A Bofetada de Coimbra

      Ontem de manhã, no Departamento de Investigação e Ação Penal de Coimbra (DIAP), foi agredida uma magistrada do Ministério Público por um homem que se lhe dirigiu para uma diligência.


      Fonte do Sindicato dos Magistrados do Ministério Público (SMMP) revelou que o agressor queria ser ouvido por um magistrado e não por um Oficial de Justiça e que até já se tinha dirigido várias vezes às instalações do DIAP.


      Ontem, “depois de passar à frente de todas as pessoas que estavam no corredor”, o homem conseguiu ficar frente a frente com uma magistrada, que acabou por agredir com um estalo.


      A polícia foi chamada ao local e deteve o homem para apresentação a primeiro interrogatório judicial.


      Já a procuradora agredida, que tem menos de 30 anos, foi encaminhada para o Instituto de Medicina Legal (IML), com o propósito de avaliação e elaboração de relatório.


      O DIAP de Coimbra funciona num edifício com outros serviços privados, comerciais e clínicos, como cabeleireiro, escritório de advogados, ou clínica de cardiologia, onde os arguidos se sentam ao lado de quem espera para ir ao cabeleireiro.


      Desde há muitos anos que aqui vimos abordando a caricata situação deste edifício que alberga o DIAP de Coimbra, em que até a Secção Central do DIAP atende e informa sobre os serviços prestados no mesmo átrio do DIAP e até os seus horários, para além da confusão que ocorre quando se chama alguém para uma diligência e está tanta gente menos a que interessa.


      “A senhora vem para ser constituída arguida?” – “Cruzes, não. Eu só venho fazer madeixas.” – “Ah! É naquela porta da esquerda.”


      O SMMP, para além de referir a óbvia falta de segurança, afirma que o edifício “não é um sítio digno para um DIAP”.


      O sindicato denuncia que “Era uma situação que já se esperava que um dia ia acontecer”, lembrando que podia “ter sido pior”.


      “A entrada no edifício é livre, sem qualquer deteção de metais, e o acesso a dois dos pisos do DIAP é efetuado sem qualquer controlo de segurança. A falta de espaço obriga magistrados a partilhar gabinetes, dificultando diligências sensíveis. Também o tribunal da comarca permanece em projeto há vários anos, sem qualquer obra iniciada”, menciona o SMMP na nota de imprensa, sublinhando que este episódio é apenas “mais uma evidência das situações críticas que têm sido identificadas em várias comarcas, como a de Coimbra”.


      “A ausência de recursos humanos e de infraestruturas adequadas compromete não só a segurança dos magistrados, mas também a eficácia da justiça”, notam os responsáveis.


      O caso da magistrada agredida “levanta preocupações sérias sobre a proteção dos profissionais da justiça e a necessidade urgente de investimentos em instalações que garantam ambientes seguros e funcionais para o exercício das suas funções”.


      Também o Sindicato dos Funcionários Judiciais (SFJ) manifestou “a sua profunda preocupação para com a agressão à Procuradora do Ministério Público, vítima de agressão no espaço que deveria ser o garante da ordem e da legalidade”, lê-se na nota publicada na página do SFJ.


      “O SFJ repudia veementemente qualquer ato de violência dentro ou nas imediações dos locais onde se exerce a administração da Justiça. Estes incidentes não só comprometem a segurança pessoal dos trabalhadores, como também minam a própria dignidade do sistema judiciário enquanto pilar do Estado de Direito.”


      O SFJ considera que a agressão é “lamentável” e “serve como um espelho da realidade que os Oficiais de Justiça e demais operadores judiciários enfrentam diariamente. A natureza das funções dos Oficiais de Justiça (apoio à tramitação, contacto com o público, presença em atos processuais) coloca-os na linha da frente e na primeira barreira entre o cidadão e o magistrado, expondo-os a riscos inaceitáveis de violência e coação.”


