Síntese do resumo da nota informativa do SFJ sobre a reunião da passada sexta-feira com a DGAJ
E ao terceiro dia da reunião, ontem à tarde, o Sindicato dos Funcionários Judiciais (SFJ) apresentou um resumo dos temas tratados na reunião de sexta-feira passada (06JUN) com a diretora-geral da Administração da Justiça.
Desse resumo apresentado pelo SFJ – que pode consultar na íntegra na sua página e cuja hiperligação abaixo se coloca –, vamos aqui fazer um novo resumo, isto é, uma síntese do resumo, uma vez que a informação sindical é demasiado extensa, para o formato habitual desta página.
Relativamente ao prato do dia, que é o novo entendimento da DGAJ sobre a devolução do salário recebido, as posições antagónicas mantêm-se (DGAJ/Sindicato) e o SFJ anuncia que vai avançar com uma ação judicial para defesa daqueles que foram notificados para devolver o salário recebido e também para os que não viram contado aquele período probatório especial sendo agora notificados de valores muito menores.
Esclarece ainda o SFJ e a diretora-geral também que, no que se refere ao pagamento do suplemento de disponibilidade e às horas que se venham a prestar para além do horário normal, não carecem de outras interpretações fantasiosas para além daquilo que o diploma claramente estabelece e que, caso não sejam observados aqueles preceitos, ninguém terá de prestar horas a mais.
Relativamente aos constrangimentos de funcionamento do Citius, é assunto reportado ao IGFEJ e que estará a ser tratado.
No que se refere aos Funcionários de Justiça não Oficiais de Justiça, que viram afastada a possibilidade de continuar a gozar os 6 dias previstos no artigo 59º EFJ, bem como o direito ao passe pago, diz o SFJ que a diretora-geral disse “de forma inequívoca” que os direitos desses trabalhadores se mantêm e que estes trabalhadores, quando coartados desses direitos, deverão dar a conhecer tal facto à DGAJ para que “seja dada a devida orientação aos serviços”.
Isto é muito curioso, porque relativamente a este aspeto, foi-nos relatado que há pedidos de esclarecimentos, isto é, pedidos da tal “orientação”, efetuados pelos serviços, que não obtêm resposta, motivo pelo qual os serviços não deferem os pedidos de dias do artigo 59º EFJ, nem emitem requisições para passes, instruindo, no entanto, os visados a enviar o recibo do custo desses mesmos passes para a DGAJ, solicitando o pagamento, pagamento esse que também ainda não se verificou, mas também não foi rejeitado. Quer isto dizer que há um silêncio oficial e, portanto, uma dúvida.
Esta questão, que já aqui abordamos mais do que uma vez, resolve-se muito facilmente com uma comunicação escrita por parte da DGAJ, em vez de ser o sindicato a dizer que diz que disse, pois por mais que diga que disse, continua a faltar a óbvia comunicação oficial que, perante aquela interpretação tão categórica da diretora-geral, poderia perfeitamente já estar cá fora em ofício-circular, mas, talvez, como não é para reter nem pedir dinheiro de volta, bem pelo contrário, tal interpretação “inequívoca” demora a ver a luz.
A informação sindical aborda ainda um já muito velho problema que se prende com a falta de transportes no núcleo de Águeda (Aveiro), o que já noticiamos aqui há alguns anos, noticiando mesmo as caricatas iniciativas dos Oficiais de Justiça que ali exerciam funções para contratarem, particularmente, um transporte, com a participação de outros trabalhadores de outros organismos, para que todos pudessem ir trabalhar e regressar aos seus domicílios diariamente. Sempre solicitaram ajuda à DGAJ para solucionar o problema, tanto mais que se perdem Oficiais de Justiça que ali não querem exercer funções devido à falta de transportes públicos.
O SFJ veio anunciar que se aguardam respostas de empresas de transporte locais, as mesmas empresas que já manifestaram reiteradamente desinteresse, por não ser lucrativo e, para que pudesse ser lucrativo, apresentam valores muito elevados. Há, portanto, pouca esperança nas empresas de transporte de passageiros.
Relativamente aos pedidos de ajuda para conferência dos cálculos, diz o SFJ que recebeu centenas de pedidos e que não consegue responder a todos. Efetivamente, em cada vaga de notificações, surgem imensas dúvidas e muitos pedidos de conferência, tal como também nos são dirigidos, embora não em número tão grande de centenas, mas de algumas poucas dezenas.
Para este assunto, o SFJ apresenta 4 pontos para que cada um confira os seus dados e nós vamos aqui acrescentar uma resposta a uma pergunta muito comum que nos é dirigida: “Por que é que faltam meses na lista dos anos?” É muito simples: porque a contabilidade que é apresentada é apenas relativa aos momentos em que se verificam diferenças, em face da divergência do escalão. Os meses que estão omitidos são os meses em que não há qualquer diferença por o escalão da altura e o corrigido estarem em sintonia durante esse tempo. Ou seja, a correção de um ano afeta os três anos de um escalão empurrando-o nesse ano, o que faz com que haja, em determinado momento, uma diferença do que foi pago daquilo que deveria receber, mas não em todo o escalão. Há momentos em que o escalão está certo no presente com o passado e aí não há diferenças e são esses os meses que não constam da listagem.
