Notificados de madrugada para a troika de 2 devoluções e mais 1 corte no salário

      Por volta das duas da madrugada de domingo, a Direção-Geral da Administração da Justiça (DGAJ) enviou e-mails aos Oficiais de Justiça cuja devolução de salário é reclamada pela entidade, em face do novo entendimento que recentemente assumiu.


      No passado dia 29MAI, aquando da remessa das notificações pendentes (embora não todas), sobre a reconstituição da carreira, pela consideração do período probatório, e ainda a notificação dos 268 Oficiais de Justiça, listados, que deveriam devolver as diferenças salariais que no ano passado lhes foram pagas, anunciou nessa altura a DGAJ que, na semana seguinte, remeteria os planos de devolução desses valores, com as várias opções para que cada um escolhesse a forma que mais lhe agradasse para devolver o salário recebido.


      Ora, a dita semana seguinte acabou ontem domingo e a DGAJ cumpriu a sua promessa de na semana seguinte, ainda que na madrugada do último dia, notificar aqueles que, segundo a DGAJ, detêm em seu poder valores salariais indevidos.


      As semanas, na nossa cultura, começam às segundas-feiras e terminam aos domingos, apesar de haver quem entenda, tal como noutras regiões e culturas do Mundo, que as semanas começam aos domingos, o que é incorreto, naquilo que diz respeito à nossa realidade. Por isso, a DGAJ cumpriu o envio das notificações dentro da semana, ainda que àquela hora tão tardia, mas que ainda fez apitar alguns telemóveis que têm avisos para os e-mails recebidos, despertando e tirando logo o sono a quem decidiu ir ver o que se passava com o alerta dessa madrugada.


      Na notificação enviada ontem, a DGAJ reitera a devolução salarial, enviando os valores que considera em dívida pelos Oficiais de Justiça, pelo pagamento do ano passado, mas também os valores que considera indevidamente recebidos pela mudança de escalão, isto é, de todos os salários auferidos no novo escalão que agora se considera indevido.


      Quer isto dizer que, independentemente da devolução salarial pretendida, a DGAJ vai ainda cortar nos vencimentos dos Oficiais de Justiça notificados o valor do salário atual, por retrocesso para o escalão anterior.


      Resumindo, o que está em causa é uma troika de cortes: a devolução do bolo total recebido pela reconstituição da carreira, mais o valor auferido nos últimos meses por terem sido reposicionados no escalão seguinte, e ainda o corte do atual vencimento, retrocedendo-o ao valor anterior que corresponde ao escalão abaixo do atual.


      Não se trata, portanto, de uma simples devolução, como se vem dizendo, mas de duas devoluções e mais um corte.


      Esperemos que a DGAJ não marque mais reuniões com os sindicatos, pois cada vez que o faz, fá-lo de véspera do envio de notificações lesivas dos Oficiais de Justiça, tal como sucedeu com as anteriores notificações de 29MAI e agora com a reunião de sexta-feira que resultou neste envio da madrugada.


Vomito1+DDOJ.jpg


      Na notificação consta assim:


      «Esta Direção-Geral procedeu ao apuramento do montante a repor, ponderando os descontos que efetuou, bem como aquilo que deveria ter recebido e os descontos que deveria ter efetuado. O trabalhador apenas terá de repor o diferencial líquido, assumindo esta Direção-Geral o encargo de fazer, se necessário, os encontros de contas com as entidades destinatárias dos descontos, nomeadamente a Autoridade Tributária e Aduaneira, a Caixa Geral de Aposentações, a Segurança Social e a ADSE.»


      Ou seja, o que a DGAJ vem dizer é que o que está pago em termos de contribuições e impostos, pago está, e aquilo que o Oficial de Justiça vai devolver é o valor que lhe restou líquido de impostos. Ora, isso é algo que se pode calcular em relação às contribuições, mas não se adivinha em relação ao IRS, porque cada um tem o seu e o valor recebido afetou consideravelmente o imposto, não apenas do trabalhador Oficial de Justiça, como do seu cônjuge e até do seu agregado familiar. Ainda assim, a DGAJ resolveu adivinhar o valor do IRS de todos e calcular desde já o valor a devolver de cada um. Sim, pasmem-se!


      Prossegue a notificação assim:


      «Decorrido o prazo fixado para a audiência prévia, será tomada a decisão final, que previsivelmente será no sentido da anulação do ato que originou o pagamento indevido, com fundamento em ilegalidade, nos termos do disposto no n.º 3 do artigo 40.º do Decreto-Lei n.º 155/92, de 28 de julho, em conjugação com o artigo 168.º do Código do Procedimento Administrativo. A decisão final que lhe for dirigida ser-lhe-á posteriormente notificada.»


