Regina publica artigo recentrando a atenção de todos

      Regina Soares, presidente do Sindicato dos Funcionários Judiciais (SFJ), subscreveu mais um artigo de opinião, ontem publicado na habitual coluna das quartas-feiras no Correio da Manhã.


      Neste último artigo de opinião, Regina centra a sua atenção nas pessoas em geral e nos Oficiais de Justiça em particular, considerando-os os alicerces do futuro.


      Quer isto dizer que Regina leva em boa conta as pessoas e o futuro, obrigando os leitores a recentrar a sua atenção nestes dois aspetos: o futuro e as pessoas e não em aspetos secundários ou secundarizados, porque a base, isto é, os alicerces, são de facto as pessoas e a realidade em que estas vivem, por mais digitais e imateriais que possam ser as suas vidas.


      Em simultâneo, Regina coloca a questão sobre as prioridades do Governo e daquilo que ouve:


      «Falam-nos de milagres económicos e de crescimentos de 3% como quem levanta um troféu diante de quem não vive a mesma realidade, mas o país não é feito de anúncios.»


      E continua:


      «Há décadas que a Justiça se arrasta num desgaste lento, sem reparação de fundo, como uma fissura que se vai abrindo.


      Nos tribunais chegam pessoas quando já não resta quase nada: famílias em rutura, vidas desfeitas, dívidas que esmagam, e a esperança é depositada ali, onde ainda se acredita que a vida pode recomeçar.»


      Regina refere-se às pessoas que acorrem aos tribunais, muitas delas com a vida desfeita e com uma réstia de esperança depositada ali nos tribunais, acreditando que os seus problemas ali poderão ser resolvidos ou minimizados.


      E essas pessoas, que para ali arrastam as suas vidas, deparam-se com os Oficiais de Justiça que as acolhem, com toda a carga que consigo trazem.


      Mas será que os Oficiais de Justiça detêm condições próprias, minimamente satisfatórias, para serem capazes de ajudar a vida dos outros?


      Responde assim Regina:


      «Mas quem acolhe estes rostos e estas vidas está a chegar ao limite, pois faltam 1800 Oficiais de Justiça, 80% trabalham em esgotamento, 44% já em “burnout” severo e este desgaste não começou ontem, foi sendo normalizado, ignorado, como se a Justiça funcionasse por milagre ou sacrifício permanente dos mesmos.»


      Sim, foi sendo normalizado e, desde logo, pelos próprios, que a isso se prestaram, apesar das sucessivas facadas nas costas que todos os sucessivos governos lhes foram desferindo.


      Obviamente, as feridas abertas que não saram, não fecham, e a doença vai manietando as pessoas Oficiais de Justiça, porque estas pessoas não são omnipotentes nem são invencíveis e, depois de tanto pelo que já passaram, desde logo os desgostos na carreira, são atualmente portadores de um desgaste de tal ordem que muitos já estão severamente incapacitados para poder exercer cabalmente as suas funções.


      E Regina conclui o seu artigo assim:


      «Enquanto se exibe um excedente, para poupar, há um milhão de pessoas na pobreza e uma classe média que já não consegue aceder ao próprio Direito.


      Nenhuma família poupa cortando saúde, casa e dignidade, também o Estado não deveria fazê-lo para mostrar números bonitos.


      Se queremos futuro, começamos pelos alicerces. E os alicerces são pessoas. Sempre foram. Sempre serão.»


      Esta atenção que Regina deposita nos alicerces que são as pessoas é um muito importante foco que se deseja seja mantido na sua ação sindical. Que as pessoas sejam elevadas à primeira posição, que sejam respeitadas e que sejam atendidas todas as suas aspirações, desde as de maior dimensão às mais comezinhas, como uma simples informação sobre as reuniões com o Governo.


      Sim, respeitar os alicerces passa pelo respeito – incondicional – das pessoas, em todos, absolutamente todos, os aspetos e sob qualquer circunstância.


      E isso mesmo dizia Regina nos compromissos da sua candidatura, designadamente quando prometeu o seguinte:


      «Criação de uma plataforma digital interativa que permita aos associados acompanhar em tempo real os desenvolvimentos das negociações, a agenda sindical e as decisões estratégicas.»


