A Resistência: Ação, Reação e Inação
A vida profissional dos Oficiais de Justiça discorre plena de acontecimentos incomuns e imprevistos, sendo a única certeza, com a qual se pode mesmo sempre contar, que ninguém se aborrece por falta de contrariedades, retrocessos, casos e casinhos, que sempre afetam – e sempre negativamente – a carreira dos Oficiais de Justiça.
Esta página e iniciativa informativa existe desde 2013, portanto, estamos a completar uma dúzia de anos, e ao longo de todo este tempo, vimos publicando artigos diários sobre as muitas vicissitudes que afetam a carreira, curiosamente, não tendo oportunidade de transmitir notícias limpas, transparentes, brilhantes, isto é, plenamente positivas, que alegrem a vida profissional dos Oficiais de Justiça.
Ao longo de todo este tempo, os Oficiais de Justiça só têm tido motivos para alguma pontual alegria aquando do vencimento de ações com sentenças e acórdãos que lhes dão razão e obrigam a Administração a agir de forma contrária àquilo que pretendia.
Note-se bem: os Oficiais de Justiça só têm tido alegrias na sua carreira quando vencem e invertem as ações da Administração e do Governo.
Quer isto dizer que o relacionamento entre o Governo e os Oficiais de Justiça se resume, ao longo de tanto tempo e de tantos governos, a uma confrontação permanente motivada pela desarmonia e instabilidade introduzida pela ação governamental.
Nenhum Oficial de Justiça acredita, nos dias que correm, na Administração da Justiça e já nem sequer nos acordos que esta subscreve com os sindicatos que os representam, tal é o nível de desconfiança e de contágio da suspeita.
Os sindicatos que representam os Oficiais de Justiça têm de se demarcar de forma muito nítida da ação governativa e têm de se colocar, de forma muito clara e pungente, ao lado dos Oficiais de Justiça.
Neste sentido, não basta atualmente aos sindicatos comunicar à Lusa, ou a outros meios de comunicação social, o seu desagrado com determinadas decisões ou ações governativas, a par do lançamento de uma nota informativa onde manifestam o seu repúdio por determinada atitude. Hoje, os Oficiais de Justiça exigem muito mais.
Os sindicatos devem agir com a máxima urgência na defesa daqueles que representam, não só anunciando a propositura de ações, mas a complementação com ações de força que tentem levar, entretanto, até às muito demoradas decisões dos tribunais, a uma mudança efetiva dos intentos do Governo.
Nesse sentido, o último ataque aos Oficiais de Justiça, com a nova conceção do período probatório, a pretensão de anulação dos atos anteriores para aqueles que já receberam e a aplicação cerceada aos que ainda não receberam, é algo suficientemente grave para que os sindicatos não ajam com rapidez, não só na propositura de ação, mas também na urgência da marcação de uma greve por tempo indeterminado até à reversão ou até à decisão judicial.
Por outro lado, a urgência na ação sindical não se resume apenas à reação a este último assalto, mas também a outros assuntos correlacionados, como seja a ação para a contabilização dos juros de mora devidos, a atribuição de um valor indemnizatório pelo atraso de tantos anos, década até, desde logo pela teimosia em não aplicar o parecer de 2006 a todos os Oficiais de Justiça, e ainda a uma outra ação que considere todos os períodos de trabalho precário que os Oficiais de Justiça desempenharam como “Eventuais”, trabalho esse idêntico a trabalho efetivo, mas nunca considerado como tal.

As direções dos sindicatos que se fecham….
ResponderEliminarMais uma vez, plenamente de acordo!
ResponderEliminarFui eventual. Tem sido uma carreira de dissabores nos mais variados aspectos. Além de desejar que seja revertido o despacho, acho que devemos ter direito a juros, pois trata-se de dinheiro fruto de trabalho e devemos ser idemnizados. É o mínimo que se deve fazer face à postura reiterada das sucessivas direcções da DGAJ. Apelo assim aos Sindicatos que se mexam.
ResponderEliminarAcordem sindicatos. Defendam a classe que representam.
