Apesar de serem tratados como tal, os trabalhadores não são burros
Veio agora o primeiro-ministro dizer que a reforma laboral é uma oportunidade para “em vez do salário mínimo ser de 920 euros poder ser de 1500 e em vez do salário médio ser 1500, poder ser de 2000 ou 2500” e, de um dia para o outro, mudou os valores e anunciou 1600 a 1700 para o ordenado mínimo e 2800 a 3000 para o ordenado médio. Sempre a subir.
Tais afirmações de Luís Montenegro, nas quais vem insistindo nos últimos dias, servem para justificar que esta é a altura certa para avançar com a alteração das leis do trabalho, sustentando que não é quando o país está “à rasca” que se devem “improvisar reformas”.
“Não é quando estamos à rasca que devemos andar a improvisar reformas que transformam as nossas estruturas”, disse Montenegro, acrescentando que é em momentos como o que o país está a viver atualmente, com estabilidade política, económica e financeira, que se deve aproveitar para, “com calma, com serenidade e com profundidade”, ver quais são as áreas específicas onde se podem alterar algumas regras, tendo como objetivo o aumento da competitividade e um maior dinamismo.
“Por que é que não devemos aproveitar exatamente esta oportunidade para irmos um pouco mais longe e para, em vez de crescermos 2% ao ano, crescermos 3% ou 3,5% ou 4%?”, questionou.
Na última edição do Expresso lia-se que ex-ministros do PSD e do CDS, como Silva Peneda e Bagão Félix, criticam o pacote laboral de Montenegro, classificando a atitude do Governo como "falta de tato, sentido de oportunidade e impaciência", confiando que a greve geral consiga alterar este caminho.
Silva Peneda, que foi ministro do Trabalho num governo PSD de Cavaco Silva, diz que “Os governos têm de corresponder a objetivos que mobilizem as pessoas. Esta proposta não mobiliza, divide.” Classificando a proposta do governo como “inoportuna e desequilibrada”.
Silva Peneda explica que a proposta é inoportuna porque surge em contraciclo com as necessidades reais: “Se falar com empresários, especialmente do Norte, eles dizem-lhe quais são as prioridades”, nomeadamente a burocracia excessiva, os atrasos crónicos dos tribunais e a política fiscal, não uma revisão laboral nos termos em que esta foi apresentada.
E justifica porque é desequilibrada: porque encostou UGT e CGTP à parede, sem lhes dar margem de manobra.
Silva Peneda concorda com a alegação de que é em tempos de crescimento que devem fazer-se reformas, mas do Anteprojeto Trabalho XXI não consta “nada que esteja relacionado com o aumento da produtividade nem com a competitividade”.
Diz que também “não aborda as necessidades dos tempos modernos: a digitalização, a inteligência artificial, a computação. A Segurança Social e o mercado de trabalho não podem ignorar estes aspetos”, mas o anteprojeto faz tábua rasa da nova realidade social e económica, lamenta.
“A proposta é muito inclinada para um dos lados. Politicamente reduz o papel da contratação coletiva”, o que considera “mau”, já que “a contratação coletiva reduz a conflitualidade social”.
Já para Bagão Félix, outro antigo ministro do Trabalho de um governo PSD, de Durão Barroso, afirma que faltou paciência ao Governo e que foi “à bruta” para aquilo que é um processo negocial que se quer de boa-fé.
Bagão Félix critica as medidas propostas e dá o exemplo da amamentação: “Para que é que se enquista a negociação com o tema da amamentação? É uma medida meramente pontual. Se há abusos, o Estado deve ter mecanismos de fiscalização”, afirma.
E aponta mais exemplos de medidas erradas como a da revogação da limitação de recurso ao "outsourcing", isto é, à contratação de empresas externas para fazer o mesmo que trabalhadores internos fariam. Atualmente, a lei proíbe que se faça um despedimento coletivo ou se extingam postos de trabalho e depois se vá imediatamente buscar, muitas vezes os mesmos trabalhadores, mas em regime de trabalho temporário ou em "outsourcing", agora pertencentes a outras empresas, designadamente, de trabalho temporário. No pacote do Governo do “Trabalho XXI” essa proibição de recorrer imediatamente ao "outsourcing" é para acabar.
