A reunião de ontem dos sindicatos com o Governo
Depois da reunião de ontem, antes das 19 horas, já o Ministério da Justiça publicava nas redes sociais onde está presente, como o Instagram ou o Facebook, a notícia da reunião, imagens e vídeos curtos sobre a mesma. Nem às 19H00, nem até ao final do dia (24H00), qualquer um dos sindicatos publicou o que quer que seja.
O Ministério da Justiça tem serviços contratados com uma empresa para produzir instrumentos de propaganda com essa brevidade, coisa que os sindicatos dos Oficiais de Justiça não têm, mas que não podem ignorar, deixar andar; devendo contar com este insidioso “marketing” pago.
Ou seja, o que se pretende dizer é que, mesmo sem empresas especializadas em propaganda, os sindicatos têm de ir a jogo e se não com a mesma qualidade técnica, pelo menos com algumas palavras, por mais breves que sejam.
Vejam bem o que escreveu o Ministério da Justiça logo ao final da tarde:
«Prosseguiram hoje as negociações iniciadas em junho entre o Governo e os Sindicatos dos Oficiais de Justiça. O Secretário de Estado Adjunto e da Justiça, Gonçalo da Cunha Pires, e a Secretária de Estado da Administração Pública, Marisa Garrido, voltaram a receber os sindicatos para discutir a revisão dos Estatutos.»
O Ministério da Justiça escreveu apenas isso, brevíssimo, e ilustrou com imagens e vídeos o momento. Muito simples, mas marcou presença e mostrou-se dando uma imagem positiva da sua atuação.
Os elementos dos sindicatos possuem telemóveis com câmaras fotográficas e podem perfeitamente tirar uma fotografia, só uma bastaria, e podem perfeitamente também escrever um simples parágrafo, assim tão breve quanto o do Ministério da Justiça, acrescentando, se for o caso, de que no dia seguinte, ou quando for possível, que será transmitida mais informação sobre a reunião.
É o mínimo que se pode e que se deve fazer e é esse mínimo que é cumprido pelo Ministério da Justiça, mas não é compreendido pelos sindicatos que representam os Oficiais de Justiça.
Não é razoável que os sindicatos deixem os seus representados pendurados e em ansiedade durante um ou mais dias, enquanto elaboram uma mais eloquente informação sindical, quando podem fazer duas: a primeira, a simples, semelhante à do Ministério da Justiça, e depois outra, a tal mais esclarecedora, mas tendo dado uma primeira palavra aos Oficiais de Justiça.
São os tempos e as pessoas que exigem este novo método, esta nova forma de atuar, uma vez que, como bem se vê, a contraparte está precisamente a atuar desse modo. A presença sindical no mundo digital tem de ser mais pronta e não pode deixar ultrapassar-se pelo Governo.
Seguem algumas das imagens difundidas ao final da tarde de ontem pelo Ministério da Justiça.






Fonte: “Ministério da Justiça”.
ResponderEliminar"Faltam oficiais de justiça e:
7 anos, 2 meses e 26 dias; 2021; ADSE 14 meses x 3,5%; trabalho eventual e probatório; juros compensatórios, há décadas, concurso ...
Bom dia a todos...dali, pelos vistos e mais uma vez, uma montanha vai parir um rato.
ResponderEliminarMuito bem! Colega nunca deixe cair no esquecimento, já que muitos têm medo!
ResponderEliminarO governo divulga o seu bom trabalho realizado, os Sindicatos tentam que nos esqueçamos do péssimo serviço que têm prestado aos associados.
ResponderEliminarMais 25 anos
ResponderEliminarEu roubado de 2001 a 2004 num escalão, sou sondicalizado fora destes sondicatos, simplesmente para ter bom apoio jurídico em tribunal.
ResponderEliminarO resto continuem a fazer ou deixar fazer o que tutela quer por mais umas decadas.
Continuem escravos.
Discordo. Os sindicatos não deveriam participar no circo mediático enquanto não fossem alcançados resultados. Mas, pelos vistos, o alinhamento com o governo é tal que só estão ali para a fotografia, ao ponto de vermos algumas vestes apropriadas para casamentos…
ResponderEliminarEssa é que é essa, Sr. Bloguer!!!
