“A Justiça é um daqueles setores onde é impossível continuar a assobiar para o lado”
“Emergência Judiciária” – é esta a nova designação e classificação que os advogados criaram para os tribunais parados ou quase.
O Correio da Manhã de ontem dava a notícia de que os advogados da vila alto-minhota de Arcos de Valdevez apelavam ao seu bastonário para que interviesse junto do Conselho Superior da Magistratura (CSM) no sentido de agilizar a resolução dos processos parados naquele tribunal.
Ao contrário do que é comum abordar-se a nível nacional, neste caso não são os processos da área penal que preocupam os advogados (aliás, nunca foram), mas os processos da área cível.
Naquela vila, os advogados contabilizam quase 700 processos cíveis que aguardam a sua resolução e esta quantidade até pode parecer pequena, mas, para a realidade daquela pequena vila, esse número será uma quantidade exorbitante que faz com que muitos dos advogados não recebam honorários nem detenham outros rendimentos enquanto os processos dos seus clientes estiverem parados.
O Correio da Manhã cita a carta que os advogados endereçaram ao seu bastonário, afirmando que “a justiça, de tão tardia, tornou-se inexistente”.
Em artigo publicado este sábado no Jornal de Notícias, o advogado Filipe Lobo d'Ávila, abordava este mesmo assunto da justiça tardia e dizia assim:
«Uma Justiça lenta compromete direitos, fragiliza o Estado de Direito e desincentiva o investimento. Uma Justiça ininteligível, não compreendida pelos seus destinatários, não é uma verdadeira Justiça. A sua centralidade reside precisamente neste aspeto. É um elemento fundamental de confiança.
A Justiça é um daqueles setores onde é impossível continuar a assobiar para o lado, procurando adotar medidas paliativas que, para além de erradas, dão sinais contraditórios (veja-se o caso da aplicação de coimas a Advogados que utilizem expedientes dilatórios). O que é um expediente dilatório? Como é que se pretende aplicar coimas a Advogados quando os próprios tribunais não cumprem os seus próprios prazos? Quando um processo judicial demora 22 meses para ter uma primeira decisão, quando um registo simples pode demorar 10 meses ou quando assistimos a detenções sem indiciamentos.
A cultura de amuralhamento das Partes, atualmente dominante em Portugal, deve ser substituída por uma cultura de concertação e de envolvimento. Há que colocar agentes da Justiça sentados à mesa, identificar bloqueios e através de "reformas estruturadas" assentes em pequenos passos desobstruí-los. Há que transformar o Juiz em verdadeiro decisor e não, como tantas vezes acontece nos nossos Tribunais, em gestor processual.
A gestão dos meios humanos e auxiliares deve assentar em métricas claras, com plano plurianual de contratação para reforço de Oficiais de Justiça, peritos, técnicos de informática e especialistas forenses. Deve ser possível a gestão e reposição de equipas em tribunais de maior congestionamento. A formação deve incluir competências digitais, gestão processual e boas práticas de comunicação com o público.
E sobretudo será necessário implementar uma cultura de concertação entre operadores e agentes políticos.
Nada se conseguirá fazer sem o envolvimento de todos os operadores, magistrados, advogados, Oficiais de Justiça, universidades, empresas e organizações cívicas. E nada será verdadeiramente transformado se os Partidos não se entenderem para garantir a continuidade de medidas estruturadas ao longo de 10 anos.»

Fontes: “Correio da Manhã” e “Jornal de Notícias”.
Este artigo do advogado sobre a justiça tardia foi escrito hoje ou há 26 anos atrás?
ResponderEliminarTemos alguns profissionais que sabem dizer alguma coisa sobre justiça tardia mas as suas opiniões afrontam as diversas classes profissionais.
Uma justiça rápida é uma justiça sem importância.
Querem melhor Justiça?!!
ResponderEliminarPaguem!
Haja lume!
ResponderEliminarAcordaram agora?
Advogados juizes e ministério público têm culpa pelo estado da justiça
ResponderEliminarPois nunca fizeram pressão nenhuma ou quase nenhuma para mudar o estado de condições de quem trabalha nos tribunais e mal pago
Está tudo bem de vida
E eu estou quase a meter baixa
Por falta de pessoal na minha secção
Fodam-se
Não se sabe de nada sobre as as reuniões técnicas?
