O pânico e algum histerismo criado pelo IGFEJ disfarçado
No dia de ontem, após a divulgação de um e-mail do IGFEJ em que o próprio se disfarçou de ataque de “phishing”, deixando diversas pistas sobre a falsidade do e-mail, surgiram imensos alertas sobre o pretenso ataque.
O falso ataque, com o falso e-mail, faz parte da campanha de consciencialização em cibersegurança que o IGFEJ está a levar a cabo e cujas ações já foram anunciadas para acontecer durante os próximos meses, assim se inaugurando a campanha.
A divulgação do e-mail acabou por lançar o pânico entre muitos Oficiais de Justiça e outros profissionais da justiça, mas também em entidades próprias de cibersegurança.
O Gabinete da Cibercriminalidade da Procuradoria-Geral da República, lançou mesmo um comunicado alertando para o tal e-mail da campanha de consciencialização do IGFEJ.
Também o Conselho Superior da Magistratura (CSM) divulgou um alerta sobre o perigo iminente de tal e-mail, pedindo que se reportasse para o seu e-mail dedicado à cibersegurança.
Estas entidades caíram que nem patinhos na campanha do IGFEJ.
Por entre o pânico e o alvoroço, ninguém reparou que tantos avisos provinham de todos os lados menos do próprio IGFEJ.
O Instituto responsável pela informática nos tribunais nada disse, especialmente quando era ele próprio o visado no pretenso ataque de “phishing”.
Era evidente que tal silêncio não fazia sentido, caso fosse um verdadeiro ataque de “phishing”, tanto mais que nem os e-mails, que até foram enviados faseadamente, não foram bloqueados, quando outros, mais inocentes, o são.
Tudo apontava o dedo a uma campanha de consciencialização levada a cabo em segredo para, precisamente, causar toda esta turbulência e por toda a gente a falar do assunto, abordando os indícios da desconfiança, ou não, das palavras que identificaram no texto como impróprias, o endereço falso, etc.
Pena é que entidades especializadas na cibercriminalidade e cibersegurança tenham caído no engodo.
Que alguns Oficiais de Justiça mais distraídos se assustassem é compreensível, mas que o pânico levasse entidades responsáveis por assuntos desta área à leviandade de análise, é algo sério e indicia que tais entidades não são suficientemente fidedignas na análise e na informação prestada, reagindo com a leviandade de qualquer cidadão comum.
Sem a necessária confiança, os Oficiais de Justiça têm de considerar que não se encontram suficientemente seguros e esta campanha do IGFEJ serviu também para descobrir tal ineficácia.

Alguns Oficiais de Justiça denunciaram prontamente o e-mail ao IGFEJ e, em resposta, o Instituto elogiou de imediato a atitude e explicou a campanha.
«O procedimento que adotou, de nos reportar uma mensagem de correio eletrónico suspeita, foi o correto.»
E prosseguia a resposta assim:
«Esta mensagem faz parte do plano de consciencialização do IGFEJ que pretende consciencializar os utilizadores da Rede de Comunicações da Justiça para os perigos que mensagens, como a que reportou, podem representar.»
Portanto, explicado e até aqui tudo bem, mas a partir deste parágrafo até surgiram dúvidas sobre a autenticidade da resposta, pois o domínio da língua portuguesa passou a fraquejar. Prosseguia assim a mensagem: «Gostaríamos de salutar a sua contribuição…»
Ora, como se sabe, os erros de escrita são alertas para a falsidade e o autor da resposta utiliza o termo “salutar” confundindo-o com “saudar”, o que, em termos de dúvidas sobre a autenticidade das mensagens difundidas eletronicamente faz acender imediatamente as luzes vermelhas. Mas depois percebemos que este erro é, infelizmente, algo comum em determinadas pessoas e até em determinada zona do país. Já agora, perceba-se: é salutar que alguém venha saudar a contribuição, mas nunca se “saluta” quem o faz, porque saúda-se.
A campanha de consciencialização visava, em primeira linha, os utilizadores dos e-mails pessoais corporativos, mas acabou por afetar a credibilidade de organizações e, nesse sentido, embora a campanha não se destinasse à apropriação de dados, apropriou-se do conhecimento de vulnerabilidades.
