Oficiais de Justiça sob a tutela de um novo secretário de Estado
Decorreu ontem de manhã uma reunião do SFJ com a DGAJ. O que é que se passou? O que é que o sindicato ou a DGAJ anunciaram aos visados Oficiais de Justiça? Nada!
Portanto, vamos abordar hoje outro assunto.
Depois dos ministros, tomaram posse ontem os 43 secretários de Estado do segundo governo de Luís Montenegro.
Um a um, todos os secretários de Estado foram chamados a declarar o compromisso de honra e a assinar o auto de posse.
«Eu, abaixo-assinado, afirmo solenemente, por minha honra, que cumprirei com lealdade as funções que me são confiadas.», e ouviu-se isto 43 vezes,
No Ministério da Justiça não mudou a ministra, mas mudaram os dois secretários de Estado. Saíram as duas secretárias de Estado (a SEAJ: Maria Clara Figueiredo e a SEJ: Maria José Barros), entrando agora empossados para tais cargos de Secretário de Estado Adjunto e da Justiça (SEAJ) o magistrado judicial (juiz de direito): Gonçalo Pedro da Cunha Viegas Pires e para o cargo de Secretária de Estado da Justiça (SEJ): Ana Luísa da Silva Gonçalves Machado, que foi chefe do Gabinete da anterior Secretária de Estado da Justiça.
Naquilo que diz respeito aos Oficiais de Justiça e, designadamente, à DGAJ, é o secretário de Estado Adjunto e da Justiça (SEAJ) o que importa verdadeiramente, portanto, referimo-nos a Gonçalo da Cunha Pires, que vem do exercício de funções como inspetor-geral dos Serviços de Justiça, funções que exercia, em comissão de serviço, por nomeação de Francisca van Dunem, desde 2018, embora já desde 2016 lá estivesse como subinspetor-Geral e ainda na qualidade de Inspetor-Geral, em regime de substituição, desde 2017.
O novo secretário de Estado nasceu a 23-03-1977, tem, portanto, 48 anos. Reside em Sesimbra e obteve a sua licenciatura em Direito na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra (vertente de Ciências Jurídico-Económicas) em 2002 com a classificação de 13 valores.
Em 2006 concluiu a formação do CEJ, ingressando na magistratura judicial, tendo passado por muitos tribunais, como os das seguintes localidades: Faro, Ponta do Sol, Barreiro, Lisboa, Torres Vedras, Loures, Sintra, Cadaval, Lourinhã, Oeiras, Vila Franca de Xira, Seixal, Almada,

Até ao momento não há comentários públicos sobre os secretários de Estado afetos ao Ministério da Justiça, tendo apenas vindo a público apreciações pela recondução da ministra da Justiça, como as que seguem:
Para o Sindicato do Corpo da Guarda Prisional, a recondução da ministra da Justiça é algo muito positivo, considerando que "Rita Júdice foi uma lufada de ar fresco", como afirmou o presidente daquele sindicato a propósito da continuidade da ministra.
Também para o diretor da Polícia Judiciária, a continuidade da ministra da Justiça deixa-o "muito satisfeito", porquanto ajudou a resolver problemas, afirmando que a PJ já não passa pelas dificuldades que teve no passado.
«Estamos muito satisfeitos com a continuação da ministra da Justiça no cargo. Num ano de relacionamento, sentimos grande atenção para com os problemas da instituição porque os acompanha, compreende e rejubila com os sucessos. Tem ajudado a procurar melhores condições de trabalho para os funcionários da Polícia Judiciária.», diz Luís Neves.
Por sua vez, Paulo Lona, presidente do Sindicato dos Magistrados do Ministério Público (SMMP), refere que a continuidade da ministra da Justiça é "uma oportunidade para consolidar dossiês estruturantes que permanecem em aberto no setor.
