O Erro 500 x 2 dias = Erro 1000
Os Oficiais de Justiça passaram a ver estes dias na plataforma de controlo da sua assiduidade, a plataforma de picagem CRHonus, apenas a imagem que ilustra o artigo de hoje, apresentando um erro com a codificação 500.
O título do artigo de hoje brinca com o código 500 que, como já existe há 2 dias, já teria crescido para código 1000, isto até ontem, pois se hoje continuar hoje passará para 1500 e por aí fora.
Mas realmente trata-se do código 500 no acesso à plataforma CRHonus.
Os Oficiais de Justiça não se incomodam nada com a inoperância da plataforma, pelo contrário, sentem mesmo um certo alívio desse stresse constante, especialmente para não se esquecerem de lá ir picar a entrada, a saída, a entrada e a saída, bem como outras inserções relacionadas com ausências e documentos.
Com o desligamento desta plataforma houve um alívio nos Oficiais de Justiça, um suspiro e uma maior leveza. Não, ninguém anda a faltar a torto e a direito, tudo continua na mesma, apenas saiu o peso do medo do esquecimento. Ontem já houve quem desligasse o alarme do telemóvel, que toca todos os dias para não esquecer as horas das picagens, e os Oficiais de Justiça já só desejam que a avaria se mantenha para sempre.
E que rigor há agora sobre as presenças dos Oficiais de Justiça? Nenhuma, nem livro ou folhas de ponto existem, pelo que, de repente, todos estão presentes, mesmo os ausentes. Passou-se do controle máximo para o controlo zero. Do oitenta ao oito.
Mas afinal qual é o significado do código 500 de erro?
O 500 diz respeito a um erro interno do servidor que não consegue concluir o pedido do utilizador. Isto é, o problema não está no computador do utilizador; não vale a pena andar a reiniciar o PC, porque o problema advém da origem, seja ao nível de problemas de código (erros de sintaxe ou “bugs” em “scripts”), configurações incorretas, permissões inadequadas, sobrecarga do servidor, ou mesmo ter atingido os limites de memória.
Mas o utilizador pode fazer alguma coisa?
Em princípio não. Noutras situações é aconselhável que o utilizador recarregue a página, seja pressionando o F5 ou o botão de recarregar, limpar a “cache” e os “cookies” e mesmo limpar os dados do navegador. No entanto, este tipo de erro é gerado por “sites” defeituosos e, literalmente, indica que houve um problema não especificado com o servidor que suporta a página que se espera abrir.
Não é fácil, nem rápido, encontrar a causa que está por trás do erro 500, tal como sucede com o erro mais frequente que é o 404. Enquanto que nos erros 404 as possíveis razões incluem as ligações permanentes a determinada página ou as mudanças nas URL das páginas, mais fáceis de serem detetadas, já no caso do erro 500, pode ser necessário fazer uma investigação mais a fundo, para encontrar a causas, o que torna a investigação mais demorada.
No entanto, no primeiro dia do erro 500, esta terça-feira, 28OUT, ali pela hora de almoço (12H30), a DGAJ informou que a plataforma não estava a funcionar; como se ninguém, àquela hora, não se tivesse já apercebido, mais do que uma vez, pelo menos desde as nove horas. Na mesma comunicação dizia a DGAJ que se previa ter o erro corrigido até ao final desse dia, no entanto, tal não se verificou.
A mensagem remetida pela equipa da DGAJ afeta ao CRHonus, dizia o seguinte:
«Informa-se que, devido a constrangimentos técnicos, o programa de registo de assiduidade Crhonus encontra-se temporariamente indisponível. Prevê-se que a situação seja resolvida ainda durante o dia de hoje.» e esse “hoje” era o dia 28OUT-TER.
Perde-te! Convém-te; convém que te encontres.

O dono desta empresa não é filho de alguém importante no seio do SFJ?
ResponderEliminarÉ preciso dar problemas para depois se exigir mais money para a manutenção da plataforma!