      Acrescenta de seguida o SFJ que “tem vindo a alertar o Governo e o Ministério da Justiça, de forma insistente e ao longo de anos, para a deficiente e precária segurança das instalações judiciais. A ausência de equipamentos de deteção de metais, videovigilância e de efetivo policial permanente em muitas salas de audiência e gabinetes é um risco real e previsível. A exigência de maior investimento na segurança dos tribunais e na contratação de Oficiais de Justiça (que se encontram em défice crónico) são reivindicações que permanecem ignoradas.”


      A nota sindical termina assim:


      “O SFJ reitera que não pode o Estado, que exige a segurança em todos os edifícios e espaços públicos, falhar na proteção das suas próprias instituições. É tempo de o Governo passar das “intenções” aos atos e garantir o reforço de meios humanos e logísticos que assegurem um ambiente de trabalho digno e, acima de tudo, seguro, para todos os que servem a Justiça.”


      Claro que sempre se dirá que foi uma simples bofetada de um tresloucado e que atos destes não ocorrem com frequência, ou melhor: não ocorrem com frequência nenhuma, pelo que não será por um caso isolado tão simples que se justifica carregar os edifícios de equipamentos e pessoal de segurança.


      Ora, se é verdade que estamos perante uma ocorrência pontual, também é verdade que todos os dias ocorrem casos limite, casos controlados no limite, casos que são controlados por Oficiais de Justiça, sem consequências maiores. No entanto, o número de casos vem aumentando e o nível de exaltação e agressividade também. E o que mais tem aumentado nestas novas circunstâncias é a sorte; a sorte por ainda não ter acontecido nada de mais grave; pura sorte.


      Mas essa sorte já não parece a ninguém que vá durar para sempre, motivo pelo qual é fundamental começar já, com antecedência à catástrofe que se avizinha, prevenir e dotar os edifícios que lidam com a criminalidade e, bem assim, com a todos os conflitos que opõem as muitas contendas entre os cidadãos desavindos, com meios de segurança adequados.


      Parece que amanhã já chove e assim não vou. Vai tu.


Bofetada.jpg


      Fontes: “Notícias ao Minuto” e “SFJ-Info”.

Comentários

  1. Com um subsídio de renda mensal de €1000 x 14 meses, livres de impostos, é natural que modelos, como a da foto, queiram ser Magistradas do M. Público. 

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  2. Deixem lá , quanto aos OJs o dito subsidio de 180€ dá  para compensar toðas as más  condições  e exigências  de trabalho.


    Está  tudo bem.
    Queixinhas.

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  3. É você o dador de sangue?
    Não, sou o da dor de estômago!.

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  4. Nota: a imagem é meramente ilustrativa do texto, não tendo nenhuma ligação real com o caso relatado nem com ninguém.

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  5. O inseguro17/10/25 09:50

    Não vale a pena alarmar a sociedade.
    Isto são apenas sensações e perceções de insegurança.

