Oficiais de Justiça candidatos autárquicos

      Depois da abordagem que já realizamos à candidatura da ministra da Justiça para as próximas eleições legislativas e ainda da análise à candidatura de António Marçal à Câmara Municipal de Lousã, sabemos que há muitos mais candidatos que são Oficiais de Justiça, designadamente, para órgãos autárquicos, que gostaríamos de destacar.


      Infelizmente, não conhecemos todos os candidatos, nem temos acesso a todas as publicações que os mencionam, designadamente, às de caráter regional ou local. No entanto, estamos atentos a isso e gostaríamos de evidenciar todos os Oficiais de Justiça que se candidatam a qualquer órgão autárquico. Quem tiver informação neste sentido pode partilhá-la para o nosso e-mail: OJ@sapo.pt 


      Recordemos o “slogan” da campanha de António Marçal à Câmara da Lousã:


      «Construir o futuro com proximidade e confiança»


      É isto que Marçal propõe aos lousanenses: um "futuro", futuro esse que se constrói com “proximidade e confiança”.


      Um excelente “slogan” que os Oficiais de Justiça também gostariam de ouvir e de, com ele, ser apoiados e embalados no dia a dia.


      E é neste sentido de confiança e de proximidade para a construção de um futuro que hoje rumamos à União de Freguesias de Alvega e Concavada (no município de Abrantes), onde encontramos um candidato a essa Assembleia de Freguesia pela CDU, o Oficial de Justiça Paulo Jacinto.


CandidatoCDU-PauloJacinto-AssembFreg-AlvegaConcava


      Paulo Jorge de Oliveira Jacinto, com 52 anos, reside em Alvega, é Oficial de Justiça de profissão, desde 2000, com a categoria de “Auxiliar” até à extinção de 30JUN, exercendo no Tribunal de Abrantes e sendo dirigente sindical do Sindicato dos Oficiais de Justiça (SOJ).


      O Paulo tem uma forte ligação ao movimento associativo. Já foi presidente da comissão administrativa da Sociedade de Instrução Musical Rossiense, instituição à qual também esteve ligado como músico, tendo sido já candidato da CDU a eleições anteriores à mesma Assembleia de Freguesia de Alvega e Concavada.


      Paulo Jacinto disse à publicação “Mediotejo” que foi movido pelo “sentido de dever”, quer para com a CDU que entendeu que estaria “melhor posicionado para avançar”, mas “sobretudo pelo sentido de dever para com a população da União de freguesias de Alvega e Concavada, donde não sou natural, mas onde resido e entendi que tinha esse dever cívico de me candidatar para poder proporcionar à população mais uma escolha à escolha que quiserem fazer”,


      O candidato assume como principais preocupações “a desertificação da freguesia, que cada vez é mais patente, e a necessidade de fixação de jovens, algo que esteve condicionado durante muitos anos pela impossibilidade de construção na zona de Alvega, e da União de Freguesias”.


      Também assinala como premente “a falta de cuidados de saúde primários à população, visto que o médico de família está presente apenas um dia por semana, mas nem todos os dias está presente, e sabemos que a população é extremamente envelhecida e com dificuldades de deslocação, muitos sem transporte próprio, algo que condiciona imenso a população no acesso aos cuidados de saúde primários”.


      No compromisso eleitoral que assume perante os fregueses de Alvega e Concavada enumeram-se algumas das medidas prioritárias como a criação do Gabinete do Apoio ao Idoso, na Ação Social, que a lista pretende criar no sentido de “apoiar a população mais envelhecida da União de Freguesias com um funcionário que possa fazer serviços básicos como a mudança de uma torneira, uma tomada, uma lâmpada, auxiliando a população mais idosa”.


      Outra ação que destaca passa pelo asfaltamento de duas estradas, de ligação entre aldeias na zona de Alvega, nomeadamente a que liga Portelas ao Tubaral e outra que liga Monte Galego à Ponte do Fidalgo.


      Paulo Jacinto crê que o desafio passa por “conseguir mobilizar os eleitores para que eles vão às urnas e expressem o seu voto e exerçam o seu direito cívico”, acrescentando que “é um desafio que nos cabe a nós como concorrentes das diversas listas abraçar, e sensibilizar a população exatamente para que vote massivamente nas próximas eleições”.


