Pronunciar-se para a DGAJ ou recorrer para a ministra é uma total perda de tempo

      A ministra da Justiça, em declarações citadas pela “Rádio Renascença”, afirma que os Oficiais de Justiça têm de devolver a quantia paga dos acertos dos salários contabilizados desde 2001, afirmando que se tratou de um “erro humano”.


      «No final do ano foi paga uma quantia indevida a um grupo de oficiais de justiça, cerca de 200, foi um erro humano que não deveria ter acontecido», disse a ministra.


      Rita Júdice garante que “ninguém devolveu o dinheiro” e acrescenta: “Nós vamos pedi-lo, se for pago voluntariamente muito bem, se não for o Ministério da Justiça tem de fazer cumprir a lei”. Diz a ministra que “estamos a falar de dinheiro do Estado e dos contribuintes”.


      Ora, sucede que os salários dos trabalhadores do Estado é dinheiro do Estado e dos contribuintes, não é pago por nenhuma sociedade empresarial privada e isso sucede com todos os salários, mesmo o salário que a ministra aufere enquanto ministra da Justiça.


      A justificação de que os salários dos Oficiais de Justiça devem ser devolvidos porque se trata de dinheiro público é ridícula, tal como ridícula é a alegação de que se tratou de um erro humano, como se os erros pudessem ser atribuídos a outras espécies não humanas ou a coisas. Os erros são sempre humanos, pelo que tal justificação constitui outra caricata desculpa.


      Por outro lado, torna-se igualmente burlesca a perentória afirmação de que o “Ministério da Justiça tem de fazer cumprir a lei”, quando este cumprimento da lei se prende apenas com a tentativa de pressionar os Oficiais de Justiça, sem levar em conta um verdadeiro cumprimento da lei.


      Vejamos: a ministra da Justiça já decidiu que a decisão da atual diretora-geral da Administração da Justiça em anular a decisão anterior ou em reinterpretá-la, não só é válida, como legal e oportuna, mesmo sem que os Oficiais de Justiça tenham tido a oportunidade de se pronunciar sobre a mesma, notificados que foram agora mesmo, na madrugada do domingo passado (08JUN).


      Uma vez que a decisão é transversal, de que adiantará os Oficiais de Justiça pronunciarem-se sobre tal decisão? Ou mesmo apresentar um recurso hierárquico, como veio propor o SFJ?


      Embora a DGAJ esteja a cumprir o caminho dos procedimentos legais para impor a sua pretensão, já todos vimos como é inútil recorrer às mesmas decisoras para tentar inverter as suas pretensões e os procedimentos limitam-se a um faz-de-conta perfeitamente oco.


      Isto é mais ou menos assim: imagine-se que entra uma ação em tribunal e o juiz diz publicamente numa rádio que vai apreciar o processo, mas sejam lá quais forem os argumentos do réu, a decisão final vai ser a favor do autor. Claro que isto seria inconcebível, porque inconcebível é que alguém que vai ter de analisar a argumentação das partes anuncie já, previamente, mesmo sem conhecer a argumentação de uma das partes; anuncie já qual vai ser a decisão final e é isto mesmo que a ministra da Justiça fez.


      Ora, perante isto, os Oficiais de Justiça só têm uma saída: recorrer novamente aos tribunais, porque é manifestamente impossível e uma perda total de tempo lidar com pessoas que já têm uma decisão pré-formada e até já a anunciaram publicamente.


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      Fonte: “Rádio Renascença”.

Comentários

  1. Irónico (para não utilizar adjectivação mais forte) é uma ministra dizer que vai cumprir a lei num caso que começou por (mais) uma decisão contrária à lei de um organismo que tutela.
    Acho muito bem que se cumpra a lei, mas então que se cumpram todos os preceitos legais e não só aqueles que servem ao soundbyte tão do agrado da Sra. Valha-nos que o único sindicato que representa a classe já veio a público, através de artigo subscrito pelo seu presidente, alertar para estas incongruências.






    PS: afinal parece que o artigo não visa directamente os problemas da classe e é incongruente entre o que defende para os outros e o que assinou para a classe que supostamente defende.

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  2. Greve já seus medrosos. 