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  6. Não sou o autor do comentário que deu origem a esta observação mas penso que a ideia transmitida está certa.
    Há imensa gente, que é extremamente inteligente, que se mostra muito bem preparada, e que vem por engano para esta vida, a dos tribunais, não a compreendendo como uma missão e apenas pelo estatuto, social e acima de tudo remuneratório.
    Congratulo-me de ver muitas mulheres magistradas, mas acho que os serviços não estão preparados para tanta incidência.
    Com a redução das 8 para a as 7 horas diárias, mas com a manutenção dos quadros  de pessoal, a situação agravou-se de forma generalizada nos serviços, pois que o apelo à maternidade começa aí pelos 27 anos e pode prolongar-se até aos 40 e tal, depois há as licenças de parentalidade (da mãe ou do pai) iniciais e alargadas, despensas para amamentação, idas à escola para reuniões, ao médico, etc.
    Eu, que sou extremamente protetor das mães, sou 1 de 9 irmãos, percebo muito bem esta enorme dificuldade, a de cuidar da família e ter um emprego exigente. 
    Resumindo e concluindo,  a nossa sociedade não está nem foi preparada para esta transformação e o Estado não cuidou dela também.
    Querer apresentar os mesmos índices de produtividade com um quadro de magistrados que não varia há mais de uma década apesar destas transformações socias é manifestamente ridículo.
    A adensar o problema, com a importação de emigrantes vieram os seus problemas, de saúde, de integração social, de criminalidade, de necessidade de respostas sociais (escola, creches,  habitação, etc.) e a nossa sociedade, o nosso Estado não se preparou minimamente para isso.
    Não duvido da bondade dos Governos, de todos e em particular do PS no tempo da geringonça, que deixaram que isto acontecesse, assim, como se as pessoas deste retalho de terra, deste pobre, muito pobre país, a sair de uma banca rota, fosse uma espécie de albergue, de "irmã Teresa de Calcutá".
    Mas a nossa natureza não é esta, o altruísmo é bonito mas quando vamos a um Centro de Saúde, Hospital ou Creche e não temos lugar porque outros, provindos de outros países, que em nada contribuíram para a construção deste país e para esta organização social, adquirem os mesmos direitos que nós no imediato, sem um mínimo de tempo ou prova de integração é um erro que iremos pagar bem caro mais à frente.
    Dizem que a SSocial está a beneficiar com a emigração, mas é preciso lembrar que quando estes cidadãos regressarem aos seus países, e muitos deles vão fazê-lo mais tarde ou mais cedo, chegado o momento da sua aposentação/reforma vai obrigar o Estado Português a um esforço tremendo nas remessas de dinheiro transnacionais.
    Quando se deixa entrar toda a gente sem freio e sem controlo e se permite perturbações num sistema pensado para um determinado universo de pessoas, com um identitário cultural fixado e baseado, essencialmente, em termos geracionais (em que o esforço de uma é compensado pela seguinte) e se quebra esta variável ou pressuposto, fica tudo posto em causa o sistema e a sua sustentabilidade.
    Viajo em transportes públicos e em pouquíssimos anos passei a conviver com uma maioria de pessoas transportadas que fala um português diferente ou outra língua diferente da minha. 
    A matriz social é diferente e diferente teria de ser a resposta das instituições formais de controlo.
    Os Tribunais, as Polícias, ninguém foi preparado para este experimentalismo social, de teorias utópicas (como a de que ninguém é dono de um território) que na práxis provocam o caos, verdadeiras revoluções sociais que podem mudar o regime de um país e levá-lo a mais uma "banca rota", também de valores sociais adquiridos.

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  7. Belo dinheirinho.
    Montante que dará para pagar empréstimo bancário.
    Livre de impostos porquê?
    14 meses porquê, quando se paga só 12 meses de renda?


    é isto que é justiça social?
    Sou chegano também por causa destas injustiças e previlégios de uns e outros na merddddddddddddddd.

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  8. Belo acordo.
    180€ maravilhosos, que depois de impostos quanto fica?


    Onde andam os Coveiros?

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  9. Se é este o progresso que nos querem impingir, os ultraliberais e radicais de esquerda e de direita, com incidentes deste género, com tribunais sem condições, com encerramento de urgências e crianças a nascer em ambulâncias e halls de entrada de hospitais, com quase dois milhões de portugueses no limiar da pobreza...
    Então ficamos esclarecidos.
    E não tarda vem um deles citar Tatcher quando ela dizia que era fácil ter preocupações sociais com o dinheiro dos outros.Verdade. Esse dinheiro chama-se impostos e são a máquina que faz funcionar uma sociedade civilizada.
    Também nos poderemos sempre questionar sobre o quão fácil é ser-se multimilionário, com o rendimento do trabalho escravo dos outros e com os benefícios fiscais de que se goza, comparado com o comum cidadão, certo?
    Estamos a involuir claramente, Como sociedade e individualmente.