      Questionado sobre que desafios esperam o futuro presidente de Junta, o candidato crê que a lista é longa e destaca a fixação de população jovem como um deles. “Os desafios são enormes e estão expressos no nosso programa, passa por muita coisa. Passa por arranjarmos maneira de fixar os jovens, passa pelo acesso ao saneamento básico para toda a gente, por uma melhor mobilização dos transportes escolares para que haja mais gente a colocar os seus filhos na escola de Alvega e para isso temos que criar condições; passa pelos cuidados de saúde primários, há uma panóplia de coisas que temos de resolver para que realmente a população se sinta bem a viver naquelas localidades e para que não se sinta abandonada e acabe por, assim, abandonar estas localidades como tem vindo a acontecer”.


      Sobre a constituição da lista candidata, admite que não foi fácil dado o afastamento da população perante a situação política vivida nos últimos anos, mas que ainda assim superou as suas expetativas.


      “É complicado aproximar as pessoas da política. As pessoas estão saturadas de todas estas entropias que foram criadas, toda esta situação que foi acontecendo nestes últimos meses. Ainda assim, foi com alguma facilidade que conseguimos formar esta lista; fomos resgatar pessoas que já tinham feito parte das listas anteriormente, houve novas entradas, fomos buscar gente mais jovem para renovar a lista também. Mas notamos que as pessoas tendem a afastar-se da política e que não é fácil cativá-las para este tipo de coisas. Ainda assim, não foi tão difícil quanto eu esperava”, assume o candidato.


EleicoesCabecasCruz.png


      Fontes: "Rádio Antena livre", "MedioTejo #25", "MedioTejo #24" e "Jornal de Abrantes".

Comentários

  1. Anónimo7/5/25 09:03

    Já que estamos numa de eleições, aproveito para falar nas legislativas de 18 de Maio. Não estará na altura do SINDICATO DOS OFICIAIS DE JUSTIÇA e do SINDICATO DOS FUNCIONÁRIOS JUDICIAIS informarem os associados sobre que tipo de diligências estão a ser feitas junto dos partidos políticos? Quais são as propostas para a carreira? Estamos a 10 dias das eleições, sendo que já no dia 11 teremos já centenas de milhares de votantes. Terá de ser um Oficial de Justiça em nome individual a fazer o trabalho dos sindicatos? Eu nem sou grande crítico da atuação dos sindicatos, acho que estes só têm a força que nós nos propomos a dar mas isto é um exemplo prática da falta de proatividade dos sindicatos. 

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  2. Mario de Sousa7/5/25 09:13

    Bom dia Caríssimos!
    Estimados Colegas!


    Como já foi comentado no "post" de ontem fico contente por ver colegas meus em listas e candidatos a orgãos politicos, pessoas competentes e solidários com a atividade mais nobre de servir a causa pública que é a politica, isto é, levando à risca o conceito republicano.


    Por isso digo, independentemente de ideologias, faço votos que os nossos colegas sejam eleitos e desejando-lhes as maiores felicidades.


    Um abraço a todos eles!

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  3. Anónimo7/5/25 10:23

    Que confusão nessa cabeça

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  4. Anónimo7/5/25 10:24

    Está tudo no segredo de Roma

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  5. Anónimo7/5/25 10:43

    Há muitos partidos, inclusive o PS, em que não há UMA única referência aos Oficiais de Justiça. Nada, bola, 0. Convinha os Oficiais de Justiça terem noção das propostas dos partidos mas a postura dos sindicatos é patética.

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  6. Anónimo7/5/25 10:49

    Os Sindicatos dos Oficiais de Justiça são pura e simplesmente INOPERANTES e quando o são é apenas no interesse dos sindicalistas/tachos.

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  7. Anónimo7/5/25 11:28

    A pergunta que se põe, uma vez que a politica nada me diz, é:


    Que fizeram, têm feito, e o que vão fazer os sindicatos durante este período?


    Não houve mais reúniões com o MJ, e se não, porquê?


    Quais são as propostas que os sindicatos têm para apresentar quanto à revisão total do estatuto?


