Inquérito à iniciativa de constituição do novo sindicato STJP
No início de agosto, em plenas férias pessoais de muitos Oficiais de Justiça, aqui divulgamos a iniciativa de constituição de um novo sindicato, com apresentação da denominação e de dois projetos de estatuto para apreciação.
Claro que o momento da divulgação daquela iniciativa não foi o mais apropriado, tendo passado despercebido a grande parte dos Oficiais de Justiça. Por tal motivo, os mentores da iniciativa solicitaram-nos nova divulgação, porque receberam poucas reações em agosto, e porque pretendem apurar se os Oficiais de Justiça têm mesmo interesse no nascimento de um terceiro sindicato.
Nesse sentido, foi elaborado um inquérito “online” que visa aprofundar o conhecimento do interesse dos Oficiais de Justiça sobre a constituição do novo sindicato.
O projeto do novo sindicato que se denominaria como: “Sindicato dos Técnicos de Justiça Portugueses” (STJP), indicou também a seguinte caixa de correio eletrónico para as comunicações: tecnicosdejusticaestatuto@gmail.com
E para participar no inquérito, basta com aceder ao respetivo formulário, acedendo diretamente pela hiperligação a seguir incorporada que corresponde ao título do inquérito: “Sondagem de Interesse e Participação – Sindicato dos Técnicos de Justiça Portugueses (STJP)”
A seguir reproduzimos parte da mensagem que recebemos solicitando e fundamentando a divulgação da iniciativa, através de Oficial de Justiça devidamente identificado.
«Sinto que estamos, como Oficiais de Justiça, numa encruzilhada e o caminho a trilhar é de difícil escolha.
Muito ruído, pouca informação, menos formação, mais incapacidade e incompetência dos sindicatos existentes.
O desenho inicial da nova carreira que estará a ser "cozinhada", na penumbra dos gabinetes e longe dos olhares dos Oficiais de Justiça traz inquietação e insegurança face ao futuro.
Ainda assim, a manter-se este desenho é, para mim, inquestionável que os interesses das categorias que ficam são diversos e até conflituantes.
Por isso, questiono se os atuais sindicatos, que fizeram um mau trabalho até agora, estarão aptos para os seus associados, com interesses opostos e conflituantes?
Numa primeira análise, pensada, mas a precisar de contraditório, sou apologista da criação de um sindicato e, mais ainda, para representar, neste caso, os futuros técnicos de justiça.
Já por aqui (nos comentários, WhatsApp e outras redes sociais), foi, por diversas vezes, abordada a questão de um novo sindicato, capaz de ser diferente e mais proativo, eficaz e competente na defesa dos Oficiais de Justiça. Por isso este pedido ao blogue, dando-lhe conta do que poderá ser o início de um caminho que levasse a esse objetivo.
Depois de muito pensar, trabalhar e pesquisar, resultaram as duas propostas de estatutos que se anexam e que se colocam à apreciação.
Sei que a posição do blogue é a da maior neutralidade possível face aos diversos atores em jogo, mas gostaria de ver se seria possível iniciar e promover um verdadeiro debate sobre esta questão, atenta a posição central que o blogue tem na divulgação de informação.»
Claro que sempre divulgamos as iniciativas dos Oficiais de Justiça e para os Oficiais de Justiça, pelo que esta não seria exceção.
Assim, também apelamos à participação dos nossos leitores ao preenchimento do inquérito “online”, quer concorde com a criação do novo sindicato, quer não concorde, uma vez que o inquérito serve para acolher todas as opiniões.
O inquérito será encerrado e deixará de estar disponível no próximo dia 21SET. Até lá os Oficiais de Justiça decidem se querem ou não querem e, pelo que nos foi manifestado, será uma decisão do género: pegar-ou-largar.
Como referimos, há um mês, publicamos três artigos abordando esta iniciativa, artigos esses que poderá consultar, tal como os projetos de estatuto apresentados, acedendo através das respetivas hiperligações que seguem.
