“Só quer a vida cheia quem teve a vida parada”

      Viemos com o peso do passado e da semente
      Esperar tantos anos torna tudo mais urgente
      e a sede de uma espera só se estanca na torrente
      e a sede de uma espera só se estanca na torrente


      Vivemos tantos anos a falar pela calada
      Só se pode querer tudo quando não se teve nada
      Só quer a vida cheia quem teve a vida parada
      Só quer a vida cheia quem teve a vida parada


      Só há liberdade a sério quando houver
      A paz, o pão
      habitação
      saúde, educação


      Só há liberdade a sério quando houver
      Liberdade de mudar e decidir
      quando pertencer ao povo o que o povo produzir
      quando pertencer ao povo o que o povo produzir


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      Hoje, comemoramos o dia da Revolução com a canção de intervenção de Sérgio Godinho, datada de 1974, ano da Revolução que hoje se comemora.


      No vídeo abaixo pode assistir a esta canção cantada pelo próprio num concerto ao vivo, já muitos anos depois da Revolução, mantendo a letra desta canção uma atualidade tão teimosa e enervante, apesar dos seus 51 anos.


Comentários

  1. pobre da cuca25/4/25 12:54

    Realço "Liberdade de mudar e decidir" porque também hoje se assinalam os 50 anos das primeiras eleições em Democracia, em que só uma pequena minoria não votou. 
    Decorridos estes 50 anos vê-se que muitos preferem a praia, ficar em casa, etc. e não votam deixando para os que votam o poder de mudar e decidir. E têm essa liberdade que nāo sabem aproveitar. 
    A abstençāo é inimiga da mudança, que durante 40 anos de fascismo não foi possível em Portugal, por não darem a palavra/ o voto ao Povo. 
    Depois, se não gostam da governação, são os primeiros a queixar-se, por vezes. Nāo têm  legitimidade para tal, pois não contribuiram com o seu voto para qualquer mudança. Também acontece p. ex. com os sindicatos.Até são seus sócios, pagam, mas nada mais fazem do que queixar-se de quem dirige,  mas em hora de eleições, nada de listas, participação com votos pouca, é o deixa andar. 
    Aos que lutaram antes e aos militares de abril a melhor homenagem é lembrar o seu esforço e também a 18 de maio ir votar, seja em que Partido fôr.

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  2. Votar é um direito, não é uma obrigação!


    LIberdade é poder votar e é poder não votar! 


    Falar em liberdade, condicionando a dos outros não!

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  3. 25 de Novembro, sempre!! 


    💪

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  4. Vivemos numa ditadura encapotada e a maioria das pessoas nem se dá  conta. 

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  5. Todos os 24 abril à meia noite,  participo na queima do fachista.
    O cheiro que ele deita é bastante revigorante.

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  6. A revolução dos fachos

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  7. Eu, por acaso, já não voto desde fevereiro de 1986, única ocasião em que votei quer em eleições legislativas, presidenciais ou autárquicas na minha vida neste país.
    Sou anarquista praticante e apoiante de todas as causas revolucionárias.
    Mas se acreditasse no sistema democrático, certamente teria que concordar que votar na nossa atual sociedade terá que ser forçosamente um dever cívico simultâneo com o direito que esse mesmo ato se pretende ser.  

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