O enigma da redução das 7 menos cinco poder dar, não 2, mas 4
A antiga carreira dos Oficiais de Justiça tinha 8 categorias, mas se não contarmos com aquela que era residual para meia-dúzia de Oficiais de Justiça e apenas enquanto estavam naquelas funções (Secretário de Tribunal Superior), na realidade podemos afirmar que existiam 7 categorias. Auxiliares e Adjuntos do judicial e do MP eram 4 categorias, mais duas de cargos de chefia, no judicial e no MP e a de Secretário de Justiça.
Atualmente, na nova carreira há 2 categorias e depois há cargos, isto é, situações transitórias que não correspondem à aquisição do perfil profissional como na categoria.
Quer isto dizer que, com a transição de carreira, houve uma redução de 7 categorias para as atuais 2, tal como consta da lista de transição de todos os Oficiais de Justiça, no entanto, encontramos uma resposta enigmática na página do Sindicato dos Oficiais de Justiça (SOJ).
Na sequência de um comentário em que alguém lamentava a redução das categorias, respondeu o SOJ nos seguintes termos:
«Relativamente às 7 categorias passarem a 2, formalmente foi assim, mas haverá tempo para explicar que a relação será mais 7 para 4...»
O que é que isto quer dizer? Onde estão, ou estarão, as tais quatro? “haverá tempo para explicar...”
Entretanto, como não compreendemos a contabilidade nem conseguimos alcançar o esforço contabilístico, estamos tentados a acreditar numa espécie de milagre, tal como o velho milagre bíblico da multiplicação dos pães.
Consta que eram só cinco pães e dois peixes, mas depois acabaram por alimentar uma multidão de milhares de esfomeados.
Os Oficiais de Justiça também estão esfomeados e as duas singelas categorias não conseguem alimentá-los a todos, pelo que o anúncio da possibilidade de ninguém estar a ver ou saber das 4 cria água na boca.

Vamos tentar adivinhar o enigma lançado pelo SOJ.
Será porque na mesa das negociações, como já foi apresentado, pretendem agora os sindicatos individualizar as carreiras, do judicial e do Ministério Público, o que daria uma duplicação das duas categorias, para as ditas quatro?
Ou será que a necessidade, ora determinada para o Movimento Extraordinário, que se há de realizar um dia, em que é necessário distinguir nas atuais categorias as categorias anteriores para se dar preferência, resulta na tal duplicação das categorias?
Como se sabe, para o tal Movimento alargado, os atuais Técnicos de Justiça serão separados em dois grupos, os que antes eram da categoria de “Adjunto” e os que eram da categoria “Auxiliar”, para se dar preferência na movimentação aos antigos “Adjuntos”. Esta mesma separação tem de ocorrer na atual categoria de “Escrivão”, distinguindo, de igual modo, os Secretários de Justiça de facto das demais categorias de chefia.
Quer isto dizer que, também por esta via, poderemos assistir à duplicação das categorias, pois, em vez de haver apenas Técnicos de Justiça, teremos duas “categorias”: a dos Técnicos de Justiça ex-Adjuntos e a dos Técnicos de Justiça ex-Auxiliares, bem como a categoria de Escrivão ex-Escrivão de Direito ou Técnico de Justiça Principal e a de Escrivão ex-Secretário de Justiça, enquanto categoria de facto e não cargo.
Será algo assim que o SOJ quer dizer quando diz que, apesar de “formalmente” a redução ter sido de 7 para 2 categorias, “haverá tempo para explicar que a relação será mais 7 para 4...»
Lá teremos de aguardar pelo tal tempo para que o SOJ explique o enigma da tal relação na redução de 7 para 4.

Fonte: “SOJ-Facebook”.
Trapalhada da dgaj e mj, seguida de trapalhada dos sindicatos.
ResponderEliminarMais do mesmo, anos e anos de vida.
E depois admiram-se que as pessoas fiquem doentes.
Já aqui o disse várias vezes e digo-o agora novamente:
ResponderEliminarPara além do problema da carreira do judicial e do MP, o grande descontentamente reside no facto de não de, na prática, ter havido uma despromoção do Adjuntos, quando deveria ter acontecido a promoção dos Auxiliares.
O dinheirito que o MJ procura poupar com esta despromoção leva a descontentamento geral de todos os Adjuntos (ex).
Teria sido mais fácil ter feito a mudança pela criação de uma categoria (grau 2) que fizessem o que os Auxiliares (ex) faziam.
Poupava-se dinheiro, evitavam-se embróglios vários, e todos estariam mais satisfeiros.
Mas sabemos que a inteligência não abunda nesta casa, não sabemos? ...
Abraço
É uma linha vermelha que não se devia ter ultrapassado. Os ex adjuntos ficariam como técnico de justica superior e os auxiliares como técnico de justiça mas no grau 3, todos. Agora meter tudo no mesmo saco já se sabia que iria criar, pela despromoção dos ex adjuntos, uma enorme insatisfação legítima por parte destes adjuntos. Depois de assinarem é que andam atrás da porcaria que fizeram, pois sabem, que muitos ou todos os ex adjuntos se desvincularam de sócios de ambos os sindicatos.
