É só mais uma notícia de falta de ar condicionado e também de papel higiénico
“É uma situação que se arrasta há vários meses. O edifício onde funciona o Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) do Porto está sem ar condicionado e o problema não tem solução à vista, devido à falta de verbas.”, assim noticiava o Jornal de Notícias (JN), ao mesmo tempo que acrescentava outros problemas no mesmo edifício, como a simples falta de papel higiénico nas casas de banho, bem como toalhas para as mãos, obrigando funcionários e magistrados a levá-los de casa.
Nada de novo, nem
ali nem em qualquer outro ponto do país.
«Já há várias
semanas que não há papel toalha nas casas de banho e, ultimamente, é o papel
higiénico que tem vindo a falhar. É uma situação inacreditável. Questionamos o
senhor secretário, que nos revelou que não havia verbas para repor o “stock” e
que aguardavam orientações», revelou Rosário Barbosa, presidente da Direção
Regional do Porto do Sindicato dos Magistrados do Ministério Público (SMMP).
Já no que diz
respeito aos sindicatos dos Oficiais de Justiça, não chegou qualquer eco à
comunicação social sobre o facto dos Oficiais de Justiça terem de levar papel
higiénico de casa, nem que o frio do inverno tenha sido superado pelos
aquecedores que também levaram, devido à avaria do ar-condicionado, avaria esta
que agora já não superam em termos de calor destes primeiros dias de primavera,
onde as temperaturas mais elevadas já começam a incomodar.
Diz a
representante do SMMP que “Não há prazos para que se resolva o problema. Parece
haver um jogo de empurra entre o senhorio [o edifício é alugado] e o Instituto
de Gestão Financeira e Equipamentos da Justiça (IGFEJ). Ninguém assume a responsabilidade”,
explicou ao JN Rosário Barbosa.
«Como é que não
há papel para as mãos num tribunal, não se compreende. Limpo as mãos a papel
higiénico, mas hoje não tinha papel higiénico, então tive de limpar com lenços.
É ridículo. Chegamos ao ponto que parece que estão a gozar connosco», afirma
Rosário Barbosa.
Mas para além
dessas falhas de gestão do economato, há os problemas estruturais do edifício
que acolhe o DIAP e o Juízo de Instrução Criminal do Porto, além de outros
serviços. Em outubro do ano passado, uma falha elétrica levou ao adiamento de
diligências e também se registaram várias falhas no abastecimento de água.
Desde maio de 2014,
vários serviços do Ministério da Justiça ficaram concentrados no edifício que
pertencia à Caixa Geral de Depósitos. Na altura da mudança para a Rua de
Camões, o Ministério da Justiça indicou que a concentração de serviços permitiu
uma poupança anual de 864 mil euros. Esta poupança resultou da rescisão de 12
contratos de arrendamento.
O edifício da Caixa
Geral de Depósito, com o inquilino Ministério da Justiça (que ocupa ¾ dos 10
mil metros quadrados), acabou vendido, em 2022, à Finangeste (empresa de gestão
imobiliária), por cerca de 20 milhões de euros. O edifício de dez pisos acima
do solo tem ainda pisos inferiores para 91 lugares de estacionamento.
Fontes: “Jornal de Notícias” e “SIC notícias”.

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