Quem é e o que pensa a recém-eleita presidente do SFJ?

      De acordo com a informação prestada pela nova presidente eleita, votaram cerca de 60% dos associados do Sindicato dos Funcionários Judiciais (SFJ), ficando, portanto, a abstenção a rondar os 40%.


      E quem é a nova presidente eleita do sindicato mais antigo e com mais sócios Oficiais de Justiça, que tem a tarefa de se sentar à mesa das negociações que desenharão a carreira dos Oficiais de Justiça?


      Regina Maria Almeida Soares, é Oficial de Justiça há cerca de 30 anos. Foi Escrivã Auxiliar e Escrivã Adjunta entre 1995 e 2016, tendo passado por diversas jurisdições e tribunais como Penal, Civil, Trabalho e Execuções.


      Desde 2016, exerce funções na categoria de Técnica de Justiça Principal no DIAP de Lisboa, com experiência em áreas de grande complexidade como a SEIVD e a grande criminalidade.


      Desde 2020 que integrou a direção do SFJ como secretária executiva da região de Lisboa e em 2025 a Técnica de Justiça Principal passou a Escrivã e presidente do SFJ.


      É licenciada em Sociologia e Direito, com pós-graduação em Administração Pública e encontra-se atualmente na fase da dissertação do mestrado, sendo o tema da sua investigação o papel dos Oficiais de Justiça como agentes de mudança, com enfoque na liderança e na gestão democrática, aplicadas à modernização das secretarias judiciais.


      Na apresentação da sua candidatura, a Regina disse assim:


      «Apresento esta candidatura como uma proposta de continuidade com renovação – uma continuidade que reconhece o trabalho realizado pela atual direção [a cessante], da qual orgulhosamente faço parte, mas que assume, com serenidade e responsabilidade, que há caminhos a aprofundar e práticas a melhorar.»


      Retemos as expressões e o conceito: “de continuidade com renovação”.


      «Ainda que nem sempre me tenha revisto em todas as decisões tomadas, fiz sempre ouvir a minha posição em sede própria, com lealdade institucional, espírito democrático e respeito pela pluralidade.»


      Realçamos o conceito: “fiz sempre ouvir a minha posição”. Neste aspeto queremos vincar que a eleição de um representante consiste em fazer ouvir a posição dos seus representados e não a posição pessoal; não é esse o objetivo do cargo.


      «Num momento-chave para o Sindicato dos Funcionários Judiciais, como o que vivemos, a revisão do Estatuto dos Funcionários de Justiça e a crescente complexidade do mundo laboral exigem uma nova atitude sindical: mais transparente, mais próxima, mais inclusiva e mais preparada para dialogar com os desafios do século XXI.»


      Retemos a afirmação sobre a “nova atitude sindical, mais transparente, mais próxima, mais inclusiva e mais...”


      «Acredito que o sindicalismo, para se manter livre e democrático, não se pode confundir com agendas de natureza político-partidária, nem se fechar em práticas que o distanciem da base que representa.»


      Destacamos a afirmação: “nem se fechar em práticas que o distanciem da base que representa”.


      «Defendo um sindicalismo plural, autónomo e responsável, onde a representatividade se constrói com escuta, partilha e legitimidade democrática.»


      A sublinhar: “plural, autónomo... onde a responsabilidade se constrói com escuta, partilha...”


      «Não estou filiada em qualquer partido e entendo que essa independência fortalece o meu compromisso com todos, sem exceção. Com igual respeito, reconheço o direito de cada pessoa às suas convicções, desde que estas não se sobreponham ao interesse coletivo dos Funcionários Judiciais.»


      A realçar: “o direito de cada pessoa às suas convicções...”


      «Acredito que o SFJ tem todas as condições para se afirmar como uma organização mais coesa, mais transparente e mais presente na vida dos seus associados. Para isso é essencial melhorar os canais de comunicação, tornar as decisões mais acessíveis e reforçar a participação ativa dos colegas nas matérias que afetam diretamente o seu dia a dia.»


      A reter: “melhorar os canais de comunicação”.


      «Muitos colegas afastaram-se, por se sentirem pouco escutados ou representados – e é por isso que acredito que é possível fazer diferente.»


      Entre as linhas programáticas do “fazer diferente”, Regina apresentou várias propostas, das quais destacamos apenas duas, por serem tão contrárias à postura da anterior direção:


      «Criação de uma plataforma digital interativa que permita aos associados acompanhar em tempo real os desenvolvimentos das negociações, a agenda sindical e as decisões estratégicas.»


