Se eles estão por um fio que dirão os Oficiais de Justiça?
O Sindicato dos Magistrados do Ministério Público (SMMP) divulgou o estado em que se encontram os seus representados, no desempenho das suas funções na Comarca de Lisboa Norte, mais concretamente realçando os tribunais de Vila Franca de Xira e de Alenquer.
Para além dos problemas próprios dos magistrados do Ministério Público, o seu sindicato (SMMP), refere também a escassez de Oficiais de Justiça, afirmando que o problema é transversal a toda a comarca (e mesmo ao país) e, nalguns casos, assume contornos críticos, referindo-se, por exemplo, ao caso da Lourinhã onde se chegou a verificar a inexistência total de Oficiais de Justiça ao serviço.
No jornal regional “O Mirante”, lia-se este fim de semana assim:
“Os magistrados do Ministério Público que prestam serviço na Comarca de Lisboa Norte, onde se encontram os tribunais de Vila Franca de Xira e Alenquer, têm a paciência por um fio por causa das más condições dos edifícios e pelo elevado volume de processos, que não pára de crescer.
Vila Franca de Xira e Alenquer são hoje dois dos exemplos mais evidentes da pressão extrema que se vive nos tribunais, quer da Comarca de Lisboa Norte como de Lisboa Oeste, que têm recebido alguns processos de Vila Franca de Xira e Arruda dos Vinhos.
Só em Vila Franca de Xira, alerta o Sindicato SMMP, quatro magistrados do Ministério Público têm a seu cargo 6008 processos pendentes, número ao qual se somaram mais 260 novas entradas num único mês.
Em Alenquer, a situação é igualmente alarmante: um único procurador recebeu 2700 inquéritos no ano passado, um volume considerado absolutamente incomportável. A par da acumulação processual, diz o sindicato, as condições físicas dos edifícios judiciais agravam o cenário.
Em Vila Franca de Xira o sindicato confirma o cenário degradante que há muito se tem noticiado: há infiltrações, água a pingar nos gabinetes, tetos colados com fita-cola e gabinetes com aberturas diretas para a rua.
Em Alenquer as instalações encontram-se igualmente degradadas, “gerando um ambiente de trabalho extenuante”, diz o sindicato, que a 23 de janeiro deu nota de ter identificado um conjunto de problemas graves que comprometem seriamente o funcionamento da justiça na Comarca e nos tribunais de Vila Franca de Xira, Alenquer, Torres Vedras e Lourinhã, numa região marcada por forte pressão populacional.
Segundo o diagnóstico apresentado, a Comarca enfrenta uma sobrecarga estrutural, falta de meios humanos e instalações degradadas. Embora estejam formalmente colocados 72 procuradores, apenas 65 se encontram efetivamente ao serviço, quando as necessidades reais se situam entre 78 e 80 magistrados.
Em Loures, a sede da comarca, a dimensão do problema é particularmente visível. A secção de criminalidade económico-financeira acumula cerca de 1500 processos por despachar. No Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) registam-se em média 150 entradas mensais, com cada procurador a acumular cerca de 1800 processos.
O Juízo Central Criminal e o Juízo de Instrução Criminal funcionam apenas com três magistrados. Na violência doméstica, em Loures, não existe o Serviço Especializado de Investigação da Violência Doméstica (SEIVD), apesar de cada magistrado lidar com entre 400 e 500 processos desta natureza e cerca de 80 novas entradas por mês.
Na jurisdição de família e menores a falta de meios humanos impede a realização atempada de diligências, visitas e acompanhamento institucional, alerta o sindicato, levando a que menores em risco aguardem até um mês por colocação.
Já nas áreas de Trabalho, Central Cível e Comércio, apenas quatro procuradores asseguram o trabalho de 16 juízes.
No Palácio da Justiça de Loures persistem infiltrações, falhas de internet e de comunicações telefónicas, impressoras obsoletas e ausência de procuradorias em áreas essenciais.”
Assim se queixam os magistrados do Ministério Público, apresentando dados concretos, desde a fita-cola que segura o teto, até ao número de processos.
Se esses dados são possíveis de ser apresentados por aquele sindicato daquela magistratura, imagine-se o que seria possível apresentar pelos sindicatos que representam os Oficiais de Justiça.
Centrando a atenção numa determinada comarca e, por que não também nos serviços do Ministério Público, qual seria a carga processual para cada Oficial de Justiça em cada secção? Quantos despachos estão por cumprir? Quantos papéis entrados estão por tratar e quantos entram diariamente? Qual o volume de entradas mensais? Quantos prazos agendados estão ultrapassados? Quantos Oficiais de Justiça trabalham numa área de x metros quadrados, com armários, máquinas, até objetos para tratar? Quem leva aquecedores de casa? Quem vai despejar os baldes da água da chuva das infiltrações? Quantos Oficiais de Justiça deveriam estar a trabalhar e quantos estão de facto? Quantos não aguentam a pressão e estão de baixa? Quantos estão a fazer as contas para se aposentarem ainda este ano?