      Ora, em vez de os Oficiais de Justiça ficarem a aguardar a criação da tal plataforma digital interativa, que há de aparecer num dia de nevoeiro, tendo em conta que as reuniões estão aí, a decorrer periodicamente, muito periodicamente, mesmo sem serem anunciadas as datas, e tendo em conta a enorme variedade de plataformas digitais já existentes, não parece ser necessário que se espere pela criação de coisa nova para comunicar com os associados e, desde logo, uma vez que à mesa das negociações os sindicatos representam, não apenas os seus associados, mas todos os Oficiais de Justiça, obviamente comunicar com todos os Oficiais de Justiça.


      Já no que diz respeito à assunção de compromissos com o Governo ou a assinatura de acordos, os Oficiais de Justiça poderão contar com outra garantia da presidente eleita do SFJ, apresentada durante a campanha.


      Dizia assim:


      «Reforço dos canais de consulta e participação dos associados, com especial atenção à auscultação prévia em matérias.»


      A auscultação prévia aos acordos é um ponto-de-honra, ou uma linha-vermelha. É imprescindível que os entendimentos alcançados à mesa das negociações sejam apresentados aos Oficiais de Justiça e só possam ser subscritos pelos sindicatos na reunião seguinte, após validação dos Oficiais de Justiça, ou com as notas ou salvaguardas que eventualmente possam ser apresentadas.


      Chama-se a isso prestar-contas, contas apresentadas em forma de orçamento prévio e não em forma de fatura a pagar, irremediavelmente a pagar por todos, quando a despesa foi feita por uns poucos; um par deles.


      O compromisso do secretismo das reuniões é algo básico e não carece de ser quebrado, nem é isso que os Oficiais de Justiça pretendem, o que pretendem é apenas conhecer uma síntese, ainda que ao de leve, e não necessariamente os pormenores dos meandros negociais.


      Convém não confundir a reserva da informação sobre as relações negociais com as relações e obrigações sindicais para com os Oficiais de Justiça. São coisas diferentes que não devem ser confundidas nem misturadas.


      Os Oficiais de Justiça devem ser informados, seja lá do que for, mas informados, mas, claro, não dos factos consumados, mas sim dos factos apontados para se virem a consumar, isto é, com o propósito de que se possam pronunciar, com o propósito de poderem ser ouvidos previamente a qualquer tomada de posição ou a qualquer assunção final.


      À mesa das negociações sentam-se representantes dos Oficiais de Justiça, porque estes não podem estar todos lá, mas o que se está a decidir é algo mais do que uma reivindicaçãozita sobre um aspeto qualquer já debatido e perfeitamente esclarecido; é muito mais do que isso, é toda a conformação de uma carreira que terá, e até já tem, um novo formato.


      Por isso, espera-se que hoje, já hoje mesmo, as palavras nunca se possam considerar palavras vãs ou meramente demagógicas.


BalancaJusticaAosOmbros(DDOJ).jpg


      Fonte: “artigo CM no SFJ”.

Comentários

  1. Falam, falam, falam


    Mas o dia a dia que quem trabalha serio nos tribunais é  mesmo de fugir para  nao ficar doente.
    25 anos de sindicalismo para estarmos pior.
    E então  quem está  deslocado a pagar rendas sem apoios de ninguém, simplesmente  paga para trabalhar.
    Leva vida pior que imigrante mesmo.


    Motivação? Só  se for para deixar a carreira.


    As pessoas são  tratadas como merda. A tealidade é  esta.


    Fuja quem puder. 

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  2. O que ela, Regina, disse não está errado. 

