Finalmente divulgado o Acordo assinado
Finalmente, divulgou, ontem, o Sindicato dos Oficiais de Justiça (SOJ) o acordo assinado entre os sindicatos e o Governo e, um pouco mais tarde, à noite, também o SFJ lá acabou por também o divulgar.
Pode consultar o acordo através da hiperligação que segue: “Acordo de 13ABR2026”.
Os sindicatos
informaram que não puderam divulgar antes o acordo porque não o tinham, isto é,
assinaram e não ficaram com nenhuma cópia, alegando que havia pequenos erros a
corrigir e só ontem, já depois da hora normal de expediente, é que lhes foi
dada a versão final corrigida.
A informação
sindical do SOJ relata que houve uma reunião na manhã do dia 13ABR entre vários
membros do Governo e uma outra, à noite, pelas 20H00, com elementos do
Ministério da Justiça para a formalidade das assinaturas no acordo que diz
respeito aos ingressos e às promoções.
Diz o SOJ que,
com este acordo, “foi dado mais um passo, com responsabilidade, para valorizar
a carreira dos Oficiais de Justiça.”
Considera o SOJ
que “ao separar as questões de progressão na carreira (ingressos e promoções)
das de avaliação de desempenho, num trabalho firme junto do Governo, foi
possível afastar bloqueios e garantir o avanço profissional da carreira.
Da matéria
acordada, realça o SOJ apenas o seguinte aspeto:
«Firmeza que
levou também o SOJ a não abdicar de garantir a todos, licenciados ou não
licenciados, as mesmas condições para a promoção na carreira. A capacidade e
maturidade negocial do SOJ permitiram ainda, com a redução dos 16 anos para 12
anos – tempo de espera para se atingir o “topo da carreira” –, que todas as
partes envolvidas possam afirmar ganho.
Quanto à
informação do SFJ, é ainda ali referido que o diploma que vai ser publicado, na
sequência do acordo, afinal, não está fechado e que há um aspeto que vai ser
aditado. Trata-se de “situações relativas a trabalhadores que transitaram de Secretário
de Justiça para Escrivão e se encontram em comissão de serviço fora da DGAJ e que
carecem de proteção expressa no diploma.”
Como não foi
possível concluir naquele dia da assinatura do acordo a redação das normas que
acautelam essas situações, há o compromisso do Governo em incorporá-las numa
adenda ao diploma, refere o SFJ na sua nota informativa de ontem.
«O SFJ
acompanhará esse processo e tornará pública a versão final assim que estiver
disponível. Para o SFJ, estes trabalhadores não são uma minoria nem um caso à
parte: são Oficiais de Justiça, com os mesmos direitos de todos os outros, e o
SFJ luta por todos, sem exceção.»
Também
finalmente, ambos os sindicatos acabaram se manifestando sobre a greve e a
manifestação contra o “pacote laboral” que decorre na tarde de hoje.
Na passada
segunda-feira, alertávamos nos precisos seguintes termos:
“Apesar dos
sindicatos dos Oficiais de Justiça estarem muito ocupados com a assinatura do
novo acordo que dará origem ao terceiro decreto-lei que alterará mais um bocado
do Estatuto, tal circunstância não os devia coibir de contestar o pacote
laboral proposto pelo Governo, uma vez que as alterações propostas não são
apenas para os outros, mas também para os Oficiais de Justiça. Claro que caso
concordem com as propostas do Governo, então, sim, podem continuar a manter o
atual silêncio.”
Efetivamente,
nesse mesmo dia, era assinado o último acordo e, quanto à contestação do
“pacote laboral”, acabaram os sindicatos por quebrar o silêncio, embora o SOJ
na véspera da Greve e o SFJ um dia antes.
Finalmente,
ficou claro, para quem ainda tinha dúvidas, embora em momento mais tardio, que
os dois sindicatos dos Oficiais de Justiça se opõem à proposta de revisão da
legislação laboral do Governo que o Chega e a Iniciativa Liberal também já
prometeram apoiar para ultrapassar o bloqueio dos sindicatos.
Assim,
relativamente à greve e manifestação desta tarde, o SFJ comunicou o seguinte:
«O Sindicato dos
Funcionários Judiciais (SFJ), no âmbito das suas responsabilidades sindicais e
representando também trabalhadores do regime geral, reconhece a importância das
lutas que mobilizam os trabalhadores da Administração Pública, em particular
esta greve contra o pacote laboral.
Importa ser
claro: o pacote laboral que o Governo pretende impor agrava uma legislação já
penalizadora para quem trabalha. Visa perpetuar baixos salários, facilitar
despedimentos, aprofundar a precariedade, desregular horários, fragilizar
direitos de maternidade e paternidade, enfraquecer a contratação coletiva e
limitar a liberdade sindical e o direito à greve.
Perante isto, o
SFJ reafirma a sua solidariedade com as reivindicações que estão na origem da
greve convocada para o dia 17 de abril, participando na manifestação agendada
para as 14h30, entre o Saldanha e São Bento.»
«Apesar de o SFJ
não ter emitido aviso prévio de greve, todos os Oficiais de Justiça e demais
Funcionários de Justiça estão abrangidos, à semelhança dos restantes
trabalhadores da Administração Pública. Assim, quem o entender pode exercer
livremente o seu direito à greve, nos termos constitucionais e legais.»
No que diz
respeito à informação do SOJ, este sindicato expressou o seguinte:
«Há razões, como
é do conhecimento de todos, para se lutar contra o pacote laboral apresentado
pelo Governo. Contudo, a luta faz-se em diversos planos e é do conhecimento
público que o SOJ participa dessa luta, formalmente, também no seio da UGT.
É igualmente do
conhecimento público que a rejeição ao pacote laboral, por parte da UGT, contou
com a unanimidade dos seus Sindicatos. Consequentemente, estando o SOJ filiado
nesta Central Sindical, o seu voto foi de rejeitar o pacote laboral, como todos
os demais sindicatos. Unanimidade é isso mesmo!
Consequentemente,
e pese embora a negociação continue, há razões para que cada um de nós,
enquanto trabalhador, exerça o seu direito à greve, contra o pacote laboral.
Assim, todos os
Oficiais de Justiça podem aderir a esta greve, pois estão salvaguardados pelos
Avisos Prévios apresentados por diversas entidades sindicais que representam
trabalhadores da administração pública.»
Fontes: “SOJ-Info-16ABR2026”, “SFJ-Info-15ABR2026” e “SFJ-Info-16ABR2026”.
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