E com tudo isso, nem sequer seria necessário mencionar uma revisão estatutária de décadas com aplicação e com novas propostas que representam enormes retrocessos que vêm desmotivando todos os Oficiais de Justiça que passaram a uma atividade de mínimos, tal é o grau de destruição da carreira, tanto do já efetivado, como do que está para se efetivar.
À boleia destas iniciativas do SMMP e fruto de um trabalho prévio bem preparado, sem improvisação, com números concretos, bastaria aos sindicatos que representam os Oficiais de Justiça imitar o SMMP e, aquando dessa imitação, certamente se aperceberiam que, com toda a facilidade, têm muito mais a dizer.

Fonte: “O Mirante”.
Eles têm representantes que se podem chamar assim .
ResponderEliminarJá nós, temos uma espécie de qualquer coisa, que ainda não consegui adjetivar.
Nossos sindicatos nem os sindicatos da psp, professores, finanças e outros sabem imitar copiar quanto mais copiar o sindicato do mp
ResponderEliminarTrabalhem e paguem totos
Escravos gostais!!
BAIXA COLETIVA
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ResponderEliminarRAPIDAMENTE
Continuem a pagar para os coveiros!!!!
ResponderEliminarAuxiliares aspirantes a escrivães, esta é a vossa oportunidade de brilharem junto destas secções afundadas!!
ResponderEliminarTrabalhem!!
É possível intentar uma ação judicial contra sindicatos, não é?!
ResponderEliminarTalvez tenhamos de recorrer a esse expediente!
ResponderEliminarBom dia,
Consultei, como sempre faço, os sítios na internet de ambos os sindicatos, e desde já manifesto a minha solidariedade para para todos aqueles que estão enlutados com a perda do Colega Dinis.
É sempre triste constatar que, em lugar de se falar do que verdadeiramente interessa, fala-se muitas vezes do que interessa a muitos poucos.
Com efeito, o SFJ demonstrando o espírito tribalista e de facão aprestou-se à defesa da honra do Colega Vítor Norte - o que acho bem - mas está demorado na informação que deveria passar à classe (associados e não associados) e não passa.
Na verdade, a astúcia com que foi mencionada a apresentação dos dois documentos, numa informação mal amanhada, como que de forma envergonhada, e que eu ainda não percebi se pretenderam com isso salvaguardar futuras interpelações dos associados em face do que por aí virá ou por recear que o SOJ o fizesse antecipadamente.
A nossa classe parece uma escarpa fustigada pelas ondas agrestes das várias tempestades que assolam o país, estão a ficar gastas e prestes a ruir, alguns vão-se segurando pelos remendos mal feitos que apenas retardam a inevitável derrocada.
Confesso que começo a comparar as "bocas" daquela gente com os majestosos "cus" que, depois de uma bela feijoada ou tripada à moda do Porto, agravam, com as rajadas das suas ventosidades estrépticas, a situação já por si catastrófica.
Apelo que apertem o
eu questiono-me por quê um oficial de justiça a trabalhar numa unidade orgânica na área metropolitana do Porto ou Lisboa, a maior parte das vezes a fazer o seu trabalho e o dos que faltam tem que ter um salário igual ou até inferior ao do funcionário que trabalha num Juízo de proximidade?
ResponderEliminarcontinuem a pagar quotas
ResponderEliminarE já!
ResponderEliminarComo alguém diz
ResponderEliminarBAIXA
CERTINHO
ResponderEliminarO país está ele todo por um fio...
ResponderEliminarOTÁRIOS? ESCRAVOS SIM!
ResponderEliminarquem estiver mal que se mude
ResponderEliminarEntretanto o siadap vai sair. Está quase.
ResponderEliminarOs "muito bons" e os "bons com distinção" vão todos para o lixo e à semelhança do tempo de serviço também aqui vai fazer um reset e começamos todos com ZERO pontos.
Mais uma vez quem se esforçou em todos estes anos vai novamente sair prejudicado.
Obrigadinho senhores dos sindicatos.
🙏🙌✨
Não sou eu que o digo é a A.I. que diz que o somos ,pelo que apenas adjetivei reproduzindo -a: "Otários" é o plural de otário, um termo coloquial que designa pessoas ingénuas, tolas ou simplórias, que se deixam enganar, iludir ou ludibriar facilmente. sem malícia, .
ResponderEliminarAs coisas não funiconam dessa maneira!
ResponderEliminarNem todos podem mudar, sendo que as coisas devem ser equilibradas!
ResponderEliminarDe gente que não é capaz de pensar fora da caixa e vê criminosos e crime em todo lado, andamos todos fartos !
Esta classe ainda se queixa do estatuto que detêm e da vida que leva.
A mentalidade bacoca, mofenta e completamente fora do atual contexto social e real da sociedade deve-se em muito, a muita gente que aqui trabalha.
