Não Regina, não há reabertura nenhuma!
Nesta última quarta-feira, 03SET, a herdeira da coluna no Correio da Manhã, reservada aos presidentes do Sindicato dos Funcionários Judiciais (SFJ), fez publicar mais um artigo de opinião, no qual não se expressa de forma adequada nem alinhada com aqueles que representa, que são os trabalhadores da justiça, como os Oficiais de Justiça, estando, antes, alinhada, com alguns taxistas comentadores de tudo.
Andam os Oficiais de Justiça durante anos a explicar aos portugueses que os tribunais não fecham no verão, que os Oficiais de Justiça não têm os meses de férias que todos julgam, como têm os professores e os alunos nas escolas que, essas, sim, fecham, e vem agora a presidente do sindicato mais antigo e, por tal motivo, também com mais associados, dizer ao mundo e espalhar aos quatro ventos, o contrário, confirmando o sentimento do cidadão comum, de que nos tribunais vai tudo de férias no verão e que, entre outros, os Oficiais de Justiça são uns privilegiados com tantas férias.
Os tribunais não fecharam no verão, estiveram todos os dias de portas abertas, tanto na área judicial como na do Ministério Público, em todo o país, mesmo naqueles tribunais pequenos em localidades com poucos habitantes, onde durante todo o dia a única pessoa estranha ao serviço que entra é o carteiro. Mesmo naquelas localidades que já nem tribunais têm, tendo ficado, em substituição, apenas balcões de atendimento e de proximidade, embora já tenham sido tribunais no passado.
Por isso, quando nesta quarta-feira os Oficiais de Justiça viram o artigo da Regina Soares referir-se à alegada “reabertura dos tribunais”, portanto, querendo com isso dizer que foram agora novamente abertos, porque estiveram fechados, os Oficiais de Justiça não gostaram da expressão.
O artigo começa assim:
«Um de setembro marca a reabertura dos tribunais.»
E esta afirmação é falsa.
Embora muitos cidadãos comuns acreditem nisso, a realidade e os cidadãos mais informados sabem que a afirmação é falsa.
Acreditamos que também a Regina sabe que a afirmação é falsa, mas que não teve intenção de passar nenhuma falsidade, apenas caiu na infeliz expressão popular dos cidadãos vulgares.
Há que ter mais cuidado e escolher bem as palavras, desde logo porque a Regina Soares não é uma cidadã qualquer, longe disso, é a presidente de um dos sindicatos que tem como foco a representação e a defesa dos Oficiais de Justiça, tomando decisões em nome destes, como alterando-lhes a carreira, extinguindo categorias, fixando-lhes horas diárias gratuitas de serviço suplementar, etc.
Portanto, a linguagem a utilizar pela cidadã com tal representatividade e poder de decisão sobre milhares de trabalhadores da justiça, tem de ser cuidadosa, tem de ser bem ponderada, sem se deixar arrastar pela facilidade das expressões populares ou popularuchas das redes sociais, nem dos sedentários taxistas comentadores e críticos de tudo e críticos, tanto nas conversas entre si, enquanto esperam clientes, tanto com estes, quando pretendem continuar conversas e expressar opiniões sobre tudo e mais alguma coisa, sempre com uma visão enviesada e parcial.
Não, no primeiro dia de setembro, não houve nenhuma reabertura, porque tudo já estava aberto, como sempre esteve.
Vamos lá saber:
Os tribunais e os serviços do Ministério Público só estão encerrados aos domingos e nos feriados que não coincidam com as segundas-feiras, esta é a regra geral, fora disto, mesmo aos sábados há tribunais abertos, tal como nos feriados que coincidam com as segundas-feiras.
Assim, o único momento em que se pode afirmar que há uma reabertura é às segundas-feiras, todas as segundas-feiras, ou numa quarta, quinta ou sexta, por ter sido feriado na véspera.
Mas se o artigo começava mal, por se referir à reabertura, terminava também mal, ou pior, porque voltou a referir-se à tal reabertura e insistiu nela, não só mencionando mais vezes a dita reabertura como especificando até uma concreta “abertura de portas” que os Oficiais de Justiça fazem todos os anos.
Ou seja, como é costume dizer-se: foi de mal a pior.
Lê-se assim:
«Por isso, a reabertura dos tribunais não pode ser apenas ritual: sem investimento, abriremos portas todos os anos, mas fecharemos, um a um, os direitos que a Justiça deveria garantir. A reabertura dos tribunais não pode ser apenas ritual.»
