Ataque Informático à PGDL



      A página da Procuradoria-Geral Distrital de Lisboa foi atacada, no 25 de abril, por um grupo de piratas informáticos.


      Nomes, contactos de telemóvel e de “e-mail” de procuradores foram tornados públicos e ficaram disponíveis no sítio de partilha de informação “AnonFiles”.


      A informação foi divulgada pelo sítio “Tugaleaks”, que avançou também que o ataque foi feito por "um grupo de “Anonymous”.


      Fonte da Procuradoria-Geral da República (PGR) confirmou ao jornal “i” o ataque informático, garantindo que foram imediatamente acionados os meios para reparar os possíveis danos, esperando concluir o trabalho em poucas horas.


      A mesma fonte assegurou igualmente que nos próximos dias vão ser avaliadas as consequências deste ataque, existindo a possibilidade de abertura de uma investigação para apurar os autores de eventuais crimes.


      Maria José Morgado garantia ao citado jornal que este não é o primeiro ataque de que o portal da Procuradoria Distrital de Lisboa é alvo. A diretora do Departamento de Investigação e Ação Penal de Lisboa, apesar de não ter informações sobre o caso, assegura que num ataque informático anterior, ocorrido "há uns anos", chegou a ser apresentada uma queixa-crime.


      O mesmo grupo fez também alterações à página do Sistema de Informação do Ministério Público (SIMP), na qual foi colocada uma mensagem alusiva ao 25 de Abril, assinada por "Anónimos Portugal".


      No ecrã preto podia ler-se o texto: "Isto é o descontentamento pela vossa inércia e cooperação com os marginais que têm levado Portugal a uma pobreza maior que há 40 anos."


      Na página de “Facebook” do “Anonymous Portugal” foi publicada a notícia juntamente com a questão: "Se eles não se conseguem proteger a eles próprios, como esperam proteger os cidadãos?"


      O aumento de crimes com recurso à Internet já levou a procuradora-geral da República a recorrer recentemente às universidades para criar uma bolsa de peritos informáticos. Joana Marques Vidal celebrou protocolos com o Instituto Superior Técnico e as universidades de Beja, do Porto e do Minho que visam a elaboração de um estudo técnico para que no futuro possa haver uma reserva de peritos na área da informática.


      Abaixo estão imagens obtidas na Internet nos sítios acima mencionados onde se pode ver como se apresentava a página do SIMP e um exemplo de parte da lista divulgada com os nomes e telefones dos procuradores que aqui se riscaram a preto de forma a não serem percetíveis.


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