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ResponderEliminarO despacho de 14 de Dezembro de 2023 é clarinho quanto ao periodo probatório referente aos evenuais de 2001 a 2005.
Não brinquem com as nossas vidas!
Providência Cautelar em cima é o mínimo, para não dizer processo crime também, a quem proferiu o despacho do mês de Maio passado.
Sindicatos unam-se contra o ultimo despacho que trama os eventuais quanto ao periodo probatório!
ResponderEliminarUNAM-SE PORRA!!
Com urgência!!
Lembrem-se que pafamos quotas!
SFJ e SOJ
ResponderEliminarnão disponibilizam minutas bem elaboradas para contestar a notificação?
foddddddddddddddddd
E vão dois!
ResponderEliminarExige-se urgência!
Processo crime contra que proferiu este último despacho a reverter o de 2003!
ResponderEliminarPrazo está a correr!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
ResponderEliminarEu não estou disponível para mais greves. Afinal andei a fazer greves umas atrás das outras para no final ganhar apenas uma despromoção. Então meus amigos não contem mais comigo. Quanto ao tempo probatório apenas duas milenas. Obrigado sindicatos.
ResponderEliminarVou insistir naquilo que já tantas vezes por aqui tenho dito (sim porque aquilo que se escreve, muitas vezes soa de forma diferente nas nossas cabeças); e que, aliás, até é coincidente com a opinião de gente tão ilustre e entendida nestes assuntos (como, por exemplo, Pedro Brinca e Ricardo Paes Mamede no programa Tudo é Economia - há já algum tempo atrás). Ambos reconheceram que os primeiros a abandonar os serviços públicos são os mais qualificados, precisamente aqueles que não temem enfrentar outro desafio por se acharem mais preparados.
ResponderEliminarPerceber-se que ninguém está disponível para trabalhar em serviços com um elevado nível de arbitrariedade, mormente nos processos de seleção para cargos diferenciados, como o são os cargos ditos de chefia (Escrivão de Direito e TJ Principal e Sec. Justiça).
Digo isto, porque, nos tribunais os cargos em regime de substituição adensam-se, e com isso se adensam as injustiças e desigualdades materializadas no facto de muitos verem por antecipação no tempo aquilo que muitos outros, apesar de melhor preparados, tardam em alcançar e em muitos casos até já desistiram de lutar por eles (pelos seus projetos de vida).
No nosso caso, trata-se de uma classe altamente envelhecida, com muitos anos de salários estagnados, sem promoções, e em que sucessivos Governos nos retiraram o estatuto oficial e reputacional e que acompanhava a componente salarial e com isso viram (e continuam a ver) fugir os seus melhores quadros, os mais qualificados seja para outros serviços no mesmo MJ ou noutras bandas.
Face à premente necessidade de se introduzir melhorias e dotar os serviços de qualidade verificamos que a preocupação é meramente economicista e não tinha de o ser.
Com efeito, as sucessivas propostas dos nossos Estatutos pretenderam, de forma incompreensível, suprimir cada vez mais e em maior número os cargos superiores, ditos de chefia (que viram uma redução abrupta com a reforma de 2014).
Ora, não há serviço que funcione sem que haja uma liderança competente, que não esteja armadilhada pela lógica e esquema dos incentivos (falo dos objetivos contratualizados para os serviços quando antes se deveria estabelecer metas a atingir e ações a concretizar), ou pelo compadrio (as comissões de serviço são muitas vezes usadas para favorecimento pessoal).
É absolutamente incrível o que está a acontecer relativamente ao assunto tratado no texto de hoje - por uma questão de justiça material, e foi assim que o famigerado despacho de 14DEZ2023 tratou o assunto, há que tratar todos por igual e, como tal, descontado um ano de provisório como aliás o foi relativamente a todos os que entraram, pelo menos, depois de 1996 (como foi o meu caso) tudo o mais, concretamente o tempo que excedeu esse ano de provisoriedade ou de eventual deve assim ser considerado nas atualizações devidas.
É esta a solução mais justa para todos e a que melhor encontra respaldo na decisão proferida pelo Tribunal e na equidade da atuação da Administração.
