O “Déjà vu” sindical
Felizmente, a Assembleia da República não faz pactos de segredo com os sindicatos, facto que permitiu que o Sindicato dos Funcionários Judiciais (SFJ) viesse este sábado divulgar aos Oficiais de Justiça uma audição no Parlamento onde foi queixar-se do Governo, do mesmo Governo com quem pactuou nada dizer aos Oficiais de Justiça sobre a (in)evolução das negociações e reuniões.
A audição prende-se com a proposta de Lei do Orçamento de Estado para 2026 e o SFJ foi ouvido pela 5.ª Comissão da Assembleia da República, a Comissão de Orçamento, Finanças e Administração Pública (COFAP).
Em nota informativa, o SFJ informa que foi lá com o propósito de “expor aos deputados os graves desequilíbrios existentes na carreira dos Oficiais de Justiça, acumulados ao longo de 25 anos e não resolvidos pelo Decreto-Lei n.º 27/2025, de 20 de março”.
Recorde-se que esse Decreto-lei de que se queixa agora o Sindicato é o resultado do acordo secreto antes obtido, que só foi divulgado aos Oficiais de Justiça quando consumado, sendo apresentado como uma relevante vitória que, curiosamente, agora carece de se ir fazer queixinhas aos deputados, como se o tal Decreto-Lei tivesse nascido do nada..
Diz ainda a mesma nota que “a transição remuneratória materializada pelo Decreto-Lei n.º 27/2025, revelou-se insuficiente para assegurar uma efetiva e justa valorização dos atuais profissionais de uma carreira que tem sido, há décadas, essencial para o funcionamento dos tribunais e do Ministério Público”.
O SFJ elencou também as injustiças do Governo de que se queixou, sendo que algumas dessas injustiças não têm nada a ver com a transição remuneratória da carreira, sendo problemas mais antigos do que isso.
E refere-se assim: “A necessária e urgente correção de injustiças e desigualdades decorrentes da transição remuneratória; a devolução do tempo de serviço congelado não recuperado”; a aplicação do recente acórdão do Tribunal Constitucional”.
Conclui a nota assim: “Tudo de forma a repor a justiça e dignidade há muito exigidas, valorizando os atuais Oficiais de Justiça, fundamentais para o bom funcionamento dos tribunais e serviços do Ministério Público”.
Ficam, pois, os Oficiais de Justiça a saber o que se passou na reunião-audição no Parlamento, mas nada sabem do que se passa nas reuniões com o principal visado: o Governo. No entanto, não parece nada difícil de adivinhar, não só o que se passa nessas reuniões e, desde logo, a descoloração das linhas vermelhas.
Uma vez que as reuniões parlamentares não darão qualquer fruto, como nunca deram, os Oficiais de Justiça estão verdadeiramente interessados é nas reuniões com o Governo e não destas ou doutras que tais que não irão conduzir a nada.
Por este andar, depois do novo acordo que porá fim às negociações do Estatuto, haveremos de ver uma nova direção sindical a queixar-se novamente do Governo na Assembleia da República, tal como vem acontecendo desde sempre, com todos a correr para o Parlamento, queixando-se de que nenhum governo lhes liga, não só os sindicatos, como também iniciativas independentes de Oficiais de Justiça.
Já vimos de tudo, já vimos como tudo se repete e, por isso mesmo, podemos prever as repetições com grande grau de certeza.

Fonte: “SFJ-Info-08NOV2025”.
Muito bem o blog expor estas hipocrisias.
ResponderEliminarAssinam um acordo que acaba com a carreira e agora vão-se queixar.
Evidentemente que ninguém nos pode levar a sério.
Reivindicações e greves, por fim é assinado um acordo que é anunciado com grande pompa pelo presidente como se fosse a oitava maravilha do mundo.
A maioria aplaude pois finalmente acaba-se com a adjuntivite e com os adjuntos que são o mal de toda a carreira.
Agora deram conta que afinal o maravilhoso acordo não é assim tão bom e queixam-se.
Vão gozar com o CRL.
Não têm credibilidade nenhuma. E o governo sabe disso.
