A amargurada vida de um Eventual de 2001 a 2005 com abundante prova documental
Os Oficiais de Justiça que entraram no já antigo ano de 2001, ficaram numa situação de precariedade muito grande durante vários anos. Eram “Eventuais”.
Para os Oficiais de Justiça que entraram mais recentemente e que não fazem a mais mínima ideia do assunto, vamos explicar.
No passado já houve vários métodos de ingresso, mas o que nos ocupa hoje é o dos Eventuais de 2001. Nessa altura, tal como noutras, os Oficiais de Justiça concorriam a uma prova e os aprovados seguiam para um estágio nos tribunais durante vários meses, após o que se submetiam a uma nova prova mais específica.
Os aprovados na segunda prova, entravam num Movimento, tal como agora ocorre, mas, enquanto aguardavam pelo Movimento e pela sua entrada para iniciar o período Probatório, podiam começar logo a trabalhar, sem vínculo algum, como “Eventuais”, durante um par de meses, normalmente até ao Movimento seguinte em que podiam concorrer para entrarem de facto, tal como hoje, para Oficiais de Justiça Provisórios, ficando pelo menos um ano nesse período probatório.
Ou seja, em regra, antes do período probatório, e depois do estágio, prestavam serviço sem qualquer vínculo, durante alguns meses, nesse limbo que era a “eventualidade”, como “eventuais”, uma coisa que não era nada e que ficava ali entre o estágio e as provas e o Provisório.
Era uma situação de curta duração até que, no tal distante ano de 2001, os Oficiais de Justiça que aceitaram iniciar funções como eventuais, perspetivando um período de alguns meses, até ao Movimento, foram ficando anos, não permitindo o Governo que pudessem passar ao tal período probatório de um ano.
O Governo reteve os Oficiais de Justiça nesse limbo de precariedade durante 4 anos, mas, pior ainda, sem lhes garantir nunca nada e renovando a eventualidade, isto é, permitindo-lhes continuar a trabalhar nessa forma precária, com despachos para 3 meses e às vezes menos.
Sem qualquer vínculo, sem saberem se seriam dispensados a todo o momento, colocados a exercer todas as funções como se fossem Definitivos e ainda deslocados das zonas dos seus domicílios, aguentaram 4 anos, com faxes (fax ou telecópia: uma antiga forma de comunicação que existiu antes dos e-mails), faxes, dizíamos, que chegavam às 17H00 a renovar a eventualidade por mais três meses ou a indicar apenas o dia seguinte para continuarem, isto é, sempre na incerteza se continuariam a trabalhar, se continuariam a ter dinheiro para pagar o quarto em Lisboa, onde a maioria foi colocada, sem qualquer garantia durante anos e sem lhes ser permitido iniciar o período probatório e, claro, nunca mais sendo Definitivos, com o que isso representava em termos remuneratórios e de segurança na vida das pessoas.
Ao fim de 4 anos, um novo governo, antes de cair, lá acabou por ser sensível à situação e resolveu passar todos esses Oficiais de Justiça para Definitivos, afirmando que não havia necessidade de passarem pelo período transitório probatório de um ano, porque se considerou, e muito bem, que os 4 anos de funções já provavam abundantemente a sua aptidão para o serviço.
E foi assim que esse período de eventualidade, os 4 anos, esse pacote único na qualidade de eventuais foi considerado como um período probatório e, também de forma excecional, em vez do normal ano, esse período de 4 anos foi o período probatório para os quase 600 Oficiais de Justiça afetados pela excecionalidade ocorrida nessa altura.
O Governo de 2005, antes de cair, lavrou um despacho a dispensar esses Oficiais de Justiça Eventuais do período probatório, por considerar que tal período probatório estava já bem expresso nos quatro anos de “eventualidade” e, daí nasce a equivalência excecional desses quase 600 cujo período de Eventual foi convertido em período de Provisório, assim entendido nessa altura, assim entendido também em 2023 e 2024 com a anterior direção da DGAJ, mas assim já não entendido atualmente com a atual direção que pretende transformar aquela situação excecional numa situação normal, quando nunca o foi.
Atualmente, a diretora-geral apelida de “Erro” a consideração do período probatório excecional daqueles Oficiais de Justiça e, como a anterior direção refez a carreira e liquidou vencimentos considerando a tal excecionalidade, a cerca de metade desses Oficiais de Justiça, hoje é-lhes pedido que devolvam as diferenças salariais que antes lhes eram devidas e que agora, por mudança de opinião, já se consideram indevidas e até um “erro”.