Dois dedos de conversa com alguns e logo lhes sai o "toque", o mote de conversa chegana. Estes emigrantes, estes socialistas que arruinaram o país e tal...É que é logo !!
Conheço alguns bem decentes em todos os aspetos e que fogem a esta realidade, felizmente. Mas até esses são vistos pelos pares como desalinhados.
Ainda há quem pense que são só as polícias que estão cheias de fascistas...
Vai tomar o comprimido.
ResponderEliminarO SIADAP só pode ser aplicado a novos ingressantes na carreira!
ResponderEliminarOs outros, nós, podem impugnar judicialmente qualquer imposição governamental, e, não tenham dúvidas, que a ganham (os), com facilidade.
Mas, mesmo que perdessemos em tribunal, o que seria de todo improvável, podemos sempre recorrer à greve.
Especialmente aquela de "eles" mais têm medo, a greve aos atos, que eles dizem ser ilegal, ou até uma greve geral por tempo indeterminado!...
Portanto, caros colegas, o futuro está nas nossas mãos, sempre esteve!...
Não tenham medo!
Só aceitava o SIADAP se me fizessem avançar de imediato 2 escalões (para compensar o tempo perdido no escalão e o tempo do congelamento), e mesmo assim se o mesmo só entrasse em vigor daqui a seis anos!
ResponderEliminarE, para que não restem duvidas, ainda me faltam bem mais de 6 anos para a reforma!
Mas se queiserem ser mais simples, que o apliquem a quem entrar em funções no futuro.
Não pugnam porque não querem.
ResponderEliminarLá se iam os lugares pretendidos...
A conclusão deste artigo tem por base a (in) existência de sindicatos centrados nos fundamentos para a sua existência - defesa dos OJ, e não, como é o caso, na defesa dos próprios interesses dos seus órgãos sociais
ResponderEliminarE aqueles auxiliares que andaram anos a trabalhar para o MB, que foram promovidos em 2023, que foram para cascos de rolha e que se vão ver aflitos para regressar a casa, que foram despromovidos em 2025 e que agora, para piorar ainda mais a coisa, ficam com ZERO pontos para efeitos do siadap em igualdade com todos os restantes??
ResponderEliminarQue comédia de profissão!!!
Seria possível tipificar a palavra fascista ?
ResponderEliminarMas pode impugnar qualquer OJ ou grupo de OJ!
ResponderEliminarAgora imaginem os Oficiais de justiça a serem admitidos cerca de +/- 100 por ano e sempre que acumulassem serviço de outra comarca ou departamento, recebessem o valor devido por esse trabalho?
ResponderEliminarVejam os boletins do CSMP e reparem nos valores que são atribuídos pelas acumulações.
Eu acho muito bem, mas era bom que se lembrassem de nós.
Como é que um blogue, faz um melhor serviço de um sindicato em todos os aspectos! Cada dia que passa, cada hora de trabalho…nas condições em que se trabalha, é uma desconsideração total pelas pessoas, e andamos nisto e disto não passamos! Mais um dia, mais uma semana, mais um mês, mais um ano e passam os anos e nada! Nada muda na nossa vida, pelo contrário quando achamos que não pode ficar pior, fica! Está na hora dos associados dizerem BASTA!
ResponderEliminarA questão não está no ordenado do Oficial de Justiça dos Juízos de Proximidade, mas no Oficial de Justiça que trabalha por 3, quando só recebe um ordenado! Por posturas como a sua é que estamos onde chegámos!
ResponderEliminarAlguém sabe quando é que a DGAJ vai pagar o que deve a alguns trabalhadores, dívida que nalguns casos, é devida há décadas? e que tem a ver com a reconstituição da carreira para efeitos de progressão de escalão decorrente da sentença do Tribunal Administrativo? transitada em julgado quase há 3 anos.
ResponderEliminarSim, ideologia nacionalista, racista e xenófoba, seguida por atrasados mentais, nos quais os Cheganos se integram.
ResponderEliminarConheço alguns e algumas que passados pouco mais de 12 anos, naturalmente obtiveram a classificação de MB, que porque não tinham filhos pequenos, responsabilidades parentais, detinham disponibilidade financeira e porque queriam deixar de fazer sala, concorreram para outros sítios e só queriam considerar-se superiores aos auxiliares, sem terem de fazer qualquer prova de conhecimentos. Agora sentem-se despromovidos e querem voltar para perto de casa. Coitadinhos...
ResponderEliminarEu só trabalho por mim.
ResponderEliminarNão sou herói
Serei chegano com todo o gosto e cago de alto para quem não gista e se julga superior
ResponderEliminarLembra-te tu de pagar ao teu sindicato
ResponderEliminarEhrheh
Baixa
ResponderEliminarComo merecem
Baixa
Já tu, com um bom com distinção esticadinho, vives feliz por continuares a fazer sala e juntares papéis por toda a tua vida ...
ResponderEliminarQuando abrir concurso para escrivão, não te esqueças de concorrer ...