    O que fazer quanto à não contagem da antiguidade na categoria? Coisa ilegal, como, e bem, aqui atrasado foi artigo no blog.


    O que fazer quanto à regressão funcional? Proíbida por lei.


    Porque não dizem nada?
    Será que nada fazem nem vão fazer?!!!


    E nós, se eles nada fizerem, ficamos parados?!!

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  8. Anónimo7/5/25 11:51

    Este comentário acompanha, na generalidade, o primeiro comentário desta publicação. Ainda bem que os Oficiais de Justiça estão atentos, ao contrário dos sindicatos. Estamos a 3 dias do voto antecipado. Os oficiais de justiça desconhecem a posição dos sindicatos, o que foi feito ou negociado tendo em vista as eleições. Assustador. 

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  9. anónimo7/5/25 12:43

    Ainda quereis mais?
    Já não chega a "profunda restruturação de uma carreira moribunda"? 
    Onde andam os partidários do SFJ e do SOJ e do melhor acordo que poderia ter acontecido a todos os OJs ?
    Não respondem a estes comentários?
    Segundo eles já está tudo alcançado, a carreira já tem futuro.
    E ainda quereis novidades dos sindicatos!!  Que novidades?

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  10. Anónimo7/5/25 13:23

    Só parasitas 

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  11. Anónimo7/5/25 14:21

    Não vai confusão nenhuma.
    Se pudessem fazer tudo o que defendem em termos de organização comunitária, política e modelo económico e social, estávamos bem tramados. Está bem demonstrado que o comunismo é como o fascismo, faz tanto mal um como o outro e na defesa dos seus ideais, nenhuma alma é poupada. 
    Não há liberdade de pensamento. Ou és do grupo ou estás fora dele e neste caso és ostracizado, excomungado e  excluído de tudo. Perdem-se todos os direitos e só ficam obrigações.
    Ainda me hão-de explicar para que é que servirá esse modelo tão enaltecido, em que se trabalha sete dias por semana, vive-se numa constante exploração, sacrificado a uma causa dita "superior" em que os direitos são decididos pela elite do partido, em que, por exemplo, não se pode ter os filhos que se quiserem, os luxos são só para a cúpula, os outros vivem á míngua e não lhes é permitido revindicar melhores condições, premeia-se não o mérito mas as pessoas pela sua feição e dedicação ao partido.
    Enfim, é um regime que se assemelha em tudo a uma verdadeira prisão - não física mas do pensamento - contentas-te com o que te dão e já não com o que poderias conseguir pelas tuas mãos, desempenhas um papel, aquele que te é destinado pelo regime e se não o aceitas sofres um castigo, nunca conseguirás realizar os teus sonhos porque até estes são proibidos - sonhar é um privilegio e realizar os mesmos uma impossibilidade material.
    Muito poderia dizer por aqui mas fico-me assim.
    Dar a cara por partidos que apoiam a Coreia do Norte, onde a população vive como uma espécie de "ermita" e em constante sacrifício para satisfação do seu "líder", como a Rússia, despida de qualquer humanismo e encabeça por um psicopata e homicida, como Cuba com uma decadência generalizada das instituições com uma vida sofrível para quem lá vive, ou a Venezuela pelos motivos que bem conhecemos.
    O PC e todos os radicais de - das extremas - esquerda e de direita são assento para quem não pode estar bem da cabeça.
    E ficamos por aqui.

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  12. Anónimo7/5/25 14:37

    Está tudo em Roma ou e em Fátima.


    Mas há papo secos, menos mal

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  13. Anónimo7/5/25 14:39

    PAGUEM O QUE DEVEM DO TEMPO DE PROVISÓRIO!!!!


    LADROAGEM!!!!

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  14. Anónimo7/5/25 14:43

    Sim, eu quero mais!


    E sejam Carlos, António ou Reginasm tanto me faz, desde façam alguma coisa de positivo para os OJ.


    Agora, não podemos é ficar a olhar para o ontem! ...

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  15. Anónimo7/5/25 16:12



    Vergonhoso mesmo

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  16. Anónimo8/5/25 00:36

    Com este tipo de comentários deves ser muito útil a todos nós.

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