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  3. Tb acho que este dinheiro não deve ser devolvido, mas os visados preparem-se para o embate,  que vem aí surpresa da grossa.
    Querem a direita liberal e a extrema direita a governar, agora aguentem-se.

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  4. Gente que nos governa que não  presta !!

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  5. Ah ah ah!
    Tu queres é ronha e fazer umas horinhas mais bem pagas lá fora, não é meu menino?
    Achas mesmo que este governo, em início de ciclo, vai fazer alguma coisa além do que está programado, cedendo a greves, ainda mais com toda a opinião pública do seu lado ?
    Vocês lêem jornais?
    Qualquer sindicato que decrete uma greve neste momento, prejudicando as negociações, está a enganar os associados.
    Quem estiver mal que se mude, tudo o que está no programa do governo vai acontecer.

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  6. O tempo de 2001 a 2005 foi tempo de serviço  igual ao serviço  de um auxiliar, reconhecido pelos ministros de então. 
    Por isso  é  tempo que nos é  devido.


    É  1 escalão  que nos foi roubado.


    Mais uma acção  em tribunal contra dgaj e mj, escusadamente.


    Só  estão  a adiar o pagamento desse tempo com o devido posicionamento de escalões. 
    Adiar o obvio.


    Só  espedo que não  se esqueçam  de pedir juros desta vez,contra esses ladrões  que não  têm  outro nome!


    Vergonha de tutela. 
    Irei até  ao fim contra essa gentalha.

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  7. Só  neste ministério 
    Tenho NOJO  desta entidade patronal!


    Vejam a quantidade de processos  que funcionários  têm  colocado  nos tribunais contra mas decisões  .
    Devia haver responsabilização  pessoal, pois assim é  uma brincadeira.
    Gozam com vidas de milhares de familias


    VERGONHA 

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  8. República das bananas! ASra Ministra também é responsável ou não? Fazem de nós fato sapato ! Igualzinho a um País terceiro mumdista! Qual a diferença? 

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  9. República das bananas ! A Sra ministra também é responsável ou não ? Parece um País do terceiro mundo desses que temos cá imigrantes e temos a mania que somos raça superior ! Enfim uma palhaçada uma vergonha ! Sem respeito algum pelos OJ . Façam isso aos professores ou médicos! Têm tomates ? Acho que não! 

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  10. Tenho pena dos colegas que não vão ter que pagar nada mas que vão viver alguns tempos de incerteza, tenho ainda mais pena da outra metade deles a quem já se está a ver que tão cedo não irão pagar o que pagaram aos outros, mas de quem tenho verdadeiramente pena é do ser humano a quem vai ser atribuído este erro e que irá ter que ressarcir o estado.

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  11. A ministra, honra lhe seja feita, é mais inteligente que uma chusma de sindicalistas: ao afirmar que se tratou de um erro humano, em vez de uma interpretação errada, acabou com os argumentos para qualquer ação! Ninguém pode enriquecer ilegitimamente à custa dos erros alheios. Seria o mesmo um bancário entregar por erro humano uma pipa de massa a alguém e essa pessoa recusar devolve-lo alegando que o gastou.

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  12. É preciso fazer prova do erro humano e olhando os dois despachos conclui-se pela interpretação...


     

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  13. Esta carreira é uma caso de estudo tal o nível de masoquismo e maquiavelismo dos trabalhadores.
    Desconheço a existência de algo semelhante na adm. publica. 
    São ações atrás de ações, milhares de euros em custas pagas, enfernizando a vida dos próprios e de terceiros, menos da tutela que é para o lado que dorme melhor.
    Cumpre as decisões quando e no modo que entende que o deve fazer e muito bem, no âmbito da sua autonomia e poder discricionário, já que o que move a adm pública é o interesse público e não as vontades dos administrados.
    O governo toma legitimamente as suas opções políticas, legitimado pelo voto popular.
    Quem está mal e não tenta mudar de vida só pode mesmo ser muito masoquista para conseguir andar metade da sua carreira profissional em constante litígio, quer com a tutela, quer com colegas.
    Que triste e lamentável opcao de vida.

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  14.  já estás assim??