ResponderEliminarSimples, não é?!!
Se não é do SFJ, estará certamente na Assembleia da República, como é obvio!
ResponderEliminarAlivio mesmo.
ResponderEliminarEu fui um dos que desligou alarme do telemovel para não esquecer de picar.
Triste sina a de mais pressão sobre quem tem dado horas não pagas a esta merda anos e anos.
O dinheiro que se gastou neste "cornos" seria tão bem utilizado na contratação de novos oficiais de justiça. Enfim, prioridades.
ResponderEliminartomara que fique assim para sempre
ResponderEliminarContratar mais oficiais de justiça?
ResponderEliminarNisso ninguém fala.
Serviços em rutura completa e ninguém quer saber.
Quem está, está foddddddddddddd
Cuidem da vossa saúde enquanto é tempo.
Além do mais, pouca gente quer sair da zona de casa, com o ordenado que continuam a pagAr, e deixar tudo em rendas de casa.
Trabalhar para aquecer e ficar mais pobre?
Acham que nestas condições vão atrair gente?
E a maioria que entra, se for para longe, desiste.
ACORDEM
Felizmente a maioria dos OJs têm responsabilidade e maturidade suficiente para que qualquer indisponibilidade do Crhonus não afete o normal funcionamento das secretarias.
ResponderEliminarA mim o que questiono agora é o destino a dar aos OJs que andaram a fazer apologia publica do fascismo, caso o seu partido venha a ser declarado extinto como se espera, na sequência do pedido apresentado na PGR.
Mais cedo ou mais tarde isto vai acontecer e todos devem ser responsabilizados pelos seus atos ilegais e inconstitucionais, incompatíveis com a função que exercem num órgão de soberania.
Por mim vai tudo para o olho da rua.
Estamos a falar do PCP e do Bloco de Esquerda Certo ?...
ResponderEliminarE que são estes os partidos que suportam ditaturas "fascistas" de esquerda ...
Ora aí está o que ninguém quer ver.
ResponderEliminarIr para longe pagar para trabalhar, e não ter vida própria?
Levar vida de imigrante?
Porque em vez do chronus não instalaram o sistema dos hospitais públicos?
ResponderEliminarFunciona há anos, não admite falsificações, é rápido e não gastavam dinheiro.
Incompetentes, ignorantes, esbanjadores.
eheheh
ResponderEliminarVolta para a casa de saúde rapariga, de onde não desvia ter saído ou fugido.
Como alguém diz, anda por aqui muita gente mesmo doente.
Mal de quem leva contigo todos os dias.
fodddddddddddddddd
7 anos 2 meses 26 dias
ResponderEliminarIdade da reforma
...
Como saberão, na mitologia grega o deus Cronos tinha por hábito engolir os seus filhos mal nasciam, para não ser por eles destronado, ou seja, por antecipação de alguns milhares de anos, uma metáfora do que temos passado nos tribunais.
ResponderEliminarDaí este chavão também antigo: morte ao Chronus e a quem o apoiar!
Já vai em 1500
ResponderEliminarBoa tarde,
ResponderEliminarEsta conversa do "CRHonus" já cheira mal.
O tempo é a medida de todas as coisas, é a medida da nossa vida desde logo. Se um vínculo contratual funciona numa lógica de contrapartida - a um tempo de trabalho é proporcionada determinada retribuição - não vejo problema nenhum que se controlem estes tempos.
Concordo que a aplicação era dispensada e se não existisse valia o mesmo, mas é preciso dizer que antes disso assistíamos ao vaivém ao gabinete do Secretário ou até mais indigno à ida à secretária do assistente operacional que muitas vezes guardava o livro logo após as 09.15 horas o que obrigava ao beneplácito na picagem.
Há quem se levante durante a noite para defecar ou mixar e porque não fazê-lo logo pela manhã com a "descarga no CRHonus". E uma questão de hábito quanto a mim.