«Mais do que a escolha de nomes, o que verdadeiramente importa é a concretização de medidas eficazes e coerentes que assegurem a autonomia do Ministério Público, reforcem os meios de investigação criminal e promovam uma Justiça mais célere, acessível e respeitada, como é o caso da distribuição eletrónica de processos, a valorização das carreiras e o investimento no setor", refere uma nota do Sindicato, em reação à recondução da ministra da Justiça no novo Governo.
Para o SMMP, ao garantir a continuidade de Rita Alarcão Júdice, "o Governo assume também a responsabilidade de ir ao encontro das legítimas preocupações que o SMMP tem vindo a expressar", esperando, por isso, "que esta nova etapa permita superar bloqueios anteriores e abra espaço para um diálogo mais construtivo e consequente".
No que aos Oficiais de Justiça diz respeito, não temos nenhuma manifestação por parte do SOJ, enquanto que por parte do SFJ, António Marçal, considerava ser "importante alguma continuidade", elogiando a recondução da ministra da Justiça, e esperando que "venha com a mesma vontade de trabalhar", para se poderem concluir algumas das tarefas iniciadas na anterior legislatura.
Marçal também garantiu aos jornalistas que Rita Júdice "poderá contar sempre com o empenho dos Oficiais de Justiça e dos seus representantes, das estruturas sindicais, para trabalhar em conjunto”.
Nas mesmas declarações, à Rádio Observador, Marçal afiançou que deverá sair ainda este mês, "com caráter de urgência", um "decreto regulamentar" para corrigir "algumas matérias que ficaram menos claras no primeiro diploma, mas há muitas outras que precisam de ser continuadas e de ser aprofundadas".

Fontes (entre outras): "DR-2018", "DR-2024", "OSAE", "Observador SCGP", "RR Renascença", "RTP" e "Observador SFJ".
Obrigado bloguers pelo vosso trabalho.
ResponderEliminarDgaj está mais que visto que não quer paz com os funcionários da justiça.
ResponderEliminarVeja-se o dito despacho da directora geral que anulou o anterior despacho quanto a contabilização do tempo probatório!
Foi sempre a despachar contra os funcionários que sempre tiveram que recorrer aos tribunais para ganharem alguma coisa.
Dgaj não me merece qualquer respeito.
Desafio para os Técnicos de grau 3, ou melhor, assistentes técnicos de ‘grau 3’ (sim é isso que vão ser durante toda a v/ carreirazita)
ResponderEliminarQual a definição entre entrada em vigor e produção de efeitos?
Fácil.
ResponderEliminarResposta de quem queria mais dinheiro e menos grau:
Definição devia ser de e não entre - por aí.
Entre entrada em vigor e produção de efeitos, já não sei bem pois já me sinto demasiado velho e, por exemplo, já tenho imensa dificuldade em pensar retroativamente.
ResponderEliminarDe todos modos, espero ter ajudado os ex-oficiais de justiça a perceber a diferença...
ResponderEliminarVerdadinha.
ResponderEliminarJá não acredito nem no mj, nem na dgaj, nem na tutela.
ResponderEliminarCansei de gente sem palavra.
Subscrevo. A DGAJ é o nosso maior inimigo. Há que responder sem medos mas os nossos sindicatos estão adormecidos.
ResponderEliminarUma pergunta estúpida.
ResponderEliminarPara um Adjunto que vai deixar de ser adjunto, que tem 28 anos de serviço e nunca foi lambe botas, portanto, não vai para lado nenhum, nomeadamente cargos de chefia, qual é o objetivo de ser inspecionado??
É que outro dia, um inspector que andava a moer o juízo a alguns colegas no âmbito de uma inspeção e depois de o ter confrontado com a maneira menos polida como se dirigia a um colega, perguntou-me se eu não queria ser inspecionado...
Eu respondi-lhe: não vale a pena, vai-me despromover??
E pensando bem, a partir de agora para que servem as inspeções??
Os adjuntos deixaram de o ser.
