SFJ e SOJ unidos na mesma Luta; Falta o teu Apoio?

      É já depois de amanhã que tem início o período de greve de um total de três dias marcados pelo Sindicato dos Funcionários Judiciais (SFJ).


      Ontem, mais uma vez, o Sindicato dos Oficiais de Justiça (SOJ), veio reiterar o apoio à greve que já desde a primeira hora havia manifestado.


      Na comunicação do SOJ, também dirigida à comunicação social, este Sindicato refere a outra greve que também decretou e que se mantém válida até ao fim deste ano.


      Diz assim o SOJ:


      «O Sindicato dos Oficiais de Justiça, sem prejuízo de manter a greve ao trabalho (es)forçado – decorre até 31 de dezembro de 2018 –, associa-se à greve convocada pelo Sindicato dos Funcionários Judiciais, para os dias 29 de junho, 2 e 3 de julho.»


      Este apoio e associação deste sindicato à greve decretada pelo outro sindicato é uma perfeita conjugação de esforços que apela à união de forças de todos os Oficiais de Justiça na luta que é comum, independentemente das tantas e positivas e necessárias diferenças ideológicas.


      As diferenças são positivas e muito úteis e permitem engrandecer o pensamento global mas tais diferenças surgem por um motivo comum e é essa motivação comum que agora interessa e é nessa motivação comum que surge a união na luta.


      Por isso mesmo, o SOJ se associa à greve decretada pelo SFJ e diz que o faz porque «continua a não existir qualquer resposta, por parte do Governo, no sentido de garantir a realização de processos negociais, nomeadamente quanto à contagem do tempo de congelamento da carreira, regime de aposentação e revisão estatutária.»


      Assim, conclui o SOJ, «a falta de resposta do Governo, mesmo perante soluções apresentadas, leva a que os Oficiais de Justiça tenham de continuar a lutar.»


      Esta mesma comunicação do SOJ foi enviada às redações e teve eco na comunicação social que a reproduziu embora com alguns mal-entendidos. Aliás, os sindicatos devem ter muito cuidado na hora de difundir informação para a comunicação social porque, para estes meios, os comunicados devem ser muito mais explícitos e clarificadores, pois não são dirigidos aos seus representados Oficiais de Justiça mas aos demais cidadãos que não estão por dentro destas problemáticas e carecem de que tudo seja muito bem explicado para que seja compreendido e, consequentemente, com tal compreensão, contar com o apoio generalizado da cidadania.


      A falta desta pormenorização da problemática dos Oficiais de Justiça perante a sociedade, leva a que a problemática não seja bem compreendida por ninguém. Não a compreende o cidadão comum nem a compreende sequer um deputado da Assembleia da República que, muitas vezes, se limita a questionar a ministra da Justiça com as questões que levam escritas e que lhes foram antes comunicadas pelos sindicatos, sem perceber sequer a própria questão que coloca.


      Por exemplo, isto mesmo sucedeu recentemente na Comissão a que respondeu a ministra da Justiça com a questão do deputado do Bloco de Esquerda sobre o suplemento remuneratório. Nem o deputado compreendeu os dois aspetos que envolvem este assunto: a atualização à percentagem de 10% e a integração no vencimento; nem a própria ministra da Justiça compreendeu a questão não respondendo ao assunto e só à terceira é que lá veio o esclarecimento por parte da secretária de Estado que foi, aliás, a única que compreendeu o assunto na sua dupla dimensão e o explicou.


      Assim, independentemente das comunicações para os seus representados e para o universo dos Oficiais de Justiça, os sindicatos devem elaborar outras comunicações mais explicativas para a sociedade e para os demais cidadãos de forma a que não haja notícias como as que ontem vimos em vários órgãos de comunicação social onde se afirmava que os Oficiais de Justiça se juntavam à greve dos Funcionários Judiciais, como se de duas entidades diferentes se tratasse, entre outros aspetos mal explicados e pior reproduzidos e interpretados por um jornalismo que está rendido ao facilitismo e à voracidade da velocidade da publicação/reprodução que quer ser a mais rápida.


      Aqui fica o alerta sobre esta necessidade de distinguir a comunicação pública da comunicação interna, porque só com uma compreensão plena da situação dos Oficiais de Justiça, poderão estes obter a tão ansiada justiça.


      De todos modos, depois de amanhã assistiremos a uma greve nacional e a uma concentração regional do norte junto ao Palácio da Justiça do Porto, lugar para onde confluirão muitos Oficiais de Justiça, seja nos seus veículos, seja nos autocarros disponibilizados pelo Sindicato SFJ, o que permitirá transmitir para a opinião pública, via comunicação social, uma maior força e união dos Oficiais de Justiça do que aquela que realmente existe, porque, como se sabe, muitos não irão aderir a esta luta, nem sequer por mera solidariedade com os colegas, que é o mínimo que se poderia exigir, apesar de este ser um momento fulcral para o fazer, uma vez que tanto está em causa, pois para além da questão do suplemento ou das promoções, está em cima da mesa algo mais importante: o Estatuto que regerá para o futuro a carreira dos Oficiais de Justiça.


SFJ+SOJ+OJ.jpg

Comentários

  1. Convívio nacional do SFJ: a terminar o prazo para inscrição.
    Greve: motivos justos, apoiem os sindicatos!Sós, nada se consegue. Fez-se há anos greve de uma semana e, hoje os mais novos encontram os benefícios de todas essas lutas, independentemente dos prejuízos no n/vencimento mensal, nessa altura.
    Por mais críticas que façam, reconheçam que cada um por si não pode ir a Lisboa reinvidicar aquilo a que acha ter direito.E não sou sindicalista.Só pago quotas!
    Já agora: porque se escondem no anonimato, se acham que têm razão quando escrevem?Quem trabalha nos tribunais não tem que ter receio, se é justo e fundamentado o que diz!

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    1. Donzília Santos28/6/18 17:52

      Saíu sem identificação, por falha informática!

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