Todos representados menos os Oficiais de Justiça
A Ordem dos Solicitadores e dos Agentes de Execução (OSAE) vai realizar, entre hoje (16OUT) e sábado (18OUT), o seu Congresso Nacional, que decorrerá em Évora. O evento reunirá muitos profissionais, representantes institucionais e académicos para discutir os grandes desafios da Justiça e o papel dos solicitadores e agentes de execução na sociedade contemporânea, mas, embora tenha inúmeros convidados que abarcam todas as profissões da justiça, não inclui nenhum interveniente que seja Oficial de Justiça.
Durante três dias, os trabalhos do Congresso vão abordar temas estruturantes para o futuro da Justiça, como a modernização dos serviços públicos, a regularização fundiária e urbanística, a inovação nos processos executivos, a digitalização e cibersegurança, bem como os desafios éticos e jurídicos colocados pela inteligência artificial.
Entre os oradores convidados estarão membros do Governo, magistrados, académicos e responsáveis institucionais, que se juntarão a solicitadores e agentes de execução “para refletir sobre a modernização do sistema de justiça e o reforço da confiança dos cidadãos”.
Segundo Anabela Veloso, Bastonária da OSAE, “este Congresso é mais do que um encontro de profissionais: é um compromisso coletivo com a Justiça e com a sociedade. Queremos afirmar que os solicitadores e agentes de execução estão preparados para os desafios do amanhã, para inovar e para continuar a ser uma referência de confiança e de proximidade.”
Com esta iniciativa, a OSAE “reforça o seu compromisso em colocar os solicitadores e agentes de execução no centro da reflexão sobre a evolução da Justiça, promovendo uma profissão inovadora, próxima dos cidadãos e integrada nos grandes desafios do futuro”.
Aceda, pela hiperligação incorporada que segue, ao “Programa completo do Congresso”.
No programa poderá constatar a grande variedade de convidados intervenientes e a ampla abrangência dos temas em apreciação, tal como deverá notar a ausência total de qualquer representante dos Oficiais de Justiça, não apenas um Oficial de Justiça qualquer a título individual, um representante sindical, ou mesmo um representante do Conselho dos Oficiais de Justiça. Ninguém! Como se os Oficiais de Justiça não fizessem parte da máquina da Justiça e como se esse conjunto de indivíduos, com quase 7500 almas, não tivesse existência terrena.
Traga-me, por favor, um galão e meia torrada!

E já agora....um copinho de vinho tinto!
ResponderEliminarEfetivamente é uma falha grave por parte da Osae.
ResponderEliminarContudo, o nível de iliteracia e falta de urbanidade, demonstrada por boa parte dos "comentadores" OJs que andam por este blogue e outras redes, não terá passado despercebido a quem os "esqueceu", e se não é fator decisivo, concerteza que terá a sua influência.
Paga o justo pelo pecador.
Sim, és o maior.
ResponderEliminarEspecial comentador.
A mania das grandezas e do nivel faz isso.
Osae sabe que és bom demais.
Mal aproveitado nos tribunais.
Como dizem, eu agora quero é saber e tratar de mim. Cansado de ser roubado e maltratado.
ResponderEliminarTenho é que tratar de mim, pois não me revevejo em balelas.
25 anos depois.
Canssei de tretas
Eu, pessoalmente, e penso que a maioria de nós, também não quer saber de solicitadores e AE para nada!
ResponderEliminarEles não tiveram pudor em o demonstrar, cá estaremos!...
O comentário das 08:36 não poderia ser mais lúcido.
ResponderEliminarRetrate-se! O SFJ estará representado pela sua Presidente e pela sua Tesoureira. Para afirmar o que afirma, informou-se junto dos sindicatos? Enfim...
ResponderEliminarEntretanto, os policias já se preparam para voltar aos protestou de rua e na comunicação social. Reclamam melhores condições e mais dinheiro. Isto quando á um ano atrás tiveram um acordo de mais 300 euros.
ResponderEliminarE nós?? Nada, levamos uns miseros 100 euros ( em média) e bico calado que já é muito bom.