Para além destes que foram ministros em governos do PSD, convém ainda não esquecer que a UGT não é uma central sindical de tendência comunista, longe disso, sendo composta por elementos de várias tendências políticas, entre elas, do próprio PSD e que estes elementos, que são do mesmo partido do Governo, votaram favoravelmente a adesão à greve geral, aliás, esta adesão da UGT à greve geral foi aprovada por unanimidade e aclamação. Portanto, não estamos perante uma greve comunista, uma manobra de controlo do PC e afins, da esquerdalha, como muitos parvos vêm dizendo.
E acresce que, entretanto, como tem vindo a ser notícia, não só temos visto como inúmeras e diversas entidades sindicais têm declarado adesão à greve geral, designadamente, sindicatos e união de sindicatos independentes, isto é, que não estão inseridos nem alinhados com nenhuma das centrais sindicais UGT e CGTP. Em alguns casos é mesmo a primeira vez que algumas dessas estruturas sindicais alinham numa greve geral. É o caso, entre outros, da União dos Sindicatos Independentes (USI) que, nos seus 25 anos de existência, esta será a primeira vez que está em sintonia com a CGTP e UGT, afirmando que a greve resulta “da insistência em propor um claro retrocesso civilizacional”.
No que se refere aos valores anunciados para os ordenados mínimos e médios que o primeiro-ministro veio agora apresentar, como todos já perceberam, trata-se de um infantil engodo, ou, como diz o secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, "uma cenoura" lançada aos trabalhadores, numa tentativa de esvaziar o conteúdo da greve geral.
O primeiro-ministro considera que colocar uma cenoura à frente dos olhos dos trabalhadores será suficiente para que estes não parem e continuem a andar, tal e qual o conceito do burro e da cenoura. Montenegro considera que os trabalhadores são burros e por isso lhes atira agora, em desespero, com uma cenoura, cenoura esta que é só para ver e nunca comer.
Para José Luís Carneiro, “Essa de lançar a cenoura depois de uma machadada que se dá sobre os trabalhadores é uma técnica que julgo que ninguém acredita nela”.
O líder socialista enfatizou ainda que há 12 anos que não havia uma greve geral, afirmando que aquilo que o Governo conseguiu com estas propostas foi “quebrar a paz social, que é fundamental para que a economia continue a crescer e continue a criar emprego”.
“Há sindicatos independentes, há sindicatos dos trabalhadores sociais democratas, do PSD, há trabalhadores que estão ligados ao Partido Socialista e todos, das diferentes correntes, mostraram a vontade de avançar para a greve e, portanto, isto é muito significativo”, observou.
Insistiu ainda que nada justifica que o Governo tenha avançado com opções políticas “tão disruptivas”, adiantado que o país está "praticamente em pleno emprego e a economia está a crescer”, e recordou que a última revisão das leis laborais aconteceu há apenas dois anos, tendo contado com o contributo do PSD para a solução final da Agenda do Trabalho Digno, sendo, portanto, disparatada a alteração atualmente apresentada.

Fontes: “Eco”, “Expresso” e “Notícias ao Minuto”.

F.ck the goverment!
ResponderEliminarCenouras deu o partido do José Luís Carneiro.
ResponderEliminar8 anos a darem cenouras aos oficiais de justiça.
Os sindicatos assinaram um testamento aos o.j. e só após o falecimento é que se lamentaram de passar tal documento.
Não faço greve enquanto não for esclarecido sobre o que foi debatido nas reuniões. . Se é que houve algum debate e se houve ....se foi falado ou acordado alguma das nossas reivindicações - idade da reforma - extinção do acordado mal assinado... Integração do suplemento no vencimento,- prêmios para quem tenha o seu juízo em dia ( para todos os que fazem parte do juízo ou secção - extinção das gestões das comarcas .por toda a gente que não sabe sequer mandar a trabalhar...!!!!
NUNCA VI COISA TÃO FRAQUINHA COMO ESTES NOSSOS DOIS SINDICATOS.
GREVE CONTRA OS SOJ e SFJ
DIA 11, FAÇO GREVE
ResponderEliminarA questão do que é esquerda ou direita deixou de ser unânime.
ResponderEliminarPara alguns parvos iluminados que apareceram recentemente, até alguns dos ultra conservadores do CDS são esquerdalha.