Os cálculos estão errados, então retifiquem-se os cálculos e demandem as devoluções e procedam às retificações devidas e aos cálculos por efetuar.
2023
ResponderEliminarOs cálculos não estão errados!
ResponderEliminarmuito bem
ResponderEliminar`
ResponderEliminarJá que sindicatos não disponibilizam minuta para os eventuais que de 2001 contestarem a notificação que conta tempo apenas desde 2004, Alguém tem minuta de jeito??
Sr Bloguer pode ajudar?
Sim, poderemos vir a disponibilizar uma minuta, caso os sindicatos não o façam. Entretanto aguardamos que cumpram com as suas obrigações.
ResponderEliminarpara
ResponderEliminarMuito bem!
Pena ter que ser sempre em tribunal com esta dgaj e ministério
Como querem pessoas motivadas?
Tristeza e desmotivação completa com esta entidade patronal.
Muito obrigado Sr Bloguer
ResponderEliminarPelo trabalho feito a favor de todos os OJ´s e contra a injustiça deste ministério
e silêncio dos sindicatos
Foram juízes que tomaram estas decisões enquanto exerceram cargos de adminsitração e à frente de serviços, desde o início do problema.
ResponderEliminarAgora juízes que o resolvam....
A ironia...
12'25:
ResponderEliminarMas qual é o Of.Justiça mesmo, que precisa de minutas para reclamar/ contestar algo?
Para dizermos ter razão temos de saber explicar porquê. Isso é possível se lermos e estudarmos aquilo que se aplica ao caso.
Nāo há minutas, "chocas" ou fórmulas mágicas: se temos razão expomos os motivos e documentamos.Os Sindicatos nāo têm essa obrigação de ajudar pessoas que, no seu trabalho tęm de fazer atas e autos de tudo e tudo.
Ou será que estão sempre a ter de ser corrigidas ?
Parece que estamos no Ensino Básico ainda a fazer ditados e ter capacidade de redaçāo está visto por aqui que há que nāo tenha muita.
O Citius não ajuda nisso.
E novo concurso não abre? Vamos continuar a trabalhar por 2 ou 3?
ResponderEliminarpara
ResponderEliminarDispenso as tuas considerações.
Já vi que és o maior!
Alguém aqui de novembro de 1991 como provisório e ter sido notificado de que nada tem a receber?
ResponderEliminarDesculpe? Os sindicatos existem para defender e auxiliar os seus associados, contra a posição, sempre mais forte, da respectiva entidade patronal. De facto é a sua génese e propósito. Certamente, não será para realizarem congressos em hotéis, bem bebidos e comidos, demais encontros e brindes anuais... Penso que a maioria não terá qualquer problema em realizar a competente reclamação, aliás, basta estar atento ao que foi escrito pelos variados colegas, nas últimas informações, comentários e escritos no Blog para se elaborar uma reclamação que envergonhe os "juristas" e demais "entendidos" da Tutela atenta a total arbitrariedade das "decisões". No entanto, os sindicatos tem o dever de além de disponibilizarem minuta para o efeito - demonstram no mínimo que se interessam pelos associados - tomar demais medidas para parar definitivamente com estas "manobras" dilatórias da DGAJ para não cumprir com as suas obrigações desde há 20 anos... O Blog já enumerou algumas que seriam bem contundentes para não compensar à tutela o não pagamento atempado dos valores devidos aos trabalhadores.
ResponderEliminarFui notificado de que nada tenho a receber ou a pagar, alguem mais na mesma situação?
ResponderEliminarMais um super nos tribunais.
ResponderEliminarOra aí está.
ResponderEliminarQuando entrarem em burnout a sério, então vão acordar.
Com os quadros desfalcados como nunca se viu não se houve falar em novas contratações.
ResponderEliminarDe facto, existem até bastantes. Pena não existir correspondência por parte da Tutela. Aliás, a arbitrariedade é de tal forma gritante e absurda - o único objectivo é mesmo protelar o pagamento devido, dado que sabem, perfeitamente, qual será o desfecho nos Tribunal - que qualquer aluno de Direito no 1º ano, conseguiria rebater tal "despacho" e apenas usando uma cadeira. Agora, entendo que existam por aqui "pessoas" a incentivar celeumas e a querer tentar menosprezar os OJ...