Desde quando a osae se lembra dos Oficiais de Justiça? Não me ocorre nenhuma.
ResponderEliminarDevias saber que nem sempre o que parece é!
ResponderEliminarAqui pode-se comentar e sarcasticanente e demonstrar rauva e indignação pelo que foi matar a carreira.
Quem não percebe o contexto e só vê com palas e seu proprio umbigo, que continue.
Grande carreira morta.
eu insisto:
ResponderEliminarComo eu compreendo a OSAE ao não convidar os representantes dos Oficiais de Justiça. Que conveniente. Talvez seja medo de que, se eles aparecerem, se lembrem que o serviço que hoje fazem já foi deles. E que não digam as vezes que eles ligam para as secretarias a perguntar como se faz e o que é aquele despacho do meritíssimo, etc, etc, etc,..
ResponderEliminarNão sei, é só uma ideia e não vá alguém falar demais e estragar o festim.
Aspirantes a advogados e ser elitistas, a empinar o nariz, a colocarem-se em bicos dos pés.
ResponderEliminarAlgo novo?
Moços e Moças os oficiais de justiça estão a ser obliterados de proposito os solicitadores já os substituíram em parte e no futuro pouco vão deixar para os sobrante, apenas ficarão tarefas menores de chamar testemunhas, gravar audiências fazer atas e pouco mais
ResponderEliminaresperem para ver
Retrate-se o(a) comentador(a), porquanto não conseguiu perceber o que leu no artigo, o qual se reitera integralmente, contendo ligação ao programa oficial e integral do evento.
ResponderEliminarParece-me que o problema que o artigo de hoje levanta é mais profundo e complexo do que analisar a atitude, de esquecimento ou não, dos OJ. Tenho para mim que o mais importante é reter que não estando representados os OJ em todos e quaisquer foruns que versem sobre justiça, a sua realidade, presente e futuro, a nossa importância e preso institucional, se é que ainda temos algum, esvazia-se e é ocupado por outras profissões/carreiras. No entanto, como de costume, nós, enquanto grupo profissional inserido numa carreira especial de grau 3, gostamos é de continuar com a cabeça "enfiada na areia", negando a realidade e o futuro que, para a maioria de nós, vai ser negro. Os OJ, em relação ao presente e futuro da carreira, comportam-se como os negacionistas, em vez de procurar perceber de que forma podemos reagir para que o impacto da realidade que se aproxima seja o menos oneroso possivel e o mais proveitoso para todos.
ResponderEliminarO artigo de hoje não pretende abordar o alegado esquecimento, nem a superficialidade do evento em si, mas trazê-lo como exemplo, mais um, porque já temos apontado outros, precisamente para essa profundidade que menciona.
ResponderEliminaro que sabe o Carlos Almeida e Marçal e o Fernando Jorge de Direito. Eles vão lá dizer o quê?
ResponderEliminarCalados são uns Doutores.
Se estão calados para quê convidar?
Andam com posições reativas, mas não são próativos. E a reação é ao relanti.
Para quê mais conversa...
Uma auditoria a todos os agentes de execução já!
ResponderEliminarE ainda há quem pense que somos muito importantes!!
ResponderEliminarAhahahahahahaha ...
certeiro
ResponderEliminarNem copiar os policias e professores sabemos.
ResponderEliminarTótós
Exactamente.
ResponderEliminarNo futuro, o OJ será um mero operador de multimédia e fazedor de actas.
Mas atenção, sempre com muito grau e muito prestígio!!!
Baixa médica será uma via.
ResponderEliminarÉ o que querem com o que nos fizeram.
Só perde quem tem, já diz o povo
Eu enquanto mantiverem o roubo que me fizeram de 2001 a 2005, estarei de baixa.
ResponderEliminarE assim que possa saio da carreira de cheira mal. É doentia.
Deixei de trabalhar há uns anos no Citius e passei para o Sitaf.
ResponderEliminarA partir de segunda vamos todos de volta para o Citius.
Qual a mudança grande que detectei?
As actividades...
As actividades não são nada mais nada menos do que ensinar a máquina... Treinar a máquina...
Estamos nos próprios a destruir a nossa profissão...
