Que se sabe das reuniões de ontem?
Houve ontem uma reunião da UGT com o Governo e outra dos sindicatos SFJ e SOJ também com elementos do Governo.
Nada sendo comunicado até ao momento do fecho do artigo desta edição, por parte do SFJ e do SOJ, abordaremos o que se sabe da reunião da UGT com o Governo.
A Central Sindical saiu otimista da reunião, afirmando que “há vontade de desbloquear a negociação” por parte do Governo.
Na primeira reunião com o Governo a seguir à greve geral, a ministra do Trabalho diz esperar que as duas partes se encontrem a “meio caminho”.
Mário Mourão, secretário-geral da UGT, disse que à chegada havia “expectativas elevadas” e à saída da reunião, que durou uma hora e meia, com a ministra do Trabalho e Segurança Social, disse sair “otimista porque o Governo mostrou total disponibilidade para negociar” todo o conteúdo do pacote laboral.
Também Maria do Rosário Palma Ramalho saiu otimista, classificando a reunião de “muito construtiva”.
A ministra reafirmou que o Executivo apresentou uma primeira solução e “não uma solução acabada” e que, por isso, continua a negociar com a UGT e com as centrais sindicais
O encontro da direção da UGT, decorreu no Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, em Lisboa, dizendo a ministra que a reunião não teve conteúdo negocial.
Das declarações prestadas, pelas partes, podemos concluir que, para além dos votos de boas festas, a agenda se constrói nas costas da CGTP.
“Hoje não tratámos do conteúdo dos vários aspetos das normas que estão previstas ali. Definimos uma metodologia de negociação", estando já marcada uma reunião de Concertação Social para 14 de janeiro de 2026, disse Rosário Palma Ramalho.
Questionada se o Governo admite recuar nas traves mestras da reforma, isto é, nas linhas vermelhas agora chamadas traves mestras, desde logo nas medidas mais criticadas pelas centrais sindicais, a ministra optou por não desvendar a estratégia do Executivo, mas admitiu que haja uma solução “a meio caminho”.
“Como deve calcular – e eu sei que não é simpático eu dizer isto – mas eu nunca desvelo aqui, em público, o conteúdo das reuniões da Concertação Social. Tenho o maior respeito pela Concertação Social e a negociação, peço que me desculpem, mas é dentro da sala”, respondeu.
Instada a esclarecer se há áreas em que admite recuar, Rosário Ramalho disse que “não se trata de recuar”, mas antes de aproximar posições, que é o que diz acontecer quando há uma negociação. “Estamos dispostos para aproximar as posições. A medida concreta dessa aproximação só pode ser determinada nas reuniões da Concertação Social e é por isso que eu não posso revelar aqui”, justificou-se.
“Teremos que nos encontrar a meio caminho”, admitiu, sublinhando que o Governo mantém disponibilidade para negociar e que continuará a reunir-se “tanto em termos bilaterais” com a UGT e com as confederações patronais, como na Concertação Social.
“Da nossa parte, nada mudou [em relação à disponibilidade para negociar]”, vincou, insistindo que essa atitude “é exatamente igual àquela que é desde o primeiro dia”.
“O Governo manteve sempre total disponibilidade. A atitude do Governo é exatamente a mesma. O Governo apresentou um anteprojeto, ou seja, uma solução para construção normativa e não uma solução acabada. Se tivesse optado por apresentar uma proposta de lei, seria uma solução mais consolidada. Não foi essa a nossa opção. E, portanto, como proposta para construção normativa, o Governo mantém, exatamente como tinha antes, disponibilidade para construir as soluções”, salientou.
Minutos antes de Palma Ramalho afirmar que a reunião desta terça-feira foi “muito construtiva”, o secretário-geral da UGT, Mário Mourão, também disse ter visto sinais positivos do lado do executivo e adiantou que a central sindical vai apresentar uma contraproposta, incluindo com medidas que não constam do anteprojeto do Governo. A ministra confirmou que foi isso que ficou definido.
O Governo, disse, esperar que a reunião plenária da Comissão Plenamente da Concertação Social agendada para 14 de janeiro de 2026 sirva para os parceiros trazerem “propostas mais concretas” do que as discutidas até aqui.
“Até lá, a UGT vai-nos apresentar já propostas mais concretas. Os outros parceiros também espero que o façam, terei agora de falar com eles também, porque esta negociação envolve, naturalmente, todas as confederações patronais”, confirmou Palma Ramalho.
A governante acrescentou que a greve é um direito fundamental dos trabalhadores, mas referiu também que não foi o Executivo que provocou a paralisação geral.
A Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses (CGTP) pediu, na segunda-feira, uma reunião com o primeiro-ministro, na sequência da realização da greve geral no dia 11 de dezembro. Luís Montenegro recebe a central sindical no dia 7 de janeiro, confirmou fonte do Governo esta terça-feira. No encontro estará também Maria do Rosário Palma Ramalho. Alguns dias depois, a 14 de janeiro, a Concertação Social estará reunida em plenário sobre a reforma laboral.
Prazo para o final das negociações não há, pelo menos para já. “A UGT pediu tempo e o Governo também não nos pressionou e esteve sensível em relação às questões que estão em cima da mesa”, afirmou Mário Mourão.
Os “próximos passos” ficaram definidos, com a central sindical e o Governo a apontarem para 14 de janeiro, data da próxima reunião da Comissão Permanente de Concertação Social (CPCS), para o próximo encontro certo entre as duas partes, não ficando excluídas reuniões bilaterais que podem surgir “a todo o momento”, como referido pelo secretário-geral da UGT.
Em síntese, o que as partes nos vieram contar é que foi uma reunião de hora e meia em que nada sucedeu a não ser marcar uma data para janeiro.
É evidente que mais matéria houve, foi discutida e até acordada, tal como acordado foi o discurso arredondado a transmitir para a comunicação social e, por conseguinte, para a ansiosa massa dos mais de 5 milhões de trabalhadores que, para este período festivo, gostariam de poder descansar com notícias não só apelidadas de otimistas ou construtivas, mas com algo mais concreto.
Seja como for, o otimismo manifestado pelas partes, apesar de vazio, acaba por transmitir alguma positividade ou esperança aos trabalhadores. Por sua vez, os Oficiais de Justiça obtêm, por tabela, esse pequeno raio de luz de alento, pela via da UGT, mas, por outro lado, mantêm a sua habitual apreensão com as negociais próprias da sua carreira, desde logo porque ainda não há novidades.
Assim, de momento, tomem nota na vossa agenda: próxima reunião do Primeiro-ministro e ministra do Trabalho com a CGTP a 07JAN e depois nova reunião conjunta das duas centrais sindicais, CIP e Governo, à mesa da Concertação Social, a 14JAN. Para já é o que há.

Fontes: “Observador”, “TSF” e “JN”.
Más notícias.
ResponderEliminarEstou mesmo a ver que não vai haver mais greves.
SFJ e SOJ
ResponderEliminarnão têm respeito nenhum pelos seus associados!
Tal o secretismo que nem uma linha escrevem a quem lhes paga.
De mim nem mais um tostão vêm
Roubado de 2001 a 2005, estou de baixa por igual período.
ResponderEliminarOs nossos sindicatos são uma vergonha! O mínimo que se exige é transparência e comunicação como quem representam. Mas não é tudo em segredo. Vamos reunir com o governo e não divulgar nada porque os OJ são "crianças" não têm capacidade para entender. Abram os olhos sem nós não existem senhores sindicato (s). Que vergonha!!!!
ResponderEliminarContinua o secretismo do soj e sfj.
ResponderEliminarE depois ainda criticam o partido Chega
ResponderEliminarÉ verdade, com poucos feriados no próximo ano que dê para fazer pontes, umas greves é que era mesmo uma excelente ideia, principalmente nas sextas ou segundas feiras.
ResponderEliminarMalta sindicalizada, pensem nisso.
Os sindicatos não cumprem com as suas obrigações!!!
ResponderEliminarImagine-se que um advogado (mandatário) que representa um determinado autor, enceta negociações com réu para resolver o diferendo entre eles (autor e réu).
A determinada altura das negociações, que parecem nunca mais acabar, o autor pergunta ao seu mandatário qual o estado das negociações e o que se tem vindo a discutir.
Agora, continue-se a imaginar, que esse advogado (mandatário) se vira para o seu constituinte e lhe diz que não lhe dá qualquer informação!
Vocês pensam que isso seria possível?!!!
Claro que não!
Ele, advogado, está em representação do autor, pelo que nunca lhe poderia negar ou omitar informação a qualquer coisa que seja do interesse dele, autor!
É precisamente isso que fazem os sindicatos que, supostamente, representam os Oficiais de Justiça!
Não sei se isto não viola a própria lei, que regula a actividade sindical, mas parece inequívoco que viola os estaututos dessa entidades!
A questão será - O que vamos nós fazer?
Os que se vive, entre MJ e SFJ e SOJ, é uma coisa inacreditável!
Temos de agir, tem de haver um mecanismo legal ao qual possamos recorrer!
TUDO ISTO É INCRÍVEL!
A minha única preocupação neste momento prende-se com o nosso movimento que, ao que parece, não vai ser publicado
ResponderEliminarOu seja, está feito mas não vai sair mantendo-se assim tudo na mesma.
Malditos!!
🤬😡
A reunião deve ter sido adiada e têm vergonha de dizer.