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  15. A culpa é do Ventura, ou então do Bolsonaro, ou do Trump.... não sei, o colega que escolha

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  16. Ronha  oh sh oh sh oh
    Ronha és  tu cagao ou cagada


    Comprrm um cão 

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  17. Eu sou chegano


    Por causa destas merdas que tem  governo há  50 anos

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  18. Certinho


    Quem não  quer adminir para mim é  merd-----'

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  19. Tu trabalhas nos tribunais??? Palhaço 


    Prova faz-se perante juiz.
    Ou é  antes?


    Palhaço  mesmo que és 

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  20. Triste mesmo.


    Fuja quem puder. 

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  21. Verdadinha
    Até  morrer!!

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  22. Gente que governa que não  tem sentido de esrado
    Só  merda. Show off


    Não  me merecem resoeito nenhum!@

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  23. Ahagah


    Cumprir a lei 
    Com tanto procrsso perdido em tribunal


    Não  há  vergonha nenhuma.


    Anda chega.
    Toma conta des país!

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  24. Será  mesmo ministro da justiça  ao dizer o que é  descrito no blogue??


    Profere sentenças  que são  competências  dis juízes??


    Eheh
    Rio-me  pra não  chorar. 
    Triste Portugal.
    Afonso Henriques  deve estar  a  dar voltas no túmulo 


    Fod----

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  25. Valha nos ao menos que somos todos de grau 3!
    Não era isso o mais importante?

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  26. Já quando esteve lá  a governar a esquerda e a extrema esquerda Portugal avançou e muito, colocando-se quase em pé de igualdade com um Luxemburgo ou uma Suíça. Se a esquerda e a extrema esquerda conseguisse governar por mais 50 anos, com certeza que Portugal iria estar no top mundial.

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  27. Este chico espertismo de muitos acharem que são juristas e constitucionalistas de craveira, a meterem ações atrás de ações contra a Dgaj, só nos lixou e vai continuar a lixar no futuro.
    Será que não têm um palmo de testa para pensar quando é conveniente ou não avançar para tribunal?
    Neste caso da devolução se foi "erro humano" é lógico que vão ter que o devolver mais cedo ou mais tarde.
    Entretanto à custa da impugnação quem se lixa é quem não vai receber nada até trânsito do processo.
    No caso da ação dos secretários a mesma merda.
    Concerteza que algum espertinho vai impugnar novamente isto, nada vai alterar, mas enquanto o movimento 2018 não estabilizar na ordem jurídica, é certo que não vai abrir concurso nenhum para secretários em comissão de serviço.
    Se os autores forem espertos, ainda podem chegar a secretários por novo concurso, caso contrário é certo que ficam a ver navios. Eles e outros!
    Cambada de burros!

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  28. Também não percebo por que é que as vítimas de violação resistem.
    Se tivessem juízo e consentissem, decerto que não ficariam com traumas nenhuns, não haviam sequer processos crime nenhuns e era muito melhor para toda a sociedade, que assim seria perfeita pois nem se teria notícia desse tipo de criminosos tais quais os violadores.

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  29. Eu, após 25 anos de tropelias, desconsideração, não pagamento devido e afins, cansei-me disto, cansei-me mesmo, no entanto, quem me comeu a carne, vai ter de ficar com os ossos... Nos últimos dias não tenho trabalhado para o "bem comum" da sociedade, contribuindo para a realização da justiça. Ando, por causa da injustiça gritante e atroz, de quem a deveria aplicar, a recolher legislação e para reclamar, mais uma vez, de algo que deveria ter sido realizado há 20 anos. Era só o que faltava por causa de motivos profissionais - sim, o que está em causa é o não pagamento de créditos laborais por parte da entidade patronal - ainda ter de andar a perder o meu precioso tempo pessoal em diferendos estritamente laborais. No mais, peço já, antecipadamente, desculpa a todos os utentes e partes processuais, mas eu não consigo mais, ando 

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  30. Caríssimo detentor da inteligência e sabedoria. Claro que não vai acabar aqui, e vai continuar para a execução de sentença. Ninguém tenha dúvida nenhuma que o tribunal é que irá tratar  das colocações resultantes da decisão jurisdicional .

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