A precariedade vivida por esses Oficiais de Justiça durante 4 anos teve momentos muito caricatos, pois chegou a haver comunicações às 17H00 de um sexta-feira informando que, afinal, poderiam continuar a trabalhar e apresentar-se na segunda-feira seguinte.
Neste caso, relataram-nos uma situação de uma Oficial de Justiça Eventual que se despediu de todos, tendo até realizado um convívio de despedida, porque a renovação por mais três meses não chegara até ao último dia, quando o Secretário de Justiça lhe telefona, já depois das 17H00 e para o telefone fixo de casa (na altura já havia telemóveis, mas não era nada do que é hoje) e lhe diz que, afinal, chegara um fax a dizer que podia continuar a trabalhar na segunda-feira seguinte.
Era este o nível de insegurança e precariedade no trabalho dos Oficiais de Justiça durante esses quatro anos.
Conseguimos que nos facultassem e reunimos alguns documentos da época que demonstram as dificuldades e contrariedades vividas pelos tais eventuais de 2001 a 2005 que não tiveram um período probatório e passaram logo para definitivos por se considerar que o período de eventualidade era já um bom período probatório.

Comunicação a informar do início das funções como Eventual, em março, com duração até setembro e com o aviso de que a DGAJ poderia fazer cessar o trabalho a qualquer momento.

Nesta comunicação informava-se em setembro que o candidato poderia continuar a trabalhar até dezembro.

Nova prorrogação por mais três meses. Nesta comunicação de dezembro a prorrogação ia até março.

Nem sempre as prorrogações eram de três meses, às vezes eram assim de dois meses, como nesta, de março até maio.

E neste caso a comunicação chega numa sexta-feira, pelas 17H00, avisando de que os eventuais deveriam comparecer na segunda-feira seguinte. Desrespeito total pela vida das pessoas.

A precariedade era tal e tão enraizada que até se permitiam algumas movimentações dentro da eventualidade, porque os eventuais, como não eram provisórios, nem estavam efetivamente colocados num lugar, não podiam ir aos Movimentos. Nesta imagem vemos uma comunicação de Oficial de Justiça que foi deslocado para outra comarca.

Este era o recibo de vencimento dos Eventuais, chamados “Escrivão Auxiliar Eventual” ou “Técnico de Justiça Auxiliar Eventual”. Não tinham direito ao suplemento remuneratório, embora exercessem funções nesse sentido durante todos os 4 anos. No entanto, excecionalmente, nos últimos dois anos (2003 e 2004) tiveram direito a auferir o suplemento remuneratório de 10%.

Em 2003 acabou por se tornar a inconstância da eventualidade num contrato a termo certo, isto é, continuavam a ser eventuais, não provisórios nem definitivos, mas com um contrato dessa mesma precariedade. Uma tentativa de tornar menos ilegal o que já era bastante ilegal.

A comunicação social da altura fazia referência à precariedade dos Eventuais considerando que eram ilegais, como neste artigo do Jornal de Notícias de 2002.
Em 2005, o Tribunal de Contas elaborou um relatório sobre as remunerações dos Oficiais de Justiça Eventuais, desde logo para aferir se o pagamento do suplemento remuneratório de 10% era ou não era devido.
O relatório do Tribunal de Contas concluiu que o pagamento do suplemento não tinha base legal, porque não eram Oficiais de Justiça provisórios nem definitivos, eram para ali aquela coisa sem vínculo, motivo pelo qual os pagamentos seriam indevidos e “suscetíveis de integrar infração financeira”, lia-se nas conclusões.
O relatório do Tribunal de Contas reúne muita documentação e ao longo das suas cerca de 100 páginas (com a documentação anexa) aborda esta questão do suplemento pago aos Eventuais de 2001 a 2004, de forma excecional e que, já agora, a atual direção da Administração da Justiça, poderia também vir dizer que se tratou de um erro e exigir a devolução de todos os suplementos então pagos. Calma, não é possível. Ou melhor: é possível ter a intenção, mas não é possível agora fazer qualquer devolução desses suplementos.
Pode aceder ao mencionado relatório do Tribunal de Contas através da seguinte hiperligação: “Auditoria do Tribunal de Contas às Remunerações dos Oficiais de Justiça Eventuais”.

