Não há erro nenhum; há mudança de opinião

      As notícias que vêm sendo divulgadas seguem, embora sem rigor, a comunicação da DGAJ que insinua a existência de um erro na contagem do tempo dos escalões.


      A insinuação da existência de um erro apela, obviamente, à necessidade da sua correção e, neste sentido, todos parecem coincidir, uma vez que todos estão de acordo em que os erros, quando detetados, devem ser assumidos e corrigidos.


      A insinuação e a difusão da notícia do alegado erro de cálculo é de tal forma forte que os Oficiais de Justiça já assumem que se houve erro, há que corrigi-lo, mesmo em seu próprio prejuízo.


      Mas não há nenhum erro de cálculo. Ninguém se enganou a fazer as contas.


      Não se trata de um erro, mas de uma mera mudança de opinião.


      O que está em causa é a consideração do período de eventualidade dos Oficiais de Justiça que estiveram nesta qualidade durante 4 anos e depois passaram para definitivos sem terem sido provisórios.


      O Governo da altura resolveu terminar com a aquela eventualidade que durava há tantos anos, dispensando-os de passarem ainda por um período probatório, considerando que aqueles quatro anos já tinham sido prova bastante das capacidades desses Oficiais de Justiça, pelo que ficaram dispensados de passar por esse período obrigatório: o período em que seriam ainda provisórios, depois da provisoriedade e precariedade longa passada como eventuais.


      Para os leitores que não estão familiarizados com este assunto, designadamente, para os Oficiais de Justiça mais novos, convém esclarecer o que é isto dos “eventuais”.


      No passado, muitos Oficiais de Justiça entravam para os tribunais para a realização de um estágio e depois de estarem aprovados na prova final podiam ficar provisoriamente durante alguns meses a trabalhar normalmente até ao Movimento seguinte em que podiam concorrer para entrarem, tal como hoje, para Oficiais de Justiça Provisórios, ficando pelo menos um ano no período probatório.


      Ou seja, em regra antes do período probatório, prestavam serviço sem qualquer vínculo, durante alguns meses, nesse limbo da “eventualidade”, como “eventuais”.


      Sucede que no distante ano de 2001, os Oficiais de Justiça que aceitaram iniciar funções como eventuais, perspetivando um período de alguns meses, foram ficando anos, não permitindo o Governo que pudessem passar ao tal período probatório.


      Sem qualquer vínculo, sem saberem se seriam dispensados a todo o momento, colocados a exercer todas as funções como se fossem definitivos e ainda deslocados das zonas dos seus domicílios, aguentaram 4 anos.


      Ao fim de 4 anos, um novo governo lá acabou por ser sensível à situação e resolveu passar todos esses Oficiais de Justiça para Definitivos, sem terem necessidade de passar pelo período probatório, por se considerar, e bem, que os 4 anos de funções já provavam a sua aptidão para o serviço.


      Assim, esse período de eventualidade, os 4 anos, esse pacote único na qualidade de eventuais foi considerado como um período probatório e, também de forma excecional, em vez do normal ano, esse período de 4 anos foi o período probatório para os cerca de 500 Oficiais de Justiça afetados pela excecionalidade ocorrida nessa altura.


      Nesse entendimento, considerando o pacote único desse período de eventualidade como sendo um período de provisoriedade, foram pagos os acertos compensatórios a cerca de metade dos tais cerca de 500 Oficiais de Justiça.


      Atualmente, a DGAJ tem outro entendimento, resolveu quebrar o período de eventualidade em duas partes, introduzindo um faz-de-conta. Criou uma eventualidade eventual e uma eventualidade provisória. Ou seja, a DGAJ pega no pacote único daqueles eventuais e inventa um momento interno nesse pacote em que teriam sido provisórios durante um ano.


      Com esta nova interpretação, avisa a metade que já recebeu que vai devolver quase tudo e a outra metade acaba de ser notificada dos pequenos valores de acordo com a nova interpretação.


      Portanto, os afetados não são apenas os notificados para a devolução, mas também outros tantos que foram notificados dos valores sem considerarem todo o período como probatório.


      Claro que aqueles que ainda não receberam, ainda não pagaram impostos e contribuições sobre os valores, mas os que já receberam, no ano passado, e que liquidaram todos os impostos, contribuições e até a quotização sindical, na proporção do recebido, estão a braços com um problema muito maior, caso tenham mesmo de devolver o que lhes foi legalmente pago.


      Cabe agora aos sindicatos reagir contra esta interpretação, não só para evitar a devolução dos que já receberam, como a falta de pagamento dos que ainda estão por pagar.


