As pessoas que existem antes, e não depois, dos problemas informáticos
As vicissitudes da transição do SITAF para o CITIUS não se resumem a meros problemas de índole informático, pois há gente por trás de tais contrariedades; gente que, de repente, após imensos anos a trabalhar num sistema, tem de enfrentar todo um mundo novo de uma “nova” plataforma onde tudo é diferente.
Os Oficiais de Justiça desta transição estão a penar mais do que os Oficiais de Justiça das transições anteriores, seja a de 2009, aquando da instalação das comarcas piloto, ou aquando da transição para o novo mapa judiciário em 2014.
Nessas alturas, também houve imensos problemas informáticos, sendo especialmente vistoso o apagão de meses em 2014, mas, nessa altura, a plataforma de trabalho não sofreu mudanças tão consideráveis quanto as que se operaram agora para todos os Oficiais de Justiça dos Tribunais Administrativos e Fiscais (TAF).
Atualmente, para os Oficiais de Justiça dos TAF, os problemas informáticos da transição para o CITIUS até são o menor dos seus problemas, porque a maior dor de cabeça é mesmo ter de trabalhar numa plataforma com uma dimensão tão grande como é o CITIUS e que lhes era desconhecida.
Claro que os Oficiais de Justiça lá acabarão por se desenrascar, como sempre o fizeram e lá acabarão por aprender a trabalhar no CITIUS, passo a passo, tentativa após tentativa, erro após erro.
Perante esta dimensão pessoal de cada Oficial de Justiça dos TAF, vimos a última nota informativa do Sindicato dos Funcionários Judiciais (SFJ) preocupar-se com os problemas informáticos da transição.
Lia-se o seguinte na nota do SFJ:
«O SFJ diligenciou pelo envio de um ofício ao IGFEJ visando esclarecimentos sobre as graves anomalias verificadas na migração do SITAF para o CITIUS, que têm colocado em causa o funcionamento dos TAF e, consequentemente, o trabalho realizado pelos Oficiais de Justiça e demais Funcionários de Justiça e os problemas e a lentidão generalizada que afetam de forma recorrente o CITIUS na jurisdição comum.»
No entanto, em simultâneo, e muito bem, o SFJ também interpelou a DGAJ quanto à problemática da formação dos Oficiais de Justiça para lidarem com a “nova plataforma”.
Lia-se o seguinte na nota do SFJ:
«A DGAJ informou este sindicato de que será adotada uma nova estratégia formativa nos TAF quanto ao CITIUS: nos próximos dias, todos os tribunais terão um formador presencial para apoio direto aos colegas e, durante o mês de novembro, serão implementadas soluções inovadoras de formação “on job”.»
Ou seja, atente-se bem nisto: o desligamento do SITAF teve início no final do dia do passado dia 17 de outubro, mas as “soluções inovadoras de formação on job”, vão começar agora em novembro.
A dita formação “on job” significa que a formação é ministrada em contexto de trabalho, isto é, os Oficiais de Justiça vão trabalhando e o formador presencial está ali para ajudar nesse trabalho.
Que ninguém pare de trabalhar para aprender, pois tem de aprender sem perder tempo com isso, trabalhando sempre.
É esta a dita “solução inovadora” “on job”: não parar de trabalhar para aprender.
Conclui a nota informativa do SFJ afirmando que este Sindicato está atento aos problemas: “Estamos atentos, e assim continuaremos, tendo em vista a resolução dos problemas”, no entanto, essa resolução de problemas, até ao momento, não constituiu nenhuma reivindicação, designadamente, formativa, mas apenas o envio de dois ofícios, dois e-mails: um para o IGFEJ e outro para a DGAJ.
Lê-se assim na nota sindical:
«O SFJ diligenciou pelo envio de um ofício ao IGFEJ visando esclarecimentos.» e «enviou um pedido de esclarecimentos à DGAJ».
De acordo com a nota, estes ofícios pedindo esclarecimentos, ocorreram após a transição e após a perceção dos problemas, desde logo amplificados na comunicação social por outros sindicatos de outras classes profissionais.
É necessário aprender com os erros e se os erros do passado já foram esquecidos, então, pelo menos, que se aprenda com os erros do presente, porque, afinal, os erros de agora são idênticos aos erros do passado.
A falta de audição dos Oficiais de Justiça nas transições ou nas mais diversas ações que a Administração leva a cabo, refletem-se sempre negativamente nessas mesmas ações e transições. E que todos tomem boa nota: não basta ouvir os Oficiais de Justiça para que estes apenas se lamentem dos problemas informáticos, porque, afinal, isso já fazem todos os dias, é necessário ouvi-los nesses lamentos, mas também ouvi-los nas suas propostas de soluções.
Sim, os Oficiais de Justiça podem contribuir positivamente para a melhoria das plataformas no seu funcionamento e sua interação com os humanos, mas, para isso, é imprescindível que haja do outro lado alguém que ouça, ajuste e implemente as melhorias e esta audição só pode ser diária, também “on job”, de cada vez que surge um problema e não numa recolha de opiniões a cada x anos, num e-mail geral para marcar presença.
