A Revolução Não Foi Autorizada
Todos os anos por esta altura comemoramos efusivamente o 25 de Abril com artigos contendo alguma informação histórica, tentando, ao mesmo tempo, trazer para o presente e para a atualidade não só a informação em si mas também tentando trazer ou reconstruir o espírito daquela Revolução.
Embora de forma sintética e com a habitual autolimitação desta página (um breve artigo por dia), estes últimos dias (seis dias consecutivos) temos tentado aportar aos nossos leitores o tal “Espírito de Abril” com artigos que tentamos que sejam diferentes daqueles que circulam nos meios de comunicação de massas e que a todos já vão chegando com facilidade.
Na senda dessa descoberta e divulgação daquilo que não está massificado, contribuindo para a informação e para a comemoração, hoje apresentamos um pequeno vídeo, que está longe da comunicação de massas mas que possui o encanto da atualidade e a grande distância temporal de quem o elaborou, relativamente ao acontecimento em causa.

Este curto vídeo foi elaborado pelos alunos da Licenciatura em Ciências da Comunicação da Universidade do Porto e colocado no seu jornal multimédia e projeto comunicacional denominado “JPN - Jornalismo Porto Net”.
Clique abaixo para ver o vídeo sobre o 25 de Abril da rubrica “Gente Comum” do “JPN”.
Deixamos também a curiosa imagem abaixo que reproduz um ofício do dia seguinte ao da Revolução em que um chefe de uma secção questiona o seu diretor-geral sobre como há de proceder com a marcação das faltas dos trabalhadores que faltaram no dia anterior por causa de uma “revolução não autorizada”.
Esta anedota revela o grau de ignorância que grassava naquele tempo na máquina do Estado e como tal mentalidade encarrilada atrofiava a vida dos cidadãos não lhes concedendo qualquer margem de liberdade, cingindo-se cegamente aos formalismos de um Estado totalitário.
Mas se bem vimos o ridículo nessa comunicação do passado, muito custa a ver a mesma mentalidade ainda existente no presente, com situações idênticas ou muito semelhantes que igualmente estrangulam e prejudicam todos os cidadãos deste país.
Assim, embora uma revolução tenha por característica base a introdução de mudança, há mudanças que, depois desta, ainda não ocorreram, e muito por culpa e exclusiva culpa das empedernidas mentalidades individuais.
E desta forma encerramos este período de seis publicações comemorativas do 25 de Abril que começou antes da data em si e termina depois. Amanhã retomaremos a informação sobre aspetos mais concretos relacionados com os Oficiais de Justiça, embora tentemos manter sempre, nessas abordagens, este “Espírito de Abril”, o que esperamos conseguir a cada dia e ao longo do ano.

O que vão fazer o sfj e o soj no primeiro de Maio?
ResponderEliminarSerá que também carecem de autorização?
Esperam que Mário Nogueira da FENPROF lute pela nossa classe.
EliminarAlguma dúvida?
Alguém conhece alguma ação prática na parte que nos diz respeito do Observatório Permanente da Justiça?
ResponderEliminar
ResponderEliminarAs emperdenidas mentalidades individuais continuam por aqui. Pior ainda há quem se julgue proprietário do funcionário.
Ouve-se por aqui frequentemente dizer "o meu...", por referência à categoria profissional do funcionário.
Para que não restem dúvidas isto acontece dentro da mesma classe profissional que somos nós os F de Justiça.
Evoluímos com quadros superiores assim?
A senhora Ministra da Justiça disse isto:
Eliminar"O autoritarismo não morre”, apenas “se finge adormecido”.
Frase sábia. Parabéns.
Evoluímos quando aceitarmos as decisões democráticas dos plenários.
EliminarBombas inteligentes dispensamos.
Comunicado do SFJ de 4 de Janeiro de 2019
ResponderEliminar"... Assim, a estratégia, para já, não passará pelo recurso à chamada “bomba atómica”.
A Greve de Janeiro (7 a 31) será mais um passo nesta caminhada de Luta, que não é fácil e estará longe do fim.
Temos de reservar a “Bomba Atómica” para o momento certo e adequado, que será o que causar maior impacto.
Sem dúvida que, não existindo resposta positiva aos nossos anseios, faremos uso dessa “arma”.
Se realizássemos, já, uma greve consecutiva de cinco dias, o que faríamos a seguir? Dez, Quinze ou mesmo Vinte dias de greve?
O SFJ tem previstas novas formas de Luta / Greve, as quais poderão passar pelo encerramento de vários Tribunais / Juízos durante vários meses seguidos.
O objetivo é o de causar o maior impacto na Administração/MJ/Governo com o menor esforço financeiro possível despendido pelos Oficiais de Justiça.
Se o que move o MJ são as estatísticas, então atuaremos nessas áreas.
Conforme já referido, no momento presente, a Luta passará por uma Greve com a Duração de Um Mês (Janeiro). - consultar aqui o calendário da Greve
E, se, entretanto, não obtivermos respostas positivas por parte do MJ, iremos continuar com ações de luta nos próximos meses de Fevereiro, Março e Abril, culminando com uma Greve Geral Nacional já agendada para a semana de 29.04.2019 a 03.05.2019..."
Então onde estão as respostas positivas por parte de MJ? 😄😍😝