Sobre a última reunião dos sindicatos com o Governo em 31JUL
A reunião dos sindicatos (SFJ e SOJ) do passado dia 31JUL com os representantes do Governo, de acordo com as informações prestadas pelos sindicatos, resumiu-se à apreciação do modo de ingresso na carreira e à forma de promoção à categoria de Escrivão, bem como ao método de nomeação para o cargo de Secretário.
O Governo propôs como requisitos e métodos de seleção para o ingresso na carreira os seguintes: licenciatura em área do Direito ou em áreas afins; prova de conhecimentos de caráter eliminatório; avaliação psicológica, também de caráter eliminatório; período experimental de 240 dias (8 meses), dentro do qual se inclui curso de formação com a duração de 6 meses.
O curso de formação seria composto por uma formação teórica e prática, esta em contexto laboral, e uma avaliação final, a regulamentar por portaria.
O SFJ e o SOJ concordam com tudo quanto foi proposto pelo Governo, acrescentando ambos que, após a conclusão com sucesso do ingresso, deveria existir uma permanência mínima de 3 anos na carreira.
Quanto à promoção para a categoria de Escrivão, a proposta do Governo contempla a detenção de licenciatura; antiguidade mínima de 10 anos na carreira; detenção da classificação máxima de Muito Bom na avaliação de desempenho, frequência de 6 meses de curso de formação específico, integrado no período experimental, com prova de conhecimentos escrita final.
O SFJ entende que deve haver um período transitório em que se admitam não licenciados ao curso de promoção, bem como os não detentores de uma avaliação de "Muito Bom", alegando-se que poderão não ter o número de inspeções necessárias (três) para essa classificação, considerando-se, pois, a má prática de toda a vida de que as avaliações são sempre sequenciais, independentemente do verdadeiro desempenho de cada um, isto é, mesmo que o desempenho seja de Muito Bom, como é a primeira inspeção, o Oficial de Justiça tem de ter "Bom" e, anos depois, ainda que continue a ter um desempenho de “Muito Bom”, há de ter "Bom com Distinção" e, por fim, mais anos após, à terceira e para o resto da vida, há de ter "Muito Bom".
Já o SOJ, não defende o mesmo período transitório, mas, simplesmente, a não exigência de licenciatura, aspeto este, da licenciatura, que está em sintonia com o SFJ, defendendo que todos possam apresentar-se ao curso, desde que observadas as demais condições e diz o SOJ que isto é uma linha vermelha.
«Assim, deve ser expurgado esse requisito [licenciatura]. Essa é, aliás, linha vermelha para o SOJ.», lê-se na informação sindical do SOJ relativamente à promoção à categoria de Escrivão.
Quanto ao período de permanência na categoria de Técnico de Justiça para a promoção, defende o SOJ que o período de 10 anos deveria ser alargado para 15 anos de serviço efetivamente prestado, embora admita acompanhar a posição do Governo.
No que se refere à classificação máxima (Muito Bom) o SOJ quer conhecer primeiro como se alcança essa notação e se existirá a possibilidade de todos a alcançarem em 10 anos, pelo que prefere aguardar pelo modelo de avaliação para comprovar se "todos têm as mesmas condições ou o que se pretende é criar condições só para alguns.", lê-se na informação do SOJ.
«Relativamente ao concurso que terá de ser realizado este ano, ele terá de ter regras especiais, a exemplo do que ocorrerá com o movimento extraordinário de 2025.», defende ainda o SOJ na sua nota informativa.
No que se refere à nomeação para o cargo de Secretário, o Governo propôs que os requisitos fossem a licenciatura, prova de conhecimentos e uma entrevista de avaliação de competências, com ênfase na capacidade de liderança.
O SFJ concordou com a proposta do Governo e o SOJ refere o seguinte:
«Esta é matéria, por se tratar de cargo, que merece uma outra análise, que não deixaremos de fazer, no interesse do coletivo.»
Paralelamente, foram apresentadas algumas necessidades de correção aos decretos-lei, designadamente, no que respeita à tabela salarial, tendo o Governo se comprometido a apresentar uma resposta na próxima reunião que ficou agendada para o dia 16SET.
Na nota sindical sobre a reunião, o SFJ esclarece e recorda os Oficiais de Justiça de que há muitos aspetos em análise e que serão apreciados em várias reuniões e não tudo na mesma, e não tudo imediatamente.
«Assim, reforçamos: cada reunião é uma peça de um processo contínuo, que se pretende construtivo, e não um momento isolado em que tudo se decide.», lê-se na nota sindical do SFJ.