Era demasiadamente ridículo continuarmos com a assinatura autógrafa e manuscrita no "livro de ponto" sob a vigilância do Secretário de Justiça, cuja principal função acreditem era muitas vezes a "Guarda desse Livro".
Daí que considere esta questão um mero ruído sem qualquer causalidade nas nossas vidas que não seja mero entretenimento - há com certeza outros assuntos mais prementes e urge resolver.
Faltou dizer que agora - recorrendo-se ao CRHonus - é possível à tutela aferir a cada momento a rácio de horas em cada unidade orgânica e/ou Tribunal os tempos "dados à casa" e as reais necessidades de abonar um subsídio de disponibilidade - se a todos se a um pequeno universo de pessoas - daí que o registo fidedigno é vital e eu já vi colegas a registar uma hora de saída (às 17h00) e continuar a trabalhar muito para além desse horário, até aos sábados(!?)
ResponderEliminarNão é necessário descartar o CRHonus o que é necessário e urge descartar é a mentalidade tacanha de muitos de nós que teimamos em ir com o rebanho, sem cuidar de saber se vai para a tosquia ou para o matadouro, julgando que quem o lidera os vai levar a bom pasto ? Como, se este escasseia e cada vez mais são colocadas cercas que vedam se alcance outros pastos mais verdejantes.
Vejo que alguns de nós deixam-se ficar, não acompanham o rebanho, e esgueiram-se para outros locais onde têm liberdade para se deliciarem um repasto mais generoso e os consegue saciar.
Continuem a encarneirar ...
Diz-se quando se quer resolver um problema: experimenta-se e vê-se os resultados.
ResponderEliminarMas, antes de uma qualquer experiência, é preciso identificar o problema.
Nos tribunais pode ser de variada ordem.
- pode ter uma causa comum ou generalizada;
- pode ter uma causa singular;
- pode ter várias causas concorrentes.
Há uma coisa que é genericamente aceite, a falta de recursos é transversal a todo o funcionalismo público, cujo problema é adensado pela impestação dos serviços dos cinquentões e sexagenários, agudizado com um horário de 35 horas semanais (com o qual, obviamente, concordo).
As ferramentas informáticas - que deviam agilizar e facilitar o iter processual - tornaram-se antes em mecanismos de controlo, de fiscalização da atividade dos seus operadores - quando a razão principal era ou devia ser bem diferente.
Vive-se num enorme buraco negro cujos polos de atratividade magnética teima em não nos deixar sair de um situacionismo em que, mudando-se as leis, tudo parece ficar na mesma.
Não há ninguém suficientemente inteligente que seja capaz de, com as suas mãos, moldar um novo modo de funcionamento, mais eficaz e que satisfaça as exigências dos serviços.
Só vejo pensamentos atávicos e gente acéfala que corre atrás do pensamento dos outros sem sequer o ouvir - em alguns casos até seria impossível porque esses pensamentos são ocos, vazios de ideias, pontanto insonoros.
Será que ninguém é capaz de apagar a sua ardósia mental e nela desenhar algo melhor, diferente, esquecendo as suas preconceções (quiçá numa lógica de Descartes), fazendo disto algo diferente, mas para melhor (para pior já basta assim).
Obviamente e a tragédia é que têm por aqui muitos apoiantes. E já agora junte-lhe os comunistas do Livre.
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ResponderEliminarComo alguém dizia por aqui,
estou cansado de lutar contra o sistema,
agora quero é saber de mim.
logo que possa desligo desta merda e tenho outra vida fora disto.
Além de que a minha saude é mais importante.
Fosse o problema do Crhonus o registo da assiduidade pura e simples.
ResponderEliminarO problema põe-se quando esse registo é feito depois de já se estar a algum tempo dentro do tribunal e depois de pcs anacrónicos e lentos permitirem fazer resse registo.