ResponderEliminarPensei o mesmo!!
ResponderEliminarDesfile na feira de vaidades
Quando é que se vai realizar o movimento?
ResponderEliminarSe respeitarem a Lei, só depois de apreciadas as reclamações da lista.
ResponderEliminarNão será Sr Bloguer?
Mesmo Feira de vaidades.
ResponderEliminare o Oj que trabalhe nas secretarias com pontapés e murros.
por dois ou três.
ResponderEliminarDesertinho que chegue a minha aposentação.
Ficai para ai sindicatos com
a dita IA
ResponderEliminarContinuarei de baixa, pois quanto aos eventuais de 2001 a 2005 nada de novo.
aposto no final de setembro
ResponderEliminarAcho que mais uma vez, e com a passividade dos sindicatos, fomos enganados.
ResponderEliminarQuase de certeza que não vai haver movimento este ano.
Tenho quase a certeza que fomos mais uma vez endrominados.
Mas pronto... É a nossa sina.
Quando se fazem estas reivindicações é preciso ser mais objetivo.
ResponderEliminarExpor razões pelas quais o Estado deveria proceder à integral recuperação do tempo de serviço congelado aos oficiais de justiça.
Por exemplo, se já fez essa concessão a alguma carreira especial...
E, em caso afirmativo, apurar por que é que os oficiais de justiça - na sua grande maioria - aceitam e se conformam com uma tal situação de tratamento desigual.
ResponderEliminarConfesso que já ando enojada de há tantos anos andar a ouvir sempre o mesmo.
NÃO FALTAM OFICIAIS DE JUSTIÇA !!
O que falta é:
Dar condições de trabalho efetivas e dignas aos que cá estão, motivá-los, recompensá-los devidamente, dar-lhes as devidas ferramentas e formação, realocar e requalificar quando necessário (sem que tal se faça de forma persecutória ou arbitrária), eliminar desperdício e excesso de procedimentos, fazer uma gestão que verdadeiramente oiça, inclusiva e participativa e consciencializar a classe que tem uma missão, um objetivo a cumprir coletiva e individualmente, sem que sinta que se está a usar do chicote para o fazer.
O funcionário público não pode nem deve pensar que estamos nos idos anos oitenta. Nessa altura, não havia partidos a, abertamente, defender o seu despedimento. Tem de perceber que deve ser um servidor da sociedade e não servir-se dela. Tem um papel a cumprir e exige-se-lhe que o faça. E quem não percebe isso e só lê a cartilha dos direitos, nos tempos de hoje, não percebe que apenas com competência se consegue combater estas ideologias. Apenas a excelência nos defende dessa gente.
Para mim, é simples. Poucos e unidos, mas bons, bem pagos e respeitados, é melhor que muitos divididos, na penúria e a gritar cada um para seu lado, como tem sido o caso.
E vão dois
ResponderEliminarIrá continuar enojada.
ResponderEliminarAo comentário 17Set 10:25:
ResponderEliminarNão tem sido hábito esperar pelas reclamações. Noutros anos já se fizeram movimentos e em alguns casos foram depois ajustadas as situações reclamadas que foram atendidas. Desta vez, tendo em conta o grande número de reclamações, mesmo que não sejam atendidas, parece razoável a apreciação de todas antes de abrir o Movimento. Mas o que é razoável nem sempre é o que se põe em prática, portanto, veremos.
Ainda bem que no tribunal onde trabalha não faltam OJ's, não tem que trabalhar por 2 ou 3...
ResponderEliminarclaro que vai. abrem um movimento da treta, meia dúzia de gatos pingados são movimentados e tá feito. ficam bem na fotografia.
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ResponderEliminarSr articulista quando termina mesmo o prazo para reclamar da lista definitiva?
obrigado
O colega das 10.30 horas deve ter morado fora do país nos últimos anos, nesta altura do campeonato ainda desconhece as razões....
ResponderEliminarA colega das 10.35 horas, para além de trabalhar num Tribunal onde nada falta, ainda tem tempo para, no horário de trabalho, andar a ler blogs e a escrever textos, se calhar é melhor ler bem aquilo que escreveu acerca dos idos anos oitenta.
