O Museu do Conflito da Relação do Porto

      No Palácio da Justiça do Porto, por iniciativa do Tribunal da Relação do Porto, também ali instalado, existe o mais recente museu nacional: o Museu do Conflito.


      O Museu do Conflito serve para exibir o vasto acervo do Tribunal da Relação do Porto, no Palácio da Justiça, sendo um museu bilingue, em português e em inglês, apresentando-se como “um museu moderno, dotado de ferramentas tecnológicas que permitem uma comunicação interativa”, que tem ultimamente despertado mais a atenção de públicos muito diversificados.


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      O Museu está dividido em três partes, conforme descreve o presidente da Relação:


      «A primeira estruturada a partir da história da cidade do Porto, em diálogo permanente com a história do próprio Tribunal, fundado em 1581, ilustrada através dos magníficos painéis que embelezam o Palácio da Justiça, a nossa sede.


      Um segundo espaço assenta, sobretudo, na exibição dos nossos processos emblemáticos – Camilo Castelo Branco, José do Telhado, Urbino de Freitas, a “Bruxa de Soalhães” – apresentados sob uma perspetiva humanista, a partir da vida vivida destas personagens.


      Finalmente, uma última parte que inclui, com honras de parede inteira, o icónico poema de Jorge Luís Borges, “Os Justos”, e que projeta a Justiça de Hoje, expondo princípios como o da separação de poderes ou da independência do poder judicial, e a Justiça do Amanhã, através de conceitos como a inteligência artificial ou o algoritmo, subordinados sempre à consciência humana.»


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      O Museu do Conflito, acaba de receber o Prémio Coleção Visitável 2025, atribuído pela Associação Portuguesa de Museologia, uma distinção que consagra o trabalho continuado de um novo museu com características peculiares.


      A atribuição do galardão apanhou de surpresa o tribunal de segunda instância, conforme afirmou ao JN o presidente do Tribunal da Relação do Porto, o juiz-desembargador José Igreja Matos, “não estávamos à espera, foi uma agradável surpresa para nós”.


      Na cerimónia, realizada no Cineteatro Louletano, em Loulé, o juiz-desembargador Jorge Langweg, que representou a Relação do Porto, recordou que, no dia 27 de julho, o Tribunal da Relação do Porto, que acolhe o Museu do Conflito, “fará 448 anos”.


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      Sobre a Relação do Porto, Jorge Langweg disse ser uma instituição que “é como Portugal, um país com imensa história. Assim também o é o Tribunal da Relação do Porto, que tem sabido sempre adaptar-se à evolução dos tempos”.


      Aquele magistrado judicial destacou “o trabalho que tem feito no Museu do Conflito a presidência do juiz-desembargador José Igreja Matos, bem como o historiador, arqueólogo e comunicador Joel Cleto e a arqueóloga Susana Faro, que é a sua curadora”.


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      Inaugurado a 18 de abril de 2024, o presidente da Relação do Porto, apresenta e descreve assim o Museu:


      «Apresento-vos o Museu do Tribunal da Relação do Porto! Chama-se “Museu do Conflito”.


       O nome assertivo e polémico despertou, como se pretendia, um imediato interesse relativamente ao projeto.


      Os tribunais apenas existem porque existem conflitos. Estes, por sua vez, são inevitáveis ao longo da existência humana.


      O ser humano define-se, no fim de contas, no modo como com eles lida. E aqui alinham-se três possibilidades – não mais do que estas – seja ao nível pessoal, familiar ou mesmo entre regiões ou nações: resolver a discórdia pelo diálogo, em concertação; apelar a uma decisão fundamentada, provinda de um terceiro imparcial – o juiz; ou solução indesejada e terrível, através da violência e da agressão.


      Os tribunais afirmam-se, portanto, como uma conquista civilizacional enquanto derradeiro baluarte que impede a irracionalidade da lei do mais forte.»


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      Continua o presidente da Relação assim:


      «Construído conceptualmente a partir desta ideia base, o Museu do Conflito transmite, ao longo do seu percurso, uma mensagem de paz e tolerância.  


      Daí que, ao sair, o visitante se depare, num monitor interativo, com a seguinte frase: “Ao sair por esta porta, que o seu passo simbolize um compromisso coletivo para a construção de um mundo mais justo e pacífico.”


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      O grande constrangimento está nas visitas, apesar da entrada ser gratuita, as visistas estão limitadas a um pequeno horário de abertura ao público para visitas regulares que está estabelecido para as quintas e sextas-feiras, das 14 às 17 horas.


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      Fontes: “Museu do Conflito”, “Jornal de Notícias” e “Página pessoal de Joel Cleto”.

Comentários

  1. Devia  existir, já agora, para as gerações vindouras de oficiais de justiça, o museu dos conflitos dos oficiais de justiça para com a tutela. Ao longo das décadas após o 25 de abril com os ganhos obtidos para a carreira e as perdas infringidas aos trabalhadores da justiça nas últimas décadas. Seria interessante ver a evolução das ideias peregrinas que têm saído da forja administrativa ao longo das últimas décadas e ainda a acrescentar as ajudas dos sindicatos para que tal viesse a ocorrer a troco de sabe se lá do quê, mas atendendo às últimas, já se vai tendo uma ideia.

