Mais um problema que ninguém sabe resolver

      Um dos grandes problemas dos tribunais e dos serviços do Ministério Público, por parte dos Oficiais de Justiça, é o atendimento ao público.


      Os Oficiais de Justiça não querem atender ninguém, consideram que essa função não é geradora de atos que se registem e sirvam para uma futura contabilização na avaliação, consideram que atender o público é uma perda de tempo e que, por regra, os cidadãos são chatos.


      Ninguém gosta de atender as pessoas, seja presencialmente, seja ao telefone, seja até por e-mail. A criação de balcões de atendimento especializados no atendimento ao público, não se revelaram eficazes, a não ser para os atos avulsos das unidades centrais, como o negócio da venda de registos criminais ou certidões, porque quanto aos processos, à prestação de informações corretas e sem encaminhamento para as unidades de processos, é uma ilusão.


      Como não há gente suficiente para tratar dos processos, recorta-se no atendimento do público e os mais capacitados, aqueles que detêm mais experiência e conhecimentos, são entregues aos processos e não avançam para o atendimento ao público, passando a integrar os balcões especializados de atendimento do público, os Oficiais de Justiça mais novos, com menor experiência, quase nenhum contacto com o processado e, muito menos, de conhecimento em diversas áreas jurisdicionais, isto é, sem condições para atender de forma eficaz o público que procura informações sobre tudo e sobre todas as áreas jurisdicionais.


      Quando o atendimento é realizado nas secções de processos, os mais próximos do atendimento e que o fazem diariamente são os Oficiais de Justiça mais novos, estando sempre mais afastados os que detêm maior antiguidade, conhecimentos e que até chefiam a secção.


      Quem pode foge do contacto com o público, foge dessa consideração de perda de tempo e nem sequer pretende perder tempo ao telefone, sempre a tocar, sempre a chatear.


      A perceção do cidadão para os serviços da justiça é cada vez pior, porque ninguém se preocupa com a qualidade do atendimento das pessoas, quando muito, a nível central, preocupam-se com a quantidade, instalando máquinas de senhas e equipamentos que contabilizam a quantidade de atendimentos, ignorando a qualidade e a satisfação dos utentes.


      A quantidade, quando é muita, é valorizada por ter essa dimensão, quando é pouca é ignorada e desvalorizada. Em momento algum se aprecia a qualidade e a resolução das dúvidas dos cidadãos. E claro que tudo isto está em linha com uma má gestão local dos Oficiais de Justiça, distinguindo quem faz o quê e quem tapa buracos, ainda alinhada pela conceção de inspeções de avaliação cada vez mais centradas numa quantificação como se tal aportasse rigor ao método avaliativo. Aliás, se algum Oficial de Justiça, em algum momento, perde mais tempo com um utente a explicar e a repetir o que o utente ainda não compreendeu, é motivo de crítica e até de escárnio dos colegas, sempre prontos a menosprezar o bom e paciente contacto com o público, considerando que é tempo perdido.


      Vem tudo isto a propósito da recente notícia dada pelo jornal regional “Notícias do Sorraia”, que relatava as dificuldades sentidas quando se tentava contactar o Tribunal Judicial de Santarém, quer via telefone, quer via e-mail, lia-se na notícia, para de seguida explicar que o Administrador Judiciário, Manuel Louro, justificava as dificuldades pela “inadequação do equipamento que se mostra afeto aos tribunais e o grande défice de recursos humanos”.


      No que se refere aos telefones, de facto o número de equipamentos distribuídos às secções é manifestamente insuficiente, não existindo um telefone para cada Oficial de Justiça, o que dificulta o atendimento, depois os equipamentos têm muitos anos e uso e estão danificados e remediados com fita-cola, nem sempre funcionando ou percebendo o que as pessoas dizem. Quanto a isto tem toda a razão o Administrador Judiciário de Santarém, tal como no que se refere ao défice de recursos humanos, isto é, à grande falta de Oficiais de Justiça.


      Mas no que se refere aos equipamentos para ler e responder aos e-mails, a inadequação dos equipamentos já não serve como desculpa, embora continue a servir a falta de pessoal para o fazer.