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  10. Bom dia.
    Antes de mais, a situação retratada no texto é alarmante.
    O problema não é de agora.
    Não sabemos o contexto concreto em que se desenvolveu a altercação que levou ao "tabefe", manifestamente inadmissível.
    Num país democrático, a Justiça tem de ser respeitada e para isso é necessário que esta tenha as ferramentas necessárias.
    Não sei como é que a pessoa conseguiu percorrer aquele corredor até alcançar uma magistrada. Não sei de foi interpelado e de que forma esta interpelação ocorreu. Suspeito que o indivíduo seria conhecedor daquele espaço por se referir no texto que já se havia ali deslocado pro várias vezes para ser atendido por magistrado.
    Pergunto-me o seguinte:
    - Será que o agressor é mais um dos muitos cidadãos lesados que não têm uma resposta atempada do sistema e vê assim a sua vida adiada ou paralisada no tempo? Será alguém acusado de algo e com o labéu em cima da cabeça, sujeito por isso a restrições e compressões nos seus direitos, que desespera por ver a situação resolvida, definida em termos de responsabilidade?
    Pergunto-me que (inferno) de vida levará aquele sujeito por não conseguir "tentear a sua vida".
    Porque será que a pessoa ali se deslocou várias vezes e quis ser atendido por magistrado? Será por considerar ter sido mal atendido, mal informado, ou tardar a resposta ao seu concreto problema?
    Não sabemos.  

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  11. Com esse comentário, só te pergunto e se  fosse contigo?
    Deves estar bem acomodadinho num gabinetezinho ou numa comissãozinha de serviço.
    Vem para o terreno das seções dos tribunais, MP e Judicial e sala de audiências, pá!
    Ou vem para o serviço externo.
    Triste.

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  12. Posso ir embora???17/10/25 10:46

    É curioso verificar a hipocrisia destas classes profissionais privilegiadas.
    Estes privilegiados sabem as condições de insegurança e de miséria em que se trabalha nos tribunais.
    No entanto, como ainda assim, são os, dentre essa realidade, têm acesso aos melhores gabinetes, aos aquecedores, etc, antes de todos os outros, só quando estes indidentes acontecem com eles é que cai o carmo e a trindade.
    Recentemente, surgiu informação sobre umas conclusões a que terão chegado depois de uns plenários feitos pelos magistrados do Mº.Pº. e que concluiram pela generalidade do incumprimento legal quanto a condições de trabalho e de segurança nos seus locais de trabalho, coi sa que já sabiam há muito tempo. Deixo a pergunta: mas não é precisamente a esta classe profissional que cabe verificar a legalidade e o (in)cumprimento das normas legais? Porque não atuam em prol deles e dos outros? Ou só é noticia quando algo de menos bom acontece com um deles? Desde que os privilégios sejam assegurados para uns, estas situações são meros "inconvenientes". 

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  13. No entanto, temos de ver também que, em alguns casos, uma estalada também por ser um verdadeiro ato de justiça. Não que se aplique neste caso, mas pode acontecer.

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  14. Evoluir para trás? sim, isso é a evolução que temos.

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  15. Nessa lógica, porque  é que policias no exercicio da sua função, são condenados  e alvo de processos disciplinares por tudo e por nada?

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  16. Repudia
    Lindo discurso.
    E proatividade para contrariar o sucedido?


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  17. ah ok.
    E é o chega que vai acabar com estes privilégios.
    Que anjinhos que vocês são!
    Vejam lá o que defendem, que os vários julgamentos dos cheganos estão prestes a começar, e o MP ainda manda capar o acusado de abuso sexual de menores, como o Andrézito "3 câmaras" defende nesses casos.

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  18. https://diariodarepublica.pt/dr/detalhe/louvor/1576-2025-940449017

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  19. PARA 
    Eu voto por protesto e também por gente como tú que não respeita a opinião dos outros.
    E pelos vistos esqueces-te  dos teus PS, PSD e afins que foram condenados e alvo de processos crime.
    Já agora, casa pia diste alguma coisa?
    Põe lá a cassete, continua que eu também.

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  20. Carrega Marçal.

