A Voz dos Oficiais de Justiça: Propostas para inverter um futuro
Às quartas-feiras é dia da habitual rubrica: “A Voz dos Oficiais de Justiça”, contendo artigos escritos pelos nossos leitores e que nos são enviados – para o nosso endereço de e-mail geral: OJ@sapo.pt – para aqui publicar neste dia da semana. Todos são bem-vindos, todos têm espaço para a sua voz.
Hoje, vamos reproduzir o artigo enviado pelo Mário
de Sousa. Aqui vai:
«Bom dia!
Amigos
da Voz dos Oficiais Justiça,
No que concerne
ao futuro da nossa carreira, do ponto de vista pessoal e de conversas com
colegas que ainda vão estar algum tempo nesta carreira, pelo menos 6 e muitos
mais anos, onde as medidas estruturantes do novo estatuto vão influenciar de
forma objetiva e duradoura para onde se deve olhar com honestidade intelectual.
.1. Deve-se
aperfeiçoar o DL 27/2025, na esteira da carreira e como deverá ser constituída:
Categorias:
– Escrivão
Diretor (Secretário de Justiça - Tribunal de 1ª Instância)
– Escrivão
Coordenador (Escrivão de Direito e Técnico de Justiça Principal)
– Escrivão
(Escrivães e Técnicos de Justiça Adjuntos e Auxiliares).
Cargos:
– Administrador
(Devem ser nomeados em comissão de serviço através dos Escrivães Diretores).
– Secretário de
Tribunal Superior (Devem ser nomeados em comissão de serviço através dos
Escrivães Diretores).
.2. O sistema de
avaliação nunca deve ser o SIADAP geral, não se adequa aos parâmetros da nossa
carreira, quando muito deve ser um sistema de avaliação adequado à mesma, como
já existe em algumas carreiras especiais da Administração Pública, de forma a
manter a autonomia do sistema judicial na base da sua funcionalidade.
.3. O ajuste da
equidade na transição dos índices remuneratórios, que nunca devem ser
inferiores a um aumento de € 120,00 no salário base mensal de cada Oficial de
Justiça; se não houver este ajuste remuneratório o sentimento de injustiça vai
imperar e aí nunca se resolve a conflitualidade de anos a fio nos Oficiais de
Justiça.
.4. A contagem
da devolução do tempo de serviço deve ser efetuada em função da especificidade
e pluricategorialidade da nossa carreira.
– Para quem está
cá há mais de 12 anos na profissão a devolução automática de um índice
remuneratório na nova tabela em vigor.
– Para quem está
cá há mais de 20 anos a devolução automática de dois índices remuneratórios na
nova tabela em vigor (Nota: de forma justa e equitativa sofreu os períodos de
congelamento após o ano de 2004 que de forma neste hiato temporal tiveram as
suas carreiras estagnadas).
Súmula:
Penso que se o
Governo ceder a estes princípios e as Direções dos Sindicatos apresentarem e
conseguirem estes pontos reivindicativos, com razoabilidade podes ter um novo
estatuto digno deste nome.
O Oficial de
Justiça, Mário de Sousa»
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