      «Reforço dos canais de consulta e participação dos associados, com especial atenção à auscultação prévia em matérias.»


SFJ-Presidente=ReginaSoares3.jpg


      Fonte: “Eco Advocatus” e “Citote Especial Eleições 2025”.

Comentários

  1. Algo de errado não está certo.


    Então quer dizer, nestas eleições do sfj votaram para o secretariado nacional 2500 sócios na lista A, houve 350 votos em branco e 77 nulos.
    Tudo somado dá mais de 2900 eleitores/sócios.


    Então houve uma abstenção de 40%????


    Como é possível? 


    A ser verdade, o sindicato terá cerca de 5000 sócios pagantes o que significa muito mas muito dinheiro todos os meses e ao final do ano.

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  2. blá, blá, blá...


    Mais um caso notório de como é bom ser dirigente sindical. Têm tempo e dinheiro para tirarem mestrados, pós-graduação, doutoramentos....


    Quem trabalha nas secretarias só tem tempo para contar os tostões e rezar que o fim de mês chegue o mais depressa possível.


    Quanto a ela.


    O futuro dirá se não é mais um pau mandado da tutela.

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  3. Mais do mesmo em dose reforçada.

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  4. Bem que faz falta um sindicalismo forte, com posições  fortes, contra as injustiças, decisões  de mau trato e prepotência  da tutela e que defenda a melhoria  de condições  de trabalho, quer reforço  de qyadris, quer  condições  materiais e salariais!
    Mas não  me parece, infelizmente, que isso  aconteça. 


    Aos menos  tentem copiar as atitudes dos sindicatos de polícia  ou dis professores, penso que  se puserem os olhos  nas lutas desses sindicatos  já  aprenderão  alguma coisa.

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  5. É  mesmo.
    Grande maioria estudam porque estão  em sitios onde trabalho não  aperta ou os colegas é  que se lixam sobrecarregados. Na contra, mas  uns no bem bom outros  é  que se fidddd

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  6. Continuem a encher os bolsos  de alguns

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  7. Concordo com o comentário supra.
    Obviamente que um presidente tem de ouvir os associados, saber o que pensam, conhecer os seus problemas e as suas expectativas. Mas tem que ter opinião própria e não ser um simples gravador. Não está ali só para repetir o que a maioria diz, está ali para liderar, decidir, negociar e propor. Tem de ter opinião própria, construída a partir do contacto com os colegas, da realidade do setor e da experiência de luta sindical. Ter uma posição não é um problema. É uma obrigação.
    Quem representa os trabalhadores tem de ter voz. E essa voz tem de saber quando levantar o tom e quando negociar, tem de saber quando avançar e quando recuar, sempre com o objetivo de defender os interesses do coletivo.
    Se o presidente se limitasse a dizer apenas o que a maioria queria ouvir, sem refletir, sem decidir, sem analisar, que utilidade teria o cargo? Bastava enviar um formulário com perguntas e divulgar os resultados. Mas sabemos bem que isso não funciona.
    Dizer «fiz sempre ouvir a minha posição» não é ignorar os associados — é dizer que houve pensamento, responsabilidade e coragem para falar quando era preciso. Uma posição que se constrói a partir do que se ouve, do que se vive, do que se aprende. E isso é, para mim, a essência de representar: pensar com os outros, pelos outros e pelo bem de todos.
    Um bom presidente ouve, mas também fala. Um bom presidente representa, mas também lidera. Um bom presidente respeita a maioria, mas também defende com firmeza o que pensa e oque acredita ser o melhor caminho.
    Esperemos apenas que a colega Regina esteja à altura das exigências do cargo.

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  8. Bla. Bla, bla
    Dinheiro meu não  o verás  acólito 

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  9. A inveja é lixada.
    Há muitos oficiais de justiça como eu, que sem ter muito dinheiro nem ser dirigente sindical, tiraram cursos superiores.
    É caso para dizer: ESTUDASSES

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  10. Enqunto não  me pagarem e poisicionarem no escalão  devido pelo tempo de 2001 a 2004  não  voltarei aos tribunais.

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  11. Menos treta e mais ação!

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  12. Eu, e acreditem que sou muito negativista, dou o beneficio da dúvida a FRegina e à sua equipa!


    Pode ter pertencido à estrutura de Marçal, mas isso não quer dizer que vá fazer de igual forma!


    Cada liderança tem, necessariamente, um cunho próprio!