ResponderEliminarLADROAGEM
ResponderEliminarNUNCA DESISTIR!
FAREI GREVE SEMPRE CONTRA O ROUBO!!!
Sem duvida que este secretismo não devia acontecer.
ResponderEliminarContudo, maior vergonha é a forma brejeira e mal educada com que boa parte dos OJs costumam reagir às comunicações dos sindicatos.
Paga o justo pelo pecador.
Para o Ano é que é...
ResponderEliminarnem mais.
ResponderEliminarÓ Zé, vamos lá ver se consegue perceber alguma coisa. O que aqui se disse é que esta reunião com a UGT não era uma reunião da concertação social, mas uma reunião só com a UGT.
ResponderEliminarOu seja, há as reuniões a sério para concretizar a concertação social e há as paralelas para tratar de outros assuntos e combinações. Esta de ontem da UGT foi só com esta central sindical, a de 07JAN é só com a CGTP e depois, a 14 é que será a conjunta, com ambas centrais sindicais, porque nenhuma está (pelo menos para já) fora da Concertação Social, bem como com a CIP dos patrões. Percebe? As reuniões são diferentes e ninguém está de fora, nem a CGTP, nem a CIP, porque, por essa ordem de ideias, também devia concluir que a CIP se pôs fora, o que seria igualmente falso.
Os OJ são mesmo ingratos.
ResponderEliminarEu agradeço os 37 paus de aumento e ainda fiquei com o grau III.
Digam lá que não valeu a pena os anos de lutas, greves e os respetivos descontos mensais no vencimento?
Obrigado SFJ.
Quem critica são os que gostam de ser escravos
ResponderEliminarNem mais!!!!
ResponderEliminarpara
ResponderEliminaraiii
uii
que virgem
aiii
gostas de destrato?
eu não!!!!!!!!!!!!!!!
Continuem a pagar
ResponderEliminarFoi muito grau!!
ResponderEliminarCom tanto grau para que precisa de mais euros???
a tua saciedade é pouca
ResponderEliminarmas há muita gente com o estomago vazio e
outros com muito apetite
parece que o mundo está para os obesos
Comigo passou-se exatamente o mesmo.
ResponderEliminarMas claro que valeu a pena, então o malabarista não chegou a conselheiro da CGTP? olhe como valeu a pena.
Ainda lhe batem palmas. É o que é!!!
ResponderEliminarQuem critica o chega que atente que os pedófilos são expulsos do partido enquanto que há partidos que não expulsam, deixam-nos e até reconduzem se preciso for
ResponderEliminarMas como o colega sabe disso ?
ResponderEliminarMas que historia é essa ?
Pago quotas ao SFJ e é a esse sindicato que exijo justiça para nós, oficiais de justiça, muito pouco tem feito para além de publicações no Facebronkas, que nada acrescentam à nossa luta. Queremos um sindicato mais agressivo onde tem sido frouxo, se não consegue de um modo, tem de ser de outro, através de greves, já que não temos mais nada, greve de uma hora ou duas de manhã ou a seguir ao almoço, seja o que for, passividade é que não, se os sindicatos não têm tomates, é dar lugar a quem tenha. escrito durante o down do CITIUS, mais um.
ResponderEliminarRevoga-se a "procuração" ao "mandatário" e pronto!
ResponderEliminarParece impossível, que 7 meses depois da notificação, ainda não tenham pago o valor, mal calculado, da reconstituição do tempo de serviço. Maldita entidade patronal.
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ResponderEliminarErrado!
ResponderEliminarÉ quem não é burro e acéfalo, que pensa por si, conhece a história recente do país e respeita todos os que lutaram e morreram pela democracia.
Não percebeste o sarcasmo da mensagem.
ResponderEliminar👍👏👏👏
ResponderEliminarSINDICATOS PARA TÓTÓS
ResponderEliminarUm colega nosso que está na dgaj também me falou nisso.
ResponderEliminarE parece que é verdade, tão cedo não vai ser publicado o movimento.
Sim, essa sim, funcionava co o passado, este ou qq outro futuro governo!
ResponderEliminarBasta ser consequente, porque a solução é essa e toda a gente o sabe ...
Boa tarde :-) Ilustres colegas. Solicito que caso tenham conhecimento, qual é o valor de Subsidio de alimentação e/ou, quais são os valores possíveis? O mesmo pedido, se conhecerem o valor dos aumentos para a função pública?
ResponderEliminarAgradeço toda a ajuda :-) :-) :-) :-)
Acabaram se as eleições ! Agora é aguentar ! Decidem qdo quiserem .
ResponderEliminarAlguém te respondeu sabichão?
ResponderEliminarFelizmente o artigo NÄO é da treta! Parabéns pelo artigo. 👏
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