      Ao mesmo tempo há que avançar com mais ações, como a do pedido do pagamento dos juros devidos pelo pagamento tardio e ainda, pelo mesmo motivo, um valor indemnizatório para compensar tantos anos (décadas) de atraso. Também ao mesmo tempo, propor uma nova ação para que o tempo seja contado desde o início de funções na qualidade de Eventual, por ser essa uma realidade para a esmagadora maioria dos Oficiais de Justiça, isto é, para que todos os períodos de eventuais sejam considerados como efetivo exercício de funções, porque o foram realmente.


      Enquanto as ações decorrem, enquanto se aguardam as sentenças e os recursos, nada impede que os sindicatos decretem greves específicas para estes assuntos, uma vez que todos eles podem ser resolvidos sem necessidade de intervenção dos tribunais, desde que haja essa vontade do Governo, que pode legislar no sentido de corrigir essas desconformidades e barbaridades na carreira.


      Recordemos que o SFJ decretou uma greve em 1999 que, apesar das vicissitudes pelas quais passou, só acabou este ano, após o acordo sobre as horas suplementares que os Oficiais de Justiça venham a realizar. Nada obsta, portanto, a que uma greve que reivindique a primeira interpretação da DGAJ sobre aqueles eventuais que nunca foram provisórios, bem como a contabilização dos períodos de eventualidade para todos, os juros de mora e uma quantia a apurar a título indemnizatório, venha a ser decretada por tempo indeterminado e venha a poder durar anos, caso as reivindicações não sejam aceites, até às decisões dos tribunais.


AVerAsContas+DDOJ.jpg

Comentários

  1. Cidadão 72261/6/25 08:59

    Há quem agora defenda que isso das greves é coisa de comunas ou simplesmente forma obsoleta de luta e que é preciso inventar outras estratégias, mormente com recurso à IA.
    Outros há que as condenam porque acham que os trabalhadores não devem ter o direito de as fazer nem que seja meramente para ficarem no sofá.
    Pois eu digo já que alinho em todo o tipo de formas de luta que venham a ser delineadas para que possa vir a ser compensado e ressarcido por dois meses de eventualidade que fiz, por todo o tempo de serviço congelado cuja devolução me considero sonegada à luz do que foi concedido a outros cidadãos deste país e pelo ano de provisório que não me foi contabilizado para efeitos de progressão, reivindicando não só a reconstituição de escalão mas também todos os juros que me são devidos por força dessa facciosa interpretação do EFJ que fizeram na DGAJ décadas atrás.
    É o que já pensava antes de mais esta trapalhada da DGAJ com os eventuais de longo curso e que solidariamente agora reitero.

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  2. Anónimo1/6/25 09:21

    Boa explicação. Há gente aqui a comentar que não sabe que os mais antigos na profissão tiveram de ser estagiários, eventuais, provisórios, sendo que o trabalho desempenhado era o mesmo que os definitivos, só que a ganhar menos e não contando esses anos para a subida de escalão. A mim só me comeram dois anos e tal. Mas os colegas que estiveram os quatro anos estão novamente a ser prejudicados. Quem devia pagar não era a dgaj, mas sim a personagem que teve a brilhante ideia de ordenar que esse tempo não fosse contado e as personagens que agora tiveram novamente diferentes "entendimentos". Mas esses não são responsabilizados, se fosse um de nós estava lixado

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  3. Anónimo1/6/25 10:05

    Mais uma vez estamos a ser roubados. E os sindicatos caladinhos.
    Espero que estejam a analisar a questão e que avancem com greve e uma acção a exigir uma nova contagem para todos.
    Continuam os abusos da tutela sobre os trabalhadores. A revolta é tão grande com tudo isto que a resposta tem de ser ao nivel deste abuso e desrespeito.

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  4. Anónimo1/6/25 10:19

    o blogueiro iria mais longe como dirigente sindical 


    a capacidade de analise


    a sintese da factualidade


    o que é e o que não é


    É só comunicar aos Srs. advogados dos sindicatos para começarem a trabalhar.


    Penso que se esqueceu de uma coisa: se a Dgaj mudou de opinião, a opinião é uma caracteristica dos humanos e não de entidades colectivas.
    então...
    Com que propósito se opina assim? 


    Porque se raciocinou de uma forma em tempo pretérito e no presente outra (como bem andou o Sr. Bloguer).


    a opinião foi de quem?




    Rua Marçal
    Rua Carlos Almeida

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  5. Anónimo1/6/25 10:21

    E aqueles que pagaram as quotas ao sindicato?


    Quotas retroactivas em função do valor que receberam?





    O sindicato também vai devolver o valor dessas quotas?!


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  6. Bufarete1/6/25 10:36

    Não tenho como devolver o dinheiro, amortizei o meu empréstimo à habitação, sendo certo que já liquidei o respetivo IRS, no montante de 3554,00 euros, para devolver o dinheiro teria de estar quase três anos a trabalhar de borla. A situação é grave, muito grave mesmo, na Nota de Reembolso que recebi da DGAJ, tinha 10 dias para reclamar, senão o mesmo (reembolso) tornava-se efectivo, passou o prazo e recebi o montante em causa, não vejo porque agora querem o dinheiro, ninguém está acima da lei, a primeira coisa que aprendi nos tribunais foi que após o trânsito se torna efectivo (nesse caso o pagamento efectuado pela DGAJ). 