A PGR, por exemplo, foi uma das entidades que caiu perfeitamente no engodo e tal engodo, ainda que detenha propósitos “benignos”, não poderá constituir uma ação passível de algum enquadramento penal?
A PGR terá de avaliar a ação do IGFEJ, pois não se pode admitir que ações deste género pululem na Internet, mesmo que não tenham propósitos malignos, pois um dia destes estaremos sujeitos a outras campanhas, desde logo publicitárias e com outros propósitos, ainda que malignamente benignas.
O Inquérito poderá deixar de lado o “phishing”, mas não pode deixar de recentrar a sua atenção na ação que afetou o país inteiro. Ou será que foram cúmplices?
Doce, foi doce.


Parece que não conhecem a história do Pedro e do lobo: quando for verdade sairá tudo infetado.
ResponderEliminarDenunciar logo
ResponderEliminarTal como denunciar ovroubo dos eventuais de 2001 a 2005,l.
NUnCa CALAR!!!!
1 escalão roubado ao longo de 20 anos dentro da rede judiciária informática ou não
ROUBO
Já passou um dia e ainda estou a rir com a reacção de muitos “responsáveis” 😂😂😂
ResponderEliminarMas vou rir mais quando ocorrer a sério (não é se, mas quando) e aí quero ver como vão justificar as nomeações.
O mais caricato é que na Comarcs do Porto a acção de phishing simulada foi indevidamente divulgada no passado dia 29/10 e nem assim…
A ideia até tem sentido. Não resultou porque logo quando os OJ´s iniciaram o dia de trabalho, tinham o seguinte e-mail: "URGENTE - PHISHING - NÃO ABRIR, NÂO CARREGAR NO LINK". Logo, não teve efeito nenhum.
ResponderEliminarAté morrer!
ResponderEliminarNunca parar de denunciar o roubo.
ResponderEliminarSim, isso é muito sério e o Governo parece não querer saber!
ResponderEliminarEleições para o COJ!
ResponderEliminarCaderno eleitoral provisório.
Que profissão é esta dentro dos Tribunais?
Assessor.
ResponderEliminarNão há dinheiro...!
Triste ministério que trata OJ como lixo.
ResponderEliminarNão resolvem nada e é acão em tribunal atrás de ação.
Morremos sem ter nada resolvido das nossas vidas
PASSEI A VOTAR CHEGA!
divulgada a lista de antiguidade definitiva com mais uma data de erros, dizem, um secretário de estado a afirmar que fomos beneficiados com o acordo sindical, o movimento extraordinário que não saí, a injustiça do ex adjuntos do 3.º escalão e por aí fora, de
ResponderEliminarE a DGAJ a divulgar publicamente listagem com os emails de todos os funcionários… já sei o que vou fazer quando chegar a casa: desses milhares tenho a certeza que se consegue facilmente descobrir as passwords de algumas dezenas.
ResponderEliminaros escrivães de direito do curso de 2008 ficam sem a contagem de tempo de interino que deveria contar para a antiguidadade desde 2006...
ResponderEliminarMais uma vez vergonhoso e de uma desonestidade total e atroz. Reclamei somente porque com o mesmo tempo de serviço e antiguidade tinha colegas num índice remuneratório superior e o que fizeram nestas novas listas? Eliminaram os campos desses índices e "voilá", problema resolvido... O pior é depois ver estes Sindicatos mudos e calados, a defender os interesses da entidade patronal - governo - em vez dos trabalhadores, a soldo de uns milhões para formação, a continuarem à espera da tal boa fé. Mas que boa fé??? Deixem esses vendidos a sobreviver com os milhões da formação, deixem de pagar as cotas e rasguem, definitivamente, esses cartões que não servem para nadinha...
ResponderEliminarE porque razão é que deveriam contar esse tempo ?
ResponderEliminara categoria de escrivão é o somatório dos anos de escrivão de direito com o de secretário,
ResponderEliminaro que é isto
o secretário que estava numa categoria superior vê-se ultrapassado na lista de antiguidade pelo escrivão de direito pelo facto de este ultimo ter mais tempo de serviço
Lá vamos todos a Tribunal quando houver que destrinçar esta situação
Ah sim, eu como gostava que os governos mandassem nos tribunais, também estou a pensar em votar Chega, para ver se o Ventura manda nos juízes.
ResponderEliminarIsto da separação de poderes só dá problemas.