Concordo a duzentos por cento com a apreciação. Deja vu, também, na postura da líder sindical. Porém, ao contrário do Marçal cuja postura era de subserviência. Está nova líder parece estar de tido ainda mais subserviente e babada com as reuniões secretas. Dali nada sai, é o blokout total, o desprezo total aos ignorantes que compõem a classe e que nela confiaram para os representar .
ResponderEliminarPor outro lado, utiliza muito as redes sociais para se normalizar com a classe, para que vejam que até é normal como todos os outros, é post its diso, é posição quanto aquilo, e viagem aqui, e cerveja em acola
Respeito pela classe é que não vislumbro.
Vamos levar com um grande B. M. , e não é carro.
A nossa sina ao longo de todos estes anos tem sido essa:
ResponderEliminar- muitos BM's para os oficiais de justiça !!
Sempre com o alto patrocínio do sindicato ...
Ao ler os comentários a este e outros artigos semelhantes, onde se criticam e ofendem líderes siindicais, relembro um registo de video do discurso de um :deputadozito do Chega, onde promete que se for governo, os sindicalistas vão perder a mama e começar a trabalhar.
ResponderEliminarOu seja, passam a exercer liberdade sindical depois de jantar e ao domingo.
Op
ResponderEliminarHá quem viva permanentemente instalado no ressentimento e na crítica fácil. Há quem faça da desinformação o seu único propósito e da divisão a sua única missão. O texto acima é mais um exemplo disso — uma tentativa gasta de desacreditar o trabalho do SFJ, lançando suspeitas e criando ruído onde devia haver união.
ResponderEliminarO autor insiste em atacar, mas nunca em propor. Gasta energia a deturpar o que os outros constroem, mas não se conhece uma única iniciativa sua que tenha produzido qualquer benefício real para os Oficiais de Justiça. Limitou-se sempre a comentar, nunca a agir. E, quando alguém trabalha e consegue resultados — mesmo que graduais e obtidos num contexto político adverso — prefere tentar destruir em vez de reconhecer.
A verdade é simples: o SFJ tem conseguido conquistas concretas, fruto de persistência e negociação.
Foram 25 anos de bloqueios e desprezo por parte de sucessivos governos, e ainda assim, o Sindicato conseguiu avanços:
* A consagração da transição remuneratória, ainda que insuficiente, foi o primeiro passo real de valorização da carreira em décadas.
* A recuperação de tempo de serviço e a aplicação de jurisprudência constitucional são batalhas em curso, mas com bases firmadas.
* E, sobretudo, o SFJ tem sido a única estrutura que, de forma organizada e reconhecida institucionalmente, mantém a luta pelos direitos dos Oficiais de Justiça com presença, legitimidade e continuidade.
Enquanto isso, o site que publica este tipo de textos não passa de um eco de frustração — não negocia, não representa, não propõe, não constrói.
A sua “análise” limita-se a ironias e insinuações, sempre sem qualquer dado, documento ou resultado palpável. É fácil falar de “déjà vu” quando nunca se faz parte de nada novo, quando se fica à margem a comentar o esforço dos outros.
Os Oficiais de Justiça sabem distinguir quem luta e quem apenas fala.
O SFJ pode não ter conseguido tudo — porque enfrenta governos que há muito ignoram esta classe —, mas tem conseguido algo que os críticos nunca conseguiram: resultados.
Quem tudo critica e nada faz, que ao menos tenha a honestidade de reconhecer o trabalho dos que estão no terreno.
Em vez de “déjà vu”, o que há aqui é o velho hábito de destruir para se sentir relevante.
Mas, felizmente, a classe já aprendeu a ver para além do ruído e sabe quem realmente a defende.
A liberdade sindical é absolutamente importante e necessária.
ResponderEliminarMas andam aí muitos pseudo-sindicalistas que só dizem mrd e o grupo de WhatsApp está cheio deles.
Incongruentes e com palas nos olhos, só debitam aquilo que a cartilha lhe manda.
Relativamente a esses, não fazem falta nenhuma. Só fazem ruído.
