Logo à noite há música no Palácio da Justiça
Logo à noite, pelas 21H00, o Palácio da Justiça de Coimbra (na Rua de Sofia) receberá o concerto intitulado “A Carlos Paredes”, evento que é organizado pela Comarca de Coimbra e pela Orquestra Clássica do Centro.
A entrada é gratuita e as vagas disponíveis serão verificadas pela ordem de chegada.
Para Carlos Correia de Oliveira, juiz presidente do Tribunal Judicial da Comarca de Coimbra, esta junção da música com a justiça é um símbolo da separação entre a civilização e a barbárie, sempre ao serviço do cidadão:
«Tanto a Justiça quanto a Música proporcionam essa diferenciação entre a sociedade organizada e o primitivismo, entre a cultura e a brutalidade. A parceria com a Orquestra Clássica do Centro, iniciada em 2019, reforça o compromisso do Tribunal de estar presente não apenas em situações desagradáveis para os conimbricenses, mas também em momentos agradáveis, como será este.»
Este concerto assinalará também o advento do novo Palácio da Justiça, obra conjunta do Ministério da Justiça, por intermédio do Instituto de Gestão Financeira e Equipamentos da Justiça (IGFEJ), e da Câmara Municipal de Coimbra, que visa a construção de um novo edifício e cuja elaboração e revisão do projeto devem iniciar-se em poucas semanas.
«É uma grande emoção fazermos parte desse momento que será uma ode ao novo Palácio da Justiça. Temos sempre a satisfação de assinalar datas importantes, como o centenário do Tribunal da Relação de Coimbra, os 90 anos do Palácio da Justiça de Coimbra e os 10 anos do reconhecimento da Universidade de Coimbra, juntamente com as áreas da Alta e Sofia, como Património Mundial da Humanidade pela UNESCO», destaca Emília Martins, presidente da direção da Orquestra Clássica do Centro. «Também queremos criar uma ligação entre o passado e o futuro neste evento, celebrando os 100 anos de nascimento de Carlos Paredes, guitarrista de Coimbra e morador da Rua da Sofia.», completa.
«A música tem o poder de aproximar as pessoas e transformar espaços. Com este concerto, queremos que os cidadãos conimbricenses usufruam de um momento único e sintam a Casa da Justiça como parte da sua comunidade», finaliza Ana Simões, magistrada do Ministério Público coordenadora.
Carlos Paredes (1925-2004), foi um memorável e virtuoso guitarrista na guitarra portuguesa, sendo celebrado como “o homem dos mil dedos” e considerado um dos maiores embaixadores da cultura musical de Portugal e, como disse, a magistrada do Ministério Público coordenadora, foi morador na mesma rua do Palácio da Justiça de Coimbra.
Não só a rua e não só o Palácio, mas o envolvimento da música com a justiça, ambas procurando a harmonia e partilhando dos mesmos alicerces da proporção.
Na obra de Platão, “A República”, o filósofo ensina que a educação musical “afina” a psique humana, fornecendo ritmo ao âmago do indivíduo, moldando o seu caráter antes mesmo, note-se bem, antes mesmo do amadurecimento da razão.
Claro que os Oficiais de Justiça que passam a semana a trabalhar naquele Palácio da Justiça, poderão não ter grande vontade em ali voltar num sábado à noite, e é compreensível, mas todos os demais que passem ou estejam não muito longe de Coimbra podem aproveitar para espreitar como é que num edifício dedicado à justiça se pode ouvir música e, desde logo, numa homenagem a esse que é um tão grande marco da cultura portuguesa.

Fonte: “Campeão das Províncias”.
O Sr. JP só se esqueceu de lembrar um pormaiorzinho:
ResponderEliminarNeste país pequenino à beira-mar parado, a maior barbárie reside mesmo no edificado da própria Justiça, pois ele há lá coisa má bruta do que a forma como os funcionários de justiça são tratados nas comarcas e principalmente pela tutela!?
E depois ainda têm a lata de nos virem dar música...
Tenho para mim que esta notícia irá dar origem a mais um movimento com esferas, escudos ou quinas, pois para Coimbra há tudo e para Guimarães não vai nada.
ResponderEliminarMas ignorando-se que Coimbra exporta montes de figuras importantes para o Poder e Guimarães pouco contribui.
A propósito,
ResponderEliminarDesta música eu gosto.
Já da outra que nos andam a dar sindicatos e tutela, é de execução ao nível de "gajo bêbado a cantar em despedida de solteiro de amigo que vai casar".
Os magistrados têm sempre muita vontade, e vagar, para estas iniciativas.
ResponderEliminarSão assim diligentes e eu desde 2014 nunca mais consegui deixar de olhar para eles como seres doutra galáxia, lá muito acima dos plebeus oficiais de justiça.
Jamais esquecerei os aumentos que aceitaram do Passos Coelho sem qualquer pejo, enquanto o nosso povo - que não será certamente o deles - sofria os constrangimentos da troika.
Quer-se dizer, por acaso até consigo olvidar de quando em vez por breves momentos, nalgumas circunstâncias e saraus, pois efetivamente a boa música tem esse condão e é tudo isso que me desperta e simultaneamente apazigua o artigo de hoje.
Uma ode ao novo Palácio da Justiça que nem em projeto estará ainda.Já é louvado. Bendito seja ele!
ResponderEliminarParece é que querem contribuir para uma boa imagem deste governo, que muito se dedica a anunciar projetos que mais tarde veremos que foram só ideias.