      A publicação regional pediu esclarecimentos ao Tribunal e o Administrador Judiciário respondeu classificando os equipamentos como “obsoletos” e garantindo que a Comarca está a trabalhar para resolver esses constrangimentos que têm afetado a vida de cidadãos e autoridades, estando já prevista a instalação de um sistema de atendimento automático, lê-se na notícia. E aqui surge a dúvida: um atendimento automático quer dizer o quê? Quererá dizer que já não são necessárias pessoas para atender outras pessoas? Ou que simplesmente se mantêm as pessoas entretidas a clicar em opções antes de chegar ao atendimento por uma pessoa? Será que vai ter uma música agradável para a espera, intercalada com uma mensagem em que refere que o cidadão será atendimento com brevidade? Ou será que vai ser uma funcionalidade com inteligência artificial a despachar as pessoas?


      O problema do atendimento do público nos tribunais e nos serviços do Ministério Público nem sequer está ainda devidamente diagnosticado, nem existe quem seja capaz de o diagnosticar com rigor científico, mas há muitos a opinar e mesmo a decidir, lançando umas considerações genéricas baseadas em conceitos desfasados da sua experiência do passado, continuando a persistir o problema todos os dias; irresolúvel, insanável e indiagnosticável.


TelefoneFioPescoco(DDOJ).jpg


      Fonte: "Notícias do Sorraia / Sapo".

Comentários

  1. Anónimo5/2/26 08:40

    Bom dia,
    O senhor blogger refere que ninguém gosta de atendimento ao público o que acho errado estar a generalizar. Mas entendo que muitos não gostam precisamente pelas razões que invoca no seu texto, não estão a praticar atos processuais que contam para uma futura avaliação.
    Mas então não acham que será preciso mudar a forma de avaliação? Se somos avaliados por quantidade de atos processuais o incentivo está aí. Está aí uma razão de fundo para o problema

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  2. Anónimo5/2/26 08:58

    Paira no ar uma sensação de ... ... ...




    TRAIÇÃO!

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  3. Anónimo5/2/26 09:04

    Mas está  tudo bem
    O costa deixou os serviços  públicos  impecáveis 


    Força  escravos!!!

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  4. Discordando, não é errado generalizar, em todo o universo dos Oficiais de Justiça é essa a consideração, é mesmo geral. Errado seria generalizar a exceção, que a há, mas que, para o universo dos Oficiais de Justiça é apenas isso: exceção.

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  5. Anónimo5/2/26 09:19

    Vou dar aqui um pequeno exemplo. 
    Temos um Colega (com 30 anos de carreira) excecional no atendimento ao público. Procura resolver o problema do cidadão, quer seja no atendimento presencial, quer seja por telefone. Sucede que, nessa sequência, acaba por perder mais tempo que o considerado "normal." O n.º de atos do Colega é inferior à media porque perde "muito tempo" no atendimento, a chefia não atende chamadas (deixa tocar) e a colega do lado, da mesma categoria que este Colega, adotou o comportamento da chefia e também não atende. 
    O Colega é constantemente repreendido pelo superior hierárquico e, inclusive, pela "administradora" porque o seu n.º de atos é inferior à media. Esquecem-se que o Colega atende todas as chamadas daquele juízo, fora os dias que se encontra no balcão +. 
    Como não dá atos, este é considerado um trabalho minoritário e, EFETIVAMENTE, nada conta para a inspeção. 

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  6. Anónimo5/2/26 09:20

    e agora mudaram de telefones e dá a sensação que passamos de cavalo para mula 

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  7. Quanto ao atendimento (presencial ou telefónico) deixo uma dica: passem a anotar numa qq folha Excel ou word os atendimento diários que efectuam (número do processo, hora, forma, motivo atendimento e final do mesmo) Ficam com um registo para eventuais inspecções e, melhor, naqueles dias em que parece que não fizeram nada, chegam ao fim e, olhando para o registo, percebem que afinal trabalharam bem. 

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  8. Anónimo5/2/26 10:03

    tic tac, tic tac, tic tac


    final do mês ........

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  9. Anónimo5/2/26 10:23

    Ora aí está e o status quo continua,


    com toda a gente a olhar para o lado.

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  10. Anónimo5/2/26 10:26

    Ora aí está!
    Consulta advogados ou pedir apoio Judiciario para o efeito!

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  11. Anónimo5/2/26 11:05

    bom conselho Colega.

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  12. Anónimo5/2/26 11:12

    muitos não querem, poucos apresentam perfil, falta empatia e modos, depois por vezes levam com o livro amarelo, coitado de quem precisa ir aos á grande maioria dos tribunais, porque também existem exceções, no fundo quem sofre é o utente que já está fragilizado   

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  13. Anónimo5/2/26 11:44

    Que visão tão errada que tem dos seus colegas (dúvido que o sejam)!