Esclarecimento: os artigos são assinados e a página tem a identificação dos autores. Nenhum deles pretende protagonismo, apenas lançar as ideias e as informações disponíveis, não as secretas. Sempre defendemos a exposição das ideias e não das personalidades ou individualidades, mesmo nos comentários, por mais anónimos que sejam, o que verdadeiramente interessa é a realidade do pensamento das pessoas e não quem são as pessoas. É indiferente que o autor do comentário seja a Sónia ou o Silva, basta com que seja uma pessoa para tal comentário, pensamento ou perceção, seja válido.
ResponderEliminare a liberdade de expressão muito mais.
ResponderEliminarqueres ter liberdade para aprisionares ou outros
o que é isto?
Magistrados estão-se literalmente a cagar para os funcionários.
ResponderEliminarPonham isso nas vossas cabeças.
São amigos por conveniência.
Serei chega sempre, contra a mediocridade das virgens.
ResponderEliminarGratidão para com este blogue quecfaz mais em termos informativos aos oj que qualquer sfj e soj.
ResponderEliminarContra as mentiras e enganos de 50 anos.
ResponderEliminarPassei a ser chegano.
Muda a merda. Mas por mim não quero a merda com 50 anos mais.
Sim virgens. Atacai e ficai com 50 anos de merda.
So para constar
ResponderEliminarEnquanto não me pagarem e repuserem 1 escalão roubado de 2001 a 2005, estarei de baixa.
Quando me pagarem o roubo voltarei.
Desculpa, mas o chega não tem os efeitos do viagra
ResponderEliminarMas SFJ continua a acreditar nas mesmas mentiras disfarçadas de boa fé há 25 anos de sindicato?
ResponderEliminarAlinhsm na hipocrisia de irem à assembleia da República para o faz de conta?
Ditadura disfarçada de democracia há 8 ano de costa e mais não sei quantos de cds psd e por ai fora??
Faz de conta que são democratas SFJ
Tristeza.
Se querem ssr firmes deixrm-de pactuar co. hipocritas e falsas negociações e falsas audições.
Assim morre uma carreira.
Vou de baixa e poupo na renda de casa.
Passem bem hipócritas!
Vocês deram cabo da carreira!!
ResponderEliminarIsso é um facto!!
Conseguiram nivelar todos por baixo!!
Parabéns pela bela mrd que fizeram!!
Ó rapazito(a) não gastes o teu tempo, volta para o FB.
ResponderEliminarSei que gostavas de discutir política, mas os verdadeiros cidadãos de bem não estão para perder tempo com ovelhas amestradas pelo Adolf Ventura.
Quando leres umas merdas sem ser propaganda no twiter do Ventrulha e tiveres consciência política, aparece.
Até podes continuar a ser facho, mas quando souberes porquê, as pessoas falam contigo.
Por enquanto sabes lá tu o que és e porque votas Chega.🐏
deveria haver uma simbiose mais produtiva para ambos os lados
ResponderEliminarAMESTRADO es tu menina de voro.
ResponderEliminarVirgem.
Comes tudo há 50 anos.
Por gente como tu serei sempre chega.
Baixa mesmo.
ResponderEliminarAssim estou a poupar até me pagarem o roubo de 2001 a 2005.
Sim claro tens toda a razão.
ResponderEliminarAs virgens e os 50 anos, claro.
Já me esquecia desse slogan e tb que o Sol gira à volta da terra.
És o maior.
Os labregos acreditaram em políticos.
ResponderEliminarOs labregos têm direito a horas para tratarem nos sindicatos da defesa dos seus direitos e da classe.
Os labregos reuniram-se com os politicos sabendo que estes são interesseiros e manhosos.
Os labregos esconderam o desenrolar das "negociações"/roubo com os interesseiros dos políticos.
Os labregos não repararam que a valorização financeira da classe era uma mão cheia de nada.
Os labregos aceitaram serem os mais velhos do 3º escalão de Adjunto e Escrivão a pagar as chorudas valorizações dos mais novos.
Os labregos acreditaram nos fdp dos políticos e foram fazer quixinhas.
Os labregos serão sempre labregos.
Papagaio a papaguear o que lhe mandam cantar
ResponderEliminarChega sempre contra a bosta que mente e me rouba há 30 anos nesta profissão
ResponderEliminarChega mesmo!!!!