Pelo meio do artigo, a presidente do SFJ faz referência a diversos problemas que afetam os Oficiais de Justiça, como o facto da lentidão do Citius, a par da questão da aposentação, entre outros, tudo no mesmo saco, mas faltava mais este: o da transmissão de uma ideia errada que não tem correspondência com a realidade e que distorce a visão que os cidadãos têm dos Oficiais de Justiça.
Sim, os Oficiais de Justiça têm muitos problemas e alguns deles foram ali enunciados de forma muito sintética, motivo pelo qual não necessitam de mais nenhum problema, desde logo com alguém a debitar informação errada num órgão de comunicação social de abrangência nacional e mesmo internacional.

Fonte: artigo do Correio da Manhã reproduzido na página do SFJ.
Curioso como a presidência mudou mas os artigos parecem escritos pela mesma pessoa.
ResponderEliminarEnfim, dos sindicatos nem bom vento…
Eu não posso acreditar que uma presidente do maior sindicato representativo da classe, faça declarações dessas. Como é possível alguém com anos na
ResponderEliminarcarreira comete, outro erro grave ( já se contam pelos dedos de uma mão) . É esta pessoa que está a negociar o nosso estatuto? Estamos muito mal e mal representados e assumir responsabilidade destes graves erros ainda por cima na comunicação social. Se não é capaz é melhor convocar novas eleições, do que negociar um estatuto com pessoas irresponsáveis, no fim quem paga são os oficiais de justiça como já aconteceu com a extinção da carreira e categoria de Adjunto bem como a extinção das carreiras do judicial e do ministério público.
Oh Regina, veja lá se atina. E menos escrita e mais acção. E já agora, quanto é que paga o SFJ por esta coluna semanal? Qual a sua utilidade?
ResponderEliminarEstiveste bem Regina:
ResponderEliminarQuando falaste no "ritual" a diegese da tua narrativa ficou definida.
Cumprimentos e preocupa-te com as contas do sindicato e dos oficiais de justiça, porque precisamos dele para viver, pois isto de andar a sobreviver...
Só uma pequena correção linguística, se me é permitido:
ResponderEliminarTaxista é um indivíduo que conduz um táxi.
Já um 'tachista' será alguém que possui um 'tacho'.
Estamos bem fod-----
ResponderEliminarFuja quem puder
E antes da publicação sair na versão final, não há ninguém que faça a revisão do texto?
ResponderEliminarSr articulista sabe informar? Só por curiosidade. Porque de facto assim é aberrante.
São a sindicalistas como estes que temos que agradecer o que se passou onde em Sintra. A administradora e a hierarquia judicial, com o beneplácito dos responsáveis do MP, “pegaram” em 5 colegas e colocaram-nos no judicial. Com a agravante de alguns desses colegas nunca terem estado no judicial. E mais, ameaçaram que se no movimento não entrarem colegas para o judicial iam buscar mais colegas. Que vergonha. Obrigado srs sindicalistas, chamam a isto defender a classe? O MP acabou. Que motivação teremos?
ResponderEliminarPior do que a Regina,
ResponderEliminarÉ ver colegas com aumentos brutos irrisórios comparados com outras carreiras,
Ao que acresce, o tempo de serviço prestado desde a última subida de escalão até à entrada em vigor do novo DL, ter como que por magia DESAPARECIDO,
AINDA CONTINUAREM A PAGAR QUOTAS
REFORÇANDO ASSIM
QUE OS SINDICATOS TÊM PROCEDIDO CORRETAMENTE NOS ACORDOS ESTABELECIDOS COM A TUTELA
Percebia-se já que não tinha qualidade para o cargo, percebe-se a vã vaidade de quem nada tem a não ser a ambição para outros lugares, quem sabe, tachos ou tacharrões. Talvez que os oficiais de justiça mereçam tudo isto, e não perdendo nunca a esperança de que pode ainda piorar. Não me apetece a dizer mais nada.
ResponderEliminarEu também trabalho em Sintra e posso confirmar o que se passou. Pessoas movimentadas quando estão de férias, a principal de uma das secções onde houve mexidas está de férias, uma autêntica vergonha.