    O real problema é se as senhoras (Ministra da Justiça, directora da DGAJ, e Presidente do SFJ), tudo senhoras, vão, ou não,  chocar quão locomotivas, nas negociações.


    Um conselho, um único conselho:


    Não se concede em nada em que a Lei sustente a nossa posição.


    Tudo o resto é negocial, e tudo até tem um preço, mas aquilo que a Lei já prevê é inegociável.


    Boa sorte Regina, isto é, boa sorte Oficiais de Justiça!


    Abraço

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  13. Alguém  fez o trabalho por ti, sem inveja.
    É  a realidade. Vai para certas secções  e depois verás  se tens tempo e não  sobrecarregas quem está. 

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  14. Pelo teu discurso lamechas e repetitivo não fazes falta nenhuma

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  15. É triste ver como alguns colegas preferem desvalorizar o sucesso dos outros em vez de aprender com ele. Em vez de reconhecer o mérito, preferem insinuar, criticar ou minimizar, não por justiça, mas por pura inveja e frustração com os seus próprios limites. O sucesso alheio não é uma afronta, é uma oportunidade de inspiração. 
    Para alguns, o sucesso dos outros é sempre “sorte”, “manobra” ou “cunha”. Nunca é esforço, mérito ou competência, talvez porque essas palavras lhes sejam tão estranhas quanto o próprio conceito de trabalhar para alcançar algo. É mais fácil desvalorizar do que tentar. E mais confortável criticar do que crescer.
    Desvalorizar o sucesso dos outros não te torna melhor, nem apaga a tua própria mediocridade. Há quem critique por não conseguir imitar, e quem inveje por não ter coragem de tentar. 
    O sucesso alheio incomoda-te, mas talvez o problema seja a tua incapacidade de lidares com o teu próprio fracasso.
    Reconhecer o mérito dos outros é sinal de maturidade; desvalorizá-lo por inveja é apenas mesquinhez disfarçada de crítica.
    Cresce !

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  16. E tu és mais um caso notório de inveja, incapacidade e preguiça.
    Estudar e trabalhar não é para todos.
    Cada macaco no seu galho.

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  17. Mesmo!
    Tb já lhe disse o mesmo.
    Está muito bem em casa e de preferência caladinho.

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  18. Tirei o meu curso a trabalhar, muitas vezes até às 8 da noite.
    Só que durante 6 ou 7 anos tirava uns fds e passava as férias a estudar 8 horas por dia.
    Não é para todos !
    É para quem tem capacidade e força de vontade para isso.

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  19. Não acredito que o sindicato tenha 5000 sócios. Aquela taxa de abstenção é falsa.

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  20. Sim, não é credível!

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  21. És tu, Marçal?
    1 ou 2?

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  22. P... ta que pariu os administração dos tribunais... a pior porcaria que havia de aperecer.
    Os mais incompetentes que existem.
    Nunca vi tamanha coisa 

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  23. Se cumprir aquilo que disse, fará a diferença relativamente ao antes, na parte da comunicação, informaçāo, transparência, verdade, confiança no poder de decisāo das bases de apoio, os sócios.
    Sāo mesmo  muitos os sócios, não há qualquer interesse em que números não estejam certos, a votação foi mesmo muito participada.
    E atenção à Lista B,  que dissidente da do Sindicato, teve a vitória para o secretariado executivo do Centro, em Coimbra.
    Os sócios, muitos desagradados, alguns saíram. Outros dāo valor a muito trabalho que o SFJ tem ao longo dos longos anos da sua história e confiam,dada a falta de melhor, que as coisas vão melhorar, acreditando na nova líder.
    Parabéns à colega que nāo conheço.Só da TV. 

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  24. Que desperdicio andarem nesta profissão 

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  25. Eu também  já  lhe disse que estou bem em casa.
    Sem ser explorado.
    Trabalhem escravos. 

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  26. Nem aos canhares de sindicato dos policias ou professores.
    Estes dormem com a dgaj.

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  27. Espera sentado. 
    50 anos de sindicalismo 
    Eheheh

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  28. Ora aí  está 
    Dá  cá  o meu dinheirinho  e o resto que vá  pra esse lafo mesmo

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  29. Saia mais uma almoçarada


    Finheiro meu é  que não. 

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  30. Ontem  ,02:28:
    Almoços e jantares, casamentos e batizados, só vai quem é convidado e se gastar  pouco em comida, vai poupar  ainda mais .
     

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