Nada melhor que uma ditadurazinha para pôr ordem nisto e dar cacetada nos Magistrados.
PS: este post é pura ironia na sequência de ler posts imbecis.
E informar da última reunião já não secrets , nada ?????
ResponderEliminarEntão, mas isso foi um dos principais efeitos da famosa ação dos secretários.
ResponderEliminarConseguiram acabar com a categoria e os escrivães passam à frente em antiguidade.
É tipo vitória após briga na creche.
Eu não consigo o chupa chupa, mas tu tb não o vais comer.
Enfim, só crânios.
saiu o movimento , só para algumas dezenas, mais um ano paralizado por esta corja de malfeitores, farto desta merda, só me apetece meter baixa.
ResponderEliminarO Marçal ficou colocado em Coimbra! Por favor Sr. Escrivão, é pô-lo a fazer sala! Seria justiça divina.
ResponderEliminarnos termos do artigo 76.º/1 e 2 do estatuto,
ResponderEliminarpara melhor esclarecimento ver
https://diariodarepublica.pt/dr/detalhe/acordao/07138-2006-90925675
e ver que no movimento aberto para interinos, em 1999, todos os que passaram viram esse tempo de interino contado
no movimento dos interinos de 2006 a Dgaj não contou o tempo
estás a especular mal
ResponderEliminarVai prestar apoio na PG Regional e associar-se a tantos outros que saem sempre privilegiados ...daqui por dias vai para "Assessor" ... de qualquer coisa ....
ResponderEliminarNão vai nada.
ResponderEliminarVai encabeçar a lista do sindicato para as eleições do COJ.
Desta vez o voto será electrónico e por isso, mais uma razão para todos votarmos e demonstrarmos a nossa revolta e o nosso descontentamento pelo pérfido acordo alcançado.
É ler com atenção o artigo citado. Só conta o tempo a partir do momento em que é aprovado e publicada a nota do curso.
ResponderEliminarVai uma confusão nessa cabeça!!!
ResponderEliminarMisturas listas de antiguidade com listas de transição... e saiu um molho de brócolos
ResponderEliminarestás completamente errado
conta a partir do momento em foste colocado interinamente e se o fazes seguido até à data do exame esse tempo nos termos do 76-1 conta para a antiguidade.
Tanto é assim que a dgaj e a secretaria de estado adjunto do mj o comprovam e muito bem validado pelo Tribunal
Mais dinheiro que a dgaj não nos contabilizou, tendo em conta os escalões
Verificando-se que não houve interrupção entre aquela interinidade e esta nomeação definitiva, impõe-se contar, por força do n.º 1 do citado art. 76.º, para efeitos de antiguidade na categoria de escrivão de direito, o tempo de serviço prestado pelo Recorrido Particular como interino.
ResponderEliminarPois é natural, as reclamações são tantas que uma pessoa até se perde no meio delas. O que sei é que o roubo, literal, já vai em 11 anos, ao qual acresce o que vai acontecer com a tal da passagem para o grau 3. Também sei que todos os meses estou a auferir menos 180€ do que o colega do lado com o mesmo tempo de serviço. Estou farto de reclamar, incluindo hierarquicamente e nem uma resposta sequer. Estou a atingir o limite do bom senso e da sanidade. A única coisa que temos recebido é total desprezo e desconsideração e tudo com a conivência dos tais sindicalistas que viram pol(h)íticos pelos bons serviços prestados aos sucessivos governos.
ResponderEliminarClaro que deveriam comer e calar, não é? O certo é que os Tribunais estão quase sempre a dar razão aos trabalhadores e por alguma razão será... O único problema é que todos eles estão a pecar num ponto, mas que irá deixar de acontecer, certamente, que é não demandarem os juros e a competente indemnização, isto é, se não conseguir executar a sentença terá como consequência indemnizar os lesado, depressa a tutela acabará com a total arbitrariedade e mesmo leviandade com que trata todos os assuntos relativos aos OJ. É que com a conivência dos sindicatos continuam a fazer tudo o que querem e lhes apetece sem quaisquer consequências de maior...
ResponderEliminarOu "formador" para se lambuzar numa percentagem do tal abençoado milhão...
ResponderEliminaré o número um
ResponderEliminarÉ melhor leres com atenção o antigo todo
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