Fontes: "SFJ-Info-01AGO2025" e "SOJ-Info-01AGO2025".
Paguem o que devem aos eventuais de 2001 a 2004.
ResponderEliminarMalabaristas para não chamar outra coisa
16 de setembro + 1 reunião = 2026
ResponderEliminarPode ser que no início do Verão de 2026, surja alguma coisa em concreto
ResponderEliminarMuito por aqui se fala, por estes dias, de percurso na carreira, avaliação, experiencia profissional, etc, etc.
ResponderEliminarQuando se chega a questão da licenciatura, cai "o carmo e a trindade".
Se, na nova carreira, não se criar posições e funções especificas para licenciados, para quê a previsão da carreira de grau 3 e o requisito de ingresso na carreira?
Para inglês ver?
Uma coisa é procurar uma transição com oportunidades para todos, outra é indiferenciar quem tem mais habilitações.
Repare-se nisto: no anterior estatuto um auxiliar com licenciatura, minimo de 7 anos de serviço e avaliação de muito bom, poderia entrar num concurso para secretário. Hoje isso não existe. No entanto existem outras possibilidades, nomeadamente quando se quer, agora, de forma batoteira e inaceitável que pessoas que estão nomeadas de forma interina, sem criterios nem provas, nem requisitos legais e formais, que o anterior estatuto exigia, sejam considerados para, quiça, "per saltum", passar diretamente para escrivães. Onde está isto? No excerto de uma frase retirada da ultima comunicação so sfj "
Ora, sabemos que o maior obstaculo para a progressão da carreira nos ultimos 20 anos foi, para além de congelamentos e opções politicas, a predisposição de muitos, ainda que sem os requisitos exigidos pelo estatuto, para aceitar nomeações interinas para a squais não estavam preparados. Com a publicação do DL 27/2025, houve, pelo menos na minha zona, uma corrida as nomeações interinas, sem olhar a critérios. E agora vem o sfj defender uma situação de excepção para estes? É esta a atitude de um sindicato que defende todos? Onde está a defesa dos atuais tecncicos que há 20 anos tem a sua carreira estagnada? Esta continuidade sindical apenas traz mais do mesmo, defendnedo apenas quem está ou pode chegar ao topo da carreira. Quanto ao grosso, atualmente quase 6000 tecnicos, nada!!?
Está na hora de surgir um sindicato que defenda e represente apenas e só técnicos.
. O calor é tramado.
ResponderEliminarNa última entrada veio pessoal com cursos técnico profissionais e até são motivo de notícia e de regozijo.
ResponderEliminarDaqui para a frente passa a ser mais difícil ser Oficial de Justiça do que entrar para a NASA ou para um curso de medicina e depois nem um template de uma citação ou notificação nos deixam alterar.
Não se preocupem que os requerentes escrivães que querem ser secretários intentam outra providência e ação para defender os interesses de todos os Oficiais de Justiça
ResponderEliminarSão mesmo reuniões para entreter o Zé...
ResponderEliminarAquilo que todos nós falamos nos Tribunais....NADA.
O roubo aos eventuais, o escândalo dos 3°s escalões nas novas tabelas, a despromoção dos adjuntos, etc.
Percebe-se, falar nisso era admitir o erro que foi aquele acordo.
Felizmente não constam do meu recibo.
Boas férias.
No alto dos meus cabelos brancos, questiono se a opção de ser licenciado para entrar para a carreira e para ser escrivão, será a melhor opção.
ResponderEliminarSerá que os médios/melhores dos licenciados virão para serem oficiais de justiça?
Ainda que sejam os médios/melhores licenciados, será que depois de entrarem, não terão, legitimamente, ambições de irem para outros lugares fora dos tribunais?
Qual/ais a/as razão/ões, se é que existe/m, para não se fazer a escolha da mesma forma como muitos de nós aqui chegámos? Ou seja,12º ano, prova escrita de conhecimentos culturais e técnicos e quem tiver melhor classificação é colocado na sua ordem de preferência, seja para secretário, escrivão ou para técnico de justiça.
É que, para conhecimento dos mais novos, esta formula resultou sempre e o que é certo é que este procedimento não impediu de existirem milhares de oficiais de justiça com uma competência técnica e pessoal acima de muitos licenciados.
Mas é só a minha opinião.
Boas férias.