Até para contrariar a má imagem que fica, perante a recusa do seu Primeiro Ministro em não fornecer os documentos que lhe pedem.
Só não se entende porque o MP ainda não passou a inquérito a tal averiguaçāo que está demorada.Aí todos os doc. têm de aparecer, a menos que possa haver destruiçāo.
Esquecendo este aparte, também outros governos, com políticos de outros partidos já o fizeram: anunciar ideias boas que no futuro nāo vemos realizadas, na sua maioria.
Se averiguarem bem, tal futuro palacete anda há décadas a ser anunciado, como outros.O MJ sabe isso.
Dinheiro haverá para rendas. Menos, para contrução nova ou remodelaçāo.
Verdade.
ResponderEliminarPrioridades.
Ficam todos bem na foto.
Coimbra sem gentes de fora, seria zero
ResponderEliminarO que merece é sim o Sr Carlos Paredes.
ResponderEliminarTudo resto é para fotos.
Com a tutela, mj, dgaj, e seus tentáculos que deixam funcionários na merda,
ResponderEliminarEstarei cag para os espaços da justiça.
Falando de músicos
ResponderEliminarNão é fácil encontrar melhor músicos que os flautistas Marçal e Carlos, que, conseguiram arrastar mais de 7 mil funcionários para um precipício
parece que o que está a dar é o Estado arrendar
ResponderEliminarE tu?
Preferias ter a tua casa ou a pagares o aluguer todos os meses.
pois é ....
Crianças com uma média de idades um bocadinho alta.
ResponderEliminarQualquer dia ainda aparece aqui alguma alucinação a dizer que a culpa da inflação das rendas em Portugal é dos coitados dos magistrados, que são tão elevadas porque são indexadas ao subsídio deles, ou qualquer coisa do género...
ResponderEliminarNão tem nada a ver uma coisa com a outra.
ResponderEliminarUma casa de habitação não é a mesma coisa, nem de longe nem de perto, que um edifício que deva ser concebido para determinadas funcionalidades muito específicas, como é o caso dum tribunal, adaptado, por exemplo, a um edifício de escritórios.
Pois, vejam lá se alguma diretora de alguma coisa se atreve a interpretar que o subsídio diz respeito a uma casa de função e não se justificarem dois subsídios no caso de dois conjugues magistrados por acaso até viverem na mesma habitação.
ResponderEliminarUau, somos melhores que os alemães em flautistas famosos!
ResponderEliminarA Alemanha só teve o Hamelin nós temos não um mais dois o Marçal e o Carlos.
Muito bem observado.
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ResponderEliminarEntão é melhor arrendar edificios a privados, que até podem construir de raiz
Pois claro, cria-se um fundo e investe-se na construção de um tribunal. Os arrendamentos são exorbitantes (e deveria ser o contrário porque o Estado é um inquilino que paga sempre as rendas) e com clausulas nos contratos de arrendamento que... não conheço nenhum contrato.
Estuda e trabalha podes conseguir chegar lá e seres aquilo que invejas.
ResponderEliminarSe estás reformado e vens com bitaites deste tipo vai jogar à sueca e discute com os teus colegas de jogo
porque o inevitável não perdoa e ela não traz foice
Os arrendamrntos do estado são corrupção pura! Só não vê quem não quer
ResponderEliminarTodos com o esgoto
ResponderEliminarSim coitados fos magistrados
ResponderEliminarRenda de casa por 14 meses livres de impostos
Coitados
Pagsm 12 meses de renda e recebem 14
Coitados
i
ResponderEliminarTens um novo estatuto de grau 3
ResponderEliminarSaboreia isso bem
Ao som de música dos sindicatos, dgaj, mj, magisyraturas, gestões comarca.
Não deixes nafa no prato.
Tão bom o nível
3 ou 4???
Inveja da magistratura portuguesa?
ResponderEliminarApenas tenho vergonha dessa classe, pela traição ao povo do meu país quando aceitaram esses aumentos no tempo da troika, todos relativamente ao subsídio de renda, pago 14 meses ao ano como se tivessem o dom de poder habitar mais do que 12 meses, e ainda mais de alguns que foram aumentados numa espécie de promoção ao abrigo da lei da especialização, quando as progressões estavam congeladas à semelhança dos aumentos.
Por falar em estudar, o diretor do CEJ já exonerou todos os candidatos que prevaricaram no exame de direito penal e processual penal ou irá apenas anular o referido exame, deixando seguir a magistratura indivíduos com tal perfil tal como aconteceu em 2011 relativamente a um exame de investigação criminal e gestão de inquérito?
ResponderEliminarestás a ser bazofeiro
ResponderEliminarvai à missa e confessa-te e ouve-te a ti mesmo
Como parece gostar já de dizer a antiga provedora de justiça, " uma árvore não faz a floresta".
ResponderEliminarÉ preciso reconhecer que uma parte dos juízes que foram para as unidades especializadas já eram juízes de círculo.
Esses, tal como os magistrados do ministério público - que só foram todos promovidos a procuradores da república uns anos mais tarde -, creio que "apenas" tiveram o aumento do subsídio de renda por essa altura.
Ó Rei dos Citotes:
ResponderEliminarQuanto pior melhor...
A mim parece-me que estão a dar música...
ResponderEliminarAmanhã aproxima-se um dia importante.
SOBRE ISSO NEM UMA LINHA !