É necessário que se reivindique um canal direto para quem ouça as sugestões de melhoria das plataformas e ao minuto; isto é que é uma “solução inovadora”, também “on job”, que os sindicatos têm de reivindicar, para que cada Oficial de Justiça possa comunicar imediatamente o problema com que se deparou e a solução que, para o mesmo, propõe.
No que diz respeito à trapalhada instalada da situação atual é a mesma coisa: ouvir os Oficiais de Justiça e as suas propostas de solução e, como isso não foi feito antes, que seja agora, à pressa claro, mas que seja.
Quando está de azul confunde-se com o céu.

Fontes: “SFJ-Info Sítio”, “SFJ-Info Página Facebook” e artigos DD-OJ de "20OUT2025" e de "31OUT2025".
Oj há anos que é tratado como merda.
ResponderEliminarE pelos vistos gostam,
Mansinhos.
Tem o equivalente à luta que dão.
Aguentem mansos.
Paguem o que me devem.
ResponderEliminarRoubo de 1 escalão há 20 anos.
Roubo 2001 a 2005.
ResponderEliminarHabituem-se !!
Atualizem-se !!
Isto não é a idade média!!
Somos lixo.
ResponderEliminarPena de quem tem filhos. Que futuro?
"Ipsis verbis" mas para a classe pol(h)ítica que se governa e no mais apenas desgoverna... naturalmente também é extensível aos seus "acólitos" armados em "nova burguesia"...
ResponderEliminarohahoh
ResponderEliminarÉs um chefezinhto? ou chefezão?
Sem dúvida!
ResponderEliminarEu estou de baixa.
Continuem.
Nem pago renda nem nada.
Colega ponha manso nisso.
ResponderEliminarAssim têm o resultado.
E varre os corredores.
ResponderEliminarMuda lâmpadas.
E muda fraldas eeheh
força camaradas
Sem dúvida, quem tem filhos devia estar preocupado com a inércia de não dar luta à tutela, mas ok.
ResponderEliminarO pai Natal está a chegar.
Eu conheci um que ia ligar a ficha na tomada do gabinete da magistrada, para aquecer o almoço que ela trazia num termo 😂😂😂😂😂
ResponderEliminarNem uma linha sobre a última reunião...
ResponderEliminarTalvez lá para sexta-feira pelas 24H00.
Esconderam dos OJ o acordo até aquele estar assinado.
ResponderEliminarEsconderam dos OJ que apresentaram alterações à tabela remuneratória na véspera da anterior reunião.
Escondem agora dos OJ uma nova reunião com a tutela.
Nem há palavras para tamanho roubo
ResponderEliminarQuarto dia do mês de Novembro e o CRL do movimento não sai.
ResponderEliminarE os sindicatos caladinhos como sempre.
Afinal, houve, ou não, reunião a 30 de Outubro sr. bloguer?
ResponderEliminarAcho estranho os sindicatos, mesmo após interpelação, nada dizerem.
Se isto continuar assim, a Direção do SFJ deve ponderar a sua continuidade.
ResponderEliminarSr. Zorro, a informação que nos foi facultada é a de que houve reunião e confiamos nas fontes (mais do que uma) e por esse motivo divulgamos.
ResponderEliminarO SFJ, em face de todo este destrato, tem que ser, necessariamente e sem dó nem piedade, fortemente castigado nas próximas eleições para COJ !!!
ResponderEliminarSe este indecoroso e lamentável silêncio se mantiver relativamente ao movimento, na próxima semana meto baixa.
ResponderEliminarÉ impossível trabalhar-se assim, num constante estado de nervos que nos põe doentes.
Eu quase a deitar toalha ao chão.
NÃO BRINQUEM COM AS PESSOAS!!
NAO ESTRAGUEM AINDA MAIS A NOSSA DÉBIL SAÚDE!!!
Eu conheço um que até por utilizar um envelope novo para recolher o dinheiro para pagar o almoço de natal deu um sermão á auxiliar. " Não tinha envelopes usados para isso"
ResponderEliminarSegundo as más-línguas, à porta do SFJ e do SOJ, está afixada uma tabeleta com os seguintes dizeres:
ResponderEliminarNÃO ESTÁ CONTENTE!
VA AO TOTTA!
Já questionou o SOJ do porquê de estar sempre à espera que o SFJ apresente comunicados e esclarecimentos em primeiro lugar? Tem visto por aqui os apaniguados do SOJ a criticarem o silêncio do sue sindicato? Ao longo destas últimas décadas nunca assisti ao SOj à apresentar um comunicado antes do SFJ. Curioso, não?! O Carlos Almeida não esteve presente na reunião? O Carlos Almeida não esteve presente nas negociações dos acordos? Carago, perguntem-lhe sobre o que se passa!
ResponderEliminarBaixa colectiva.
ResponderEliminarA começar pelos eventuais de 2001 a 2004.