De acordo com a lei o registo é feito, tipo confeção, a entrada do local de trabalho e não nos pcs de trabalho. Para isso bastava registar o inicio e o fim de cada sessão nos pcs, não era preciso programas informáticos e ou aplicações que funcionam mal e são bem pagas pelo erário público. Esta situação acresce pressão sobre pessoas que já estão, segundo dados de 2023, na sua maioria em burnout. E porque é que isto traz pressão sobre um gruo de profissionais, com uma media de idade envelhecida e desgastada? Por que este registo de assiduidade, bem ou mal feito, tem um impacto brutal na remuneração a receber no final de cada mês em que sobra mês ao ordenado. Tenham juízo e, em vez de lutarem uns contra os outros, lutem contra este governo mentiroso e descomprometido com as posições que assume e contra sindicatos sem capacidade e competência para defender os nossos direitos. Para isso é preciso coragem, largar posições confortáveis de protesto, participar na vida interna dos sindicatos, ou fundar novos, e concretizar novas representações. Lamuriar não leva a lado nenhum. O que nos une é muito mais do que aquilo que nos separa mas nós caímos na armadilha do governo e dos sindicatos e continuamos a direcionar a nossa frustração e descontentamento para o colega do lado. Acordem!!!!!!!!!!!!!!!!
Mal por mal preferia levar com um "doente" desses do que um inergumeno ao meu lado a dizer que precisamos de 3 salazares.
ResponderEliminarPodia ser despedido mas esse parasita ficava a alimentar-se a cerelac o resto do ano.
Gostei da "ardósia mental"! Levou-me logo a ler todo o comentário!
ResponderEliminarDepois, digo algo...
OK, já li.
ResponderEliminarÉ chato estar nos cinquenta ou sessenta e fazer parte da "impestação dos serviços"!
Aprecia-se a referência à filosofia mas cai-se, o que é quase sempre uma constante, num racioncínio tipo - Eu vejo, como é que os outros não?!! - o que não é verdade na maioria dos casos!
Mas pronto, é preciso deitar cá para fora, não é?
Jaime Rebelo, anarquista ativista nos primórdios da ditadura, ainda o FDP do Salazar começava a sua vida de crápula, cortou a própria lingua com medo de falar nas sessões de tortura.
ResponderEliminarPorque não fazes o mesmo?
É. Desabafar faz bem
ResponderEliminarPara que conste sou cinquentão quase sexagenário.
A impestação que falo não é no sentido prejurativo apenas a contestação de que dos velhos demais para abraçar tudo sem renovação de pessoas e acima de tudo de mentalidades.
Eu não sou como me vejo ao espelho, sou como diria Agustina Bessa Luís, como os outros me vêem.
E confesso que não gosto da nenhuma dessasimagens - a do espelho e aquela que ressalta das palavras que escrevo.
Sou feio em ambas ao que parece mas aceito essa condição. Estará também recetivo a aceitar o mesmo? Parece-me difícil...
A DGAJ se me oferecer três mil limpos, mais alojamento, mudo me para para Sul, perto da praia. A alimentação pago eu!
ResponderEliminarInfelizmente temos os cromos dos secretários indigitados pelas administrações a ligar as 9=. horas em ponto a perguntar como está o serviço...os lambe cus aos órgãos de gestão para não perderem o lugar porque já chega do termo de lambe botas
ResponderEliminarPadeço do mesmo. Estás pessoas não se enxergam. São tão estúpidos e tão baixos que só demonstram incompetência..
ResponderEliminarSão os amigos dos amigos que se tornam inimigos quando saírem dos lugares ocupados indevidamente por culpa da nossa DGAJ. Se colocassem r os secretários com curso estes nunca ocupariam tal categoria porque o nível de conhecimento é reduzido.
ResponderEliminarSó me apetecia às vezes usar a palma da mão estendida
Bom, nom era um de nós conhecer um qualquer ácaro Rui Pinto desta vida, que pusesse este "Crohnus" KO !
ResponderEliminarPrograma básico e oneroso PAGUEM