– Artigo de 06AGO: “Vem aí um novo sindicato de Oficiais de Justiça?”,
– Artigo de 07AGO: “O novo STJP: Sindicato dos Técnicos de Justiça Portugueses” e
– Artigo de 08AGO: “STJP: “combater o risco de Lisboacentrismo ou de controlo por um núcleo dirigente persistente”.

Respondo quando corrigirem as falhas do questionário
ResponderEliminarAlgo novo precisa-se para esta profissão.
ResponderEliminarOs sondicatos que temos estão dominados pela tutela.
Tristemente.
Como é possivem só duas categorias e mistura de mp judicial??
Vendidos!
Inquérito??
ResponderEliminarQuestionário, talvez...
Survey...sondagem...
ResponderEliminarLOL.
Vamos todos aos canis !!
Procurar um sarnento à paisana.
ResponderEliminarE que tal QUESTIONÁRIO?
De preferência sem erros.
Aliás, toda a sua estrutura soa mais a uma prospeção de mercado que a qualquer outra coisa.
Como "Gato escaldado até da água fria tem medo"
ResponderEliminarOs mentores do novo sindicato, façam o favor de se apresentar.
Quando se conhecerem as pessoas que estão na origem da iniciativa talvez me interesse.
ResponderEliminarÉ muito mau sinal não terem sequer coragem para dar a cara. Muito mau mesmo.
Realmente! A turba acrítica dos OJ, sempre prontos para protestar, vociferar e reclamar de tudo e de todos, fartos, dizem muitos, da incompetência dos sindicatos que os representam, que, perante uma simples iniciativa para se perceber se estão disponíveis para apoiar novas iniciativas de representação, o que lhes interessa é saber quem é(são) o(s) autor(es) da iniciativa!!??
ResponderEliminarPergunto eu:
- Saber quem é(são) o(s) autor(es) da iniciativa para quê se, isto não passa ainda de uma fase embrionária, cujo seguimento depende, precisamente, do apoio ou da falta dele? Sei. Para, em face dos autores, desvalorizar e "deitar abaixo".
- O que deveria interessar era se a iniciativa faz sentido, se é oportuna e se corresponde, minimamente, aos anseios e expectativas dos OJ.
- Se esta iniciativa deve prosseguir assim, de outra forma, com estes estatutos ou com outros, mas isso dependerá da participação ou não dos OJ.
- Imagino que o(s) autor(es) da iniciativa sejam OJ, descontentes e inconformados com o presente e com o que os espera no futuro face ao que está ser desenhado na penumbra por sindicatos e governo que, pela amostra, não será bom para nós.
- No entanto, o que parece interessar é se a iniciativa é a,b,c ou d, e não se a mesma faz sentido e tem cabimento.
A minha opinião é que esta iniciativa não tem pernas para andar, não pelo mérito ou falta dele, não pela oportunidade ou falta dela, mas porque a sua base social iria ser a mesma que já compoe os sindicatos existentes.
Essa base social é a que permitiu durante largos anos, pelo alheamento e desinteresse na participação interna dos sindicatos e que nos levou ao momento presente.
Por isso, a mesma base social a apoiar um projecto de representação sindical onde os seus membros se alheiam de tudo o que lhes diz respeito, não poderá ter resultados diferentes.
Este inquérito, ou que lhe queiram chamar, poderá, a ser respondido, dar pistas sobre o que se quer para o presente e futuro da profissão. Muito choro e pouca ação, muito conformismo e pouca ação, muito seguidismo e pouca reflexão não revelará nada do que os OJ querem, mas, pelo contrário, poderá revelar se há gente capaz de, com esta iniciativa ou com outra, agarrar o que resta da carreira para a tornar mais significante no sistema em que se insere.
Mas acho que os OJ, na sua maioria, gostam é de "sol na eira e chuva no nabal".
Começa mal.
ResponderEliminarCom os autores escondidos a coberto do anonimato e com um questionário feito às três pancadas cheio de erros ortográficos.