Estamos a construir a base de um programa via inteligência artificial que vai dispensar a necessidade de oficiais de justiça...
Fico triste com isto...
Somos os únicos na função pública a ceder e pioneiros pelo que percebi...
Carrega Marçal
ResponderEliminarNao há problema,
ResponderEliminarvamos para o rendimento minimo, sem problemas.
Afinal tanta gente a viver disso, somos mais uns.
Isto mais parece uns quantos ojs com uma tal licenciatura que querem equiparar a direito e que mais parecem estar interessados nos solicitadores do que na classe dos oficiais de justiça. Porque não optam pelo exercício da solicitadoria ou de agentes de execução? Esta malta não se enxerga, mesmo.
ResponderEliminarVolta Marçal, está perdoado!
ResponderEliminarA Regina não parece ser melhor do que tu!
https://www.facebook.com/share/17SMsGxThN/
ResponderEliminarEsclarecimento: o Marc não é português e está lá na qualidade de Oficial de Justiça como profissão liberal e não como Funcionário Judicial. O facto da tradução ser a de Oficial de Justiça, não significa que seja um Oficial de Justiça como o são os Funcionários de Portugal. Tal como no Brasil os Oficiais de Justiça nada têm que ver com os Funcionários dos tribunais, também na Europa os Huissier de Justice não são a mesma coisa. Assim, os Oficiais de Justiça não estão representados no painel de intervenientes oradores, nem sequer pelo estrangeiro Marc.
ResponderEliminarEsclarecimento: a presidente do SFJ esteve presente, tal como muitos outros convidados estiveram presentes, mas não como interveniente oradora, isto é, foi convidada, tal como outros, para assistir, como público, mas para estar calada. O que aborda o artigo de hoje é precisamente esse silêncio a que foram votados os OJ, tendo a OSAE convidado tudo e todos para intervir, como podem ver no extenso programa e nem um cantinho de 1 minuto concederam a qualquer representante dos Oficiais de Justiça. Em contrapartida, deram um foto com sorrisos bonitos e a isto se resume a intervenção da presidente do SFJ: caladinha mas contente.
ResponderEliminarHoje, não sei se a Dra. Regina falou!
ResponderEliminarMas, no dia de ontem no tribunal de Évora, falou e muito!
Resumindo, o que disse:
Para o ano espera-nos um SIADAP (5 ANOS)
Não somo obrigados a aceitar, e só temos de parar a máquina .. ... por tempo indeterminado e ... ... tudo se resolverá!
ResponderEliminarO problema são os sindicatos e os seus dirigentes!
Por muito que tente explicar o óbvio, os solicitadores/oficiais de justiça vão sempre querer dourar a pílula, ou melhor, a fotografia. É o que temos. Arrogamo-nos como muito importantes, mas depois resumimo-nos à nossa insignificância e discordamos de quem pretende maior preponderância.
ResponderEliminarE que tal alguem enviar um email à osae a recordadr que os oficiais de justiça existem e atla como eles exercem funções de agente de execução
ResponderEliminar100 euros colega? eu recebi cerca de 13 euros. É bom não é? Além de despromovida o aumento salarial é maravilhoso.
ResponderEliminar...e modéstia à parte, era mais bem feito quando era feito pelos O.j.s. Nunca vi autos de diligências tão maus como os dos actuais Agentes de Execução. E como maior " segurança " à falta de melhor palavra. É comum haver Ag. Execução presos. Isso era inexistente, quando esse trabalho era feito pelos OJ.s
ResponderEliminarGostava imenso de saber quais os resultados dessa reforma, para os cidadãos, mas nunca consegui. Porque diminui a qualidade, a segurança, gostaria de saber se aumentou a rapidez- tenho o palpite que não- mas é só 1 palpite.
Já se sabia que ia ficar mais caro- se calhar, foi só isso que aconteceu.
Parece bem, em teoria. Então e os presos? Então e as crianças? E os " maiores acompanhados "? O " direito das pessoas à justiça " vai esbarrar no nosso " direito à greve" -
ResponderEliminarComplexos de inferioridade...
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