ResponderEliminarContratar oficiais de justiça, competentes, Portugueses, que saibam escrever em Português, não em Português dos Palop ou do Brasil...porque os que entraram na ultima fornada...não se enquandram nos estatutos!
ResponderEliminarContinua tudo a assobiar para o lado. 300 a 400 reformas de OJ´s por ano. Ninguém quer saber da justiça.
ResponderEliminarAinda hoje ouvi na rádio " (https://www.jn.pt/delas/artigo/mulheres-mortas-por-violencia-domestica-registam-valor-mais-alto-dos-ultimos-tres-anos/18057850)"
ResponderEliminarMas os que mandam querem lá saber disto?! Então as SEIVDS são as secções mais afundadas...NEM TÊM QUADROS PRÓPRIOS. Os próprios representantes dos OJ´s NÃO EXPOEM ESTA POUCA VERGONHA NA COMUNICAÇÃO SOCIAL. CAMBADA DE BANANAS!
ResponderEliminarSobre o assunto, começo por Vos dizer que nenhum de nós recebeu inspiração divina e, por isso, tudo o que possamos aventar sobre possíveis resoluções para o problema não passam de meras sugestões de difícil comprovação quanto à eficácia.
Dito isto, resulta evidenciado dos atos que nos são dirigidos ou que pessoalmente nos afetam, que futuramente, passará a coexistir nos tribunais quatro classes distintas: Secretários; Escrivães; Técnicos de Justiça e Assistentes (Técnicos ou Operacionais).
Sendo a classe mediana (apenas por se situar meio de todas) a de Escrivão é importante definir quem nela ingressa, pois é ela que vai moldar toda a estrutura de apoio ao magistrado, por isso com maiores responsabilidades.
Dito isto é preciso, numa palavra, humanidade e um esforço contínuo de auto melhoramento por quem toma decisões e tem maiores responsabilidades decorrentes dos cargos que exerce.
Diz-se a este propósito que se um dirigente for uma pessoa vertical haverá obediência sem necessidade de dar ordens. É certo que algumas pessoas foram feitas para fazer certas coisas sem, no entanto, compreendê-las.
Ora,
ResponderEliminarestá tudo bem
por isso quero é cada vez mais saber de mim
eu irei fazer
ResponderEliminarmeter baixa, já que é a unica solução
tic tac tic tac tic tac
ResponderEliminarBem podem querer parra o relógio mas ele não para!...
TRAIÇÃO!
https://www.dn.pt/sociedade/governo-chega-a-entendimento-com-sindicatos-do-irn-e-revisar-tabelas-salariais
ResponderEliminarPara o SFJ mandar encaixilhar e colocar na parede da sede.
Bons apontamentos, caro Colega.
ResponderEliminarcolegas a Justiça está feita para ser lenta
ResponderEliminarsistema informático lento e com falhas ...
falta de pessoal...
má organização...
falta de condições de trabalho....
pessoal desgastado e nada fazem....
trabalhar bem mas com calma
querem melhor paguem....
a nossa sáude mental é mais importante....
Agora?!? Agora é tarde, muito tarde... A inflação vai subir imenso, o petróleo exponencialmente, para níveis jamais vistos [face à qualidade dos governantes, principalmente os europeus] com o encerramento do estreiro de Ormuz - os EUA já se precaveram e "abartaram" o petróleo da maior reserva mundial, a Rússia será o maior, e praticamente único, exportador para a China, dado que o Irão está a ser atacado, a Arábia Saudita e os países ali ao lado, não conseguem, nem conseguirão, exportar e a guerra não vai durar nem dois dias, nem duas semanas, nem sequer dois meses, vai ser longa... - a nossa economia vai literalmente sangrar. Obviamente, o nosso, "piqueno e subjugado", estado seguindo ordens exteriores vai impor a tal da taxa de carbono para tudo, tudo mesmo, com a mais que perfeita justificativa de que tudo terá de vir lá pelos lados de "são salamerda das mastigas"... Isto para um estado que já se mostra depauperado há imenso tempo face a tanta expoliação de quem (des)governa. Comecem é a pensar como é que se irá sobreviver. Isto se, entretanto, não forem chamados para irem lutar em guerras insanas e absurdas...