ResponderEliminarJá é, pelo menos, a segunda vez que o SOJ vem interpretar o acordo e o DL que daí resultou. Para além da situação acima exposta, O DL estipula que se mantém a colocação e situação funcional e o SOJ já interpelou a DGAJ para que se mantenha o conteúdo funcional "
ResponderEliminarNão há tempo para explicar as negociatas secretas, mas esse tempo já existe quando é para destratar colegas que exigem explicações…para muitos, o sOJ passou de tábua de salvação a tábua com pregos.
ResponderEliminarIsso seria a maior aberração. Acho que o SOJ refere-se à possibilidade de voltar a haver distinção entre Judicial e MP.
ResponderEliminarPaguem-me mas é os € 37,94 do grau 3
ResponderEliminarAcabaram-se as Adjuntivites e as escrivaozites. Promoções durante décadas onde o único mérito que tinham era concorrer para cascos de rolha, onde o bom passava à frente do muito bom. Todos sabem que era esta a realidade. Não interessava a nota, interessava o local para onde concorrer. E é claro que assim é que estava bom para aqueles que vão agora martelar em cima deste comentário, não tivessem sido eles promovidos exatamente assim.
ResponderEliminarEstá mais que visto que ambos os sindicatos assinaram uma "coisa" que nem eles sabem o que era e quais as consequências para os cerca de 7000 oficiais de justiça.
ResponderEliminarE só quando os associados, que estão prejudicados com esta "coisa", alertaram para esta e outras situações, é que começaram a abrir os olhos.
Então o SOJ com uma postura agressiva que não se compreende.
Estou para ver como é que vão graduar um ex-auxiliar com 32 anos de serviço e muito bom, e um ex-adjunto com 12 anos de serviço e bom.
A não ser que façam como com os secretários, uns com pior notação ficam com o cargo e salário do que outros que ficaram à sua frente com melhor notação, sem o cargo e sem o salário.
Aguardemos.
Boas férias a todos.
Fizeram asneira nisso, como fizeram asneira no "apagão" do tempo na categoria!
ResponderEliminarEsse apagão, com efeitos retoativos, é ilegal, repito, é ilegal, como aliás refere o artigo deste blog de 21-05-2025.
Ora, não é possivel pactuar com ilegalidades, e muito embora tenho sido assinado pela entidade patronal e pelos sindicatos, tem se ser REVERTIDO!
Ontem já era tarde!...
O SOJ está a começar a ter os mesmos tiques do SFJ.
ResponderEliminarÉ dono da informação e os verdadeiros interessados, nós Oficiais de Justiça, não somos merecedores de saber o que se passa com a nossa vida. É informação a mais para nós que não a merecemos.
É a soberba uma vez mais a dominar, agora também o dirigente mor do SOJ.
Penso eu de que, nós não somos merecedores, de facto, de tais figuras e, a meu ver, estes só têm um caminho a a seguir...... adeus e até mais nunca.
O SOJ revelou-se a maior desilusão possível. O SFJ já todos sabíamos com o que contar, agora o Sr. Almeida...
ResponderEliminarÉ ridículo como é que ninguém viu...
ResponderEliminar👏👏👏👏👏
ResponderEliminarEste devia continuar eternamente como auxiliar só por ser anti subida de categoria! Além de que percebes tanto da carreira em que supostamente estarás como eu de lagares de azeite... É que para Escrivão era efetuada a subida mediante a prestação de provas, que bela oportunidade tiveste para mostrares a tua ignorância.
ResponderEliminarAh esperem... Mas vendo bem agora é que vai continuar a fazer julgamentos até à reforma e ainda anda aqui armado em carapau de corrida! Abre os olhos que bem precisas!
É verdade. SOJ tornou-se igual ao que tanto criticava. Precisamos de nova sindicância.
ResponderEliminarEu estou igualmente de baixa.
ResponderEliminarAté resolverem repor o roubo do periodo roubado de 2001 a 2004.
Aguentem escravos!
ResponderEliminarAté há quem goste de acumular funções em várias secções sem ser pago por isso.
Força escravos.
O camarada das 11.05 horas, devia era estar a trabalhar em vez de estar a dizer asneiras em horário laboral. Sempre quero ver como é que a partir de agora vão ser preenchidos os lugares que ninguém quer ocupar porque distam muitos quilómetros da sua área de residência e agora sem qualquer incentivo para concorrer numa carreira plana? Vai ser o camarada das 11.05 horas que vai concorrer para ficar a ganhar o mesmo?
ResponderEliminar11-05:
ResponderEliminarMas lá em cascos de rolha, como não haviam outros mas só esses que, pelo jeito, sabe que eram só os das notas mais baixas (?!) eles eram lá muito bons e necessários.
Mal, era alguns concorrerem para promoção para locais bem longe. Sabiam que não teriam de ir para lá. Eram promovidos para esses lugares, mas continuando nos lugares que ocupavam antes a fazer o mesmo. Deslocação? Nunca.
