O refluxo da greve do desalento das pessoas arreliadas
A greve de toda a função pública convocada para ontem pelo STTS, teve uma adesão muito significativa, encerrando serviços, com adesão a 100%, ou com níveis de adesão muito elevados a rondar os 90%.
Os impactos maiores fizeram-se sentir especialmente nas escolas e nos hospitais, mas também nas repartições de finanças, nos balcões da Segurança Social, nas conservatórias dos registos, etc. e, claro está, também nos tribunais e nos serviços do Ministério Público.
Nos tribunais e nos serviços do Ministério Público, para além das secções completamente encerradas, ou vazias, os demais, os que não aderiram à greve, tiveram um dia que muito se parecia com um dia de férias judiciais.
No que aos Oficiais de Justiça diz respeito esta greve, como esclarecemos nesta última terça-feira (13MAI) no artigo intitulado “Com saudades de uma greve?”, as reivindicações que motivaram a greve não estavam nada pensadas para a carreira dos Oficiais de Justiça, embora houvesse, como destacamos, de entre elas, uma que, sem dúvida, interessaria aos Oficiais de Justiça e que, só por si, justificaria a adesão à greve por parte dos Oficiais de Justiça.
No entanto, a adesão tão expressiva dos Oficiais de Justiça à greve não ocorreu pelas reivindicações que vinham expressas no aviso prévio de greve do STTS, nem sequer por aquela reivindicação que destacamos, mas apenas pela continuação de uma insatisfação muito generalizada com a carreira, a atual e a que há de vir, e ainda porque as greves às sextas-feiras têm a particularidade de contribuir para criar um maior período de descanso, de merecido descanso da azáfama do dia a dia, permitindo a todos os trabalhadores um momento maior de atenção sobre si e sobre os seus; o que todos bem necessitam.
Como já aqui repetimos tantas vezes, não é crime nenhum aderir a uma greve sem convicção, mas por mera conveniência. Se o trabalhador não ganha o dia com salário, então que, pelo menos, o ganhe com o prazer da liberdade desse mesmo dia de trabalho, podendo fazer o que bem lhe aprouver.
E foi, essencialmente, isso mesmo que sucedeu por todo o país: a conveniência pessoal, mas também aliada a uma nada desprezível insatisfação.
Acreditamos que caso os sindicatos SFJ e SOJ não desconvocassem ou suspendessem as greves depois do acordo com o Governo, todos os Oficiais de Justiça, mesmo depois do acordo assinado e do Decreto-lei publicado, continuariam a aderir de forma muito significativa a todas as greves, e teriam essa atitude pela ocorrência dos dois referidos fatores: a conveniência pessoal e a insatisfação com o estado e o destino da carreira.
Como bem se viu esta sexta-feira, mesmo apesar das muitas considerações desmotivadoras sobre o governo de gestão e por ser a véspera da votação, alegando-se inconsequência e inoportunidade, o certo é que os trabalhadores se encontram atualmente muito mais motivados para virar as costas ao trabalho, estando completamente desmotivados, do que voltar a ter gosto pela carreira e pelo exercício de funções, como no passado ocorria.
Pessoas desgastadas e agastadas constituem hoje o grosso (não o todo) dos trabalhadores dos tribunais, pelo que não é de espantar que, à mínima oportunidade, qualquer um, em qualquer momento, possa levar a cabo uma manifestação da sua zanga, raiva e infelicidade.

Fonte (entre outras): “RTP”.
Com quase 1 milhar de greves, ontem fiz mais uma...LEVANTEM AS GREVES JÁ!!!
ResponderEliminarSim sim, de preferência às tardes que é para podermos ter um segundo trabalhinho.
ResponderEliminarÉ que andamos a trabalhar nos tribunais apenas e somente por guito.
Que se f... o cidadão e o sentido de serviço público.
Tentando não ser ofensivo, a minha questão é:
Que raio estão aqui a fazer, porque não se vão embora e dão lugar a malta mais nova?
Tenho a certeza que vossa ausência dará ânimo a muita gente.
Rezando por um resultado que nos permita descansar quando precisarmos...
ResponderEliminarIsso também eu digo, se fazem milhões de greves, é porque, em principio, não estão satisfeitas no trabalho que têm... porque é que não se vão embora e dão lugar a outro ?
ResponderEliminarNinguém vai embora, sabes porquê? Porque depois de 20 a 30 anos de deixar a pele nos tribunais com horas a mais todos os dias, aos sábados e mesmo aos domingos, com prejuízo pessoal gravíssimo, sem ver os filhos crescer, etc., sem faltar por nada, mesmo quando doentes, para não prejudicar o serviço nem sobrecarregar os colegas, já ninguém consegue mudar de profissão e como não têm pais que lhes paguem mesada, porque também já faleceram, ficam e ficam à espera, os grandes parvos, de que poderá a careira ainda voltar a ser tão apelativa, com ordenados tão justos e ter facilidades tão compensadoras como antes era. E vivem desta ilusão, alimentada pelos sindicatos, acreditando, os parvos, num futuro melhor para todos. Por outro lado também dizem, e muito bem: "Quem me comeu a carne que agora me coma os ossos."