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  7. Anónimo1/6/25 10:44

    Não consigo entender como é que a partir do primeiro dia de trabalho começo a descontar os meus impostos, começa a contar para a reforma e não conta para progressão na carreira! Ou qual a razão de só comecar a contar ao fim de alguns anos!?

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  8. Anónimo1/6/25 11:38

    Esta injustiça dos eventuais está quase ao mesmo nível da enorme injustiça e do enorme dano que provocaram aos adjuntos com o nivelamento por baixo.


    E mais a injustiça daqueles que foram aliciados nos últimos anos para a promoção e que agora vão se ver negros para regressar a casa.


    Nunca te rias do mal do vizinho que o teu vem a caminho... 

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  9. Victor Hugo1/6/25 12:04

    Como já aqui tinha referido, não se esqueça de que há o trânsito em julgado de cá para lá e o trânsito em julgado de lá para cá, assim como também existem os juros de lá para cá e os juros de cá para lá.
    Uns miseráveis, sem pingo de decência.

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  10. Anónimo1/6/25 12:13

    Naturalmente! Acordem! Sem medos! Mostrem algum tipo de sentimento porra! 

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  11. Anónimo1/6/25 12:21

    Cale-se.
    Não diga barbaridades!
    Eu até sinto vergonha e remorsos de pensar coisas dessas, que as penso e nada me orgulho disso, mas entre pensá-las e proferi-las há uma diferença tão grande como um ponto de não retorno.
    Use lá da razão e pense que algumas destas pessoas se poderão ver a braços com uma situação bastante complicada no imediato, sendo que também, a tornar-se definitiva esta decisão administrativa, irão ainda para mais regredir um escalão com repercussões na passagem para a tabela única, o que poderá vir a fazer toda a diferença ao longo do processo devolutivo, o qual creio que, a ser efetivamente fixado, terá de ser sem dúvida faseado. 

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  12. Adoro este blogue!  Deviam formar um sindicato. Cumprimentos e um bem haja a todos.

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  13. Anónimo1/6/25 13:05

    Afinal a Ministra está em funções...E mais uma vez os sindicatos nem iriam informar da reunião (mais uma secreta). E ou sou eu que sou desconfiado por natureza ou mais se deve andar a discutir nas nossas costas...Segundo constou, saíu do plenário no Tribunal de Sintra que já existe uma fórmula para organizar as listas de antiguidade. Não me parece que seja apenas uma interpretação do sindicato...Muito francamente, os OJ são cada vez mais como o côrno do ditado: ou não sabem ou são os últimos a saber, e sempre por intermédio dos outros!

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  14. Anónimo1/6/25 13:33

    Colega: compreendo e partilho a sua opinião, mas também a do colega ao qual respondeu. A verdade é que fomos gozados, humilhados, desrespeitados, insultados e chamaram-nos tudo e mais alguma coisa, completamente insensíveis e egoístas! Será que devo mostrar ou ter consideração por quem sempre e só olhou pelos seus interesses? O raio do karma existe mesmo e é lixado!

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  15. Anónimo1/6/25 13:54

    Concordo consigo!

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  16. Anónimo1/6/25 14:15

    Sindicatos, em reuniões secretas com a tutela, dá azo a todo o tipo de especulações.


    Marçal e Carlos, rua que se faz tarde.

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  17. Bufarete1/6/25 16:09

    Verdade. Ainda fui "avisado", de que aceitando tal liquidação não haveria volta a dar... 

    ResponderEliminar
  18. Bufarete1/6/25 16:12

    Tenho 50 anos, vou devolver o quê? Vou acabar de pagar os 20 mil euros quando tiver 70 anos!? 

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  19. Anónimo1/6/25 17:15

    Sr bloguer,


    Mais uma excelente  análise  e explicação!
    O meu muito  obrigado  por todo  vosso trabalho, que muito contribui para o bem comum dos ojs.

    ResponderEliminar
  20. Anónimo1/6/25 18:32

    Só  digo
    Sou um dos ditos eventuais  de 2001

    Chega!!@!

    ResponderEliminar
  21. Anónimo1/6/25 19:02

    Sabem uma coisa
    Chego à  conclusão  que os juristas da dgaj não  terão  muito que fazer,
    Então  para  terem que fazer e justificar o ordenado, dgaj profere decisoes e despachecas para serem impugnadas e assim juristas terem que fazer.
    Esquecem-se que quem paga é  dinheiro publico e dos contribuintes. 
    Se fossem responsabilizados e pagassem do seu bolso as consequências  dessas despachecas perdidas em tribunal, aí  já  pensavsm 10 vezes antes de as despachar.


