Ataques Informáticos
Os sítios na Internet da Polícia Judiciária, Conselho Superior da Magistratura, Citius, EDP, Águas de Portugal, foram alvo de ataques informáticos (por “hackers” do grupo “Anonymous”) no dia 25 de Abril.
O sítio na Internet da Polícia Judiciária ficou várias horas fora de serviço.
O grupo de “hackers” associou o ataque ao aniversário do 25 de Abril.
Outro dos organismos visados na ação foi o sítio na Internet do Conselho Superior de Magistratura, como o próprio organismo admitiu em comunicado. O ataque aconteceu à uma hora da madrugada, mas “atingiu apenas a página inicial”. O sítio foi reposto “minutos após” o ataque e, além disso, o CSM lembrou que “é público” que ali não existem quaisquer “conteúdos reservados”. Por isso, acrescenta, “a menção de divulgação de dados [feita pelos hackers] apenas pode referir-se a informação que sempre esteve acessível a quem consultasse o sítio”.
O Citius, a EDP e a Águas de Portugal foram outros alvos, além de terem sido divulgados 1300 dados pessoais de magistrados, segundo salienta a Lusa. José Souto Moura surge como procurador-geral da República, um cargo que não ocupa desde 2006. Os casos já estão sob investigação da Secção de Crime Informático da Diretoria de Lisboa da PJ.
O ataque, designado pelos “hackers” como “o 25 de Abril (apagão nacional)”, poderá ser uma vingança contra a operação “Caretos” desencadeada pela PJ a 27 de fevereiro. No dia seguinte, na página do “Facebook” do “Anonymous Portugal” surgia a imagem de um cartaz com um cravo, o nome da operação e a expressão “por cada sete que caíram 100 se levantaram…”.
Com efeito, na altura, a PJ fez num dia sete detenções, mas um dos detidos foi libertado. No dia seguinte, fez uma nova detenção, num total de oito, mas em que sete foram conduzidos a tribunal. Um deles foi Rui Cruz, o responsável pelo sítio “Tugaleaks”.
Um dos principais alvos foi o procurador Pedro Verdelho, responsável do Gabinete de Cibercrime da Procuradoria-Geral da República, que os “hackers” responsabilizam pela “Operação Caretos”. “Deve ser tudo coincidência, ser ele a julgar os arguidos na Operação C4R3T05 (CARETOS)”. Em todo o caso, o Anonymous publica uma foto de Pedro Verdelho em que o rosto do procurador é alterado.
Faz agora dois meses, que a PJ fez mais de 20 buscas e deteve sete suspeitos de ataques informáticos a entidades públicas (PJ, Conselho Superior da Magistratura, Ministério Público e outras). Um dos detidos foi Rui Cruz, fundador do órgão de comunicação social “Tugaleaks” e “equiparado” a jornalista. Uma juíza proibiu-o de aceder à Internet. Mas, há uma semana, foi publicado um texto no “Tugaleaks”, onde Cruz se diz vítima de “perseguição” pela PJ e Ministério Público” e lamenta ter sido “impedido de aceder à Internet por uma juíza que não percebia absolutamente nada do tema que julgava”.
Fonte Jornal Notícias – 26-04-2015
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