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  3. Bom dia.
    Concordo integralmente e sem reservas com tudo o que é dito por uns e por outros. Bem sei que da parte da senhora Presidente do SFJ são palavras arremessadas ao gosto dos ouvidos dos seus destinatários, daqueles que teimam em encarneirar, mas isso não lhes retira a essência da verdade, ou dito de outro modo a realidade nelas retratada.
    Com efeito, é assim, como está descrito que a realidade da vida do comum cidadão se dá a demonstrar e nem todos passam pela vida imunes a problemas que só se conseguem resolver nos tribunais.
    Vivemos num país DUAL, com uma realidade para pobres e outra para ricos, é o caso da saúde, da educação, da habitação e também da justiça, que está envolta numa monstruosa palhaçada circense e envolvendo sempre figuras importantes, e que até decidiram os nossos destinos durante muitos anos, veja-se o Eng. Sócrates, também o caso do Dr. António Costa.
    Eu pergunto-me, no caso do engenheiro, como foi possível deixar que tal personagem assumisse os nossos destinos e as rédeas do nosso país, será que somos assim tão burros, tão ignorantes e otários?
    Claro que somos, e cada um tem o que merece. Cada país tem à frente dos seus destinos pessoas que emergem do seu seio em cada momento e tendem a representar o "estado de saúde" da sociedade onde se inserem. Na época, quem conseguisse sacar dinheiro dos outros, ainda que ilegitimamente, era elogiado de "esperto", e foi assim que muitos "chicos espertos" chegaram ao poder.
    Mas ainda hoje há muitos grupos de amigos que se associam para assaltar o maior cofre do país - aquele onde se guardam os impostos que pagamos e os subsídios que recebemos.
    Agora temos corporações, por exemplo, como os médicos que demonstram uma produtividade fora do horário normal de trabalho que não têm quando estão dentro do horário (muitos descansam neste período para irem para o privado "ganhar dinheiro").
    E nos tribunais é a mesmíssima coisa - quem de nós não conhece magistrados que demonstraram pouca produtividade e mesmo assim se prestam a acumulações ou a integrar quadros de recuperação quando tinham o seu serviço atrasado, apenas por mais generosas moedas?
    O espírito de missão, de serviço ao utente há muito tempo que desapareceu e a lógica é ganhar o mais possível fazendo o menos possível.
    Á senhora Regina, Presidente do SFJ, deixo estas palavras: o tempo que perdeu nos arranjos das palavras que assomou no texto, procurando que cada uma delas fosse impactante na mensagem que queria transmitir, não por verdadeiramente a sentir, mas apenas por lhe servir aos propósitos da função, pois que é com palavrinhas mansas que se dominam e manipulam os fracos,  deveria ter sido dedicado ao que verdadeiramente interessa, e o que verdadeiramente interessa é a melhoria da nossa situação profissional.

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  4. Vivemos num situacionismo exasperante.
    A nossa situação, dos Oficiais de Justiça, assemelha-se à de um mendigo sentado à entrada de um café chique, em que à entrada dos abastados, nos deixam os trocos do dia, apenas pelo incómodo nos seus bolsos de trajes tão finos e delicados, que não abonam à figura de tão apessoadas pessoas.
    Com efeito atiraram-nos uns trocos para o chão e, mantendo-nos debaixo dos mesmos tetos, com infiltrações de água e ao frio, no fundo a viver nas mesmas condições, cortaram-nos as unhas das mãos que agora mal conseguem apanhar os trocos da calçada cada vez mais mal tratada por serem malformados os pés que a pisam, de forma bruta e com botins  pouco delicados feitos com a pele dura e seca dos que maltratam.
    A nossa situação profissional.

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  5. Até concordo com ela e gosto da sua postura mais aguerrida e menos comprometida do que o anterior.
    Mas, infelizmente, palavras...leva-as o vento !!

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  6. Fujam mesmo.
    Só está bem quem nunca saiu de casa e foi subindo encostado.
    Agora os coveiros destruiram a carreira e não mesmo motivação.
    Cuidem da saude .
    Miudagem fujam.

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  7. Como dizem
    falam falam há anos e  a carreira cada vez pior sem motivação.
    carreira sem perspetivas de futuro depois de fundirem as carreiras e  acabarem com as categorias.


    triste sina

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  8. Alguém sabe em que estado estão as negociações? Foram suspensas? O que se passa? O estatuto estará revisto até final do ano?

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  9. Bom seria se saíssem da reunião de hoje com autorização para novos ingressos, só acumulam as secretárias vazias nos tribunais!

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  10. E a devolução dos períodos de congelamento?
    E do congelamento em que nos encontramos? 
    E a reforma? 

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  11. Sim, isso mesmo, coisas concretas, coisas que nos dizem directamente respeito!