ResponderEliminarFaço um esforço bastante grande para não pensar na bosta que estes sindicatos ( ambos) nos fizeram
ResponderEliminarAgora bem as eleições pró c.o.j. outros que deviam era ir trabalhar prós lugares para combater a falta de funcionários.
Quando é para dar razão a um magistrado mesmo que a razão seja a favor do funcionário á primeira estão logo do magistrado.....nem querem sequer ouvir as partes frente a frente..mo que está escrito pelo Excelentíssimos juízes/ procuradores ou administradores o oficial de justiça já está com a pena disciplinar a aplicar antes até do funcionário ser ouvido.
Estamos pior do que o tempo do Salazar.
Quando uma juiz participa em 4 Escrivães ( na altura) de direito... será que estes chegaram até esta categoria que não tenham respeitado e dar se ao respeito.
Mas esta não fica por aqui... já ouvi que não participou de outro porque lhe disse que já não sou a juiz que fui...( Má)
Neste caso não deverá o C.O.J. tomar uma decisão em vez de andar sempre do mesmo atirar para o O.J.
Por isso ok C.O.J. para mim desapareceu. Não voto em que me fode.
Simbiose?
ResponderEliminarSonhei
Sonhem
Magistrados quando disseres NÃO
Estás fodido/a mais minuto menos minuto
Sempre!!
ResponderEliminarE é se querem . Se não pagam. Baixa.
Caguei também
Comigo não gozam.
ResponderEliminarSindicatos não mamam.
Sindicalizei fora de sfj e soj.
Está mais que visto que este blog incomoda o SFJ e os seus acólitos.
ResponderEliminarE vamos ver brevemente que vão tentar tirar-lhe a voz.
Ao sfj custa-lhes ouvir as verdades.
Coitados de nós oficiais de justiça. Se não fosse este blog que todos os dias nos abre os olhos estávamos bem lixados.
Se não fosse o blog faziam o queriam e não prestavam contas a ninguém.
Por isso é que incomoda tanto!!
Deves estar mesmo de baixa deves
ResponderEliminarO pessoal do sindicato é bom para ir trabalhar para o SIS.
ResponderEliminarGostam de segredos e não sai nada cá para fora.
Aproveitem, estão as inscrições abertas!!
Mais nada!!
ResponderEliminarSem dúvida!
ResponderEliminarForça blogueres.
Obrigado
COITADINHO....FAZES PARTE DO SFJ E SENTE TE ATACADO....COITADINHO....OU ES DAQUELES QUE TENS O OLHOMETRO BEM CHEIO COM ESTE NOVO ESTATUTO....COITADINHO...
ResponderEliminarABRE OS OLHOS, SO PORQUE TU ESTAS BEM NÃO QUER DIZER QUE TODOS ESTÃO BEM!!!!!
ResponderEliminarO CINISMO BRILHANTE DO SFJ, MAS NÓS ESTAMOS ATENTOS!!!
Esta gente sindicalista quer é a licenciatura em Direito na carreira para se diferenciarem dos outros, não por mérito, mas por estatuto.
Curioso é que o Oficial de Justiça não faz, nem deve fazer, juízos de valor jurídicos.
A Sr.ª Regina, quando se trata do Estatuto dos OJ, vai ao Ministério da Justiça dizer que contam três licenciaturas (Direito, Administração Pública e Solicitadoria), mas depois, nas costas, vai fazer queixinhas à DGAJ e defender que só o Direito é válido para a carreira.
Que cinismo!!
ResponderEliminarO CINISMO BRILHANTE DO SFJ, MAS NÓS ESTAMOS ATENTOS!!!
Esta gente sindicalista quer é a licenciatura em Direito na carreira para se diferenciarem dos outros, não por mérito, mas por estatuto.
Curioso é que o Oficial de Justiça não faz, nem deve fazer, juízos de valor jurídicos.
A Sr.ª Regina, quando se trata do Estatuto dos OJ, vai ao Ministério da Justiça dizer que contam três licenciaturas (Direito, Administração Pública e Solicitadoria), para a carreira, mas depois, nas costas, vai fazer queixinhas à DGAJ e defender que só a Lic. Direito é válida para a carreira.
Que cinismo!!