E quando achamos que já pouco há para nos surpreender pela negativa, aqui vai mais uma preciosidade: https://diariodarepublica.pt/dr/detalhe/despacho-extrato/10573-2025-934454317
ResponderEliminarO nosso medo,
ResponderEliminarÉ se nos sai um travesti na rifa.
bem visto colega
ResponderEliminarquando os administradores judiciário foram nomeados aquém do tempo a que estavam destinados os sindicatos, ou pelo menos o SOJ, agiu e houve resultados
agora, questiono-me quando os sindicatos vão pressionar a entidade competente para dar cumprimento à lei para que os candidatos possam concorrer....
A carreira já foi.
ResponderEliminarAgora é tardissimo.
Pois é, o que interessa é a forma e uma escrita bonitinha!!! Já quanto ao conteúdo e interesse da iniciativa? Nada. Havemos de ir longe.
ResponderEliminarEspero não ter dado nenhum erro ortográfico.
Sim senhor, que bela preciosidade.
ResponderEliminarFrequentou o respectivo curso de administrador? ou foi escolhido deixando outros com curso para trás?
Que regras estão a ser violadas ou não?
Interessante saber.
Mas ninguém quer saber, está tudo tão habituado a toda a esta lixeira.
Interessante mesmo.
Colega das 13:48:
ResponderEliminarPelo que sei esse colega era auxiliar ou adjunto, acho que nem sequer tinha o curso de administrador!! É isto que nós temos...
ResponderEliminarMais do mesmo neste Ministério e o MP dito fiscalizador de quê??
para que serve o MP?
VERGONHA!
Os tribunais estão a abarrotar de serviço, estando com cada vez menos OJ para tramitar os processos e fazer as demais DN.
ResponderEliminarO que estão a pensar fazer os Sindicatos?!!!!
O que se passa, que ninguém faz nada ?!!
mas para além de não ter o curso de administrador e mesmo que tenha sido oficial de justiça, atualmente é um técnico superior e se nada se faz, abre-se a porta a que no futuro os critérios sejam os "boys" de um qualquer sítio a ocupar o lugar Tem de haver uma reação por parte dos sindicatos.
ResponderEliminarEm tempos começou a vulgarizar-se a nomeação interina, de colegas com ou sem curso, com ou sem capacidades e/ou aptidões comprovadas (em relação aos que não tinham curso). Os sindicatos e os diretamente prejudicados (colegas com curso) nada fizeram. Depois, com o advento dos administradores, começou a vulgarizar-se, com as decisões dos "todos poderosos" juízes presidentes, a nomeação de colegas com ou sem curso de administrador, independentemente da avaliação e das competencias/aptidões e os sindicatos nada fizeram. Com a nova carreira, aquilo que era excepção circunscrita a algumas situações, passou a ser regra - comissão de serviço. Com isto vem a ausencia de regras e vale tudo. Nomeação de pessoas independentemente da sua competência/ aptidão para a funções, sem avaliações nem creditações. Assistentes (técnicos ou operacionais) a desempenhar funções proprias e exclusivas de OJ. Isto tudo apesar das regras constantes do estatuto, com a conivencia de muitos e as cunhas de alguns. A ser assim, pergunta-se: que carreira para os OJ?; para que servirá os cursos previstos se no passado não serviram para nada? E ainda assim é aceitável continuar a apoiar sindicatos que nos trouxeram até aqui? Até quando continuaremos a "enfiar a cabeça na areia"?
ResponderEliminarvê-se logo que da poda não entedes.
ResponderEliminardo regime da interinidade, muito menos
vai estudar..,
ou és reformado e queres mandar uns bitaites, junta-te na fila para o bilhar grande...
Fazem nada
ResponderEliminarHá 20 anos que me lembro quando entrei que é sempre a tapar buracos por falta de gente.
Puta de sorte
É mesmo enfiar a cabeça na areia por parte de todos.
ResponderEliminarVergonha de profissão onde só há regras quando convém a alguns.
Fuja quem puder desse chiqueiro que é a profissão de oj
Isso não conta para a estatística do MP!
ResponderEliminarCaro colega:
ResponderEliminarCompletamente de acordo com todo o teor da sua mensagem.
Mas precisamos de sangue novo, de um sindicato novo, mais forte e mais pro-ativo, para o bem da carreira e dos TJ.