A esses já não podem fazer mais mal.
Aos Auxiliares que deixam de o ser, também não vão para lado nenhum, chegaram ao topo de carreira.
Os Principais, deixaram de o ser.
Os novos chefes, escrivães, vão ser escolhidos a dedo e vão ser os novos lambe botas dos administradores.
Vão acumular juízos e secções e vão comer -se vivos para sobreviverem.
Os poucos secretarios vão reduzir se à sua insignificância, controlam a assiduidade, ou seja , controlam um programa informático e controlam o papel higiénico nas casas de banho.
Tudo o resto é com os administradores.
Realmente, a vida dos inspectores vai mudar um bocadinho.
Aquele receio, aquele nervoso miudinho, vai acabar.
Uma carreira sem perspectivas de nada, sem motivação, sem valorização, vai acontecer o que às inspeções??
13:34
ResponderEliminarAs inspeções servem para passar a imagem que nos tribunais não existem compadrios.
Ora aqui está uma boa reflexão. É tudo verdade. E acaba com um boa pergunta: o que vai acontecer às inspeções? Irão apenas servir para apurar desconformidades no processado e tramitação e a finalidade principal que era a de a conhecer o mérito e avaliar o OJ, deixa de fazer sentido, pois não irá servir para nada. Surge assim mais uma pergunta: o que vai acontecer aos OJs, sem perspetivas de evolução profissional, sem motivação e total descontentamento?
ResponderEliminarReflexão típica de um frustrado que atribui a culpa do seu insucesso, incapacidade e incompetência ao Sistema!
ResponderEliminarOu seja , uma espécie tipo chegana.
Se te dessem trela até lambias a sola, quanto mais a bota.
Desde 2014 que defendo que deveria existir apenas uma secção deontológica do COJ, nada mais.
ResponderEliminarAs inspeções já não fazem qualquer sentido desde aí, uma vez que a LOSJ 62/2013 de 26 de Agosto passou a dependência funcional dos oficiais de justiça para a esfera das respetivas magistraturas.
Mas de facto agora isso torna-se ainda mais notório, se bem que pessoalmente suspeite de que uma das "mais valias" que os sindicatos negociaram para nós em absoluto segredo tenha sido a transição para o SIADAP e, consequentemente, alguma solução que não prejudique os membros desse organismo a extinguir...
Alô Terra!
ResponderEliminarRoger.
Ó homem, ou senhora, deixe-se disso!
ResponderEliminarOs sindicatos foram tão céleres a pôr-se ao lado dos antigos eventuais explorados anos a fio como o foram a assinar de cruz a sua despromoção, por isso a única coisa que importa aqui perguntar é quantos adjuntos é que ainda pagam cotas, mais nada!
Roger.
ResponderEliminarDaqui XXV Governo Constitucional.
Vamos em Coluna Viva acabar com a burocracia atrás do Cartel da Banca.
Copy.
ResponderEliminar225 milhões de multas, aplicadas aos bancos, prescritas.
atrás da burocracia da função pública"
Quero ver onde é que são colocados os "boys" da AD.
Sr. Bloguer:
ResponderEliminarTalvez não tenha nada a ver com o artigo de hoje, mas agora que as portas giratórias parecem estar a rodar em pleno uma vez mais, tem-se sabido alguma coisa sobre os pareceres que têm sido pedidos pelos sindicatos acerca das mais variadas problemáticas jurídicas que se têm levantado nos últimos tempos em torno da nossa carreira?
18,07
ResponderEliminarTudo certo.Só não concordo com os cotas.
No entanto ainda pago quotas.
miudos.....
ResponderEliminarA primeira medida vai ser precisamente acabar com as prescrições, finalmente alguém olhou para os outros países do centro da Europa e percebeu que lá os crimes só prescrevem por óbito.
ResponderEliminarAs duas palavras estão corretas.
ResponderEliminarPodemos utilizá-las quando quisermos referir um quinhão.