A Revista no EP de Castelo Branco

     Vários reclusos ficaram intoxicados com substância psicotrópica consumida no Estabelecimento Prisional (EP) de Castelo Branco, encontrando-se em perigo de vida.


     Em face deste acontecimento e da questão, para além do consumo, de como entrou a substância no estabelecimento prisional, o presidente do Sindicato Nacional do Corpo da Guarda Prisional defende regulamentação que impeça que "um diretor possa interferir na segurança, ditando ele próprio as suas regras".


     O presidente do Sindicato Nacional do Corpo da Guarda Prisional (SNCGP), Jorge Alves, admite a existência de falhas de segurança no E.P. de Castelo Branco mas também diz que os seus colegas em Castelo Branco "não estão autorizados a revistar" os visitantes, que passam, somente, pelo pórtico detetor de metais.


     "A entrada [de materiais ilícitos] parece que não é tão difícil como isso em Castelo Branco, dadas as condições que os meus colegas têm para desempenhar a fiscalização adequada e o controlo de pessoas e bens na entrada do estabelecimento", diz Jorge Alves.


     Para o dirigente sindical, "o que falta é regulamentação", de modo a que os guardas prisionais possam trabalhar "todos igual, do mesmo modo", sem que "um diretor possa interferir na segurança, ditando ele próprio as suas regras".


     Questionado sobre se as sucessivas greves dos guardas prisionais não diminuem a segurança nas cadeias, Jorge Alves garante que, pelo contrário, a segurança "aperta" nesses momentos porque não é autorizada a entrada de sacos.


     Fonte: RR 27-04-2015


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