Isso foi várias vezes denunciado.
Sim, recebem por um mas trabalham por mais!...
ResponderEliminarAssim, não vamos lá!...
são os herois!
ResponderEliminareheheh
Mais uma borrada que os sindicatos dizem que vão consertar agora... na 25ª Hora. Enfim...
ResponderEliminarSerá que o SFJ e o SOJ comemoram os aniversários juntos?
ResponderEliminarMas... ainda há sócios a pagar quotas ????
ResponderEliminarNos últimos 15 anos, não vi nenhuma promoção a adjunto com BOM a passar à frente de alguém com Muito Bom.
ResponderEliminarNem para as ilhas que é preciso o compromisso dos 3 anos e mesmo assim tem que ter muito Bom para apanhar o lugar.
Pergunte aos colegas que concorreram para lá e agora foram "despromovidos", com a promessa do lugar antes do concurso ficar "reservado".
Tudo dentro da maior legalidade, claro....
Não fale do que não sabe.
Não perceber que a promoção a adjunto era também uma maneira de subida vertical com o consequente aumento no ordenado ao contrário de uma classe condenada a subir na horizontal sem ter a garantia que não terá um SIADAP qualquer é não perceber nada.
Que há adjuntos que são umas bestas?
Sim é verdade.
Como auxiliares e escrivães que também são umas bestas e não se acabam com categorias por causa disso.
É o que dá ver o mundo com palas e não ver para além do próprio umbigo.
Não percebem que caíram numa armadilha e que a machadada final vão ser os novos quadros das secretarias.
Otários...
TT
há e pelos vistos bastantes! Os sindicatos deveriam vir com a informação de quantos sócios tem cada um deles.
ResponderEliminarDepende das ilhas. Acredite que na Madeira não haverá esse problema uma vez que não faltam interessados em ir para lá. Nos Açores desconheço a realidade.
ResponderEliminarJá aqui escrevi ao A. deste site, que se precisam de novos Sindicatos representativos da CLASSE!
ResponderEliminarNestes já ninguém se revê!
Sr. Autor aceita o desafio?
Por isso, Sr. Bloguer, é que eu já disse aqui no outro dia que a DGAJ estará apenas a empatar o movimento, pois a lista de ordenação seria efetivamente relativamente fácil de fazer - apesar do espanto que isso possa ter provocado nalgumas pessoas que não o compreendem assim -, nesses termos das 2 que afinal parecem ser 4, até porque a maioria das reclamações pendentes, ao que creio saber, serão de ex-eventuais de 2001, os quais ficarão sempre entre eles na antiga ordem de graduação que já ocupavam antes do DL 27, sendo apenas o que está em causa conhecer da legitimidade dos mesmos para ficar no nível 24 ou 27 da tabela única.
ResponderEliminarPorque independentemente da decisão, jamais os referidos alternarão de posições entre si relativamente à antiguidade que sempre detiveram até hoje, ou poderão ultrapassar qualquer dos ingressados em momento cronológico anterior ao deles ou ser suplantados por outros entrados na carreira posteriormente a eles, daí que eu considere que a lista dos últimos 3000 oficiais de justiça já está elaborada desde sempre e que os outros 3000 seguintes carecem apenas duma intercalação, tal como haverá que proceder assim quanto aos antigos escrivães de direito e técnicos de justiça principais, estando a categoria de topo também já definida tal como a de base...
A "promoção " automática a adjunto sempre foi uma aberração.
ResponderEliminarDeveria ter sido com prestação de provas, embora fosse evidente que metade ficaria pelo caminho.
Segundo os resultados divulgados das últimas eleições, haverá cerca de 5000 sócios do sfj.
ResponderEliminarSinceramente, duvido desse número, mesmo contando com os reformados.
Claro, claro... Evidentemente...
ResponderEliminarA dor de côrno é tramada! Você é que nunca lá chegará: nem com nem sem provas! Vai ser a pasmar na sala de audiências até aos 70...
Porquê?
ResponderEliminarEstás chateado por não terem surtido efeito os teus apelos à desvinculação?
Foi muito engraçado ver gente recém desvinculada pedir apoio jurídico ao SFJ para contestar a contagem do tempo de provisório ou de eventual para a subida de escalão.
Mesmo, prestação de prova, ser adjunto não é atestado de competência. Intensificou-se a adjuntivite após DL. Qual regressão funcional? Têm é receio, porque já não sabem, ou nunca souberam, trabalhar como deve ser, como um auxiliar. Temos pena de adjuntos com 50 e 60's a voltar para a sala, e os auxiliares com essas idades que da sala nunca saíram? "Não progrediram porque quiseram ficar com o rabo bem sentadinho perto de casa", mentira, anos e anos sem promoções e/ou com vagas limitadas. Vá perguntar aos escrivães de direito se preferem uma unidade orgânica com mais auxiliares ou com mais adjuntos e pode ter a certeza que a maioria escolhe auxiliares. Há exceções, com certeza.
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