ResponderEliminarNão há respeito por ninguém. O que é que a hierarquia do MP faz?????olha para o lado e só se preocupa com a estatistica, se um dia fizer-mos greve à estatística cai o Carmo e trindade. É só o que interessa aos coordenadores. Vergonha
Boa tarde.
ResponderEliminarO que ocorre dizer é que no início de mais um ano judicial e na coluna de opinião, todas as terças feiras, a Presidente Presidente do SFJ não deve perder a oportunidade para denunciar os problemas que afetam os Oficiais de Justiça, não só porque os representa mas porque tem o dever de estar ao lado de todos, denunciando, com afinco e um a um todos as incongruências que os mesmos vivem.
Onde estão as formas de luta para tamanhas discrepâncias do Ministério? Será o silêncio?A luta deverá ser dura pois todos perdem dinheiro a cada dia que passa. E sabemos todos do que falamos..vamos à luta para ONTEM!
Realmente, uma greve à estatística era mel....
ResponderEliminarSó se preocupam com isso....
Não sei se é assim nas vossas comarcas, mas na minha, antes das férias judiciais, recebemos uma comunicação para abrir conclusões em todos os "Desconhecidos" para serem todos arquivados para baixar a pendência.
Quer esteja em investigação, quer haja alguma prova que possa conduzir a algum suspeito, quer seja um queixa apresentada há uma semana.
Uma vergonha.
Os colegas mais antigos disseram que era todos os anos isto.
Ou seja, é todos os anos esta vergonha.
Confesso, que tenho pouco tempo disto, mas esta preocupação com a estatística e a indiferença aos reais problemas das pessoas é chocante.
Alguem devia falar nisto....
os sindicatos é que deviam pôr em Tribunal a questão dos funcionários dos Tribunais e os funcionários do Ministério Público, respetivamente, um órgão de soberania e um órgão constitucional
ResponderEliminarestas coisas não deviam acontecer ou terá havido acordo de cavalheiros entre as direções dos sindicatos e o governo?
mas é ao Tribunal que cabe fazer a separação
é claro que mandar bitaites todos mandam mas haverá um dia em que qualquer um de nós se vai f.
se és sindicalizado beneficias de apoio juridico: mexe-te e fala com o advogado do sindicato
escreve para o provedor de justiça, que parece que não existe.
Sfj não paga
ResponderEliminarPagam os associados
Cumprimentos?
ResponderEliminarEheh
Taxista também cobra taxas
ResponderEliminarPergunta pertinente, sem dúvida!!
ResponderEliminarNão há revisão de texto nem verificação de veracidade antes de publicação.
Vergonha.
Eu fui um deles.
ResponderEliminarBrevemente burnout.
Passem bem.
Paguem escravos
ResponderEliminarDiga tudo! Ou borra-se??
ResponderEliminarBafio mesmo
ResponderEliminarTenham tomates!!
ResponderEliminarDiz isso à tua lider sindical! Ou tens medo?? Medo de perder o empregozinho de merd
ResponderEliminarNojo
ResponderEliminarSr bloguer pode esclarecer se puder
ResponderEliminarUm associado sindical se quiser avançar vom uma acção mesmo que sindicato não concorde, sindicato é tem o dever de avançar na mesma a causa desse associado?
caladinho.... eras um poeta
ResponderEliminarTem de consultar o respetivo sindicato e explicar o motivo da ação, para que se perceba se é para defender o interesse de um Oficial de Justiça, de vários ou de todos e, sendo esse o caso, mesmo que seja só de um, parece-nos que o apoio jurídico terá de ser prestado.
ResponderEliminarObrigado sr bloguer
ResponderEliminarQueres silencuar quem? A tua lider??
ResponderEliminarOu o teu ex lider?
Ou os teus ex lideres??
Até te borras todo com medo de que? De perderes o teu empregozinho?
E nesta "reabertura", é possível esclarecer como devem os srs. escrivães proceder na atribuição de serviço de sala? O artigo 3.º (conteúdo funcional) parece ser claro, mas também parece que os srs. escrivães não sabem o que fazer.
ResponderEliminarO Escrivão manda. Logo, o Escrivão decide que serviço os Técnicos de Justiça devem realizar. Cabe também aos Técnicos não permitir atropelos.
ResponderEliminarO conteúdo funcional é IGUAL para todos os técnicos de justiça, onde se englobam auxiliares e adjuntos. É o que diz o artigo e respetivo anexo para o qual remete.
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