A lista das diferenças apuradas deve ser confrontada com o outro ficheiro onde constam os períodos dos escalões, há o quadro do que foi e o quadro do que é agora, devendo ver aí as datas concretas.
Por outro lado, há os períodos de congelamento em que os valores se mantiveram sempre iguais, sem evolução de escalões e ainda o facto de não ser possível comparar uns com os outros, porque há percursos diferentes, há até baixas antigas que descontavam no tempo, etc. Portanto, é natural que possa haver algumas diferenças em pessoas que se julgam com o mesmo exato percurso.
Em 2023 criamos um exemplo numa folha Excel que disponibilizamos desde então, de forma permanente no cimo da página. Todos os dias nos solicitam a disponibilização dessa folha de Excel desbloqueada para poderem fazer os seus próprios cálculos, mas essa folha não faz cálculos nenhuns, é apenas uma folha de exemplo, de amostra, é como se fosse uma imagem, serve só para exemplificar um caso e uma forma de comparar os valores do antes e do agora. E é isto que respondemos sempre às muitas solicitações.
Por fim, a nota informativa do SFJ remete para as minutas já antes disponibilizadas e adverte assim:
«Estas minutas são uma reação administrativa e não contenciosa, isto é, não suspendem qualquer prazo, pelo que só a ação judicial (via contenciosa), poderá suspender o ato administrativo, no caso concreto, o despacho de 29-05-2025. O SFJ recomenda a leitura atenta das instruções associadas a cada minuta, bem como o seu preenchimento rigoroso.»
Pode aceder à integralidade da nota informativa que aqui citamos e resumimos através da seguinte hiperligação: "SFJ-Info-09JUN2025".

Que requintada salgalhada.
ResponderEliminarVamos a isso, vai começar a festa.
Passos versão 2.0, desta feita os dias serão "muitonegros". Muito, muito negros!
Temos um pai que será Ministro sombra, tal a falta de capacidade governativa da sua prole de parco curriculum.
O regresso do ideal "pago um ordenado, sou dono da pessoa. Não defeca, não urina, não come, não fala e não recalcitra".
Tribunal com essa gente!
ResponderEliminarSem medo!
Pena é que a decisão só sairá daqui a 10 anos!
Mas calar nunca!
Canalhas! Gente sem palavra!
Se os sindicatos fossem só um bocadinho o caminho como este blogue é a luz...
ResponderEliminarEspero que SFJ já tenha intentado providência cautelar!
ResponderEliminarQuanto ao SOJ
Nada esclarece quanto a ida para tribunal, enfim.
Se o outro não ganhar a câmara da Lousã, o que vai ser da vida dele?
ResponderEliminarVai voltar aos tribunais?
Só não temos é 500 anos, ou não quereremos certamente esperar tanto tempo por que justiça nos seja feita, oficiais de justiça que mais parecemos poetas proscritos.
ResponderEliminarVai para vereador, claro. Ele já tem a vida feita. Daqui a 5 anos vai direitinho para a reforma!
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ResponderEliminarE o Fernando Jorge aparece à frente da nova lista no conselho fiscal.
Haverá contas mal feitas para trás?
Este fulano não quer ir embora.
A Dgaj trabalha mal e porcamente. Por cada decisão que toma, cria não sei quantas injustiças! É cada cadela cada minhoca! Nunca percebi, ao longo de 34 anos de serviço, quais serão as grandes capacidades dos magistrados para ocupar tais lugares de gestão...A realidade que conheço é muito diferente e poucos são os magistrados que sabem sequer gerir o seu tempo e a sua agenda. Estão por todo o lado e são como a licenciatura de direito: não se aprende nada e dá acesso a tudo. Só como exemplo, a Autoeuropa tem 4800 trabalhadores. A Dgaj tem, só Oficiais de justiça, 7100. Ambas são dirigidas por um Diretor Geral. Comparem o currículo de cada um deles, sobretudo em Gestão, e está tudo explicado.
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ResponderEliminarO SOJ
ResponderEliminarVem com uma nota de repudio? Em termos práticos vale o quê? Para resolver o problema concreto?
Na diz quanto a impugnar nos tribunais, nada informa os associados. Nem os associados merecem saber qual a estratégia?
Ao menos SFJ lá vai dacultando minutas e explicando a socios e não socios, que tem estratégia para ir para tribunal, embora não expliquebem que tipo de acção, se é providência cautelar ou outra.
São muito fofinhos com a tutela. Até parece que não têm departamento juridico.
Fod-----
Que sindicalismo tão fofinho.
Nunca desistir!
ResponderEliminarTem medo. Caso contrário já estávamos em greve. Humilhados e calados.
ResponderEliminarSegurem-me senão eu emito uma nota de repúdio!!
ResponderEliminarFraquinhos
ResponderEliminarTristeza de sindicalismo que não informa os associados sobre se vai para tribunal mais uma vez e em que termos.
ResponderEliminarRepudiar todos sabemos que repudiamos!!!!