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  14. Anónimo5/2/26 11:49

    Sou escrivão e, por norma, atendo todas as pessoas ao balcão e ao telefone. E isto para evitar que os demais colegas percam tempo e possam rentabilizar o seu trabalho. Quanto ao gostar, às vezes também não gosto. Mas faço sempre o exercício mental de me colocar do outro lado, de calçar os sapatos dos outros...
    Na maior parte das vezes resulta. Claro que há sempre aqueles que nos tiram a paciência.
    Quanto ao número de atos e as avaliações... drxem lá isso. Vamos todos para o SIADAP e subimos de escalão de 8 em 8 anos!!!

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  15. António5/2/26 12:14

    Olá a todos!
    Encorajar os - todos os - Colegas, respetivas famílias e e amigos próximos, abrangidos pela adversidade da vida provocada pelas eventos atmosféricos das últimas semanas e que vão perdurar nas próximas.
    Agradecer ao Colega Carlos Almeida, digníssimo Presidente do SOJ por me ter facultado os documentos entregues pela tutela nas reuniões técnicas. 
    Bem haja.

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  16. António5/2/26 12:26

    Já aqui referi, em vários comentários, como funciona o atendimento na Autoridade Tributária (AT), seja o presencial seja o efetuado através do E-Balcão.
    Eu questiono-me como é que ainda não foi implementado - desde logo pelo que se passou na pandemia, com a proibição de contactos pessoais e restrições à mobilidade.
    O E-Balcão, identifica o pedido de atendimento (pelo assunto ou matéria (na AT, temos o IMI, IRS, IRC, etc.) e o cidadão, validado na plataforma, coloca a questão ou o pedido de esclarecimento através de uma caixa de texto onde pode anexar documentos.
    Dependendo do assunto, esse impulso (pedido) é registado de forma autonomizada e distribuído ao responsável - Adjunto do Chefe de Finanças da área fiscal do contribuinte - pela respetiva secção (património, rendimento, cobrança, contencioso), a quem é gerado um alerta e contabilizados os tempos de resposta - o mesmo sucede no atendimento presencial (é registado no sistema).
    Por cá, nos tribunais, pergunto-me porque é que não se importam as boas práticas, as boas ideias - custará muito importar aquela ideia (do E-Balcão) para os Tribunais ? Não custa nada! Apenas a falta de vontade e o pouco engenho ou a ânsia de contratar mais um estudo e depois mais um projeto que há de ser presenteado com um financiamento qualquer (do Estado ou da UE) que será sujeito a apreciação e aprovação - deixando um rasto de lobys e de comissões em todas as suas etapas.
    É um país muito apropriado ao desenvolvimento de más, aliás muito más práticas.

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  17. Anónimo5/2/26 13:30

    E porque haveremos de ir todos para o SIADAP?!!!


    Que enormidade de comentário!


    Também é bom saber que a pessoa que, em principio, mais reune saber e mais responsabilidade tem numa secção, sendo o seu trabalho em consonância com esses principios, é aquela que vai atender, para que os seus colegas possam "rentabilizar" o seu trabalho.


    Poder-se-ia pensar que o trabalho do escrivão é de menos interresse e urgência!!!....




    Interessante!

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  18. Anónimo5/2/26 13:35

    Dado o tempo entretanto decorrido, não estará aí à porta uma outra reunião técnica dos sindicatos e o MJ?!!

    ResponderEliminar
  19. Anónimo5/2/26 13:40

    Eu cago para os atos e para essas repreensões!!
    Literalmente! Que me metam um processo disciplinar nesse caso!
    Venha ele!
    Borrados de medo!

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  20. Anónimo5/2/26 13:43

    E de que vale contabilizar o tempo? Não vai dar ao mesmo que contabilizar os atos?


    metam isso tudo num sitio que eu cá sei

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  21. Anónimo5/2/26 13:43

    Levaste com o nivel 3 não te chega???


    eheheheh


    escravos

    ResponderEliminar
  22. Anónimo5/2/26 18:13

    Vivem-se tempo nunca vistos dantes. É o caos a prevalecer à ordem. É o vale tudo, como se estivessemos numa selva de irracionais. O homem, esse,  já mordeu a cadela;) e se assim continuar brevemente morde outra coisa que me poupo a escrever.

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  23. Anónimo5/2/26 18:25

    Que Deus e todos os santinhos e santinhas me ajudem a fugir / a sair desta m…..! Espero para o ano por esta altura já estar longe muito longe disto que se tornou repugnante ! É o salve se quem puder ! 