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  2. O passarinho disse-me que já está um artista plástico a forjar uma estátua ao eventual de longo curso para oferecer a este museu.

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  3. Para o burro ou burra que fez o ultimo comentário  no artigo de ontem, digo que não  é  para devolver nada, e obvio que tem que ser juiz a decidir.
    E  para quem concordar com os valores que lhe apresentaram não  vai ter que esperar por transito em julgado de merda nenhuma. Concorda, pronuncia-se nesse sentido e receberá  os valores propostos.
    Por isso  burro, não  digas barbaridades.
    Se trabalhas nos tribunais és  uma vergonha com o que disseste em relação  ao conflito dos eventuais de 2001 a  2005.
    Se estás  contente com o valor aceita-o e cala-te!

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  4. Preenche esta iniciativa o cúmulo da atualidade.
    Vou morrer em completo desassossego por constatar que no mundo cada vez há menos tribunais e mais irracionalidade.E tenho-o notado mais recentemente, uma total regressão civilizacional, a certa altura da minha vida, já mais para lá do que para cá, eis senão que me começo a aperceber desse ponto de viragem/retorno que me assassina toda a esperança da juventude.
    Guerras por todo o lado com armamento cada vez mais destrutivo, homicídios de legisladores, crianças e jovens manipulados por dispositivos supostamente tecnológicos no caminho da violência.
    Eis um museu que irá seguramente ser muito enriquecido nas próximas décadas e que por isso faz todo o sentido ter o seu espaço.

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  5. E o passarinho amarelo não canta que também os adjuntos descategorizados irão lá ter a sua estatuazinha?

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  6. Tem faltado muita inteligência e estratégia na maior parte das ações interpostas contra a tutela.
    Veja-se o caso da ação dos Secretários.
    Acabou por beneficiar terceiros que lhes caiu a promoção ao colo sem terem ainda percebido como - duvido que saibam interpretar o despacho- , e prejudicou a maioria dos autores da ação e de todos os possíveis candidatos a outros concursos, já que enquanto o concurso de 2018 não estabilizar, não irá concerteza abrir novo, continuando o regime de preenchimento de lugares em substituição.
    Se isto não foi um tiro nos pés, não sei o que lhe chamar.

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  7. Interessantíssimo. 
    Apesar de triste.
    Conflito que tem gozado com milhares de famílias. 

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  8. Fui ler.
    Burro mesmo, mais um que não  sabe o que anda a fazer nos tribunais.
    Obvio que se concordar  com valores propostos, aceita recebe. 
    Quem não  concordar,  como eu, é  que tem que se mexer e seguir mais  uma vez para tribunal. E irei até  morrer  contra o roubo!!

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  9. Dgaj e mj, repito, não  gistam dos ojs.
    Decisões  atras de decisões  contra nós  qye nos obrigam a ir para tribunal para termos os nossis direitos repostos.


    Só  sonti desprezo por aquela gente!!!


    NOJO

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  10. Por incrível que pareça, o Estatuto que tinhamos quando entrei (Dec.Lei 385/82 de 16/9) - estou aposentado -  e que convido a ler, era mais "evoluído" do que aquele que vos é dado agora. Portanto, desejo-vos sorte Colegas, e não baixem a guarda.

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  11. Colega infelizmente ele(a) tem razão. 
    Os nossos Sindicatos estão embaraçados.

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  12. Não sei se estão a ser notificados para picar a merd... do chronus 4 x dia. Os Sindicatos não dizem nada? 
    Afinal o trabalhador não tem direito a 1 hora de almoço legal?
    Estar imputar ao FJ o ónus de entra pica... sai pica... qualquer dia até para ir ao Wc... Quem quer/precisa trabalhar que faça.
    Os Sindicatos não se pronunciam...

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  13. Então  retenham.
    Processo crime em cima e contraordenaccao.


    E trinunais decidem depois.
    Mas quem concordar que receba ou devolva. Não  tem que esperar outras ações  em tribunal. 
    Leu bemno que aurle comentario diz??


    Burros!!!! E borrados de medo da dgaj!!


    Comprem um cão! Ou um guarda costas!!

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  14. Museu do escravo.
    Podem mudar o nome por favor

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  15. Estão a tentar ofender os outros, mas deixe-os bater com o focinho na parede, logo aprendem.

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  16. Deve ser por causa do registo das horas extra para efeitos de pagamento para lá das 2 horas diárias.

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  17. SIM... E O QUE IMPEDE DE QUE SEJA AUTOMÁTICO?!?

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  18. O chronus foi feito para dar de comer a alguém... 

    GREVE AO CRONUS, ABAIXO ASSINADO. 
    PREFERIMOS ENCOSTAR O DEDO. 

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