Não estou a entender. Então primeiro quiseram acabar com os adjuntos e conseguiram tendo ficado todos contentes. Assim é que estava correcto todos nivelados por baixo. Agora percebeu que afinal foi uma merda e querem todos ter a categoria de Escrivão? Agora é aguentar. Técnico toda a vida. Queriam grau 3 e muito prestígio? ...
ResponderEliminarQue ricos governantes e que país!
ResponderEliminarSempre com a carroça à frente das bestas, que é só isso mesmo que pretendem fazer de todos nós!
Como é que é possível projetar o que quer que seja sem previamente definir a forma das premissas.
Neste caso, a obtenção duma notação que ainda nem sequer se sabe se irá existir.
A não ser que já se saiba e não se queira é dizer...
Porque será para ser imposto e as negociações não passarão de fachada?...
Também pode ser.
E aos outros também. Ainda falta reconstruir a carreira a muitos mais OJ.
ResponderEliminarE que bem feitinhos que eles estão!
ResponderEliminarAgora já não há português que se possa queixar da comunicação dos tribunais, tudo ficou tão mais percetível com os templates bloqueados...
Só eu é que não recebo carta nenhuma da DGAJ a perguntar-me se a estou a receber para me pagarem o determinado pela sentença 2073/09.
E vão dois...andar anos a fazer greves e ver os descontos nos vencimentos, para agora ter um ganho de 37 euros...
ResponderEliminarPara mim foi o fim de linha para os Sindicatos.
Estamos numa profissão judiciária, não no cabaret da coxa. Assim a entrada na carreira (tanto lirismo que escreveu sobre o grau 3) apenas deverá ser feita para habilitações mínimas de licenciatura e somente em Direito. Os afins são parentes afastados e alguns nem isso. Aliás, não se vê nas outras outras licenciatura que não Direito, como é evidente e óbvio. Um destes dias inventa-se uma qualquer sociologia do Direito ou uma antropologia cultural na metodologia jurídica e também são afins. Haja juízo. Já agora, não percebo a razão do silêncio sobre o atropelo à lei na manutenção de "secretários" que estão classificados abaixo doutros candidatos e estes não serem nomeados. Faz lembrar justiça e lei de terceiro mundo. Se não se consegue "repor" a situação jurídica dessas pessoas então promovam-se as demais até ao último desses classificados. Nisto não se percebe o silêncio da nova direção nas negociações com o governo. Também é lógico que as pessoas dos terceiros e sextos escalões foram monetariamente prejudicadas com os reposicionamentos. Assunto esquecido nas negociações. Todos já perceberam que a carreira foi mal estruturada no novo estatuto. Obviamente seria bem melhor manter as anteriores categorias. O que vemos? Silêncio negocial. Os oficiais dos registos e notariado lá vão levar mais um brutal aumento salarial por aqui contentam-se com as "doutas" tabelas marçalianas (o homem que defendeu a especialização nas outras profissões judiciárias e o empalhamento das dos colegas). Aconselho a leitura das listas de aposentações e vejam a diferença entre eles e nos. Também aqui silêncio negocial. Cabe na cabeça de alguém aceitar que o topo da carreira seja um cargo??? Sabemos todos o que acontecerá. Cabe na cabeça de alguém que esse cargo e anterior categoria possa ter sido exercida durante 29 ou 25 anos em regime de substituição?! Cabe, claro. As direções dos dois sindicatos calam-se e aplaudem pelo menos silenciosamente. Ficou toda a gente contente com o grau três. Não sei a razão. Afinal as funções serão exatamente as mesmas e com a trapalhada das "especializadas" duas categorias. Na recentemente empossada nova direção do SFJ apela-se ao bom senso da presidente pois a maioria dos resrrou nada percebem ou um ou dois apenas ali estão para a fotografia e ... sucessão...
ResponderEliminarEsta carreira é de grau 3 a que corresponde ter uma licenciatura, por conseguinte, a promoção a escrivão deve exigir a licenciatura!
ResponderEliminarComo só tenho 15 anos de serviço e é a primeira vez que vou concorrer a escrivão, será que o Sr. Autor do Blogue me pode ajudar no seguinte:
ResponderEliminarSe eu tiver a sorte de ser inspecionada ainda este ano passo à frente de todos aqueles que ainda não têm classificação?
Desde a entrada em vigor do novo DL que tenho todos os dias levado os meus melhores vestidos, isto também pode ajudar?
Ah ah ah!
ResponderEliminarMesmo isso!
Tanta sabedoria e experiência, mas ainda não conseguem perceber que os tribunais não podem interferir na maioria das decisões da Administração, proferidas no âmbito do seu poder discricionário.