      Quer isto dizer que nasce agora o prazo de dez dias para audiência prévia dos notificados, que são os afetados pelas devoluções e pelo corte, apesar de o SFJ já ter apresentado minutas para que os afetados interponham um recurso hierárquico, o que quase todos já fizeram.


      A DGAJ avisa também desde já que a decisão que virá a tomar será “previsivelmente” a de anular o despacho da anterior DGAJ. E já todos perceberam como essa previsibilidade é tão previsível até à sua futura anulação por uma futura decisão de um tribunal que reverta tudo isto e reponha novamente os valores e os cortes.


      As possibilidades de devolução dos valores salariais são já apresentadas na notificação. A primeira opção é a devolução total de uma só vez e a segunda opção é a devolução em prestações até dezembro de 2026, opção esta que tem de ser requerida e decidida pela DGAJ. Ou seja, os pagamentos em prestações apresentam-se como uma benesse que pode ser deferida pela DGAJ, tal como poderá ser possível aumentar o prazo das prestações, embora sob determinadas condições, que ali se apresentam, também a apreciar pela DGAJ.


Vomito2+DDOJ.jpg


      Por fim, põe a DGAJ a cereja afirmando o seguinte:


      «As reposições efetuadas nos termos supra indicados não estão sujeitas a juros de mora desde que o pagamento de cada prestação seja feito dentro do respetivo prazo acordado.»


      Ou seja, pasmem-se, informa a DGAJ que não cobrará aos Oficiais de Justiça juros de mora, mas desde que sejam cumpridores.


      Para quem não está dentro do assunto, convém notar que a reposição salarial que remonta, nestes casos, a 2001 e noutros a 1989, está a ser feita desde 2024, isto é, depois de 30 ou 35 anos, sem qualquer pagamento de juros de mora nem qualquer pagamento indemnizatório, pelo que vir agora a DGAJ dizer que não vai cobrar juros de mora se a devolução ocorrer no prazo de um ano e pico, até dezembro de 2026, desde que os Oficiais de Justiça cumpram os prazos, é algo que suscita uma regurgitação espasmódica semelhante a um refluxo esofágico.


      Pode ver a notificação da madrugada seguindo esta hiperligação: “DGAJ-Notificação-20250607”.


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Comentários

  1. Anónimo9/6/25 08:59

    Que mais irá acontecer aos pobres dos oficiais de justiça.  Tratados abaixo de cão pela tutela todos estes anos e cada vez pior, com os sindicatos a assobiar para o lado.
    Nunca vi uma carreira profissional tão mal tratada. Não há remédio, é uma carreira amaldiçoada e desgraçado de quem se meter neste buraco. Aos novos que estão a pensar continuar isto é para verem o que vos espera para o resto da vida profissional.  Fujam com toda a força que tem nas pernas e não olhem pra trás. 

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  2. Anónimo9/6/25 09:20

    Verdade,
    Fujam enquanto podem

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  3. Anónimo9/6/25 09:24

    Uma entidade, dgaj, mj, que está  constantemente a mal tratar os que todis os dias trabalham,  e ainda por cima  têm  que recorrer constantemente  aos tribunais para ver os seus direitos repostos depois de decisões  lesivas.


    NOJO desta entidade patronal 

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  4. Anónimo9/6/25 09:25

    Eu só  devolverei depois de ordem de im juiz.
    E quanto ao desconto no salário que me fizerem, apresentarei queixa crime!!

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  5. Anónimo9/6/25 09:32

    Já  seguiu recurso hierárquico. 
    E sendo desfavoravel, siga para tribunal!


    Até  haver decisão,  caso me baixem o salário,  seguirá  logo queixa criminal por tal facto.


    Vão  brincar com a vida dos país  deles e delas.
    Trafulhas 

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  6. Anónimo9/6/25 09:34

    Como vai ser com o IRS? 

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  7. Anónimo9/6/25 09:39

    Imagens bem ilustrativas.
    Dgaj e mj, dão  vómitos 
    Como querem trabalhadores motivados??
    Vou meter baixa até  ver.
    Não  merecem consideração  nenhuma.  Brincarem com a vidas de milhares de famílias 
    Terão  a paga
    Vómito 

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  8. Anónimo9/6/25 09:50

    As GREVES têm de ser retomadas! 