No entanto 3000 adjuntos alguns com mais de 25 anos na categoria viram-se agora despromovidos com acordo dos dois sindicatos e ninguém se preocupa com isso... fantástico.
ResponderEliminarComo é que estamos em termos de negociações?!!!
ResponderEliminarA. Marçal e C. Almeida, digam algo!...
Ministério da "Justiça" vintage......
ResponderEliminar25 anos a ser tratados como estrume....
Realmente somos mesmo uma merda...
Ministério da Justiça, DGAJ, Juízes, Procuradores e mais recentemente, órgãos de gestão e administradores...
Não há classe, carreira, com mais pessoas a mandarem...
Geralmente mandam mal.
É uma espécie de pirâmide invertida.
Assédio moral, bullying, mobbyng, sei lá mais o quê....
Quem quiser fazer uma tese sobre isto é passar uns tempos num Tribunal.
A culpa também é um bocado nossa, talvez venha de trás, das gerações mais antigas, subserviência, sermos uns lacaios, não sei...
Que somos tratados como cães não há dúvidas.
Só mesmo neste ministério é que se paga a um funcionário ao fim de 20 anos e depois se pede para devolverem o dinheiro.
Se fosse com um polícia, um militar, um GNR, um médico, um enfermeiro, um técnico de uma coisa qualquer não tinham coragem para tal.
É o que dá, 30 anos de senhores doutores juízes na DGAJ a mandar....
Abraço a todos, especialmente aos Colegas ex eventuais que estão a passar um mau bocado, pois é impossível isto não "mexer" com a vida de uma pessoa....
TT
Houve outros cujo período de tempo como eventual foram além de uns meros meses. Também eu ( e outros colegas da altura) estive eventual de Setembro de 1992 a Janeiro de 1994.
ResponderEliminar" somos uma merda", salvo seja, fale por si.
ResponderEliminarForam despromovidos com aumento salarial e com conteúdo funcional mais complexo?
ResponderEliminarQue estranha forma de ver as coisas.
Será que é tudo birra por fazer sala?🤔
Pouco barulho! Não acordem os senhores!
ResponderEliminarE que tal criarem um novo sindicato? Sou auxiliar com poucos anos de serviço mas tenho 2 dedos de testa. Vocês têm que reagir. Isto é uma vergonha.
ResponderEliminarParabéns ao blog pelo excelente artigo. Grande trabalho de investigação. Um trabalho que os sindicatos não tiveram. De que terão medo? Bananas.
ResponderEliminarOuvi dizer que uma das premissas que deram suporte à interpretação da diretora-geral foi o ano de ingresso do pessoal estar tacitamente consolidado há muito tempo - como por exemplo na lista de antiguidade - como sendo 2005...
ResponderEliminarBom dia.
ResponderEliminarÉ já dia 30 de junho que acontece a transição para a nova carreira, agora com apenas duas categorias (Escrivão e Técnico de Justiça) e um cargo de chefia (Secretário de Justiça em Comissão de Serviço).
Quanto aos quadros de pessoal, nada se sabe! De que forma vão ser conformados os novos quadros e quais os critérios que vão presidir a essa conformação também não são do conhecimento de ninguém.
Entretanto, com essa transição, acontece a atualização remuneratória que retroage a janeiro - num período que abrange o pagamento do subsídio de férias.
Se os pagamentos não forem autonomizados, a retenção de IRS terá um impacto muito significativo, catapultando os acréscimos para escalões mais elevados.
Como cúmulo dos cúmulos a tão famigerada decisão da execução da sentença quanto ao concurso dos secretários de justiça saiu finalmente e dela foi dado conhecimento - e muito bem - a todos os visados.
Mas nem todos terão ficado contentes com o resultado e percebe-se porquê se atentarmos ao ridículo do mesmo.
Com efeito, se antes haviam muitas injustiças que dizer agora das que resultam da (nova) fórmula de cálculo demasiadamente benévola para aqueles que detêm maior antiguidade na carreira ? Na lista final vejo pessoas que tiveram cerca de 10 valores na prova e que passam à frente de quem teve 17,5 ou mesmo 18 valores, e isto acontece porque a cada ano fizeram corresponder um valor e há até quem rebente a escala pois conseguem ter mais de 20(vinte) valores (isto só acontece nos Tribunais onde por sinal há falta de cérebros e de matemáticos).