ResponderEliminarSubscrevo, só acrescentando que os meus ossos não dão para comer, vão ter mesmo que ser roídos.
ResponderEliminarPara o das 10.09 horas. Daqui a vinte anos quando já tiveres tantos anos de sala e tribunais como aqueles que mandas embora sempre quero ver se manténs o teor desde post. Já agora se precisas que os mais velhos se vão embora para teres ânimo para trabalhar, isso não abona muito da tua pessoa, pois parece que ou não gostas muito de trabalhar ou não queres aprender nada com eles e se não queres aprender nada com eles é porque já sabes tudo e se já sabes tudo isso também não abona muito sobre a tua pessoa.
ResponderEliminar13.44 horas. Eles fazem e fizeram greves por ti, por eles e por aqueles que vão entrar. Mas isso é coisa que a ti agora não te apoquenta. Pode ser que daqui a uns anos quando precisares que os colegas façam greve para tu poderes ter uma vida melhor e um serviço público melhor tenhas a mesma resposta. Aí pode ser que te digam o mesmo
ResponderEliminarOk, dentro de certos limites entendo isso.
ResponderEliminarMas sabe bem que há uma boa percentagem que simplesmente não tem qualquer sentido crítico, com bom lombo para trabalhar, fazem greves porque lhes dá jeito, estão-se a borrifar para o trabalho que odeiam.
A esses apelo, em nome do bom funcionamento dos tribunais, que concorram para outros serviços, peçam a mobilidade para qualquer sítio onde se sintam melhor, deixando o lugar vago.
É que à vossa custa e chamando uma letra de Mão Morta " há muito tempo que o ar nesta latrina se tornou irrespirável".
Depois das últimas conquistas, aumentos de centenas de euros nos salários de entrada e para a maioria dos OJs, desistências residuais nas primeiras colocações, assim como fim do trabalho escravo, não existe qualquer fundamento para greves, pelo menos até se perceber o que sai das restantes alterações ao estatuto.
ResponderEliminarLamento, mas vais ter que arranjar outro motivo para não trabalhar.
Os sindicatos têm é que agradecer à Sra.Ministra pelo que fez à carreira em tão pouco tempo, quanto mais decretar greves.
ResponderEliminarCurioso dizer isso: eu, com 34 anos de serviço, 25 de adjunto e portanto dos mais prejudicados com a aberração do novo estatuto, fui trabalhar e curiosamente quem faltou foram os novos, acabadinhos de chegar. Só apareceram os velhotes! Infelizmente estou convencido que não vão faltar greves para fazer, tamanha é a aberração do novo estatuto. Quanto aos mais novos, é impressionante a falta de profissionalismo, brio, humildade e capacidades. É a verdadeira geração do iogurte, da uva sem grainha, do pão sem côdea, das lésbicas, gays, transgeneros. A verdadeira geração de plástico...
ResponderEliminarMas o "palstic soul" do Bowie era - e é - espestacular, estou a falar necessariamente do Young Americans!
ResponderEliminarOuçam - 75 ou 76 ...
O que tens contra os gays e lésbicas?
ResponderEliminarAlgum problema?
Cheira me a conversa de Chegano ou de alguém com falta de coragem para sair do armário.
Pois, mas muitos dessa geração aprendem mais depressa em 6 meses o que tu aprendeste em 20 anos.
ResponderEliminarE outros daqui a uns anos serão juízes ou teus chefes.
Vão todos os que não respeitam quem faz greve, para o car-----
ResponderEliminarEstais bem de vida e não venham com o argumento do cidadão. O estado desta merda é politico.
Acordem.
Vão todos com o car -----
Hipocritas!!
És mais um instalado no colega do lado ou filhinho do papá com bela vida.
ResponderEliminarMas conquista trouxe o acordo para quem yem 30 anos disto?
Palhaço
Ohahohah
ResponderEliminarLevantem ??
Ohah
És administrador??
Algodão não engana
Vendido
Vendido
ResponderEliminarO CEJ parece de facto estar a acelerar procedimentos, mas não creio que já cheguem a tempo de serem nem uma coisa nem outra a muitos de nós.
ResponderEliminarTerão certamente alguém para conduzir, mas, tal como eles agora ou ainda menos, não deverão ter novos muito dispostos a deixarem-se conduzir, pois, por essa ordem de ideias, ainda aprenderão mais depressa do que eles.
ResponderEliminarNÃO SE CALEM
https://ilga-portugal.pt/denunciar-a-discriminacao/observatorio/25 DE ABRIL SEMPRE
FASCISMO NUNCA MAIS
DENTRO OU FORA DOS TRIBUNAIS.