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  9. Anónimo9/6/25 10:17

    A DGAJ quer fazer penhora do ordenado aos funcionários que se recusarem a devolver no prazo indicado  por eles e SEM ORDEM JUDICIAL???
    Uma decisão arbitraria unilateral sem passar por um tribunal?
    Ao que isto chegou.

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  10. Anónimo9/6/25 10:38

    Tanto pedimos a união dos sindicatos que parece que agora se fundiram. O SOJ frontal e de confiança foi-se. O resultado desta última reunião da qual saiu este vómito, já devia ter resposta! Acabar de imediato com a suspensão das greves. O SFJ já nem há nada a dizer 0x0

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  11. Anónimo9/6/25 11:24

    Não se estão a esquecer de nada?
    Então e os que ainda estão no 5.º escalão, não acham que deveriam transitar o quanto antes para o sexto e receber os mesmos valores que vocês já receberam faz tempo?
    Não basta reclamar para que não vos tirem o vosso, é preciso pugnar por que paguem igual aos outros colegas eventuais que nada receberam ainda.

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  12. Anónimo9/6/25 11:27

    É execução por assistente técnico.
    Não ponho os sapos por ser tamanha a tristeza que até pareceria mal.

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  13. Anónimo9/6/25 11:42

    A partir de setembro estou in.
    Até lá o governo novo deve ter um estado de graça, pois estou convencido de que o Luís vai resolver esta burocracia assim que recomeçar a trabalhar.

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  14. Anónimo9/6/25 12:01

    Eh pá, não digam asneiras, essa retenção nao configura crime nenhum, quanto muito é contra ordenação.
    Habituem-se a ler a lei antes de falar sff.

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  15. Anónimo9/6/25 12:21

    Era preciso uma resposta forte, dura e cabal dos sindicatos.
    Isto é tratar os Oficiais de Justiça como merda.
    Não há outra forma de o dizer.
    O problema é que o SFJ está parado.
    O actual presidente já foi, está a preparar a eleição para a câmara.
    Aliás, sempre "jogou" em mais que um tabuleiro.
    O resultado está à vista.
    As candidatas ao SFJ, desdobram-se em campanha, comprometidas com a anterior direção e um novo estatuto que vai empurrar a carreira para um buraco.
    O SOJ, desapareceu, passou do sindicato que não ía em cantigas e em músicas de embalar da tutela, ao sindicato que responde mal aos colegas Oficiais de Justiça quando confrontado com a assinatura do acordo relativo ao nosso estatuto.
    Neste momento está a fazer de morto à espera que passe....
    E infelizmente, os Oficiais de Justiça estão entregues a eles próprios.
    Na pior altura da nossa carreira, quando se prepara para entrar em vigor um estatuto miserável, castrador, deplorável , a nossa entidade patronal trata cerca de duzentos e tal colegas nossos como cães sem dono, ao arrepio de qualquer validade legal, sabendo que ganhamos mal, que temos contas para pagar e que este tipo de linguagem bélica , transtorna qualquer um e tem repercussão na nossa actividade laboral.
    No fundo, temos agora a certeza de algo que desconfiavamos, a nossa entidade patronal odeia-nos, não nos grama, quer o pior possível para os "seus" funcionários...
    A única coisa que posso dizer a esses colegas que estão a ser verdadeiramente assediados no seu local de trabalho é o que diria a uma pessoa qualquer num outro trabalho qualquer.
    Uma entidade patronal que trata assim os seus funcionários têm um nome e é motivo suficiente para qualquer profissional de saúde dentro de determinada área perceber que essa pessoa não pode estar a trabalhar nessas condições.
    Quando não há condições vamos para casa.
    Não estão a cometer crime nenhum.
    Uma palavra para a ministra.
    Que grande "encomenda" saiu...
    Meteu o Marçal no 'bolso", o outro, o do SOJ, foi na onda, destrói a carreira com este estatuto e agora é que se vai revelar...
    Tem carta branca e agora sim, vai mostrar ao que vem....
    Os magistrados do MP, já perceberam....
    Nós, lamentavelmente, já vamos tarde.
    Abraço.
    TT

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  16. Jim da selva urbana9/6/25 12:59

    Tenho uma dúvida, os tais 268 pertencem aos cerca de 500 incluídos no processo que deu origem aos acertos ou já de todo o univeso de quem ja recebeu o acerto? Obrigado 

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  17. Anónimo9/6/25 13:31

    Isso dizez tu!
    Queixa crime pra 
    cima!!