ResponderEliminar*ouve
ResponderEliminarDepois dos secretários e dos adjuntos, agora é a vez dos auxiliares Calimeros ! Afinal, é mesmo verdade: são todos iguais há muito tempo, não importa a categoria! Todos passam a vida a lamentar - se ! Segurem - me senão "meto" mais um processo em Tribunal! Implora - se a ajuda dos sindicatos, os mesmos que ainda agora eram acusados de traír os trabalhadores ! Implora- se pela ajuda do Sr. Blogue! Pela ajuda do Santo Dr. Garcia Pereira. Técnicos superiores feitos à pressão, com tarefas de assistente operacional e a ganharem melhor que licenciados e todos se choram e lamentam! Todos vivem e ficam felizes com o mal dos outros e esquecem - se que lhes cai tudo em cima.
ResponderEliminarpara
ResponderEliminarEstá tudo habituado a que pensem por eles, só reagem a estímulos, tipo Pavlov.
ResponderEliminarPor isso há tantos Cheganos.
para
ResponderEliminarPara gajas com a tua postura,
tenho todo o prazer em ser chegano!
Engole que te custa menos.
ResponderEliminarConcordo.
Queriam o grau 3,
Conseguiram o grau 3,
Mas na verdade nem um requerimento sabem fazer ...
Querem MINUTAS ...
Tanta contradição nesse discurso.
ResponderEliminarSe não precisas de ajuda, ainda bem para ti.
Mas destilas veneno, veneno esse que vais provar. A vida vai ensinar-te.
ResponderEliminarà gaja, grande palavrão!!!
Pavlov!!!!
Eina!!!!
Curioso que agora não se publicam comentários a incentivar que desistam de ser associados dos Sindicatos e de pagar as cotas.
ResponderEliminarAgora, apela-se à obrigação de salvação por parte dos mesmos!
16H22
ResponderEliminarMesmo!
ResponderEliminarE coitados destes Calimeros, nem uma abelha maia têm para brincar.😁
Eu fui. Estive a ver a minha situação anterior porque guardei todos os recibos e na verade começaram a pagar me pelo 2. Escalão a partir do 3. Ano
ResponderEliminarComo eu, muitos colegas viram a sua situação corrigida em 1992 com a colocação no 2. Escalão após 3 anos a contar da nomeação como provisório.
Una colega da minha secção começou a receber logo pelo 2. Escalão na primeira nomeação porque era funcionária pública.
Portanto nada a reclamar. É pena porque me dava jeito uns trocos para as férias.
E "morro de inveja" dos colegas que vão receber umas massa,
Mas ainda bem para eles.
Acreditam mesmo que os sindicatos se irão unir para defender os interesses de 500 oficiais de justiça quando desprezaram 3000 ainda há pouco tempo com a assinatura do famigerado acordo?
ResponderEliminarAcham que para preservar 500 pagantes de quotas eles agora irão arriscar-se a perder 3000?
Ainda têm muito que aprender com esta DGAJ.
ResponderEliminarAlguns destes imberbes eventuais têm sido os que mais têm gozado com as vítimas da Entidade, até se julgavam uma espécie de ungidos pela mesma, por terem sido privilegiados nos pagamentos e eram dos que mais furavam as greves do SOJ e do SFJ.
Agora talvez compreendam finalmente que a (mal)dita não passa duma agremiação de pseudo-iluminados cujos propósitos arbitrários irracionais se estendem para todo o lado de forma acéfala, quiçá ate contra a própria na ânsia de agradar acima...
Ouve-se falar em baixas medicas.
ResponderEliminarE vão dois.
ResponderEliminarDinheiro meu jamais!
Pagao por mim agora!
E fazei festas!
Não é veneno...É cinismo, mas muito real! Quanto à vida ensinar - me: de onde acha que vem o meu cinismo? Tambéu eu sou um desses injustiçados e nunca houve colega nenhum a de outras categorias a apoiar-me! Cada um, como os cães, a lamber as suas feridas e sem querer saber das dos outros!
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