Por mim tudo bem, todos são bem vindos para dar força à luta dos trabalhadores e estes sabem quem defende realmente os seus direitos e dignidade.
A ESQUERDA PROGRESSISTA!✊
Governantes da treta sempre a lixar o pequeno e a mentir.
ResponderEliminarPor isso GREVE!!
CONTRA OS DÉSPOTAS
ResponderEliminar*Logo no início não é 150.
Pacote laboral a pedido de meia dúzia de famílias. É preciso ter lata!
Obrigado Quim Ferno, ficou a faltar um zero. Em vez de 150 devia estar 1500. Já está corrigido, mas aproveitamos também para completar o parágrafo com mais informação sobre esses valores, pois no dia seguinte o primeiro -ministro anunciou outros ainda mais elevados, tal é o desvario com o desespero e o forte empenho em ludibriar os Trabalhadores.
ResponderEliminarExpliquem-me por que razão devem os oficiais de justiça ter um regime diferenciado de aposentação.
ResponderEliminarSão mais do que a restante função pública?
Devem ter a mania, devem ...
Enxerguem-se!!
ResponderEliminarApoiado!!!!
ResponderEliminarE depois vêm os sindicatos, supostamente defensores dos trabalhadores, comandados por um ansioso socialista sedento de chegar ao poder uns meses depois, negociar puerilmente um acordo que lixou os trabalhadores. 49 euros de aumento e cala-te! Obviamente que a flexibilização das leis laborais, à semelhança de países civilizadamente mais evoluídos e ricos do que este à beira mar plantado, trará o enriquecimento real dos trabalhadores pela primária e simples razão de que é um caminho para o extermínio das leis impostas nos tempos comunistas e socialistas, com a sua cartilha de "quanto mais pobres mais votarão em nós". Sem embargo, farei a greve contra o SFJ pela vergonhosa negociação que fez e que prejudicou os oficiais de justiça. Já todos tiveram a liçãozinha sobre o webex na sala de audiências? Se sim, então saberaão que em vez de OJ's farão o papel de técnicos de informática. Obrigada SFJ! Obrigada ex presidente do SFJ pelas apressadas chancelas acordadas e com fim das greves!!!
ResponderEliminarTrabalham muito mais ó iluminada (o) ! Olha nas câmaras , hospitais / escolas, Queres comparar ? Abre os olhos ! Só se estiveres em alguma Gestão de Comarca, ou encostada(o) em qualquer secção para não estorvares , artista, !
ResponderEliminarGreve para que não nos façam passar por tótós , burros e ignorantes!
ResponderEliminarAi agora já vem com a cenoura dos 1500.
ResponderEliminarPorque não propôs e negociou logo com os sindicatos esse valor?
Em troca destas 100 alterações ao código do trabalho negociavam algumas propostas.
Assim como está, é tudo vantagens para patrões e nada para quem trabalha. Como viram que não colou vem agora com a cenoura. Mas eu pergunto, agora já é posivel esses aumentos? E antes não era à uma semana atras? Sabem muito.....
Para 13.19h
ResponderEliminarSabia que eu quando entrei para esta porcaria a reforma era aos 55 anos com 36 de serviço? Porque alteraram unilateralmente esse contracto? Sabia que esse foi um dos motivis que atraiu muitis de nós?
Acga justo? O justo é não alterarem as regras a meio do jogo. Para quem entrou depois já sabia ao que vinha, mas quem entrou antes, foi uma trafulhice.
Ou isso não lhe interessa ver?
E já agora porque não se informa sobre a reforma diferenciada em alguns sectores da função publica e assim deixa de dizer mard?
Sabe qual a idade de reforma da PJ?
E da GNR e PSP? Só uns exemplos.
Informe-se analfabeto.
Concordo.
ResponderEliminarMenos essa dis premios do juizo em dia.
Pense mais um pouco e chegará à conclusão que se o colocarem num juízo onde o quadro é de 5 pessoas e só lá estão 2 e uma dessas 2 é você. Será super para ter o juizo em dia? Receberá o prémio?
Verdadeira razão, mas a maioria não entende.
ResponderEliminarO futuro vai ensinar-lhes.
Nem mais!
ResponderEliminarContra o ROUBO de 2001 a 2005.
Ladroagem
SOJ
ResponderEliminarReativa as greves.
Contra todos os roubos.
Desde os eventuais ao tempo congelado.