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  24. Jorge Sampaio5/2/26 18:59

    Já agora, aproveito também para agradecer ao Carlos que me os facultou também. É uma lufada de ar fresco no meio deste cheiro a mofo que se vai intensificando 
    Colega Carlos , obrigado.

    ResponderEliminar
  25. Anónimo5/2/26 20:04

    A Frente Comum apresentou, em setembro de 2025, a “Proposta Reivindicativa Comum” para 2026 (PRC2026), que inclui 73 medidas de valorização do trabalho, dos trabalhadores e dos Serviços Públicos, das quais 5 são prioritárias: 
    1 Aumento intercalar de todos os salários dos trabalhadores da Administração Pública; 

    3  Valorização de todas as Carreiras e Profissões; 




    Uns lutam para o SIADAP ser revogado.
    Nós, pessoas de muito grau, queremos o SIADAP.

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  26. Anónimo5/2/26 22:02

    Eheheheheh





    Levou com o grau 3 e ainda se queixa ...


    Olha, agora come-o guisado com batatas!!!




    ResponderEliminar
  27. Anónimo5/2/26 22:07

    Hoje estou muito feliz!!!


    Passei mais uma fase do concurso para a Autoridade Tributária.
     Saíram hoje os resultados e estou bem classificado.
    Como tal, espero em breve estar muito longe deste pardieiro!!

    ResponderEliminar
  28. Anónimo5/2/26 22:11

    Queremos e vamos mesmo ter o SIADAP!!!


    Não somos menos que os outros!!


    ResponderEliminar
  29. Anónimo6/2/26 05:55

    Há alguns anos, existia a figura do Oficial Porteiro,  então,  nos dias de hoje,  que se crie a figura do Oficial Telefonista. No tempo da Sra. Ministra (conhecida pela ministra da mini-pasta), foi um vê se te avias para escalar oficiais de justiça para os famigerados "balcão +" (nem me atrevo a fazer contas, mas entre soalho e mais umas tantas "paneleirices ", cerca de 10.000€ cada um). Mais um tiro nos pés de quem não sabe nem nunca tentou perceber a forma como CADA secção/secretária funciona. Por esta forma, o Sr. Oficial Telefonista,  devidamente habilitado resolveria este "novo desafio" . Se a pendência das chamadas/email 's fosse de tal forma que se justificasse,  abrir-se-ia lugar para mais outro Sr. Oficial Telefonista. Em bom abono da verdade,  80% das chamadas telefónicas que atendo (secção especializada DIAP) até me dá muitas vezes vontade,  a meio da conversa,  mandar a quem está a falar comigo, que vá estudar outra vez. Para finalizar "o que não está no Processo,  não está no mundo", portanto quem quiser saber o que quer que seja,  que escreva. 

    ResponderEliminar
  30. Anónimo6/2/26 09:31

    O problema é que o Colega é prejudicado na inspeção. O mais triste é a generalidade dos colegas acharem que um colega é bom ou mau pelo n.º de atos.

    ResponderEliminar
  31. Anónimo6/2/26 13:39

    Sinceramente, a frustação e desilusão com tudo o que se está a passar é por demais evidente. Estou num DIAP - actualmente um dos locais que se encontram verdadeiramente afundados, com elevada pendência e notória falta de recursos técnicos, físicos e humanos -, mas se a tal da "coisa" adaptada que nos querem impingir for verdadeiramente para a frente - o que é um perfeito e evidente absurdo dado que se tem de andar a adaptar é porque não serve logo à partida - no dia a seguir estarei no gabinete do secretário a exigir a mudança imediata de serviço. Isto é, passei metade da minha vida a laborar nos tribunais e não vou ser avaliado de forma exatamente igual que um colega que tem ao seu cargo 50 processos enquanto eu me debato, e afundo, diariamente no meio dos meus 500, mais diligências diárias, telefonemas, público, despachos, plataformas de redes sociais, traduções, operadoras de serviços, incluindo estrangeiras, blockchais e moedas digitais, etc, etc, ... Assim irei solicitar a mudança para outro local e que um dos mais jovens, mais adaptado a novas tecnologias e com muito mais tempo pela frente para alcançar a nota desejada para alcançar uma mísera subida de escalão, ainda por cima quando fomos totalmente "decepados" nas progressões verticais. levando agora outra valente "machadada" nas horizontais... Nada contra os mais velhos e muito menos os mais novos é apenas uma questão de boa gestão temporal...  

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  32. Anónimo6/2/26 22:39

    Tanta conversa da treta.  Por aqui, é só enredos .
    Foquem-se no sumo. Na substância.
    Nos problemas reais dos  funcionários.

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