Em lugar de, por exemplo, atribuírem valores a frações de tempo (ex. >3 anos = 1 valor; >7 anos = 3 valores; >15 anos = 5 valores; >20 e mais anos = 7, 5 valores e > 25 anos 10 valores) e o mesmo relativamente ao percurso (por exemplo, um funcionário que tivesse passado pela categoria de auxiliar = 2,5 valores; auxiliar + adjunto = 5 valores; auxiliar + adjunto + escrivão de direito = 10 valores), optaram por sobrevalorizar os nossos cabelos brancos e dentição amarela (que contagia às pontas dos pés pois que com o avançar da idade mixamos com mais respeito pela gravidade em respeito pelas leis da física).
E é neste contexto que a tutela estabeleceu um ano para iniciar os concursos a cargos de chefia - como acreditar no que de bom possa sair de cabeças tão pouco pensantes se se preocupam apenas em se servirem dessa adversidade (escassez de tempo) para beneficiar pequenos grupos sem se preocuparem com a qualidade dos serviços? Onde para a meritocracia?
Reformar não é simplesmente substituir uma coisa por outra eventualmente melhor, é acima de tudo dar uma nova forma (de vida) ao que já existe, aproveitando todas as suas potencialidades, não é nem pode ser a continuidade do uso como antes!
EXcelente trabalho em abono de reposição de justiça
ResponderEliminaraos trabalhadores que foram roubados, explorados naquele periodo de 2001 a 2005.
A quem é devido 1 escalão!
sim o que está em causa é 1 escalão ao longo de 20 anos!!
Afinal realizaram o mesmo serviço que os auxiliares, mas sendo roubados no ordenadao!
Sr.ª dgaj e mj,
tenham vergonha nessa cara!
Será preciso mais um processo em tribunal par se repôr a justiça mais uma vez???
Não gozem com a vida de milhares de famílias!!
Colega, solidário,
ResponderEliminarobrigado.
Realmente são vidas de familias em que dgaj e mj insiste em brincar.
Mas acredito que mais uma vez tribunais darão razão e reporão a justiça, passados 20 anos e mais alguns ainda em tribunal de novo.
Mas esses passaram pelo periodo provatório.
ResponderEliminarMas tribunal com eles também!
Foi tempo de serviço que deve contar para progressão de escalões!
Mais um processo em cima!!!
Força sindicatos!!
Obrigado bloguers
ResponderEliminarTrabalho muito meritório!
Contra os déspotas!!!!
Os Auxiliares continuam a fazer o que sempre fizeram e os Adjuntos passam a fazer o que já não faziam!
ResponderEliminarQue grande negócio para a entidade patronal!
Tão grande, tão grande, que até está ferido de ilegalidade!
E tudo isto com a aceitação dos sindicatos!!! ...
Fantástico!
Mas nesta altura do campeonato temos vistos que muito dos colocados não aparecem nos Tribunais e
ResponderEliminarlá vamos vendo no DR em conjunto ou a conta gotas a extinção do vinculo dos auxiliares.
Porquê?
No inicio do milénio tinhamos muitas regalias... para alguns politicos...
Esta situação é duvidosa.
ResponderEliminarSe o art. 279 do CT protege o trabalhador, o art. 36, n.2, do DL 155/92, de 28.07, é taxativo quando prevê a devolução de quantias ao Estado por funcionários, através de compensação " no abono seguinte de idêntica natureza".
Aconselho vivamente todos os colegas visados a falar com um advogado e não se deixarem levar simplesmente pela conversa dos sindicatos.
Isto pode acabar mal.
E não era a primeira vez que o SFJ induzia as pessoas em erro grave.
ResponderEliminarAumento salarial nalguns casos exatamente igual ao dos auxiliares e noutros até inferior.
ResponderEliminarAlguém foi promovido.
mas qual sala? és mesmo ....
ResponderEliminare então o sinicato falou com quem ....?
ResponderEliminarestá-se mesmo a ver. Tens meia dúzia de anos disto e já queres mandar em todos... temos pena.
ResponderEliminarEsses passaram provisórios.
ResponderEliminarÉ a diferença!
e então porque querem contar o ano de provisório agora que antes não estava consolidado? pode explicar?
ResponderEliminar
ResponderEliminarNada a vêr com...!
Eu não devolvo nada.
ResponderEliminarE se me tirarem dinheiro no vencimento, levarão com queixa crime e com queixa que dá contra-ordenação no minimo.
E seguiremos para tribunal mais uma vez!
Ora aí está, essa teoria não cola.
ResponderEliminarEntão esse raciocinio tembém se aplicaria ao tempo de provisório contado a todos, pois o tempo de definitivo ficou consolidado mais adiante para todos, não??
Pense lá um bocadinho. Ou pense lá um bocadão!
ResponderEliminarQueixa crime por tudo e por nada.
Pagas e não bufas.
Parabéns Sr Blogger pelos documentos que conseguiu reunir.