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  21. Flotilha da Marianinha17/10/25 12:37

    Algures na zona centro...

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  22. Ninguém se esqueceu dos casos existentes em outros partidos.
    O Chega só é massacrado com os casos internos, pois fala sempre com uma moral inultrapassável, defensores do "português de bem" ( expressão de vómitos ), quando têm na claque um bando de arruaceiros e acusados de uma vasta panóplia de crimes, que envergonham Portugal e as instituições que integram.

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  23. Ponham coveiros nisso
    fosca-se

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  24. O inseguro17/10/25 14:34

    Camarada, eu até queria ir para a seção cumprir processos, ir para a sala e até fazer serviço externo, mas não me deixam.
    Dizem que sou muitíssimo bom, naquilo que faço e por isso tenho que estar num gabinete com ar condicionado, frigorifico, som ambiente, wc privativo, varanda no gabinete e uma equipa de segurança a proteger o meu local de trabalho.
    Se não fosse obrigado, juro, até fazia uma perninha numa seção de processos.

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  25. eheeheh


    o que dizia que sempre que "nunca era o momento apropriado para contestar"


    sim senhor

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  26. ehehhehehehehe


    ehheheh


    Boa resposta ao menino das 10:22!




    ehehehheh

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  27. Sim, podes ir embora!


    Agora a serío - Boa reflexão!

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  28. Marçal, onde estás?


    Precisamos de ti para desfazer este marasmo!

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  29. Observação pertinente sobre "


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  30. Quando se é ignorante dá nisto ... e os autointitulados de "Cheganos" são para mim pessoas ignorantes cuja opinião respeito mas não tenho de concordar com o que defendem ou até com o que dizem - e muitas das vezes o que dizem são bacoradas do tamanho de um hipopótamo.
     Explicando. Historicamente, o subsídio de compensação tinha como objetivo compensar os magistrados muitas vezes deslocados, numa altura em que as casas de função não eram suficientes. Mas com o tempo o subsídio começou a ser atribuído como forma de compensar os magistrados por não poderem receber remunerações extra à sua função.
    Ou seja, o subsídio ganhou uma dimensão diferente daquela que ainda é compreendida por muitos como de mera compensação para arrendamento de casa - que não é.
    Apresenta «uma natureza mista, entre a compensação pelas especificidades próprias da função (disponibilidade e exclusividade permanente) e de subsídio equiparável às ajudas de custo (pela não atribuição de casa de função)» - vide a Divulgação nº 140/2022 do CSM.
    Não queiramos comparar o incomparável.
    Agora, nós, os OJ, também temos um subsídio de disponibilidade e a questão que se coloca é se ele vai ser atualizado automaticamente com as atualizações gerais da função pública ou carece de norma expressa que o determine.
    A ver vamos.

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  31. Mas ainda não perceberam que a realização dos Plenários e os relatórios publicados (ou plantados) na comunicação social é apenas mote para reivindicarem, ainda, mais melhorias salariais ou até mordomias como dava conta uma notícia no "Zap~.aeiou" referindo que os "Juízes vão passar a ter massagens, ioga e meditação grátis" cujo encargo seria suportado pelo CSM.
    Que, inteligentemente, em lugar de fazerem greve realizam estes Plenários, que provocam paralisações dos serviços, como forma de protesto e implicitamente de reivindicação.
    É de admirar que os OJ que por cá andam há muitos anos ainda não tenham percebido como a "coisa" funciona.

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  32. Talvez por prevaricarem?
    Não é pelo facto de vestirem uma farda que os autoriza a atuarem em desconformidade com a lei - a lei não é a da farda é a da letra solenemente articulada por quem elegemos e sobre isso decide.
    Exige-se por isso uma dupla censura de quem devia providenciar pela observância das regras, pelo exemplo também, e muitas das vezes confunde a autoridade que emana da função com aquela que julga ter-lhe sido conferida pela farda, julgando poder fazer o que é proibido ao comum dos mortais.
    Eu cedi parte da minha liberdade a quem a pode garantir também no interesse geral e, por isso, não tolero que  usem  o poder que me retiraram, por exemplo de fazer justiça pelas próprias mãos, para a fazerem por mim (os policias) pois que a deixei para os tribunais.
    Cada um deve cumprir o seu papel e se o cumpre mal deve ser responsabilizado por isso.
    É o que acho!

