A meta móvel do Governo em relação ao Estatuto em revisão reservada
Difundiu esta semana a Agência Lusa informação, que foi reproduzida em vários meios de comunicação social, na qual se citava o secretário de Estado e adjunto da Justiça, dizendo que tem como meta o final deste ano para a conclusão do processo negocial relativo à revisão do Estatuto dos Oficiais de Justiça.
Metas de finais de ano, para o mesmo efeito, já há muitos anos que os Oficiais de Justiça as ouvem, seja de secretários de Estado, seja de ministras da Justiça; são mesmo muitos anos e muita gente a dizer o mesmo. No entanto, acreditamos que este ano possa ser mesmo diferente.
Na audição parlamentar, no âmbito da apreciação na especialidade da proposta de Orçamento do Estado para 2026 (OE2026), Gonçalo Pires explicou que "existe uma prioridade do Ministério da Justiça para valorizar estes profissionais".
E acrescentou: "Já houve uma valorização do ponto de vista da requalificação da carreira, mas também para nós é essencial continuar o processo de negociação no sentido da revisão global dos estatutos", disse o secretário de Estado, acrescentando que o objetivo do Governo é o de "ter concluído até ao final do ano" este processo.

Para o final do ano já não falta muito e, em face do novo método negocial com os sindicatos, em que estes vão negociando sem informar nem absorver nada dos seus representados, certamente, com tal método, se concluirão rapidamente as negociações, previsivelmente com novo acordo que será então mostrado aos Oficiais de Justiça, como facto consumado e grande vitória, tal como sucedeu no início do ano com as negociações que concluíram com o acordo assinado por todos.
O método de não passar cavaco a ninguém e ir avançando nas negociações, com acordos sucessivos até ao acordo global final, permitirá, sem dúvida alguma, que, sem a supervisão dos Oficiais de Justiça, a meta seja alcançada e mesmo antecipada.
O que resta aos Oficiais de Justiça? Esperar e ter muita fé. Ao fim e ao cabo, algo com que já estão bem familiarizados desde há muitos anos, ou melhor, desde há décadas – e, sim, são décadas no plural –, esperar e ter fé é algo que não move os Oficiais de Justiça, mas que os tem mantido pacatos e abananados, mas cheios de fé.

No entanto, apesar do secretário de Estado ter afirmado que existe a tal meta do final do ano para a conclusão da revisão do Estatuto dos Oficiais de Justiça, a Nota Explicativa do Ministério da Justiça para o Orçamento de Estado de 2026, mantém a revisão do Estatuto elencada nos propósitos do Ministério da Justiça para o próximo ano.
No item da valorização das carreiras na justiça, na alínea a) consta assim para o próximo ano: «Nos tribunais, prosseguirá a revisão do Estatuto dos Funcionários de Justiça».
Portanto, de acordo com o Governo, prosseguirá a revisão em 2026. Existirá uma meta, mas poderá ser uma meta móvel.
Consta ainda, na mesma referida Nota Explicativa, que o Ministério da Justiça apresentou na Assembleia da República, que «Persiste o firme compromisso com o reforço, valorização e modernização dos recursos humanos da justiça, destacando-se a revisão das carreiras e rejuvenescimento de quadros com destaque para os funcionários dos tribunais».
Já no que diz respeito ao aprofundamento da digitalização, e em concreto em relação aos Oficiais de Justiça, consta o seguinte:
«Melhorar a formação e capacitação dos funcionários em tecnologias digitais, formando 40% dos funcionários em ferramentas digitais relevantes para a sua atividade.»
Por fim, destacamos uma das medidas que foi bandeira dos governos anteriores, do PS, e deverá ser continuada em 2026 nos seguintes termos:
«Promover a evolução do Balcão+, com a aquisição de novos quiosques e monitores LCD, bem como a adaptação do sistema a novos requisitos funcionais e operacionais, estimando-se um aumento de 10% no número de atendimentos realizados. A iniciativa visa melhorar a experiência de atendimento nos tribunais, aumentar a autonomia dos utentes e reduzir a pressão sobre os serviços administrativos.»
A mencionada Nota Explicativa do Ministério da Justiça para o Orçamento de Estado para 2026 pode ser consultada "AQUI".
Pode ainda assistir à audição de ontem da ministra da Justiça, no âmbito da apreciação, na especialidade, do Orçamento do Estado para 2026, conjunta com a Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias, através do seguinte vídeo:

Fonte: “Lusa / Notícias ao Minuto” e “AR/MJ-NotaExplicaOE2026”.
Exista mesmo um pacto dos representantes sindicais com o governo.
ResponderEliminarAcreditam no governo, estimando os seus membros e, em detrimento, desvalorizam e têm vergonha das pessoas que representam e são a razão da existência dos lugares que ocupam e lhes permite levarem uma vida sem stress e sem cumprir horários stressantes
O mundo está invertido
Começou muito bem a Regina, mas durou pouco
Já riscou do seu dicionário as palavras , transparência, partilha, consulta, democracia
Até nunca, cara senhora
Infelizmente poderá pagar o justo pelo pecador.
ResponderEliminarJá dizia um dia Ferreira Leite que por vezes é preciso suspender a democracia para se conseguir reformas essenciais ao país.
Com a falta de ética e urbanidade reinante nas redes sociais, mídia e mesmo na AR, e com a Cheganada a destilar odio e a defender medidas inexequiveis com que o Ventrulha lhes enfiou lhes no "cérebro", é de todo compreensível que todas estas reformas sejam feitas com algum secretismo.
De todo modo estou confiante que vamos ter um bom estatuto.
A idiotice dos balcões + não tramitam nem findam processos. Ninguém fala do importante apenas ideias gerais e vagas. Querem reformar a Justiça, reforme os OJ, com idades muito elevadas para as mudanças tecnológicas. É só treta!
ResponderEliminarSó coveiros.
ResponderEliminarQuem puder fuja.
A ser verdade está informação, e a confirmar-me que os sindicatos estão a avançar com negociações com o ministério sem se recusarem a prosseguir antes que as questões e injustiças que ficaram por resolver na sequência do anterior decreto-lei, será a derradeira traição que os sindicatos fazem ao Oficiais de Justiça. Até que as várias injustiças que surgiram do último acordo efetuado pelos sindicatos, estes apenas tinham uma coisa a fazer, deixar o governo a falar sozinho até que resolvesse mudar de atitude. Assim, a confirmar-me estes sindicalistas ficaram conhecidos como os Judas dos Oficiais de Justiça.
ResponderEliminar30 anos de mentiras.
ResponderEliminarPor isso passei a votar CHEGA.
E cago para os as virgens ofendidas.
Continuarei de baixa até que me reponham um escalão roubado.
ResponderEliminarRoubado de 2001 a 2005. Tempo probatório anormal.
Paguem e depois voltarei.
Depende sempre da perspectiva, obviamente. Para já, com o assinado e mesmo implementado foi um excelente acordo para a Tutela e Governo, sem quaisquer dúvidas... Mas não estará a referir-se nessa continuidade, certo? Certo?
ResponderEliminarEnquanto houver "portas giratórias" para os nossos dirigentes sindicais!
ResponderEliminarEstamos fodidos e mal pagos!
Chega mesmo!
ResponderEliminarTrafulhas por trafulhas.
Chega!
6 oficiais de justiça na grande manifestação de hoje à tarde
ResponderEliminarSe ninguém fosse votar ou votassem em branco nas eleições para o COJ isso que era um protesto bem feito
ResponderEliminarIsso é muito pouco inteligente.
ResponderEliminarO que devemos fazer é votar numa lista que não seja a do sindicato.
Isso sim, ia magoá-los.
Mas na verdade aqueles que habitualmente são contra tudo e contra todos e que falam sempre muito e nunca estão satisfeitos com nada, vão votar nas listas do sindicato.
Há mais.
ResponderEliminarContra o roubo sempre!
30 anos desta merda
ResponderEliminarOjs há muitos e bem de vida
ResponderEliminarAinda gostava de saber para que é necessário um Balcão+ num tribunal só com um juízo e juiz e com um funcionário na central que faz de tudo quando está e quando não está são os 2 funcionários da secção que asseguram tudo. Tenham mas juízo. Segurança à porta que é necessário, nada, alarme incêndio, alarme normal, nada e andam preocupados com o balcões+.
ResponderEliminarMuito bem.
ResponderEliminarcomo se o chega resolvesse o problema
ResponderEliminaralguns gostariam de voltarem a ser bufos como foram os seus parentes que contam histórias de arrepiar.
bufar e bufar e os inimigos eram presos pela policia politica.
alguns ainda, provavelmente bufam colegas e esperam subir na carreira bufando.
mete o chega onde todos sabemos
Para ti e outros que tais mtrto CHEGA na mesa de voto.
ResponderEliminarAté morrer
ResponderEliminarNunca desistirei do roubo.
Certeiro.
ResponderEliminarMas é preciso gastar o dinheiro do prr.
Embtudo menos meter funcionários.
Fodam-se todos
Por estas e outras
ResponderEliminarPassei e serei e votarei CHEGA
MUDO DE MOSCAS
CANSADO DE 50 ANOS DE MERDA
Nunca mas nunca votarei no c.o.j. são uns paus mandados dos administradores e magistrados. Que se foda o coj
ResponderEliminarComo oj sou sindicalizado fora sfj e soj.
ResponderEliminarApenas para ter apoio juridico serio na área administrativa.
O resto é merda.
Há mais do que eles pensam.
ResponderEliminarFazem porcaria e chega sobe.
Engulam.
Se estão brm de vida engulam.
Sem duvida.
ResponderEliminarChulos.
E vão dois.
ResponderEliminarO povo está se bem cagar para o Chega e para vocês todos.
ResponderEliminarCambada de parasitas, subsídio dependentes, todos sentados à espera que o Estado faça aquilo que a vossa incapacidade não permitiu.
...pode-se sempre dizer que a classe lá esteve representada por mais do que uma mão cheia de elementos...
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