E acordo de porcaria com beneficios salariais muiti desiguais.
Tenha coragem!!
Não faço greve até existirem explicações dos presidentes dos sindicatos
ResponderEliminarApoiado colega ! E
ResponderEliminarApoiado colega ! E
ResponderEliminarpara o colega das 13:19 , deve ser um colega que está encostado em algum gabinete de gestão de comarca
Tecnico de informática?
ResponderEliminarMal aquilo não dê ou vem alguém que saiba, mesmo colega, ou digo que não percebo nada de de som e imagem.
Não tenho essas competências.
Que me despecam por não saber nada de sombe imagem.
Estou de baixa enquanto não pagarem o que devem.
ResponderEliminar1 escalão roubado há 2o anos.
Analfabeto mesmo.
ResponderEliminarDeve ser mais puto que não sabe nem quer saber do passado sos ojs nem dos que o rodeiam.
Psp, pj, gnr, nada contra, mas são uns bons exemplos do que nos tiraram.
E se formos para o Banco de Portugal e politicos, então digam!! Falem!! Putalhada que não respeita nem se faz respeitar!!!
Pois coragem!
ResponderEliminarE SFJ ? Desativou greves logo?
CORREIO da Manhã onde andas? Vem a este blogue!!
Esse é mais um paras-----
ResponderEliminarQuem vive à sombra dos papás e de boas herancas está-se lixsndo para quem vive apenas do ordenado.
ResponderEliminarAssim é fácil.
Esse dos juizos em dia não conhece o mundo real.
ResponderEliminarTristeza
Claro que esta bem instalada
ResponderEliminarInfelizmente o que tenho visto é esta carreira cheia de gente que não precisa do ordenado de oj.
ResponderEliminarSe precisassem não faziam comentários típicos de gente com posses e desconhece o que é viver só com o ordenado de oj e ter de pagar rendasxaltas deslocado mais transportes para ver familia e comida escola dos filhos e--
Fodam-se
Para o das 15 e 45:
ResponderEliminarQuer comparar a função de um PJ, de um PSP ou de um PSP com a função de um oficial de justiça que muitas vezes passa uma vida inteira a tirar registos criminais e a dar entrada a papéis????
Sabe a verdadeira razão pela qual um PSP ou um GNR vai para a reserva aos 55 anos??
Tente saber, senhor sabichão.
Tratar-se.
Quem não fizer a GREVE vai ter o que merece.
ResponderEliminarComo diz o Juiz de "A sentença":
VAI SER UMA REGRESSÃO NUNCA ANTES VISTA...
ResponderEliminarE olhem pasme-se só temos aquilo em que nós votamos:
ResponderEliminarE pior.
ResponderEliminarAinda andam por aqui feitos cretinos a defender as políticas de direita e extrema direita.
Devem estar a contar com os prometidos salários de 3k para todos.
Tão bem que estavam deportados na Sibéria só de cuecas.
Trata-te tu palhaço.
ResponderEliminarTu Então deves ser dis que passa a vida tirsr tegistis criminais.
Nem oj es com essa vonversa nunca estiveste nuna secção a trabalar no duro e a aturar merda.
É o que és
Não confundas as cuecas pa
ResponderEliminarPara 13.19
ResponderEliminarPaleio de invejosa?
Vem para a carreira oficial de justiça. Informa-te bem antes de vires, mas vem.
Das 13.19
ResponderEliminarNão é oj
Apenas inveja. O ser humano no seu melhor.
Inveja e viver com o mal dos outros.
E é isto que temos.
OLHE nem preciso dizer "Chega"
ResponderEliminarPois estou muito bem instalada na vida. Sou técnica de justiça porque sou das prejudicadas pela ação dos secretários. O SFJ não lutou por mim nem pelos demais para que fossemos promovidos todos até ao último dos que agora ficarão para sempre como secretários mesmo que classificados lá para o fim. É ou não é de regime fora do direito? O SFJ quer novos concursos sem resolver este problema e também o da colocação como escrivães daqueles que em 2018 concorreram para o lugar dos que foram agora promovidos a secretários por via judicial. Em vez dessa luta querem novos concursos. Extraordinário! E eu é que sou a favorecida ou já pensaram que talvez a posição tenha a ver com outras coisas?! Vão catar piolhos...
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