não fiquem melhor que nós!!

    É uma pequenez constante, pobreza mental e de espírito por todo lado.Barulho por barulho, Ruído que não deixa passar a mensagem de união, bitaites e bitaiteiros por todo lado, sem saber do que falam e sem falar do que sabem.
    Não faço ideia de quem seja essa aludida candidata, nem tão pouco me interessa, na verdade. 
    Mas desta vez - nem que tenha sido a única na sua vida sindical - acertou na mouche !!

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  9. Adolfo Dias28/4/25 10:23


    Já tinha escrito aqui no blogue a dificuldade dos sindicatos em lidar com opiniões contrárias, principalmente o SFJ que é o maior e mais antigo sindicato.
    Mas é uma imagem de marca do SFJ, a pouca tolerância com a critica, principalmente em grupos nas redes sociais, onde os/as seus/suas "snipers" estão sempre atentos ao que ali se escreve.E não esquecer que alguns delegados que estão nas comarcas também seguem o mesmo padrão, ao não aceitar critica ou opinião contrária, socorrendo-se sempre dos mesmos chavões que, se calhar, fazem parte da cartilha do sindicato.
    Portanto, não me admira a postura desta pré candidata a grande líder do SFJ.

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  10. Não sei quem é a personagem, nem me interessa. Deixei de contribuir para a mediocridade sindicalista após 34 anos de filiação. Não vou votar, nem quero saber dos candidatos. Uma coisa é certa: quem, por vocação, interesse desprendido ou ambição por protagonismo ou benesses se mete nestas andanças não pode depois lamentar-se e queixar-se daqueles que quis e se propôs representar.
    Repito o que já aqui disse: o SFJ (ou o Marçal) deixaram-se deslumbrar quando lhes foi oferecido o Grau 3 para a profissão e a integração do suplemento e abdicaram ou cederam em tudo o resto. Destruíram a carreira ao eliminar uma categoria e apenas essa. Rebaixaram toda a profissão à categoria de ingresso e na qual todos se vão manter por 20,30 ou 40 anos. Cortaram com toda a aspiração a subir de categoria pois como sabemos os cargos de chefia vão ser cada vez menos e mais dificeis de alcançar. Faz parte da natureza humana ter aspirações e ambições e agora criaram uma classe apática, sem ambição, porque não pode tê - la e tudo a troco (como se começa a perceber cada vez mais e melhor) a troco de nada!

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  11. Muito bem apreciado!
    Lamentável o comportamento nesta carreira

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  12. Uma pergunta


    Não vejo ninguém aqui a preocupar-se com o nº de saidas de OJ´s para a reforma que não é compensado com o nº de entradas!


    Já não deveria estar em andamento outro concurso para admissões que compensem as saidas?


    Está a sair um OJ por dia para a reforma e ninguém se preocupa?
    Gostais de trabalhar em secções onde está um ou dois , quando deviam estar 5??


    Continuai
    EScravos!

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  13. Adolfo Dias28/4/25 11:17

    Caro(a) colega
    Não escreveria melhor. Tudo dito e claro como a água do que se vai passar daqui para a frente.

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  14. Verdade!
    Somos tansos mesmo!

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  15. Já dizia Salgado Zenha que os Portugueses não queriam ser melhores que os outros apenas que os outros não fossem melhor que eles.

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  16. A candidata a presidência do SFJ chama-se Regina Soares, sindicalistas e atualmente Secretária Executiva do SFJ . Tanto segredo porquê?.

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  17. Verdadinha, deram cabo da vida de quem saiu fora de casa e agora vê tudo desmoronar.
    depois admiram-se que os extremistas cresçam.
    Com tanta  mentira que alguns OJ  sofreram.


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  18. É  mesmo


    A mim quando me tocar uma seção desfalcada, meto baixa e mando isto às favas.
    Vão explorar o car-------------------------

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  19. Podes agradecer a todas as partes envolvidas nos últimos acordos, cujas conquistas traduziram-se num numero insignificante de desistências nas primeiras nomeações, com aumentos substanciais de salários e com fim do trabalho não remunerado.
    Se não fosse isso trabalhavas por 3.

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  20. Ora ai está!! Muito bem!
    Ao menos diz ao que vem.
    Tem o meu voto!
    Não se pode dizer que a sua narrativa seja a mais adequada, mas não deixa de ter razão.
    Além do maior foco de contestação desta alteração ter fundamento em pensamentos mesquinhos, ridículos e infundamentados, relacionados com a alegada "despromoção funcional", também é verdade que existe uma quantidade enorme de papagaios, sempre prontos a dizer mal, mas sem qualquer capacidade de se disporem a fazer melhor.
    Já sem falar da falta de solidariedade com os colegas e com os sindicatos, raramente aderindo a qualquer tipo de iniciativa.
    Comparam a ação dos sindicatos com os de outras carreiras, sem se dar ao trabalho de ver a postura e comportamento dos trabalhadores de outras carreiras, cujos sacrifícios deram os seus frutos.
    Deviam era meter a cabeça na areia e estar de bico calado.

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  21. Mordomias?!!


    Que mordomias, p.f.?

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  22. Para o das 22.48 horas. Mordomias????Não vás ao médico ver isso!! Decrépita??? Só é decrépita porque foi abandonada pelos sucessivos governos desde 1999. E tenho uma novidade para ti. Vai ficar pior e mais decrépita. 

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  23. Para o das 23.05. Um bom papagaio és tu. A despromoção não é alegada é efetiva. Solidariedade?? Ainda tu não sabias o significado da palavra e a maior parte daqueles que tu chamas mesquinhos e ridículos já faziam greves e mostravam-se solidários com os colegas. E já agora, já que sabes muito acerca dos teus colegas e do funcionamento dos tribunais, diz lá quantos anos de serviço tens só para constar. Não metas a cabeça na areia.      

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  24. "pensamentos mesquinhos, ridículos e infundamentados, relacionados com a alegada "despromoção funcional"
    está certamente a referir-  se aos Escrivães Adjuntos, os tais malandros velhotes, que fazem 30 pausas por dia para tomar café e fumar (cujo serviço aparece, certamente por milagre, feito ao fim do dia). Os tais que durante anos e anos foram os burros de carga dos Tribunais, a fazer o serviço de auxiliares, adjuntos e escrivães. Trabalharam em dezenas de Tribunais, viveram em quartos manhosos, comeram e pagaram bem pelo pratinho do dia, longe de casa e da familia, ganharam mal para as despesas, fizeram milhares de kms de viagens para gozar um fim de semana, fizeram todo o tipo de serviço, experimentaram a actividade radical que é fazer serviço externo, depois das 18,00 horas e ao fim de semana . E muito mais poderia contar, eu e os adjuntos da minha geração...Mas não vale a pena gastar mais tempo consigo, que não é "mesquinho, ridículo e infundamentado" como nós somos...

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  25. Retrato fiel de uma geração de oficiais de justiça.

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