ResponderEliminarA nossa GRANDE LÍDER não tem tempo para informar os seus colegas acerca do teor da última reunião com a tutela e já são quase 13.00 horas da tarde, mas tem tempo para andar a pregar no CmJornal, enfim é tudo uma questão de prioridades.
ResponderEliminarVenha o novo sindicato e com uma melhor mentalidade entenda que está lá para representar os OJ e aos quais tem o dever de informação.
ResponderEliminarQue postura vergonhosa no mínimo uma breve informação e posteriormente uma mais detalhada.
O prazo e seu termo foi indicado no nosso artigo de 26-08-2025 intitulado: "As listas corrigidas continuam erradas, mas podem ser compreendidas pela Teoria da Relatividade de Einstein", que pode ser consultado no seguinte endereço:
ResponderEliminarhttps://oficialdejustica.blogs.sapo.pt/as-listas-corrigidas-continuam-erradas-1558260
Compreendo o seu enojo, mas tem receio de ser despedida?
ResponderEliminarEu penso que o colega que fez o comentário original foi em tudo muito objectivo, já a sua observação traz o campo da subjectividade, que é como quem diz, a não vontade de mudar nada!
ResponderEliminarÉ facil - o "colega" das 10,30 horas não é colega!
ResponderEliminar"Que Patrão é este? - Correio de Justiça"
ResponderEliminarA Dra. Regina presidente do SFJ enche de mimos este blogue.
ResponderEliminarMas ainda acham que isto é uma carreira?
eehhe
Penso que está a colocar a questão do fim para o princípio, pois muitos de nós em início de carreira chegavam a fazer 10 horas semanais para além do horário e ainda iam trabalhar aos fins de semana pelo menos meio de um dos dias, quando não davam bem mais...
ResponderEliminarO nível de destrato é que foi aumentando tão exponencialmente ao longo dos últimos 15 a 20 anos que até os mais dedicados acabaram quase todos por desistir de dar o benefício da dúvida à tutela.
Talvez esteja certa e acabe por acontecer no futuro que os mais jovens voltem a cultivar a carolice nos tribunais - quer seja voluntariamente, se a isso alguma vez voltarem a ser incentivados como preconiza, quer seja pela forma insidiosa como os direitos do trabalho estão a ser paulatinamente coartados pelos governos, que é para onde eu mais me inclino, confortado por não deixar descendência -, mas aqueles que nesses anos idos a que alude celebraram compromissos constantemente quebrados pelo Estado de forma unilateral, de tanto e tão escabrosamente prejudicados que foram no seu percurso, nunca mais irão confiar e já só esperam e até anseiam apenas exatamente pela aposentação, pelo que é garantido que nos próximos 10 a 15 anos, também atenta a irredutibilidade da dita tutela, o seu desejo não se irá realizar de todo e continuará a ver muita gente ao seu redor completamente desmotivada com o serviço e apenas preocupada com a sua saúde sobretudo mental ansiando pela idade da reforma.
24 horas depois, nada se sabe...
ResponderEliminarPenso que se discutiu tanto na reunião (no bom sentido claro) e acordou-se em tanto, que vai ser preciso um livro de várias páginas, para explicar aos desafortunados representados o que se passou.
ResponderEliminarFace a tal, informação só lá para meados da próxima semana. E é se decidirem trabalhar para além do horário normal.
Agora, a sério, respeito, por nós todos, merecemos e exigimos. Informem-nos sobre o que decidiram para a NOOOOOOSSSAAAAAAAAAAA VIDA, porra.
Eu também.
ResponderEliminarSFJ e SOJ já foram
Carolice nunca mais!
ResponderEliminarE venha a dita reforma.
Até lá, umas baixas porque não aguento estar num sitio onde estão 2 quando deviam estar 6.
Sim, carreira de nivel
ResponderEliminarSÃO MUITO FROUXOS
ResponderEliminaré segredo!!!!!!!!!
ResponderEliminarResuminho.
ResponderEliminarUma mão cheia de nada e empurra para frente.
Venha a greve e um novo sindicato SFF.
