Ataque a tiro fere 4 Funcionárias de um Tribunal

      Nesta última semana, na passada terça-feira, foi notícia internacional o caso do grego que, em Atenas, disparou sobre funcionários da Segurança Social e de um tribunal, ferindo cinco pessoas e atirando envelopes onde dizia que constavam os motivos para a sua ação.

      O atacante, armado com uma espingarda, iniciou a sua ação pelas 10H30 (08H30 hora de Portugal continental), começando por abrir fogo num balcão da Segurança Social [Fundo Nacional de Segurança Social (EFKA)].

      Armado com uma espingarda, escondida sob um sobretudo, o homem entrou no prédio, subiu até ao quarto andar e, uma vez ali, disse a um funcionário para se baixar enquanto atingia outro, conforme relatou Alexandros Varveris, chefe do EFKA.

      O funcionário foi baleado numa perna e antes de seguir para o hospital foi-lhe aplicado um torniquete para parar a hemorragia.

      Depois desse ataque, o homem fugiu num táxi em direção a um tribunal de Atenas, (tribunal de pequena instância), onde chegou cerca de uma hora depois, passou pelo controlo de segurança sem chamar a atenção e a transportar consigo, debaixo do sobretudo, a mesma espingarda de canos serrados. Disparou logo ali no rés-do-chão, provocando ferimentos em quatro funcionárias.

      As testemunhas disseram que não parecia ter nenhuma vítima em mente, tendo disparado indiscriminadamente.

      Seguidamente deixou a espingarda no local, juntamente com as cartas que dizia conterem os motivos da sua ação e fugiu a pé.

      As «quatro mulheres que trabalham no tribunal de pequena instância sofreram ferimentos ligeiros», disse o responsável do sindicato dos funcionários judiciais em Atenas, Stratis Dounias, à emissora pública ERT.

      Os meios de comunicação gregos identificaram o homem como sendo um cantoneiro de 89 anos que recolhia lixo na região de Atenas.

      O homem viria a ser preso numa cidade a cerca de 200 quilómetros de Atenas.

      O atacante já esteve internado numa ala psiquiátrica em 2018 e nas cartas que deixou no tribunal queixava-se de que não tinha conseguido receber a pensão, noticiaram os meios de comunicação gregos.

      Esta notícia deve deixar-nos preocupados com o estado da segurança em Portugal.

      Desde logo temos a entrada nos edifícios, cuja segurança é, maioritariamente, fraca ou inexistente, sendo mais exigente em apenas meia-dúzia de edifícios.

      Depois temos o caso do torniquete aplicado ao funcionário. Quem sabe nos tribunais portugueses aplicar um torniquete, bem como outras manobras de socorro e emergência?

      Por fim temos a motivação: quantos utentes não se conhecem nos tribunais que estão a passar por situações tão ou mais graves quanto a alegada pelo atacante grego e quantos utentes diariamente entram nos tribunais com os mais diversos problemas mentais?

      As testemunhas disseram que os disparos foram indiscriminados, à sorte, não pretendendo atingir ninguém em concreto, mas todos ou alguns. Quer isto dizer que mesmo que essas pessoas perturbadas tenham sido alguma vez atendidas em condições de especial cuidado e paciência, ainda assim, podem voltar e disparar contra tudo e contra todos, o que, aliás, já fazem, embora, de momento, apenas verbalmente.

      Os Oficiais de Justiça não estão em segurança e, perante um caso destes, nem um torniquete saberiam aplicar.

      É necessário não só reforçar a segurança dos tribunais e dos serviços do Ministério Público, como ainda dar formação básica a todos sobre primeiros-socorros e ações de emergência em casos de um ataque como este, designadamente, indicando e mantendo desbloqueadas saídas de emergência para fugas rápidas, uma vez que muitos dos balcões de atendimento e secretarias constituem ratoeiras sem saída alternativa àquela onde pode estar o atacante.


      Fontes: “Diáriode Notícias”, “O Globo”, “Expresso”, “Renascença-RR” e “kathimerini.gr”.

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