ResponderEliminarFizeram-me retroceder 24 anos. Pena a Sra. Dgaj não perder tempo a ler muitos destes documentos. Ser-lhe-iam úteis até porque alguns deles foram escritos por colegas dela da mesma faculdade.
Tudo o que está escrito hoje com "documentos" só prova a situação de precariedade, ou seja, eventualidade=a contrato.
ResponderEliminarNāo houve qualquer vínculo. Em qualquer momento eram dispensáveis e essa foi sempre uma prática também na Ad. Pública. Ex. Assistentes Operacionais nas escolas.Mais tarde, com intervenção do Bloco de Esquerda conseguiram tais contratados a integração direta, à revelia das regras dos concursos públicos, onde todos deveriam ter as mesmas oportunidades. Isso ainda foi contestado por quem viu as ilegalidades.
Afinal, o governo de Santana Lopes já havia feito coisa similar com os tais colegas eventuais. Sem concurso público deu-lhes a mão.
Quando estiveram dessa forma ao serviço nada fizeram. Servia-lhes . Sim, que a Outros, com as mesmas possibilidades, não terão deixado ter esse emprego, mesmo EVENTUAL.
Agora se calhar é tarde pois não acionaram a DGAJ na altura, por conveniência, pois claro.
Mas essa é que parece ser a questão.
ResponderEliminarApesar de - erradamente - durante largo período de tempo terem contabilizado o tempo para efeitos de progressão a uma larga fatia de oficiais de justiça um ano depois da data que consideram para antiguidade como a data de ingresso e o que agora corrigiram por força da sentença, aos eventuais foram contabilizar vários anos para trás da data que consideraram de ingresso para efeitos de antiguidade, o que a senhora diretora geral nova achou agora incongruente.
E é um facto que eles sempre aceitaram essas listas de antiguidade reportadas a 2005 e nunca terão apresentado a mínima contestação.
Se calhar nunca se aperceberam disso, mas vamos lá a ver se não será outro problema quando começarem a tratar dos papéis para a aposentação e só lhes quiserem contar anos de serviço reportados a 2005 e não a 2001...
Os trapalhões, como se tem visto, têm interpretações para todos os gostos.
Oh homem, não diga asneiras, não há crime nenhum, deixe de emprenhar pelos ouvidos e pense por si que já tem idade para isso.
ResponderEliminarSe tiveres que pagar pagas, a bem ou a mal.
A faca e o queijo não estão na sua mão.
Nem mais.
ResponderEliminarAinda vão e levar com todos os restantes eventuais que paasaram por provisórios também.
ResponderEliminarÉ o que dgaj está a arranjar mais um processo para os outros eventuais.
Pagas e não bufas?
ResponderEliminarTrabalhas onde pa??
Tu faz o que quizeres, borrado.
É só borrados e cagões!!
Comem tudo o que lhe põem na frente sem questionar nada.
Borrados.
E os provisórios acionaram no tempo certo, foi??
ResponderEliminarCheiras a quem vive com mal dos outros.
Teu paleio não engana!
É paleio de quem não presta!
Lá vem esta gaja vom a conversa do deu jeito.
ResponderEliminarE a ti o trabalho rscravo dos eventuais não te jeito??
Cheiras a mofo
ResponderEliminarDois dedos de esperteza...
ResponderEliminar...aliás foi isso que nos trouxe aonde ou onde estamos hoje...
...se calhar nem és sindicalizado...mas mesmo que sejas o que pedes é um sindicato só para os teus interesses ?...é isso?
...exacto...foi por ai que tudo isto começou...
ResponderEliminarSó quem esteve naquela situação (vergonhosa) de eventual de 2001 a 2005 é que sabe avaliar a incerteza, frustração, insegurança e até revolta que aquelas quinhentas e tal pessoas passaram. Ao reler estas paginas de renovações de eventualidade completamente terceiro mundistas, muitas vezes na véspera de terminar a anterior, só me provoca asco daqueles que agora para economizar uns euros de dinheiro que nos pertence por direito e que foi reconhecido e pago, criando um precedente, aos que fizeram parte da ação.
ResponderEliminarMas como é hábito o poder político olha quase sempre para o umbigo, como é o caso da Diretora Geral (em regime de substituição) vejam bem até a Diretora geral está em regime de substituição, e a ministra já disseram o que se sabe e agora só um Tribunal as pode fazer engolir o que determinaram.
E como também é hábito o Tribunal quando decidir a favor dos que ainda não receberam já nem esta ministra nem a diretora geral estarão em funções e provavelmente nem os visados estarão ao serviço e alguns já terão morrido atendendo às idades.