    ResponderEliminar
  18. Anónimo9/6/25 13:42

    Triste realidade

    ResponderEliminar
  19. Anónimo9/6/25 13:43

    Tenham em atenção que a Dgaj não decide nada, quem decide são pessoas e no processo administrativo devem estar todos os passos: a justificação para pagar e depois a justificação para não pagar e hipotética a devolução.
    Pelo nosso trabalho sabemos que há sempre alguns sabichões que gostam de dar nas vistas para subirem, mas há-o em todos os trabalhos.

    ResponderEliminar
  20. Anónimo9/6/25 13:59

    Não há dúvida nenhuma.
    Metade foi pago, porque era colaborador, e já fez a sua vidinha, a outra metade são trabalhadores que nunca receberam um centavo. 

    ResponderEliminar
  21. Anónimo9/6/25 14:03

    Ui.
    Sempre fechados em copas e nem agora uma palavra de solidariedade para com os colegas em igual situação que nem pouco nem muito.
    Mal ou bem, receberam, e ainda ficam ofendidos porque se acham em pior situação do que os desgraçados que nunca viram um tostão e continuam a ganhar pelo 5.º escalão!

    ResponderEliminar
  22. Anónimo9/6/25 15:13

    Perdi a vontade, o gosto por me levantar todos  dias e servir esta profissão. 
    Sinto-me  mesmo em baixo pelo tratamento  que dgaj e mj nos dão. 
    Se não  tivesses filhos para criar, saia de vez, mesmo sem emprego.
    Nem mais um dia dava para esta gente.

    ResponderEliminar
  23. Anónimo9/6/25 16:48

    Pois, eu gostava de ter a desculpa do filhos, mas a verdade é que nunca gostei disto!


    Covardia?


    Talvez!

    ResponderEliminar
  24. Anónimo9/6/25 16:56

    Tal e qual.
    Estou na mesma.
    Nunca gostei disto.
    Agora com esta idade tenho de aguentar ...

    ResponderEliminar
  25. Anónimo9/6/25 16:58

    Primeiro lixaram a vida a 3000 adjuntos.


    Agora, temos pena ...

    ResponderEliminar
  26. Anónimo9/6/25 17:52

    Não prestaram, atenção.
    A DGAJ é o Papão.

    ResponderEliminar
  27. Anónimo9/6/25 17:54

    E vão continuar a aplaudir.
    Mesmo com as devoluções não vão ficar pior do que esses que foram despromovidos depois de tantos anos dedicados.

    ResponderEliminar
  28. Anónimo9/6/25 18:28

    Nao julguem  a parte pelo  todo porque desses 268 há  adjuntos que firam incentivados a sair  de casa e para nada! Além  de lhes verem roubado 1 escalão,  não  1 ano, é  1 escalao  ao longo de 20 anos.


    Ladriagem a dobrar!!

    ResponderEliminar
  29. Anónimo9/6/25 18:29

    O Estado não é uma "pessoa" de bem e como tal, nada me espanta !! 
    Não facilitem a vida à DGAJ nem tenham medo de lutar !  

    ResponderEliminar
  30. Anónimo9/6/25 23:00

    Acabei de ler o ridículo comunicado do SOJ que não passa de uma pobre prova de vida. Comunicado escrito à pressa e sem revisão de texto, chamando madruga à  madrugada.
    Pois então o Carlos Almeida, perdão, o Dr. Carlos, acha que o mais importante são os e-mails enviados ao sábado ou ao domingo!!!
    Quanto à substância da questão faz uma tímida observação dizendo que "talvez tenha de ser apreciada nas instâncias judiciais".
    Ó doutor Carlos!!!
    Esperava-se um pouco mais de vocelência!!!!

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  31. Pago cotas,  mas assim, ponderarei. Aquele comunicado nada diz. E nem sequer minutas e explicação  sobre processos judiciais a intentar.
    SOJ, mudei do SFJ aquando do  10 acordo. Mas assim  estás  a desiludir.scho que vou ponderar recorrer a apoio juridico fora  dos sindicatos.


    Passem bem.

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  32. Pode não configurar mas consubstancia de certeza absoluta um crime de lesa-pátria. 
    Estes juristas da DGAJ fazem-me em tudo lembrar aqueles empregados das grandes superfícies que apesar de serem muito mal pagos e explorados ao máximo em termos de horários e direitos, ainda assim estão sempre prontos a prejudicar os clientes como se o prejuízo fosse deles ou o patrão dividisse os lucros com eles.

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  33. Até lá o Luís não trabalha? Mas manda trabalhar, até ao sábado pelos vistos 

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