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  12. Infelizmente depois de anos a trabalhar esgotado, a recompensa foi o esgotamento que me levou a baixa médica. Sinceramente não quero saber mais de Tribunais e quando regressar é fazer o que posso, o mínimo possíve pois a minha saúde está em primeiro lugar. 

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  13. Tristemente real.
    Por isso concordo, quem puder saia disto .

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  14. E o roubo de um escalão ao longo de 20 anos.
    De 2001 a 2005, eventuais que não passaram por período probatório.


    ROUBO.
    Como alguém aqui tem dito, também irei de baixa enquanto não pagarem.

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  15. Palavrinhas muito lindas para encher chouriços!!


    Quero lá eu saber dos problemas dos utentes da justiça ...
    Eu preocupo-me é com os problemas que nos afectam directamente a nós oficiais de justiça!!


    Com o problema dos outros posso eu bem!!!

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  16. É preciso estabelecer metas para as ações e concretizá-las.
    Acompanhando o Marcelo ... é assunto que precisa de ponderação mas que não pode levar séculos a resolver, nem se resolve com medidas pontuais e casuísticas.
    É preciso a reforma da justiça - mas atente-se ao termo (em francês retraite  

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  17. Se não há ingressos, quem está  que cuide da saude.
    vai ficar doente em 3 tempos, com a pressão de todos


    eu assim farei em breve
    baixa

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  18. Ora  vai mais um.
    Caguei para este serviço nestas condições.
    Além do roubo, como aqui alguém diz.
    ffffffooooooooddddddddddddddd

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  19. Antes de meter alguém cuidar dos que cá andam.
    Recuperação do tempo de serviço e tempo de progressão interrompido.

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  20. Vamo lá ver uma coisa, defecar é um direito inalienável !




    Ai daqueles que tem dificuldade em ...


    ( A verdadeira conversa da m.... - vol. 1)

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  21. Como permitem os sindicatos que os cargos de chefia das secretarias sejam a convite?!!!

    Como isso prejudica a todos, e quase todos olham para o lado! ...

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  22. À fernando jorge grande lider que apenas tinha o dom da oratória , mais nada.


    Vejam ao estado a que deixaram chegar a carreira
    Lixo

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  23. Sim fica de baixa, nós agradecemos.
    Só precisamos de braços para trabalhar.

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  24. Espero fugir disto em breve! Porque fugi da CP há 26 anos? Os meus colegas de então não sofrem de tanto stress , tanta pressão e tudo lhes é pago ! Ganham em média 3 vezes mais do que eu! 



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  25. É só líricos! Querem implementar a IA nos Tribunais. Muito bem ! Mas antes muito antes impeçam a chuva de os destruir ! Criem condições mínimas e dignas de trabalho ! Nos TT,s deste País, quantos trabalhadores da c civil( acidentes de trabalho) não são capazes de preencher um requerimento ! Por mim podem dispensar me p f e fiquem com a IA , a trabalhar com os utentes , este tipo de utentes e com os Srs Magistrados ! 

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  26. Muito bem, colega das 14;11 horas! Foi tudo ao ar. E que dizer da transição dos OJ Escrivães e ADjuntos do 3º escalão. Mas que grande assalto sofreram a dobrar. FDGP

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  27. 15-45:
    Tem razão. É tudo muito estranho. Alteraram para pior a carreira ou seja, mudaram à revelia dos trabalhadores,  mas mantém  procedimentos anteriores e  dos sindicatos, nada.
    Já agora como estará o caso daquele técnico superior, nāo Oficial de Justiça, nomeado  em   Bragança à revelia do Estatuto em vigor?

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  28. Fausto Fernandes Pinheiro14/11/25 10:16

    Eu estou de acordo com todos estes comentários e acho que quem os escreve deveria (esperança minha) criar um novo sindicato de todos os Oficiais de Justiça (acho, para não dizer que tenho a certeza, que iria ter muita adesão), acompanhado de pessoas competentes e só interessadas em defender-nos e não com agendas próprias. 
    Se for sócio de algum sindicato (SFJ ou SOJ) deveria promover novas eleições e candidatar-se a Presidente (tenho a convição que ganhava).
    Obrigado   

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  29. Por mim podem implementar essa dita IA


    e mandem todos para o rendimento minimo
    paguem subsídios
     

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