    Não  havrndo responsabilização  de quem governa e despacha, o crime compensa.


    Vão  todos  paravo car--'x

    ResponderEliminar
  22. Anónimo1/6/25 20:02

    autor! e não foste para tribunal executar a sentença tendo em conta as dúvidas explanadas


    ou vens promover-te como profeta da desgraça

    ResponderEliminar
  23. Anónimo1/6/25 20:30

    E vai mais um
    Cansei,


    Passei a ser chegano!!!
    Com tofo o prazer!!!


    Só  perde quem tem, como duzia meu avó!


    Nada tenho a perder com governsntes mentirosos, sldrsboaldrsboes, trafulhas e outros adjetivos!


    Esgotei de tanta mentira e exploração 
    Este ultimo despacho é  a gota de explosão 
    Nunca mais!!!

    ResponderEliminar
  24. Eu pertenço ao grupo de eventuais de 2001 e ainda não me pagaram qualquer valor!
    Gostaria de ter o dinheiro do meu lado.
    Depois escolheria a melhor forma de o devolver, se assim fosse obrigado.

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  25. Anónimo1/6/25 21:18

    Curtinho. 
    Estão  a adiar o obvio.
    E quem paga são  os contribuintes.

    ResponderEliminar
  26. Anónimo1/6/25 21:21



    Pena não  haver responsabilização  de quem despacha.
    Como é  que este país  pode evoluir?
    Somos pior que África 

    ResponderEliminar
  27. Anónimo1/6/25 22:17

    Ora aí está! A mandar no voto dos membros da família, tal como no tempo do Tio Antonio, em que a mulher so podia trabalhar com autorização do dono.
    Belos tempos não eram?

    ResponderEliminar
  28. Anónimo1/6/25 23:13

    A luta continua!! Tem de continuar! 
    Basta de sermos "comidos" !! 

    ResponderEliminar
  29. Anónimo1/6/25 23:36

    Aqui em casa ninguém  msnda no voto de ninguém,  simplesmente  têm  consciência  do que me foi roubado nesta profissão  dedes que ingressei e sabem qurm foi. Foram os partidos de sempre. 
    Continua  a tua vida que  nós  cá  em casa cagamos de alto para ti e para o teu pensamento.


    Se achas  que sou  chegado,  oara grnte como tu, serei chegano com todo o gosto!


    Não  prestas!

    ResponderEliminar
  30. Muitos lamentos, mas acção pouca. Eu também sou dos 500 eventuais e agora só me querem pagar 3 mil e picos quando pagaram 20 e tal mil e bem a 264 colegas. Eles é que estão bem e eu é que estou mal, porque a dgaj abriu uma caixa de Pandora, e agora vão chover ações de ...Oj

    ResponderEliminar
  31. Anónimo1/6/25 23:45

    Se com todas as discrepâncias interpretativas na execução da sentença da ação do tempo de probatório é o que está a acontecer. Vamos ver como irá decorrer ao cumprimento do acórdão relativo aos 29 escrivães de direito que têm direito ao lugar de secretário de justiça desde setembro de 2018, com retroativos na reposição salarial nos escalões de secretário de justiça desde essa data até ao cumprimento da decisão jurisdicional.

    ResponderEliminar
  32. Anónimo2/6/25 00:46

    há lei 67/2007 e 
    artigo 159.º do CPTA:

    ResponderEliminar
  33. Anónimo2/6/25 09:49

    acabei de receber mail da DGAJ no qual fui notificado
    de que não tenho qualquer importância a receber.
    Pergunta : mais algum colega recebeu mail nos mesmos termos

    ResponderEliminar
  34. Anónima da hora do chá2/6/25 11:04

    Atente-se: um governo presidido por Santana Lopes, tendo como ministro da Justiça José Pedro Aguiar Branco, presidente da Assembleia da República, o único governo que quis fazer alguma coisa pelos oficiais de justiça. Infelizmente, o PR da altura não quis, para nos por nas maos do "inginheiro"...

    ResponderEliminar
  35. Carmen Cunha3/6/25 15:17

    Peço desde já desculpa se estiver a repetir algum comentário, uma vez que não consigo ler tudo que é escrito sobre esta assunto, mas será que nos podem baixar de escalão com esta nova interpretação e passarem a pagar-nos um vencimento inferior ao que já estávamos a receber?

    ResponderEliminar
  36. Sim, é possível. Ao desconsiderarem 3 anos, é um escalão a menos.

    ResponderEliminar
  37. Carmen Cunha3/6/25 16:05

    A minha pergunta era no sentido de saber se legalmente é possível reduzirem agora o nosso vencimento 

    ResponderEliminar

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