Mas por trás do repudio, há lanche ou jantarada??
Eu irei sozinho para tribunal, pagando do meu bolso!
Sindicatos de merda
Sugiro também que saiba interpretar o que lê, pois as caricatas situações são mesmo isso e referem-se às vivências e às dificuldades dos Oficiais de Justiça desde há muitos anos, tentando diversas hipóteses para solucionar esse velho problema. É isso que é caricato por sair fora da normalidade, por não ser comum aos demais Oficiais de Justiça que não carecem destas preocupações. Percebe?
ResponderEliminarDeve ter sido erro de interpretação, mesmo até porque a sua pessoa nunca se engana. Assim, onde se lê "caricatas iniciativas" deve ler-se "caricatas situações". Mas reconheça, por muito que lhe custe e se tiver dúvidas pergunte aos Colegas, que o SFJ continua a diligenciar por resolver esta situação. Ou seja, continua numa senda de "caricatas iniciativas".
ResponderEliminarAs caricatas situações que levam a caricatas iniciativas foram-nos relatadas já desde há muitos anos. Vejamos um exemplo de uma caricata iniciativa: os Oficiais de Justiça daquele núcleo chegaram a andar a pedir noutras repartições públicas, que funcionários delas passassem a andar no mesmo autocarro que andavam; para aumentar o interesse da empresa, ou o caricato do autocarro só sair de Águeda às 17:00, mas só quando todos estavam a bordo, esperando sempre por algum maus atrasado. Tudo isto é caricato e foi-nos relatado por quem vivia estas situações no dia a dia. Por isso abordamos a questão, por conhecimento e não por mero bitaite.
ResponderEliminarQuer saber de outra iniciativa caricata (ou talvez possa estar a confundir com a mesma). A seguir ao Covid, houve um dirigente sindical que andou a diligenciar junto da câmara para que houvesse a possibilidade de se criar uma ligação rodoviária entre Viseu e Águeda e que servisse os interesses dos Oficiais de Justiça. Para que se justificasse ainda mais a criação de tal ligação, diligenciou junto de todos os agrupamentos escolares, bem com do polo universitário para que identificassem mais interessados. Depois foi apresentada à câmara uma lista diversificada de manifestação de interesse de vários organismos. Após reuniões com a edilidade, o grande obstáculo era o facto de o percurso pertencer a dois distritos distintos. Não obstante, e visando a situação em concreto dos Colegas, e tentando arranjar uma solução só para eles, já foram apresentadas junto da tutela algumas alternativas e, assim aconteça, quando houver resultados teremos todo o gosto em fazê-las conhecer neste espaço. Concluindo, continuam as "iniciativas caricatas".
ResponderEliminarSindicalismo feito com a tutela!!!
ResponderEliminarE não venham com crónicas de jornal nrm com notas de repudio!!!
Fod‐‐‐------
Exatamente, continua o caricato da situação dos Oficiais de Justiça de Águeda, sendo estes obrigados, os próprios ou pelos seus representantes sindicais, a desenvolver diversas iniciativas e imaginativas para resolver um problema que, a final, é um problema de serviço e cuja responsabilidade seria da DGAJ/Governo.
ResponderEliminarBom dia Colegas!
ResponderEliminarPenso que os Sindicatos, estão a reagir ao que a tutela neste caso a DGAJ está a cometer.
Agora também quero exprimir na minha ótica alguns reparos:
- Eu pessoalmente faço parte de uma lista para ocupar um cargo pela primeira vez com alguma relevância, ainda sem grande poder de decisão, mas vou tentar com convicção na ótica de quem represento apresentar ideias, se não for ouvido e até sistematicamente chegar à conclusão que não será de acordo com a visão que defendo, sairei com toda a naturalidade, mas irei tentar.
- Quanto a nós devemos lutar, por melhorar a união entre pares e não tomar posições que possam prejudicar quem está ao nosso lado, que foi derivado ao facto de reclamações de colegas noutras situações de terem sido eventuais antes de serem provisórios,
- Olhar para dentro com maior "corporativismo" em prol da defesa dos nossos legítimos direitos coletivos como classe, e não enveredar por assuntos que em muitas vezes tem que ser a entidade patronal a resolver, com se diz na gíria popular "evitar ser mais papista do que o papa".
- Promover a melhoria das condições de trabalho a nível de saúde mental e dos colegas com elevados problemas de saúde em termos fisiológicos, fruto também de grande parte do envelhecimento da classe,
- Promover com já acontece em outras profissões da administração pública, regimes de trabalho híbridos ou mistos (teletrabalho e presencial), tendo em vista a melhoria na produtividade, poupança de recursos e da qualidade de vida dos funcionários da organização,
Faço um apelo embora respeitando sempre as opções de cada um, á sindicalização dos Oficiais de Justiça, será uma via de reforço na demonstração de força coletiva na defesa dos interesses classe, e no intuito também de cada um através da sua ação de voto e participação associativa, podermos mudar algo.
Só assim podemos defender a democracia, bem como os direitos laborais, tão importantes na saúde da mesma.
Abraços,