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  33. Atenção que eu não desculpabilizei ninguém. Uma agressão é uma agressão, ponto.
    E é agravada quando agride um órgão de soberania como é o caso dos autos. 
    Quando assim é, deve-se perceber as suas causas, se são comuns ou concorrentes às já identificadas na justiça e nomeadamente no MP/DIAP, ou seja:
    - se há ou não morosidade na prolação de uma decisão (falta de capacidade de decisão)
    - se houve ou não a realização de diligências inúteis e manifestamente dilatórias (reunindo indícios suficientes da prática de crime acusa-se, caso contrário arquiva-se, pois que a prova faz-se em sede de julgamento, é esse o momento que lhe está destinado, o momento a jusante destina-se à "prova indiciária".
    - se existe ou não uma (imensa) falta de recursos (magistrados,  funcionários e até militares da GNR ou agentes da PSP).
    - ou se por outro lado se deve, porventura, à incompetência ou inexperiência  dos serviços ou outro motivo.
    Enfim ... o que me parece certo é uma disfuncionalidade total parece transparecer 

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  34. Você das 15:52 é uma especie de BR e C. Twins (Garlands).


    Coisa esquesita de se ver!

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  35. O Sacrosanto "julgamento"!


    Nunca percebi o que isso é - tirando talvez a parte em que há quem presida, quem, estupidamente, articule, quem (formiguinha OJ) faça o relato para a posterioridade, e quem minta com os dentinhos todos!


    Havia filmes no Sá da Bandeira (XXX) com melhor guião!

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  36. Você engana-se, também eu (OJ) gostva de ter sessões de Yoga
    (Trantico)!

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  37. É o maior!


    Mas, coitadito, como todos na vida, sai para o esquecimento!


     ...  mas hoje, chega à Maria, e diz que é o maior, que foi agraciado publicamente!


    ... A Maria espera animação à noite, como há muito tempo não acontece, e como desta vez também não acontecerá!...


    Coitadita da Maria, pode ser que tenha um sonho animado!....

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  38. Glória, Glória, Aleluia!

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  39. Mas, se somos os verdadeiros frustrados, se conseguirmos vencer o destino, e nos tornarmos outra coisa qualquer, que não isto, o que nos tornaremos?!!


    Vamos com calma, alguns com um copo de cada vez, outros com 50 paus a cada anos que passa, e outros ainda com cautelas mil, que façam rigor â primeira das premissas  - "verdadeiros frustrados"!

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  40. Eleições para o COJ em janeiro.
    Fernando Jorge de saída.
    Marçal o derrotado no município da Lousã.
    Adivinhem quem vai ser o candidato a vogal do COJ apresentado pelo SFJ!?...

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  41. Porra, nem brinque.
    Só se a direção do SFJ perdesse toda a razoabilidade e bom senso, é que apresentava tal candidato com a quantidade de anticorpos que carrega.

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  42. O que tem o caso " Casa Pia" ? Já foi julgado, bem ou mal. Penso que já correram todos os Recursos Possíveis, há presos que já cumpriram pena e foram soltos- não percebo porque está este Processo sempre a sair da cova e a vir assombrar os vivos- e os OJ.s estão entre os que deviam zelar por isso. 

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  43. Trabalhei nesse edifício do DIAP de Coimbra e foram várias as vezes que indiquei onde era o dentista, cabeleireiro, cardiologista. Pagam um fortuna pelas instalações, é uma autêntica vergonha. Realmente era um edifício pouco seguro, com PSP na porta da central que nem sempre lá estava. Fico admirada de não ter acontecido há mais tempo.

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