ResponderEliminarInacreditável, esta atualização de vencimentos para o IRN, que ainda há pouco tempo foram revistos e atualizados...Para os OJ, nada!!
ResponderEliminaro que interessa é colocar um leitor digital para se picar o ponto, um para 90 funcionários, como chego as 8, nem me preocupo muito com a entrada, já a saída, se cada um demorar 30 segundos a picar digitalmente o ponto... vai ser de uma lentidão infernal o regresso a cas após um dia de trabalho.
ResponderEliminarA maioria não tem capacidade de entender o que escreveu colega!
ResponderEliminarMas vale sempre a pena tentar
picar o ponto demora 1 segundo...
ResponderEliminarjustiça para quem nela trabalha
ResponderEliminarÉ um escândalo...para nós umas migalhas, para outros bolos.
ResponderEliminarComo é possível os nossos sindicatos estarem calados?
ResponderEliminarO que se passa nas reuniões técnicas?
Para quando a correção das injustiças nos 3ºs escalões?
Gostei da analogia com o notável Pedro Barroso"!
ResponderEliminaratualmente. vamos ver com as impressões digitais, com um aparelho para 90, se vai ser assim tão rápido.
ResponderEliminarSó temos de parar a máquina!
ResponderEliminarSe assim o fizermos, vocês verão que tudo se resolve, rápido e sem necessidades de reuniões técnicas!
Deus me ajude a aguentar com saúde mental mais uns meses !
ResponderEliminarPor este andar novo estatuto lá para 2050...
ResponderEliminarA dg já notificou 2(dois) dos que se pronunciaram sobre o cálculo do período probatório e já lá vão oito meses.
Alguém avise os colegas de Arcos de Valdevez, que a IA, já faz todo o trabalho.
ResponderEliminarÉ como na França, carrega-se num botão e sai uma criança.
Cara, cê tá loko???
ResponderEliminarComo acim???
Isplique melhor
Na última fornada entraram candidatos que nem sequer tinham a nacionalidade portuguesa!!!
ResponderEliminarE a DG só deu conta depois de estarem a exercer funções.
Desconheço o que foi feito depois, se desistiram, se os mandaram embora, mas o que é verdade é que entraram candidatos que não reuniam sequer o mais elementar requisito - o da nacionalidade portuguesa.
Tu queres é dar despachos ...
ResponderEliminarNinguém fica para trás!!
ResponderEliminarVejo muito "intelectual" a preocupar-se no dia de hoje neste blog com o estado actual da nossa carreira e com o futuro da mesma.
ResponderEliminarMeus caros, actualmente o meu único foco é o dia 21!!!
O resto que se fo ...
Quiseram assim, assim vão ter.
Mataram a nossa carreira, destruiram-na, acabaram com os sonhos de muitos, brincaram com o sacrifício de tantos.
Portanto, da minha parte é o mínimo dos mínimos.
Não meto baixa mas uma coisa é certa, nunca mais na vida irei preocupar-me com o estado do serviço nem sequer dar um minuto que seja para pôr as coisas mais ou menos em dia.
As inspecções já não me metem medo e na verdade não servem para nada.
Vem aí o SIADAP e os movimentos deixarão de ser periódicos com actualmente são.
Caso não saibam, num futuro próximo, as transferências serão feitas através de mobilidade à semelhança da restante função pública e a nota SIADAP relativamente a isso não servirá para nada!!
Ou seja,
Coitados de quem concorreu para fora e agora pretende regressar a casa.
Portanto meus caros, o meu único foco actualmente é o dia 21!!!
Paz e luz para todos 🙏🙌
Caro colega, esse resumo é mais completo e acertado de todos os que até agora foram escritos neste blog e arredores. A maior culpa de nós estarmos no estado perclitante de número e condições de idade fisico/psicológicas é dos grandes que continuam bem da vida a ganharem o deles e os outros que se f...
ResponderEliminarO que acontece agora é quem precisa são eles de nós e naõ nós deles
Continuam!
ResponderEliminarpicar o ponto com impressão digital demora 1 segundo, e vão ser colocadas as máquinas suficientes para o rácio de funcionários, não será por isso que se vai atrasar
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