Escoras desenrascam as obras que não se fazem

      Voltando ao estado do edificado dos tribunais, a comunicação social acaba de mostrar o estado, entre outros, do Palácio da Justiça de Esposende, da Comarca de Braga, que, para que não caiam paredes, teto ou palas, do 1º andar, foram colocadas escoras no rés-do-chão, com tábuas, para evitar o desmoronamento.

      O edifício de Esposende apresenta problemas estruturais preocupantes, vertidos para o relatório anual da Comarca de Braga, com escoramento colocado pela Proteção Civil, devido ao iminente risco de queda de partes do edifício,


      Destaca a comunicação social também o Palácio da Justiça de Barcelos, igualmente mencionado no relatório anual, no qual se relata que ambos os edifícios enfrentam problemas estruturais que exigem intervenção.

      O documento identifica infiltrações persistentes, degradação de espaços interiores e até riscos estruturais, sublinhando a necessidade de obras para garantir condições adequadas de funcionamento.

      No caso de Barcelos, apesar de ter sido realizada uma intervenção no exterior do edifício para resolver infiltrações em duas salas de audiências, os problemas continuam a manifestar-se no interior.

      O relatório refere que “continuam a verificar-se infiltrações nas salas de audiências e corredor de acesso às mesmas, mantendo-se o mau estado do interior das salas que necessitam de ser intervencionadas, nomeadamente chão e paredes”.

      Ainda no passado dia 25JAN aqui publicávamos o artigo intitulado “Estado deplorável e condições de terceiro mundo”, no qual anunciávamos o estado de edifícios noutra comarca e adiantávamos que, por esta altura e daqui em diante, seria frequente que a comunicação social começasse a divulgar extratos dos relatórios anuais, designadamente as partes em que todas as comarcas – todas sem exceção – lamentam, essencialmente, as condições dos edifícios e a falta de pessoal, designadamente, a grave carência de Oficiais de Justiça.

      Afinal, nada de novo, são queixas que se repetem ano após ano, obrigando os respetivos presidentes das comarcas a radicalizar a linguagem, tendo começado, cansados, a abandonar os paninhos-quentes em relação às entidades governamentais, como o IGFEJ ou a DGAJ, em face da inação no que diz respeito à resolução dos problemas dos tribunais.


      Fontes, entre outros: "Jornal de Notícias" e “E24”.

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