Se fosse preciso escolher um título digno de tribunal para este documento, seria algo como: “Reforma da Carreira: a arte política de mudar tudo para não mudar nada”.Afinal, temos um legislador que se empenhou em fazer uma “revisão de carreira” ao abrigo do majestoso DL 343/99, extinguiu as superpotências “Auxiliar” e “Adjunto” e, num gesto de alquimia jurídica, transformou ambos em “Técnico de Justiça”. Bravo! Uma verdadeira fusão nuclear... só que em vez de energia limpa, gerou apenas papelada e confusão.Porque, convenhamos: se os adjuntos não querem ser “despromovidos” ao território dos ex-auxiliares, ficamos com uma categoria única bifurcada. Uma espécie de híbrido em que uns acham que têm pedigree de 1ª classe e outros carregam o fardo da 2ª, apesar do disfarce semântico. É como trocar os rótulos nas portas e insistir que já não há diferença entre WC de homens e de mulheres, desde que toda a gente saiba, em surdina, qual é o “verdadeiro” WC.Os sindicatos, claro, empunham a lei como espada e indignação como escudo. Argumentam: “Não se pode condenar um adjunto às agruras de fazer o que um auxiliar sempre fez; seria um rebaixamento ilícito, uma violação da hierarquia moral do balcão de justiça!”. Resultado? A fusão-camaleão cria uma categoria única que é tudo, menos única. É como uma monarquia que se declara república mas mantém o rei sentado no trono — só que agora com crachá de “Presidente”.E o mais saboroso: os auxiliares, esses mártires seculares da máquina judiciária, são normalmente os que ficam a “queimar o horário” para despachar processos, mas adivinhem... os adjuntos também mamam o suplemento das horas extraordinárias. Portanto, estamos perante o milagre jurídico da bilocação remuneratória: todos são iguais, mas uns são mais iguais que outros, e todos recebem por igual aquilo que é desigual.No fundo, a narrativa é digna de Kafka com cheirinho a Diário da República. Cria-se a ilusão de uniformidade mas preservam-se os privilégios, não vá alguém com currículo de adjunto ter de encostar as boxes ou — pasme-se — experimentar o mesmo tratamento de quem foi, antes, humilde auxiliar. Toda a retórica sindical encobre o medo maioritário: “Se formos todos apenas técnicos, como é que eu distingo a minha toga imaginária do fato-macaco do colega?”.Em suma, esta revisão de carreira é como comprar um colchão “ergonómico revolucionário” e descobrir que afinal é exatamente igual ao antigo, mas com o IVA incluído. O chapéu mudou, a cabeça é a mesma, e a orquestra sindical toca para que ninguém troque o lugar na mesa.
ResponderEliminarExpreme expreme e nada saiu da reunião.
ResponderEliminarEstão a começar,( se é que começaram.....???)
Mas deviam discutir a idade da aposentação para os que já deviam ter se aposentado e para os que iniciam a carreira.
Enfim tudo na mesma.
Nada fica assente numa reunião..
Triste
ResponderEliminarResumo da sua verborreia cheia de pedantismo: é a chamada dor de corno...
Queria ser promovido na secretaria e vai andar até aos 70 como (pelos vistos na sua opinião, que nunca foi a minha) um reles auxiliar a fazer sala...
Caranguejo português é assim mesmo.
ResponderEliminarPrefere puxar os de cima de volta para dentro do balde em vez de se agarrar com as tenazes aos que estão à beira de sair!
E moral da história:
ResponderEliminarTodos continuam dentro do balde mas como o fundo já estava lotado os que são puxados para baixo acabam ainda assim por ficar numa camada por cima.
https://comarcas.tribunais.org.pt/comarcas/pdf2/setubal/pdf/Edi%C3%A7%C3%A3o%201593_4%20(1).pdf
ResponderEliminarPromovidos a adjuntos em setembro de 2019 em escalão renumeratório abaixo dos promovidos em 2023, ficaram congelados, dos sindicatos nem uma palavra, pago quotas para quê? A advogada do SFJ veio pedir mais de 300 euros para avançar com um.processo individual, no entanto tinha de bufar o nome de alguns colegas promovidos em 2023, é para isto que pago quotas desde 1999? Mais uma resposta que não vai ser aqui publicada, já lá vão umas quantas.
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