O Palácio da Justiça de São João da Madeira
“O edifício do Tribunal de S. João da Madeira tem sinais exteriores de puro abandono. Quem por ali passa é surpreendido pela profusão de grafitis nas paredes do edifício e um acumular de lixo no lago, que está seco”.
Assim começa o artigo publicado na passada sexta-feira no semanário “O Regional”, cujo título é este: “Sinais de vandalismo no edifício público; Grafiti decora paredes do Tribunal”.
O artigo começa por referir que os grafitis em espaços públicos não são nenhuma novidade mas considera que “O exterior do edifício do Tribunal de S. João da Madeira está “vandalizado”, ou melhor, cheio de grafitis nas paredes exteriores do edifício.”
Continua o artigo afirmando que “quem por ali passa não fica indiferente e existe mesmo quem afirme que a “coisa está a descambar”.
A mancha de pinturas coloridas e mensagens têm avançado desordenadamente pelas paredes e janelas do edifício. Quem vive na zona diz que é frequente a concentração de jovens, principalmente na “zona mais protegida” virada para o edifício da Câmara “e que só não vê quem não quer o que ali se passa”, refere um morador.
A publicação refere que a situação “se tem vindo a agravar nos últimos tempos”, afirmando que “Vi há meses um jovem a grafitar uma parede do edifício e não gostou de eu o ter chamado à atenção”, dando como resposta se “eu era polícia”.
Refere-se no artigo que “este fenómeno, que há muito começou na cidade, parece estar fora do controlo das autoridades e poderá alastrar-se a outros edifícios. Estes dois moradores queixam-se da falta de fiscalização neste edifício, que está com sinais de abandono no seu exterior. Ambos concordam que aquilo que aqui está feito “não é arte e não tem qualquer valor artístico, é simplesmente maldade, que causa danos no património, seja nas paredes, seja nas janelas ou muros”.
Prossegue o artigo referindo-se a um “lago” existente na frente do edifício, “lago” este que está “completamente seco e cheio de lixo”. Acrescentando que “na entrada principal do edifício, local onde se concentram muito fumadores, não existe um cinzeiro para colocar as beatas dos cigarros e, a juntar a tudo isto, os focos de iluminação no solo, vandalizados, servem de caixote do lixo”.
A publicação garante que fonte policial lhes garantiu que “a situação é conhecida e há muito que foi participada e é acompanhada. A “vigilância no local é feita como em toda a cidade”, mas estas situações “são sempre difíceis”, uma vez que “os autores esperam pela saída das autoridades do local”.
Fonte: “O Regional” (semanário e rádio local)
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