Por vontade deles quem governava eram os tribunais.
E quer esta gente chegar ao topo da carreira.
Quanto a mim, todos os que não possuírem licenciatura deverão ser afastados para uma pré-reforma e a carreira, devido ao grau, ser apenas frequentada por licenciados.
ResponderEliminarCertamente que, com a ajuda da IA, darão boa conta do recado!
Querida colega, eu não sou o Sr. Bloguer, e muito menos serei bem parecido, mas creio estar em condições de lhe dizer que ainda não se sabe sequer quem irá atribuir as notações no futuro, muito menos se continuará a haver quem inspecione ou se simplesmente passará a ser dada a notação por alguém.
ResponderEliminarDaí que, por um lado, faça bem em continuar a envergar os melhores vestidos, mas, por outro, talvez seja bom não contar muito com os ovos em certos úberes...
O curso de direito serve para tudo, porque é que não haveria de servir para entrar nos tribunais. Nem sei como é que os tribunais funcionaram tantos anos sem a excelência dos licenciados em Direito.
ResponderEliminarOs oficiais de justiça continuam a querer colocar-se em bicos de pé (querem ser magistrados), querem ser mais do que aquilo que são, por isso é que só querem licenciaturas em direito para ingresso e nível 3, mas depois nem um template tem autorização para alterar.
O governo e os sindicatos querem criar um "mini CEJ", agora para os oficiais de justiça e claro para criar mais tachos, vai ser mais difícil entrar no mini CEJ do que no CEJ ou na NASA
Eu gostava era de saber qual era o topo da carreira quando entraste ao serviço e se era preciso licenciatura para aí chegar, vais mas é a banhos tu e o teu grau 3
ResponderEliminarEu sempre disse que essas greves apenas acrescentariam qualidade de vida e saúde mental aos aderentes.
ResponderEliminarJamais me arrependerei do pleno que delas fiz, pois isso é algo, das poucas coisas, que "eles" nunca me poderão roubar.
Sr. Fuinha
ResponderEliminarQuer dizer que as inspeções/avaliações estão como a subida de escalão congeladas.
Logo, ainda faz mais sentido os vestidos, porque nunca se sabe quem é que amanhã me vai dar a nota.
É impressionante como o "pavor" a licenciados em direito é a marca de todos os que são oj sem licenciatura. A falta de noção sobre as funções que desempenham, sobre as realmente têm valor jurídico face às restantes é impressionante e só demonstra ignorância. Curiosamente muitos dos que desvalorizam aqui os colegas que são licenciados, fizeram sacrifícios e incentivaram os seus a tirar licenciaturas. É a pobreza franciscana de quem vê hoje no topo da carreira gente sem nenhuma mais valia que não ser a antiguidade. Agora começam a perceber que se calhar, como na maioria das restantes carreiras, não basta ser antigo. É por isto que, apesar da importância do que fazemos, não somos institucionalmente respeitados.
ResponderEliminarTrabalhas para quem?
ResponderEliminarA próxima reunião dos sindicatos com a tutela setembro!
Assim, se vencem os contestatários por cansaço.
está na hora de ires descansar
ResponderEliminarContínua o sindicato dos velhos do Restelo.
ResponderEliminarAs expectativas goradas bla Bla.
As licenciaturas não prestam Bla Bla Bla.
É a carreira mais birrenta da administração pública.
Aprovem lá a reforma antecipada para esta gente.
Era bom para todos sobretudo para a carreira.
20,o4
ResponderEliminarEssa do não ser respeitados, deve-se apenas à falta de união de todos.
No topo da carreira estar gente que só vale pela antiguidade, nāo é verdade. É só muita esperteza saloia de quem comentou porque sim.
A questão da licenciatura não deve ser apenas a de Direito mas qualquer outra licenciatura, sob pena de não se terem pessoas que fiquem na carreira.Um licenciado em Direito não estará disposto a ser um técnico simplesmente, mesmo que seja na área da Justiça.Tem outras ambições e bem.
Ó camarada das 23.25 horas, acho muito bem, já ontem era tarde, é que com reforma antecipada lá posso fazer o estágio na ordem e dessa forma passar a dar utilização à minha licenciatura em Direito. E nada temam, ficam na "carreira" os melhores.
ResponderEliminarExato.
ResponderEliminarO mais provável é que passe a ser dada só por uma pessoa, mas que também poderá nem sequer gostar muito de vestidos...
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